terça-feira, 14 de setembro de 2010

“Em seis meses, vamos recuperar a competitividade do Porto”


Em seis meses, é possível colocar o Porto de Paranaguá de pé, afirmou Beto Richa em encontro com empresários do setor florestal, em Curitiba, na noite desta segunda-feira (13). Só em 2008, as limitações de infraestrutura do Porto provocaram perdas de US$ 1,3 bilhão ao Paraná, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). “O Porto de Paranaguá é a grande porta de entrada e saída de produtos e mercadorias do Paraná e exige melhorias imediatas para permitir o acesso de navios de grande calado, melhoria e expansão do cais e modernizar a área de movimentação de cargas, para que seja mais ágil e competitivo. Para isso, precisa de um choque de gestão”, disse Beto

Para os empresários, Beto é a melhor opção para recuperar a competitividade perdida pelo Paraná. “Se tivéssemos um Porto, estradas vicinais e ferrovias adequados, o setor privado se encarregaria de fazer mais investimentos”, considerou José Totti, diretor-florestal da Klabin. “Trata-se de um setor exportador e, portanto, depende muito do Porto de Paranaguá. É preciso que o Porto tenha mais efetividade e marketing”, afirmou o empresário Álvaro Scheffer, da Águia Reflorestadora. “A nossa expectativa em relação a uma gestão do Beto é muito boa”, disse Carlos Mendes, diretor-executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), que representa 42 empresas na cadeia produtiva, responsáveis por 500 mil empregos diretos e indiretos.

Para Mendes, o Plano de Governo de Beto Richa atende às expectativas do setor florestal. “A gente leu atentamente o Plano de Governo que o Beto apresentou e ele dedicou uma boa parcela para as florestas plantadas. O Beto tem uma boa proposta para o setor, uma proposta que nos satisfaz”, disse Mendes, acompanhado do presidente da APRE, Gílson Geronasso.

Beto Richa garantiu que o Governo do Estado será um parceiro do setor produtivo e desenvolverá um planejamento de longo prazo para enfrentar o quadro de escassez iminente de madeira por falta de plantio de florestas.

O Plano Desenvolvimento Florestal do Beto atende tanto os produtores de celulose e papel como a produção de painéis de madeira, madeira serrada e compensada e ainda a produção de energia de biomassa, entre outros fins.

O programa terá benefícios econômicos, sociais e ambientais. Ao diversificar a renda e gerar emprego, o plantio de floresta ajudará a manter a população nas áreas de origem e, também, a proteger a mata nativa, combater a erosão, conservar a água e manter a biodiversidade. Além disso, garantirá a manutenção de milhares de empregos.

“Fazer mais, melhor, gastando menos, como fizemos em Curitiba. É o que vamos fazer. Muitos dizem saber o que é preciso para recuperar o Paraná, mas a questão é como fazer. Eu sei como”, afirmou Beto

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