Órgão diz que medida é administrativa e não tem elo com greve
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Em meio à greve que paralisa metade do Ibama há 50 dias, o presidente do órgão, Abelardo Bayma, impôs a lei da mordaça aos servidores. Em memorando oficial, ele proibiu os subordinados de falar em público e ameaçou punir quem desobedecê-lo.
No documento, assinado anteontem, Bayma afirma que "nenhum servidor do Ibama está autorizado a ministrar palestras, conceder entrevistas, participar de workshop ou algo similar", "sob pena de medidas disciplinares pertinentes".
O texto foi despachado a todas as unidades do instituto. A medida acirrou os ânimos dos grevistas, que acusam o dirigente de constrangê-los de forma ilegal.
"O presidente não pode proibir os servidores de se manifestarem. Onde é que nós estamos?", criticou o presidente da Associação dos Servidores, Jonas Corrêa.
"É uma tentativa de coação. Vivemos numa democracia. Se vejo algo errado, tenho o direito de falar."
A paralisação se estende a outros órgãos do Ministério do Meio Ambiente e, segundo o sindicato, tem a adesão de cerca de 3.400 servidores. Assinante Folha/Uol íntegra aqui
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