quinta-feira, 1 de julho de 2010

BNDES promove farra de empréstimos - Economia - Notícia - VEJA.com

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TSE mantém cassação de Rosinha Garotinho e vice

MARIÂNGELA GALLUCCI - Agência Estado

A prefeita de Campos Goytacazes, Rosinha Garotinho, e seu vice, Francisco Arthur de Oliveira, fracassaram na tentativa de permanecer nos cargos. O ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou hoje uma ação cautelar na qual os dois pediam que fosse suspensa a cassação de seus mandatos.

Na ação, Rosinha e Oliveira contestavam decisão tomada na segunda-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro que confirmou a cassação dos mandatos e a inelegibilidade por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

A prefeita e seu vice queriam que os efeitos da decisão ficassem suspensos até que o TSE decida um recurso contra a cassação. Para tentar convencer o TSE, os dois argumentaram que havia risco de impossível reparação, já que seriam impedidos de exercer os cargos. Também afirmaram que a comunidade de Campos, no Rio de Janeiro, poderá sofrer prejuízos já que o TRE determinou a realização de novas eleições. Para eles, as "sucessivas alternâncias no exercício da chefia do executivo sempre são traumáticas".

Em sua decisão, o ministro Marcelo Ribeiro disse que o TRE analisou as provas e concluiu que ocorreu o abuso do poder econômico e o uso indevido dos meios de comunicação. Segundo ele, uma eventual reforma do julgamento levaria ao reexame de provas e fatos, o que é impossível no tipo de recurso protocolado por Rosinha e seu vice. Para o ministro, a prefeita e o vice "foram efetivamente beneficiados por atos de abuso com potencial para desequilibrar o pleito".

Mapa mostra os principais candidatos aos governos dos Estados

Candidaturas e alianças estão fechadas e propaganda começa na terça-feira

O prazo para oficializar as candidaturas para a eleição terminou na quarta-feira (30). Com isso, todos os candidatos à Presidência e aos governos estaduais estão fechados. A partir da próxima terça-feira (6) os candidatos já podem fazer propaganda eleitoral na internet. Com o fim do prazo para registrar candidaturas, também terminou o tempo para os partidos fecharem as alianças e declarar apoio a um candidato à Presidência.

Dilma Rousseff (PT) tem palanque em todos os Estados e contará com a ajuda dos candidatos do PT e de aliados para conquistar votos.
José Serra (PSDB) tem palanque em 23 dos 27 Estados do país. Onde os tucanos não têm candidatura própria, o partido vai contar com a ajuda de aliados.

Entre os três principais candidatos à Presidência, Marina Silva (PV) é a que tem menos palanques próprios, nove. O PV vai lançar candidatura na Bahia, Ceará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Saiba quem são os candidatos ao governo de cada Estado e quem apoia quem na disputa eleitoral. VEJA MAPA e quais são principais candidatos nos Estados Aqui

Venezuela emite ordem de prisão contra empresário opositor

O Ministério Público da Venezuela emitiu uma ordem de prisão contra o empresário Nelson Mezerhane, importante acionista da emissora privada Globovisión e presidente de um banco que está sob intervenção estatal desde o dia 14, informou nesta quinta-feira a procuradora geral Luisa Ortega Díaz.

O motivo alegado foi suposta vinculação com irregularidades cometidas pelo Grupo Federal, segundo o site da Globovisión.

A procuradora informou que o governo não tem informação oficial sobre o paradeiro de Mezerhane, apesar de ter anunciado que pedirá à Interpol (polícia internacional) a emissão de uma ordem de busca contra ele.

"Não temos oficialmente a informação de que ele esteja fora do país (...). No entanto, solicitamos a ordem de prisão com a intenção de que seja incluído no alerta vermelho da Interpol, para que possa ser preso onde estiver", declarou Ortega à Rádio Nacional da Venezuela (RNV).

A Justiça venezuelana já tinha emitido uma proibição de saída do país contra Mezerhane e outros 17 diretores do Banco Federal, que recebeu intervenção estatal em 14 de junho pelo governo de Hugo Chávez. O governo alegou que a instituição atravessava uma séria crise econômica agravada por uma importante falta de liquidez.

O Banco Federal é uma instituição privada de médio porte.

Mezerhane também é um dos diretores da emissora Globovisión, muito crítica ao governo de Chávez e cujo presidente, Guillermo Zuloaga, também teve a prisão decretada pela Justiça por suposta "usura" e associação para delinquir.

Zuloaga, por enquanto, está foragido da Justiça. Ele, assim como Mezerhane, assegurou que as acusações judiciais respondem a "pressões" políticas por parte do governo devido à linha editorial da Globovisión.

Chávez rejeitou as críticas, negando que se trate de uma perseguição contra a emissora.

"Não é pelo canal, não é por nada, simplesmente este banco quebrou e estavam lidando irresponsavelmente com o dinheiro público", disse Chávez recentemente. "Estão fugindo por algum motivo. Quem não deve, não teme", completou.

na Folha.com - COM FRANCE PRESSE

Ministro do STF suspende lei da Ficha Limpa para Heráclito Fortes

na Folha.com

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes suspendeu nesta quinta-feira a aplicação da lei da Ficha Limpa para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

O senador, que tentará a reeleição, foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Piauí por conduta lesiva ao patrimônio público. A nova lei impede a candidatura de políticos que foram condenados por um colegiado (quando há mais de um juiz).

Após a sua condenação, Fortes entrou com um recurso suspensivo no STF. A ação começou a ser julgada em novembro do ano passado pela 2ª Turma, mas foi interrompida por pedido de vista do ministro Cezar Peluso.

Gilmar Mendes justificou a suspensão da Ficha Limpa ao dizer que o recurso não poderá mais ser julgado antes do prazo de registro das candidaturas. A próxima sessão da 2ª Turma será apenas em agosto.

Rossoni dedica música para Osmar e Requião

Depois de meses entre tapas, Osmar Dias e Requião estarão juntos aos beijos hoje às 16h no Hotel Mabu.

No Blog do Fábio Campana

Em homenagem ao evento, o deputado Rossoni dedica a música abaixo:

Entrevista Exclusiva - Indio da Costa diz que volta a pintar a cara: agora para eleger Serra

O deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) poderia ficar tranqüilo, na “zona do conforto”, como diz uma propaganda sobre os craques da Seleção, e esperar a reeleição para a Câmara. Em política, quando se tem 39 anos, tempo não é problema. Mas decidiu suar a camisa para valer e aceitou o desafio de ser o vice na chapa encabeçada pelo presidenciável tucano, José Serra. Surgiu como um nome de consenso de tucanos e democratas depois da crise danada envolvendo os dois partidos. Sem trocadilho, Indio afirma: “Volto a pintar a cara para eleger José Serra presidente do Brasil”.

Ele faz alusão ao movimento dos cara-pintadas, de 1992, que, se não derrubou exatamente o então presidente Fernando Collor — hoje aliado de Lula —, serviu para informar ao Congresso, à Justiça e ao próprio chefe do Executivo qual era o sentimento da sociedade. Indio da Costa, então com 22 anos, também foi às ruas. E acha que alguns daqueles anseios acabaram se perdendo ou foram pervertidos. O que faz Indio pintar a cara 18 anos depois? “O inchaço da máquina pública, o apadrinhamento dos incompetentes, o aparelhamento do Estado, o uso partidário da máquina pública, a baixa qualidade dos serviços do Estado”.

Advogado, membro de uma família tradicional do Rio, sem histórias tristes para contar sobre a infância sofrida, com uma carreira na vida privada, se quisesse, que poderia se dar sem sobressaltos… Por que alguém com esse perfil vai para a política? Ele responde: “Paixão por algumas causas e apreço pelas pessoas”.

O candidato a vice de Serra conta que teve um aneurisma cerebral em 2003. Achou que fosse morrer. Sobreviveu. Se tirou lições existenciais, não diz, mas ele tirou uma lição política: “Quando eu me recuperei, tive renovada a certeza de que é preciso lutar para que todas as pessoas tenham as condições de tratamento que eu tive.” Diz ainda: “Não é possível passar diante de um hospital público, ver aquela fila imensa, saber que as pessoas estão sendo maltratadas e achar que aquilo é normal.”

Perguntei se juventude ajuda ou atrapalha. Sorrindo, ele afirma: “Se for um defeito, tem cura!” Ô… Taí um mal que poderia ser incurável, hehe. Seguem os principais trechos da entrevista, concedida ontem à noite a este blog por telefone.
*
BLOG - Por que o senhor é um bom candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo tucano José Serra?
INDIO DA COSTA - Bem, o Democratas e o próprio José Serra talvez possam dizer melhor do que eu. Mas é certo que contou nessa escolha a minha atuação no Projeto Ficha Limpa, do qual fui relator. É bom lembrar, as reportagens estão por aí, que, inicialmente, os líderes do governo, do PT, PMDB, PP e PR na Câmara se juntaram contra a proposta. Foi preciso muita determinação nossa, do PSDB, do DEM e do PPS, para levar adiante o que era um anseio muito justo da população. Ela não tem como saber, sozinha, a situação criminal de muitos candidatos. É preciso que o Estado crie barreiras e forneça os instrumentos para impedir que a política seja contaminada por práticas nefastas. Uma pessoa condenada não pode usar a imunidade oferecida pelo mandato para se proteger. Essa sempre foi a minha crença, desde que estou na política, e era e é esse o sentido primário do projeto Ficha Limpa.

BLOG - O senhor tem 39 anos. Vai fazer 40 no mês da eleição (dia 20 de outubro). Nesse caso, juventude ajuda ou atrapalha?
INDIO DA COSTA - Se a juventude é um defeito, é daqueles defeitos que têm cura (risos). E também não sou tão jovem assim. Estou há 18 anos na política. Mas reconheço que há uma marca de renovação. E me junto a José Serra, que me parece o retrato da experiência, do conhecimento, da competência. Não quero fazer disso que chamam juventude uma vantagem absoluta, mas represento um modo de fazer política que está bastante conectado com anseios coletivos, que nem sempre encontram canais de expressão. Entre as assinaturas de Internet e de papel, o Projeto Ficha Limpa teve a adesão de 4,2 milhões de pessoas. E elas conseguiram se fazer ouvir, representando, certamente, muito mais gente do que isso.

BLOG - Dezoito anos na política? Em 1992, houve o chamado movimento dos cara-pintadas, que pediram a deposição do então presidente Fernando Collor. O senhor foi à rua pedir o impeachment?
INDIO DA COSTA - Fui, sim. Eu fui um cara-pintada. Não era ligado a nenhum movimento propriamente, mas fui às ruas como muita gente.

BLOG - Acredita que aqueles anseios foram satisfeitos?
INDIO DA COSTA - Não fui às ruas para eleger ninguém. Foi um movimento exigindo ética na política. E hoje pinto a cara novamente, agora para eleger José Serra presidente da República.

BLOG - Qual é a causa de agora? Continua a ser a questão ética?
INDIO DA COSTA - Também é, ou não precisaríamos de um projeto como o Ficha Limpa. Mas a pauta é mais ampla. É preciso pintar a cara contra o inchaço da máquina pública, contra o apadrinhamento dos incompetentes, contra o aparelhamento do Estado, contra o uso partidário da máquina pública, contra a baixa qualidade dos serviços. Mas é preciso pintar a cara também a favor: a favor de um modelo em que o estado seja realmente indutor do desenvolvimento, não um patrão da sociedade, que quer concorrer com ela. Há muita coisa a fazer no Brasil.

BLOG - O sr. tem uma origem familiar que lhe permitira cuidar de sua vida privada sem se meter no território às vezes hostil da política. Por que essa escolha?
INDIO DA COSTA - Alguns dirão que é piegas, mas é verdade: é paixão mesmo. Paixão por algumas causas e apreço pelas pessoas. Não é possível passar diante de um hospital público, ver aquela fila imensa, saber que as pessoas estão sendo maltratadas e achar que aquilo é normal. Não é. Não dá para constatar que a gente tem uma educação de baixa performance, uma das piores do mundo, e considerar que as coisas são assim mesmo, que a gente, como povo, é assim. É preciso melhorar essas políticas públicas. Não é preciso ver a tragédia social decorrente de catástrofes naturais e achar que nada pode ser feito. É a política que tem de mudar essas realidades.

BLOG - O sr. fez uma cirurgia delicada em 2003 para extrair um aneurisma do cérebro. Ficou com medo de morrer?
INDIO DA COSTA - Eu tinha 32 anos. Pensei na morte. Mas, felizmente, tudo deu certo. Não quero falar de lições existenciais que aprendi, porque isso é muito pessoal, mas não deixo de agradecer a Deus, à minha família e aos doutores Paulo Niemeyer e Sérgio Novis, que cuidaram de mim. Quando eu me recuperei, tive renovada a certeza de que é preciso lutar para que todas as pessoas tenham as condições de tratamento que eu tive. E a questão não se limita à saúde. Já colocamos todas as crianças na escola? Praticamente. Mas como anda a qualidade? É preciso cuidar da capacitação técnica dos brasileiros, e desde a primeira infância. E as creches? Com apoio do Congresso, o atual governo transformou o Fundef no Fundeb, mas faltam creches; os recursos não chegam, param na burocracia. Temos desafios imensos. E é, sim, a política que cuida dessas coisas. É por isso que precisa ser exercida por pessoas de bem e com a consciência limpa. A oportunidade de ser vice do Serra - acredito na vitória - dá a chance de a gente acelerar as transformações, de fazer mais. Aprendi muito como vereador, como deputado federal, mas sabemos o peso que o Executivo tem no Brasil e como ele pode ser efetivo para mudar a realidade quando a proposta é boa. Lembro, na prática, quando fui administrador de Copacabana, em 1995, e secretário de Administração da Prefeitura do Rio, entre 2001 e 2006, da força que tem o Executivo para transformar a vida das pessoas.

BLOG - O que há de melhor e o que há de pior no governo Lula?
INDIO DA COSTA - O melhor é que eles não mexeram nos marcos essenciais da estabilidade econômica. E o pior está num processo de mediocrização, de desprezo pelo mérito. O pior está em recorrer a métodos detestáveis para manter o poder, de que o mensalão foi um exemplo escandaloso. Não se distinguem as esferas do estado, do governo propriamente, do aparato sindical e do partido. Isso não constitui um atentado meramente conceitual à democracia; é uma agressão ao padrão democrático que se dá na prática. Vimos o exemplo do Programa Nacional de Direitos Humanos. Recorreu-se a uma boa causa para tentar emplacar teses autoritárias, que, entre outras barbaridades, atentam claramente contra a livre iniciativa e a liberdade de imprensa.

BLOG - O senhor é conhecido por ser um deputado ligado à causa do meio ambiente. Essa causa se choca, em algum momento, com a agricultura e a pecuária?
INDIO DA COSTA - Defendo a vida. Com a tecnologia existente, podemos produzir mais e melhor. O setor rural brasileiro é fundamental para a vida das pessoas que precisam se alimentar, ter emprego e renda. O produtor rural não é inimigo; o desmatador sim. É perfeitamente possível chegar a um padrão de racionalidade ambiental que proteja o meio ambiente e garanta o vigor do Brasil na agricultura e na pecuária. Defendo que as empresas verdes sejam incentivadas de todas as formas e que se busquem novas formas de geração de energia limpa, o transporte sobre trilhos e uma produção rural que alie a produtividade com o meio ambiente. É possível.

BLOG - O sr. está animado? O Serra vai acordar o senhor de madrugada…
INDIO DA COSTA - Pode acordar (risos). Eu estou muito animado, sim. Perto de fazer 40 anos, trabalhar com uma das pessoas que mais entendem de administração e políticas públicas no Brasil é um privilégio pessoal, sem dúvida, me orgulha bastante. Mas me dá, sobretudo, ânimo para realmente demonstrar que é possível fazer muito mais em favor das pessoas, oferecendo instrumentos que as tirem da miséria de forma efetiva, não demagógica. E vamos conseguir!

Fonte : VEJA ONLINE | 01/07/2010 & blog de Indio da Costa

Câmara dos EUA aprova lei de reforma do sistema financeiro

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou ontem a lei de reforma do sistema financeiro do país. O projeto passou por 237 votos a 192, com quase todos os republicanos votando contra a reforma.
O Senado deve apreciar o projeto só depois do recesso do feriado do 4 de Julho, o que significa que a aprovação do projeto nessa Casa só deve acontecer no meio do mês.
A reforma do sistema financeiro dos EUA dá maior poder de regulação ao Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), cria um escritório de proteção do consumidor e permite que a SEC (equivalente à CVM brasileira) regule fundos "hedge" (de alto risco) e agências de classificação de risco.
Um imposto sobre grandes instituições financeiras, que arrecadaria cerca de US$ 17,9 bilhões, ficou de fora da reforma por objeção de representantes republicanos.

Rosinha Garotinho e vice recorrem ao TSE contra cassação de mandato

Tribunal que determinou a cassação justificou a decisão alegando uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder econômico

estadão.com.br
A prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR-RJ), e seu vice, Francisco Arthur de Oliveira, recorreram na quarta-feira, 30, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão da cassação de seus mandatos, decidida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Na ação ajuizada, eles afirmam que a decisão do TRE-RJ foi influenciada pelo seu adversário político, Arnaldo Viana. O tribunal que determinou a cassação de Rosinha justificou a decisão alegando que teria ocorrido uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder econômico.

Tucano disse que, durante governo Lula, estado brasileiro foi 'apropriado' por partidos e sindicatos


No ataque. Ao longo da sabatina da CNA, tucano fez várias críticas ao MST

BRASÍLIA - Sem adversários presentes à sabatina Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o presidenciável José Serra (PSDB) usou o tempo concedido a ele para fazer considerações finais para criticar o governo Lula e defendeu que é preciso "estatizar o estado".


"Nós temos que estatizar o estado brasileiro. Estatizar as agências reguladoras. Porque o estado brasileiro e as agências foram apropriados pelo setor privado - pelos partidos, sindicatos. O caso das agências é típico", disse o candidato.

Serra disse que o atual governo loteou o governo com indicações políticas e citou como exemplo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os Correios. Sem citar nomes, relatou o caso de um político que ficou sem mandato na última eleição e virou diretor da Anvisa. "Agora vai se candidatar, saiu da Anvisa. Virou uma parada de ônibus", ironizou, em referência ao candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que deixou a agência para disputar a eleição de outubro.

Ao longo da sabatina na CNA, José Serra fez várias críticas ao Movimento dos Sem-Terra, condenou invasões a propriedades privadas e o repasse de dinheiro público para a entidade. "O MST é um movimento que se diz de reforma agrária quando na verdade usa a ideia da reforma agrária para uma mudança de natureza revolucionaria socialista no Brasil", disse, mais cedo.

"Tem gente que veste o boné numa hora, depois guarda na gaveta. Usa o boné de manhã, guarda à tarde, uma hora fala que o juro está muito alto tem que abaixar, depois fala que está bom. Depende do público. Eu não tenho essa característica. Numa campanha eu acho muito importante que isso seja debatido, principalmente num palco como este aqui", afirmou, nas considerações finais. Recentemente, Dilma Rousseff (PT), candidata do presidente Lula à presidência, condenou as invasões do MST.

Além de criticar o movimento, que é fortemente condenado pela CNA, Serra também evitou entrar na polêmica da briga entre ambientalistas e os produtores rurais. Foi pedido a ele que elencasse em ordem de prioridade os conceitos de: produção agrícola; riqueza nacional; preservação na natureza; defesa da propriedade; e bem estar da sociedade. "Em nenhuma ordem. Em que ordem você coloca coração, estômago, rins, fígado. Se você descobrir como viver sem nenhum deles...", desconversou.

Em outro momento, quando teve que responder como mediaria posições radicais entre os ambientalistas e o setor agropecuário, fez piada e também se esquivou. "A Marina tinha razão, que queria as perguntas antes". Marina Silva, candidata do PV, recusou o convite para participar da sabatina da CNA porque não recebeu as perguntas previamente e disse temer que o debate não fosse isento. A CNA é presidida pela senadora de oposição Kátia Abreu (DEM-TO).

Carol Pires / BRASÍLIA - estadão.com.br

Índio da Costa rebate Lula e chama Dilma para o debate

No Twitter, vice de Serra acusou o presidente de tentar barrar a Lei da Ficha Limpa

Carol Pires / BRASÍLIA - estadão.com.br
BRASÍLIA - Anunciado, na tarde de quarta-feira, 30, como candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) participa, nesta quinta-feira, 1º, pela primeira vez de um evento de campanha ao lado do presidenciável, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Sentado na primeira fila, enquanto assiste a sabatina com Serra, o deputado aproveitou para responder, via Twitter, ao presidente Lula.

Lula diz q não me conhece. Esqueceu que tentou barrar o ficha limpa, mas não conseguiu", publicou Índio da Costa às 11h51. O presidente Lula disse, na quarta-feira, que não conhecia o deputado e perguntou aos jornalistas de onde ele era.

Minutos depois, Índio da Costa fez uma provocação à candidata do PT, Dilma Rousseff. "Dilma fugiu do debate com Serra na CNA. Se ela preferir debater comigo, estou à disposição". Nem Dilma Rousseff nem Marina Silva, candidata do PV, compareceram à sabatina da CNA.

Curiosidade das eleições: vale a pena prestar atenção nos nomes dos vices

Roldão Arruda

Para mortais comuns, a escolha de um nome para concorrer ao cargo de vice nas chapas eleitorais que irão disputar a Presidência da República e os governos estaduais parece não ter nenhuma importância. Afinal, vice lembra a rainha da Inglaterra – que desfruta da pompa e da liturgia do cargo, mas não manda.

A história recente do Brasil, porém, recomenda que se dê mais atenção a essas escolhas. Afinal, desde a redemocratização, em 1985, os brasileiros já foram governados em duas ocasiões por vice-presidentes. Foram sete anos nas mãos deles, de um total de 25 de normalidade democrática.

O primeiro caso foi justamente na hora da virada. Eleito de forma indireta por um colégio eleitoral, em janeiro de 1985, Tancredo Neves preparava-se para assumir o cargo – seria o primeiro presidente civil desde o golpe de 1964 – quando adoeceu gravemente. Não resistiu e morreu antes da posse, deixando o País nas mãos do vice, um político muito esperto, chamado José Sarney.

No período de exceção, Sarney presidiu a Arena, o partido de sustentação política da ditadura, que mais tarde foi substituído pelo PDS – também presidido por ele. Ao ver, porém, que o regime militar submergia, sob uma gigantesca onda de descontentamento e protestos, Sarney aliou-se a Tancredo, que precisava dele para conquistar votos no colégio eleitoral. Não foi um bom começo, pode-se dizer.

O segundo vice a empalmar o cargo do titular foi o mineiro Itamar Franco. Sua caminhada para o Planalto iniciou em 1989, quando recebeu um convite do governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, para compor a chapa com que ele iria disputar a Presidência, nas primeiras eleições diretas desde o golpe.

O governador era filiado a um pequeno e inexpressivo partido, o PRN, necessitava de um político da região Sudeste, para ajudar a puxar votos. Investiu em Minas, assim como José Serra fez recentemente, quando tentou, sem sucesso, conquistar Aécio Neves para se lançar na campanha ao seu lado. Collor foi mais feliz e saiu de lá com o nome de Itamar.

Embora o governador alagoano tenha vencido a eleição com a bandeira da moralidade e da modernidade, seu governo foi marcado pelo atraso político e pela corrupção. Em 1992, acossado por um processo de impeachment, deixou o governo, abrindo a vaga para Itamar, que se distanciara dele desde a posse.

Enfim, vice não é importante só para arregimentar votos e tempo no horário gratuito da propaganda eleitoral.

Um dado curioso nessa história, é que no período militar também morreu um presidente. Na ocasião, porém, o vice não pôde assumir.
O fato ocorreu em 1969, quando o general Arthur da Costa e Silva teve uma isquemia cerebral e ficou paralisado, impedido de continuar exercendo o cargo de presidente. Os comandantes militares então fizeram uma dupla manobra: em primei ro lugar ocultaram dos brasileiros a doença; e depois impediram que o vice, o também mineiro Pedro Aleixo assumisse o cargo.
Deram um golpe branco, substituindo Costa e Silva por três generais. Segundo o jornalista e escritor Elio Gaspari, isso lançou o Brasil “num período de anarquia militar, durante o qual foi governador por dois meses por uma junta patética” (A Ditadura Envergonhada).

China lança canal de TV internacional em inglês

Diretor diz que o novo canal de notícias 24 horas não é para propaganda.


A agência estatal de notícias da China, a Xinhua, lançou nesta quinta-feira um canal de notícias internacional com programação em inglês 24 horas por dia.

Autoridades do país afirmam que a China Xinhua News Network Corporation (ou CNC World) vai apresentar "uma visão internacional com a perspectiva da China", com "uma visão melhor da China para suas audiências internacionais".

"Vai transmitir notícias de uma forma conveniente e objetiva e será uma nova fonte de informações para audiências globais", afirmou o presidente da Xinhua, Li Congjun, na cerimônia de lançamento do canal em Pequim.

Li acrescentou que o lançamento também é "parte integral" dos esforços da Xinhua para se adaptar ao "rápido crescimento das novas mídias".

O lançamento está sendo visto também como uma tentativa de a China ampliar sua influência na comunidade internacional e contrabalançar as opiniões negativas a respeito do país por parte da imprensa estrangeira.

Pequim mantém o controle sobre a imprensa nacional e com frequência acusa a imprensa internacional de preconceito e de destacar apenas fatos negativos sobre a China.

50 milhões

O diretor da CNC World, Wu Jincai, afirmou à BBC que o novo canal pretende alcançar uma audiência de 50 milhões de telespectadores na Europa, na América do Norte e na África em seu primeiro ano e insistiu que a cobertura da CNC World vai manter a objetividade.

"Somos um canal de notícias, não um canal de propaganda", afirmou.

"A China é um grande país que quer desenvolvimento pacífico e, se tivermos a habilidade de fazer isto, devemos fazer."

A Xinhua já é a maior das empresas de comunicação estatais da China, juntamente com o jornal do Partido Comunista, o Diário do Povo, e o canal CCTV.

De acordo com o editor da BBC para a China Shirong Chen, desde 2008 a Xinhua vinha tentando se transformar de agência de notícias estatal em um império multimídia com acesso direto a audiências chinesas e internacionais.

O governo chinês já vinha despejando milhões de dólares em outros canais de televisão para tentar promover suas próprias mensagens para uma audiência maior.

Em julho de 2009 o canal CCTV começou a transmitir em árabe para tentar alcançar cerca de 300 milhões de telespectadores em 22 países do Oriente Médio e no norte da África.

O canal já estava transmitindo em inglês, francês e espanhol, além de chinês.

Todos os meios de comunicação do país, além de organizações menores e independentes, são controlados pelo governo, diretamente ou por meio de autocensura, por temerem o fechamento pelas autoridades. Frequentemente estes meios sofrem restrições sobre quais notícias podem transmitir.

Subsídio para Airbus foi ilegal, diz OMC

Para o órgão, a empresa recebeu subsídio ilegal dos governos europeus para a fabricação de seis dos seus modelos de avião, inclusive o A380. A discussão envolve mais de US$ 20 bilhões que foram emprestados pelos governos europeus com taxas menores que as de mercado.

na Folha de São Paulo

Conversa entre Americanas e Casa & Video é "preliminar"

As Lojas Americanas informaram ao mercado que mantêm conversas em "caráter preliminar" com a Casa & Vídeo, como uma opção de investimento em expansão, mas não há garantia de que o acordo vá ser fechado.
Em nota, a Casa & Vídeo afirmou que seu processo de recuperação judicial despertou o interesse de diversos grupos no mercado de varejo. A rede tem 64 lojas e 3.500 funcionários. Há previsão de abertura de mais três lojas.

na Folha.com

Usiminas divide grupo para valorizar ativos

A nova Mineração Usiminas terá minas, participação em ferrovia e porto

Nova empresa do grupo nasce com capital de US$ 4,5 bi; Sumitomo investe US$ 1,929 bi e terá 30% do capital

AGNALDO BRITO
na Folha de São Paulo

O grupo Usiminas, tradicional produtor de aço, anunciou ontem a criação de uma empresa. O grupo vai repassar os ativos de logística e de mineração para a Mineração Usiminas S.A.
A Usiminas antecipa-se à concorrente CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que pretende fazer o mesmo arranjo com a mina Casa de Pedra (MG).
A nova empresa da Usiminas nasce com dois propósitos: assegurar a oferta de minério de ferro às usinas de Ipatinga (MG) e de Cubatão (SP) e obter maior valor de mercado a partir da separação da divisão siderúrgica.
"O objetivo da mudança é fazer com que o mercado tenha uma melhor percepção desses ativos, que, no grupo, não tinham visibilidade", diz Wilson Brumer, presidente do conselho de administração da Usiminas.
Segundo Brumer, o valor de mercado da Usiminas varia entre R$ 25 bilhões e R$ 28 bilhões. A expectativa é que, separadas, siderurgia e mineração resultem em maior valor de mercado. A Usiminas ainda considera abrir o capital da mineradora.
A nova empresa nasce com capital de US$ 4,5 bilhões e deve chegar a US$ 6,4 bilhões a partir da entrada da japonesa Sumitomo, prevista para agosto.
O sócio estratégico injetará US$ 1,929 bilhão com a aquisição das ações emitidas pela nova empresa. O aporte dará à Sumitomo 30% do capital da Mineração Usiminas.

OS ATIVOS
Além das quatro jazidas de minério de ferro (com 2,6 bilhões de toneladas da matéria-prima em reservas), a nova empresa terá outros ativos. Receberá ações da MRS Logística, grande transportadora de minério de ferro.
O grupo Usiminas repassará lote de 16,6% do capital da MRS para a nova empresa. Ficará apenas com 3,4%. A Mineração Usiminas receberá um terreno para a construção do porto em Itaguaí (RJ).
O plano da mineradora é produzir 29 milhões de toneladas de minério a partir de 2015. Hoje, a produção é de 7 milhões. Para alcançar essa marca, a nova empresa investirá R$ 4,1 bilhões.
Com essa produção será possível atender a demanda anual de até 14 milhões de toneladas das unidades siderúrgicas. A Sumitomo terá prioridade na aquisição do minério excedente até o limite da participação na nova empresa, de 30%.

Eike empresta R$ 1,2 bi do BNDES e diz que é o "melhor banco do mundo"

SAMANTHA LIMA na Folha.com

O empresário Eike Batista disse nesta quinta-feira, durante lançamento das obras do Superporto Sudeste, em Itaguaí (RJ), que o BNDES é "o melhor banco do mundo".

O banco emprestou RS 1,2 bilhão para o projeto, orçado em RS 1,8 bilhão. Além disso, possui participação no capital da LLX, dona do estaleiro.

"O BNDES é o melhor banco do mundo. E é um empréstimo rígido. Só bons projetos ficam de pé. Isso é pago", disse, durante a cerimônia, enquanto agradecia o apoio do banco.

Eike disse ainda que está "na expectativa de trazer para o Rio" o estaleiro planejado inicialmente para Santa Catarina, onde enfrenta entraves ambientais.

Segundo o empresário, será construído, junto ao estaleiro, o Instituto Tecnológico Naval. Isso, disse ele, transformará o estaleiro na "Embraer dos mares", referindo-se à fabricante brasileira de aviões, que tem no Instituto Tecnológico da Aeronáutica seu apoio tecnológico.

"Aproveitaremos o conhecimento que nossos sócios coreanos trarão para criar esse centro tecnológico, que reterá o conhecimento aqui", afirmou Eike.

Saldo da balança comercial cai 43% no 1º semestre e tem pior resultado em 8 anos

De janeiro a junho, superávit acumulado foi de US$ 7,8 bi, ante saldo positivo de US$ 13,9 bi em igual período de 2009

Sandra Manfrini, da Agência Estado

BRASÍLIA - A balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre do ano com um superávit de US$ 7,887 bilhões. O saldo é 43,28% inferior aos US$ 13,907 bilhões registrados em igual período do ano passado, o pior resultado para os seis primeiros meses de um ano desde 2002, quando a balança registrou um superávit de apenas US$ 2,587 bilhões no período. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta quinta-feira, 1º.

Apesar do menor saldo comercial, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) no acumulado do ano atingiu US$ 170,491 bilhões, valor 35,3% superior aos US$ 125,995 bilhões registrados no mesmo período de 2009, quando as transações comerciais estavam baixas em razão da crise internacional.

As exportações somam no semestre US$ 89,189 bilhões, com média diária de US$ 725,1 milhões, um aumento de 26,5% ante a média registrada no mesmo período de 2009 (US$ 573,4 milhões). As importações totalizam US$ 81,302 bilhões, com média diária de US$ 661 milhões, um incremento de 43,9% em relação à média verificada em igual período de 2009 (US$ 459,4 milhões).

Os dados do MDIC também revelam que, em 12 meses, terminados em junho, o saldo comercial é um superávit de US$ 19,260 bilhões. As exportações, no período, somam US$ 172,233 bilhões e as importações, US$ 152,973 bilhões.

Em junho, queda foi de 50,5%

A balança comercial brasileira fechou o mês de junho com um superávit de US$ 2,278 bilhões, resultado 50,5% inferior ao saldo verificado em junho do ano passado, quando a balança foi positiva em US$ 4,604 bilhões.

Segundo o MDIC, as exportações somaram US$ 17,095 bilhões no mês, com média diária de US$ 814 milhões, o que representa um incremento de 18,2% ante a média verificada em junho de 2009 (US$ 689 milhões) e uma queda de 3,4% em relação a maio deste ano (US$ 843 milhões).

As importações totalizaram US$ 14,817 bilhões, com média diária de US$ 705,6 milhões, valor 50,2% superior à média registrada em igual período do ano passado (US$ 469,7 milhões) e 3,9% maior que a média de maio último (US$ 679 milhões).

O saldo da balança comercial brasileira de junho ficou perto do piso das expectativas de 16 instituições do mercado financeiro consultadas pelo AE Projeções. As previsões iam de US$ 2,200 bilhões a US$ 3,400 bilhões. Com base na análise descritiva do intervalo coletado, a mediana calculada atingiu US$ 2,688 bilhões.

O MDIC também divulgou nesta quinta os dados relativos às quarta e quinta semanas do mês de junho. Na quarta semana do mês (21 a 27), a balança registrou um déficit de US$ 150 milhões, com exportações de US$ 3,650 bilhões e importações de US$ 3,8 bilhões. Na quinta semana de junho (28 a 30), o saldo da balança foi superavitário em US$ 643 milhões, resultado de exportações de US$ 2,401 bilhões menos importações de US$ 1,758 bilhão.


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13/04/2010

Partidos nanicos ampliam vantagem de Dilma na TV

AE - Agência Estado

Com a adesão de dois partidos nanicos à sua coligação, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ganhou ontem 25 segundos no horário eleitoral gratuito e ampliou sua vantagem em relação ao candidato tucano, José Serra. Ela terá 42% do tempo destinado à propaganda dos presidenciáveis e ele, 29%.

Graças aos reforços de última hora do PSC e do PTC - e com a provável desistência do candidato do PCB -, Dilma terá 10 minutos e 30 segundos em cada bloco de 25 minutos no rádio e na TV. Já Serra ficará com 7 minutos e 11 segundos no chamado palanque eletrônico. A candidata Marina Silva, do PV, terá 1 minuto e 17 segundos.

Os presidenciáveis ocuparão a televisão às terças, quintas e sábados, das 13 horas às 13h25 e das 20h30 às 20h55. Além disso, eles aparecerão em inserções de 30 segundos ao longo da programação das emissoras - nesse caso, também vale a distribuição proporcional de 42% para Dilma e 29%, para Serra.

O tempo é dividido com base em dois critérios: 1/3 igualmente entre todos os candidatos e 2/3 de acordo com o tamanho das bancadas de cada coligação na Câmara dos Deputados.

SP e Minas

Nos principais colégios eleitorais do País, os candidatos a governador que dominam as máquinas locais são os que terão mais tempo no horário eleitoral gratuito, por atrair maior número de partidos para suas coligações.

Em São Paulo, o PSDB, detentor do governo estadual há 15 anos, dará ao tucano Geraldo Alckmin 7 minutos e 7 segundos em cada bloco de 18 minutos em rede de rádio e TV, graças à aliança com o PMDB, o DEM, o PPS, o PSC, o PMN e o PHS. Aloizio Mercadante, candidato ao Palácio dos Bandeirantes pelo PT, ocupará 4 minutos e 27 segundos em cada bloco de 18 minutos destinado aos candidatos aos governos estaduais.

Em termos proporcionais, Alckmin terá 40% da propaganda, e Mercadante, 25%. Celso Russomano, do PP, ocupará 11% do tempo.

Em Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição, também conseguiu o maior tempo no rádio e na TV, apesar de a coligação de seu principal rival, Hélio Costa (PMDB), reunir os dois maiores partidos do País - o PMDB e o PT.

Apoiado por 13 partidos com representação na Câmara dos Deputados, Anastasia deve ficar com 8 minutos e 1 segundo, ou 45% do tempo total. Costa, ex-ministro das Comunicações. terá 5 minutos e 32 segundos, ou 31% do horário de propaganda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.