terça-feira, 8 de abril de 2014

No Paraná, helicópteros do Estado salvaram 1.023 vidas



O Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), do Governo do Estado, salvou 1.023 vidas no Paraná vítimas de desastres naturais, acidentes automobilísticos e domésticos desde 2011. Foram 1.460 missões entre operações policiais (ocorrências e treinamentos), resgate de vítimas, transporte aeromédico e atendimento a calamidades. 

Das pessoas salvas com o auxílio das aeronaves, 513 foram vítimas de acidentes em estradas ou em áreas urbanas e rurais de municípios que não contam com condições de atendimento, e precisaram ser encaminhados com urgência para hospitais regionais. Os socorros são realizados em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel com Urgência (Samu) e com o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). 

“Os helicópteros são multimissão, o que permite a adaptação similar a uma ambulância de UTI”, explicou o comandante do Batalhão, coronel Orlando Artur Costa. 

Os serviços prestados às vítimas de desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de encostas, totalizaram 510. Entre as missões realizadas pelo Batalhão, está o resgate, em conjunto com a Defesa Civil do Paraná, em um único dia, de 169 pessoas que estavam isoladas em áreas de risco após fortes chuvas que atingiram municípios do litoral paranaense, em março de 2011. 

A unidade também desenvolve ações de resgate de vítimas e apoio em outros Estados. O comandante lembrou que um dos episódios mais marcantes em que a equipe participou foram os deslizamentos de encostas e enchentes ocorrido também em 2011, na região Serrana do Rio de Janeiro. As autoridades dos municípios de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo estimam que mais de 900 pessoas morreram na catástrofe.

COMBATE À VIOLÊNCIA – O Batalhão fez 889 missões policiais com as aeronaves como perseguições, operações programadas, ações de policiamento ostensivo e fiscalizações ambientais. “O uso das aeronaves em operações da polícia resultam na prisão de criminosos e apreensão de drogas e armas, fatores que contribuem, também, para a diminuição dos índices de criminalidade”, afirmou o coronel Artur. 

Em 2013, o Paraná registrou o menor número de assassinatos cometidos em todo o Estado desde que a atual série histórica começou a ser contabilizada, em 2007. No ano passado foram 2.572 homicídios dolosos (com intenção de matar), o que representa uma queda de mais de 21% quando comparado com o ano de 2010. “Estudos comprovam que uma aeronave no ar tem uma visão de um raio equivalente a 35 viaturas no solo. O helicóptero também inibe a ação da pessoa que pratica o delito ou o crime pelo barulho que ela faz”, acrescentou o coronel. 

AGILIDADE - O taxista Sílvio de Araújo foi salvo graças à agilidade no atendimento com uso da aeronave. Aos 75 anos, ele foi vítima de um sequestro na praia de Guaratuba, em janeiro. “Os sequestradores pediram uma corrida e, quando chegamos em um lugar deserto, me prenderam no porta-malas, mas esqueceram de me revistar e eu fiquei com um celular no bolso”, conta Sílvio. Com o aparelho, ele discou para o número 190 da Polícia Militar. “Tentaram me encontrar, mas não conseguiram. Quando acionaram a equipe do helicóptero, me acharam em menos de dez minutos”, afirmou o taxista.

Também foram realizadas 571 missões em conjunto com o Corpo de Bombeiros do Paraná com ações de remoção aeromédico, resgate aéreo, transporte de órgãos e combate a incêndio.

ESTRUTURA - O Batalhão é composto por 40 policiais militares, uma frota aérea de seis aeronaves (quatro helicópteros e dois aviões), com duas bases no estado: Curitiba e Londrina. Desde que foi implantada na região Norte, em outubro de 2012, a base no interior executou 487 missões, com 310 ações de Polícia Militar (patrulhamento) e 174 ações de Bombeiro e de Defesa Civil, como salvamentos e resgate. As remoções de pacientes para hospitais foram 152. A base de Londrina é a primeira no interior do Estado, atende 90 municípios da região Norte, onde vivem aproximadamente 1,8 milhão de pessoas.

Além da frota do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas, outros aviões e helicópteros do Governo do Paraná estão à disposição da população paranaense. O serviço aeromédico do Estado ganhou reforço de um avião UTI e outro helicóptero, que está baseado em Cascavel, região Oeste do Estado. Hoje, 70% da frota área do Estado é destinada aos serviços da saúde. 

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Audiência Pública esclarece como a Estrada da Graciosa será recuperada


O vice-governador Flávio Arns, junto com o prefeito de Morretes, Helder Teófilo, o diretor geral do DER, Nelson Leal Junior, o superintendente Regional Leste do DER, Gilberto Loyola e o prefeito de Antonina, João Ubirajara, na audiência pública sobre as obras da estrada da Graciosa. Morretes, 07/04/2014. Foto: Orlando Kissner/ANPr

A população de Morretes e da Antonina conheceu na última segunda-feira (7) o cronograma de obras e as ações do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) para recuperar a Estrada da Graciosa. O vice-governador, Flávio Arns, e técnicos do DER explicaram como será a construção da ponte, feita em concreto, e que permitirá a liberação do tráfego na região. Um trecho da rodovia foi destruído em 13 de março por conta das fortes chuvas. 

O diretor-geral do DER, Nelson Leal Junior, disse que a obra terá duas etapas. Ele explicou a comerciantes e lideranças políticas locais que, até junho, será concluída meia-pista da Estrada da Graciosa, liberado o trânsito de veículos leves. Após essa fase, o DER estima que até o início do segundo semestre de 2014 toda a obra será concluída. “O DER trabalha contra o tempo para que essas obras sejam feitas da maneira mais eficaz e segura para que a população possa transitar pelo local, movimentando o comércio e turismo da região”, disse Leal Junior. 

O diretor-geral do DER explicou que a melhor solução é uma estrutura definitiva, porque o local do desastre é estreito e cheio de curvas. “Não há como colocar uma ponte provisória neste ponto, como as usadas pelo Exército”, disse. 

Para construir a ponte será preciso fazer antes fazer o trabalho de fundação, para colocação dos pilares e das cabeceiras. Depois, peças de concretos serão montadas para dar sustentação à ponte. Na etapa seguinte serão colocados os paralelepípedos em cima da estrada, recuperando as características originais da Graciosa. 

Para o prefeito de Antonina, João Ubirajara Lopes, com a explicação do DER a população pôde entender o que realmente será feito pelo Governo do Paraná. “As explicações foram claras e a população compreendeu a situação. Com isso, todos têm condições de se programar até que a obra seja feita para minimizar os danos”, explicou. 

Além das explicações técnicas da obra, foram discutidas ações conjuntas entre prefeituras, comerciantes e o Governo do Paraná para atrair os turistas e visitantes para Morretes e Antonina. “Tanto governo como as prefeituras vão apoiar toda ação que promova uma divulgação positiva para alavancar a economia da região. O Governo do Paraná vai trabalhar para promover atividades nas áreas de cultura, turismo e esporte para apoiar a população”, disse o vice-governador, Flávio Arns. 

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Paraná investe R$ 150 milhões em Curitiba, diz Beto Richa


No encontro regional do PSDB na noite desta segunda-feira, 7, em Curitiba, o governador Beto Richa destacou que a capital paranaense está recebendo R$ 150 milhões em investimentos estaduais distribuídos nas áreas de pavimentação, saúde e transporte coletivo. "Nos últimos três anos, Curitiba voltou a receber atenção do governo do Estado", adiantou Beto Richa na posse da nova executiva da 2ª zonal do PSDB. 
"São mais de R$ 50 milhões na saúde, o que inclui a construção de postos e unidades de saúde, mais R$ 20 milhões para asfalto de ruas e avenidas nos bairros e R$ 80 milhões para transporte coletivo, o que assegura a tarifa baixa e garante a integração das linhas dos ônibus com as cidades da região metropolitana", completou.
O encontro no ginásio de esportes da Igreja Santa Madalena Sofia no Bairro Alto reuniu mais de mil lideranças. Ao conversar com os moradores do bairro e região, Richa disse que o PSDB busca o caminho do diálogo e do respeito, permitindo que a população tenha oportunidade de definir o seu futuro em conjunto com o governo.“Quando assumi a prefeitura de Curitiba, realizei mais de 300 audiências públicas, ouvindo os anseios e necessidades da população", disse.
No Paraná não foi diferente, disse Richa. "Visitamos todos os municípios do estado. Trabalhamos em conjunto com as prefeituras e população, abrindo espaço para que todos tivessem voz e contribuíssem para atender as demandas e diferentes realidades de cada região do Paraná”.
Beto Richa comparou o modelo paranaense de governar em relação à discriminação sofrida pelo estado no governo federal. “Diferente do governo federal, no Paraná trabalhamos exclusivamente para a população, indiferente de qual partido governe os municípios. Dessa forma, temos investimentos em todo o estado, que garantem o desenvolvimento econômico, social e estrutural do Paraná”, disse.
O governador destacou que o trabalho em conjunto com as prefeituras e municípios trouxe grandes avanços para o estado, como a realização da maior contratação de policiais da história do Paraná e o fortalecimento da segurança pública, que resultou na redução de 30% no número de homicídios no estado. Na área da saúde, o Paraná é o estado brasileiro que mais reduziu a mortalidade materna e atingiu a menor taxa de mortalidade infantil de sua história.
“Somados aos avanços na segurança pública e saúde, fortalecemos os produtores rurais e promovemos a maior industrialização que o Paraná já viu, com mais de R$ 30 bilhões, que gerou mais de 188 mil novos empregos com o Paraná Competitivo. Devido a ações como essas, o Paraná alcançou um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 5%, o maior de sua história e mais que o dobro da média nacional”, disse Beto Richa. 
2ª Zonal do PSDB – Durante o encontro regional também foi realizada a posse da executiva da 2ª zonal do PSDB em Curitiba, que será presidida pelo ex-vereador Jair Cézar, Gói Mello (vice-presidente) e Rodrigo Pereira (secretário). O evento foi realizado no ginásio de esportes da Igreja Santa Madalena Sofia e contou com a participação de 1.000 lideranças e moradores da região. 

População de Guarapuava terá mais segurança com duplicação na BR-277



Moradores de Guarapuava e usuários da BR-277 afirmam que a duplicação da rodovia, no trecho entre o município e o distrito de Relógio, trará mais segurança e agilidade ao trânsito da região. Serão beneficiados mais de 175 mil paranaenses. “A BR 277 é uma rodovia muito movimentada, com muitos caminhões e veículos leves. Com a duplicação, ganharemos em melhoria de fluxo e segurança”, disse o caminhoneiro da região, Júlio José Karpinski. 

A implantação de pistas duplas neste trecho é uma das dez obras de duplicação de rodovias realizadas no Paraná, além da implantação de viadutos. 

Estão sendo duplicado 6,7 quilômetros entre Guarapuava e Relógio (quilômetro 335 ao 342), nos Campos Gerais. Além de novas pistas na rodovia, estão em construção um viaduto (quilômetro 341) e uma ponte sobre o rio das Mortes (quilômetro 336). O investimento chega a R$ 30 milhões e faz parte das negociações do Governo do Paraná com a concessionária Caminhos do Paraná, que antecipou a duplicação e incluiu as outras obras. 

“São obras que garantirão mais segurança e rapidez aos usuários, além de agilizar o escoamento de produtos da região, que é caracterizada pela forte produção agrícola”, explicou o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Nelson Leal Junior. 

REDUÇÃO DE ACIDENTES - Por causa do grande movimento de veículos, o Governo do Estado pretende que, com as novas obras, o número de acidentes no local diminua. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o número de acidentes no trecho quase dobrou de 2012 para 2013. “Tem muito perigo, acidentes e pessoas morrem aqui. Com a duplicação, a ultrapassagem ficará mais segura e tiraremos nossa produção daqui mais rápido. Há muito anos esperamos por isso”, afirmou Ezequiel Machado, que mora na região e é caminhoneiro. 

Para Edvilson Matoso, gerente do posto de gasolina que fica em frente ao trecho duplicado, a obra trará mais desenvolvimento para a economia da região. “Ficará melhor, porque vai trazer mais gente aqui. A duplicação só trará melhoria. Vai ter redutor de velocidade, acesso aos dois lados e ficará tranquilo e mais seguro”, disse ele. As obras estão previstas para serem concluídas até o final deste ano. 

MAIS OBRAS – A implantação de pistas duplas na BR-277, entre Guarapuava e Relógio, faz parte de uma série de obras de duplicação de rodovias realizadas do Paraná, com recursos do Governo Estadual, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), ou em parceria com as concessionárias. Além disso, estão em construção os viadutos de Foz (na avenida Paraná) e o de acesso a Morretes. Já foi entregue no ano passado a duplicação de 14 quilômetros entre Medianeira e Matelândia, no Oeste do Estado. 

Confira as obras de duplicação nas rodovias paranaenses: 

PR- 445 – duplicação entre Londrina e Cambé (17 km) - R$ 95 milhões - DER 

PR- 323 - duplicação entre Maringá e Paiçandu (4 km) - R$ 30 milhões - DER 

BR-277 - contorno de Campo Largo (11km) - R$ 70 milhões - Rodonorte (entrega em junho de 2014). 

BR-376- contorno de Mandaguari (11km) - R$ 95 milhões - Viapar (entrega em dezembro de 2014) 

BR-369/BR-376 - duplicação entre Jandaia do Sul e Apucarana (11km) - R$ 42 milhões – Viapar

PR- 445 duplicação entre Cambé e Warta (5,5 km) - R$ 45 milhões - Econorte 

BR-277- duplicação entre Medianeira e Matelândia (14km) - já entregue - R$ 49,3 milhões – Ecocataratas 

BR-376 (Rodovia do Café) - duplicação Ponta Grossa- Apucarana (231 quilômetros) – R$ 1 bilhão – Rodonorte (iniciados 11 Km, em Ponta Grossa) 

PR-317/BR-158 - duplicação Floresta-Campo Mourão (53km) R$ 208 milhões – Viapar (iniciados 41km) 

PR-417 (Rodovia da Uva) - duplicação entre Curitiba e Colombo (6,5km) - R$ 35mi - DER – 

BR-277 - viaduto Foz do Iguaçu (Avenida Paraná) - R$ 8 milhões - DER 

BR-277 Viaduto acesso Morretes, além de duas vias marginais e trincheiras sobre as pistas. R$ 15 milhões- Ecovia. 

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

“Sem mistificações”, por Fernando Henrique Cardoso




Artigo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso publicado neste domingo (6) no jornal O Estado de S. Paulo

Quando me empenhei em fazer algumas reformas e modernizar a estrutura produtiva do Brasil, tanto das empresas privadas quanto das estatais, não o fiz movido por caprichos ou por subordinação ideológica. Tratava-se pura e simplesmente de adequar a produção brasileira e o desempenho do governo aos novos tempos (sem discutir se bons ou maus, melhores ou piores do que experiências de tempos passados). Eram, como ainda são, tempos de globalização, impulsionados por novas tecnologias de comunicação e informação, como a internet, e por avanços nos sistemas de transporte, como os contêineres, que permitiram maximizar os fatores produtivos à escala mundial. Daí por diante a produção se espalhou pelo mundo, independentemente do local de origem do capital. Os mecanismos financeiros, por sua vez, englobaram todos os mercados, interligados por computadores.
Nas novas condições mundiais, ou o Brasil se integrava competitiva e, quanto possível, autonomamente aos fluxos produtivos do mercado ou pereceria no isolamento e em desvantagem competitiva, pelo atraso tecnológico e pela ineficiência da máquina pública. As privatizações foram apenas parte do processo modernizador. Tão importante quanto foi a transformação do setor produtivo estatal. O objetivo era transformar as empresas estatais em companhias públicas, submetidas a regras de governança, fora do controle dos interesses político-partidários, capazes de competir e de se beneficiar das dinâmicas do mercado.
A zoeira das oposições, Lula e PT à frente, foi enorme. Acusavam o governo de seguir políticas “neoliberais” e de ser submisso ao “consenso de Washington”. A cada leilão para exploração de um campo de petróleo (especialmente daquele onde se veio a descobrir óleo no pré-sal) choviam protestos e mobilizações de “organizações populares”, bem como ações na Justiça para paralisar as decisões. Com igual ou maior vigor, as oposições e os setores da sociedade que ainda não se haviam dado conta das transformações por que passava a economia global protestavam contra as concessões de serviço público, como no caso da telefonia, e iam ao desespero quando se tratava de privatizar uma companhia como a Vale do Rio Doce ou as siderúrgicas (que, aliás, foram privatizadas nos governos Sarney e Itamar).
Alegava-se que as empresas eram vendidas na bacia das almas, por preços irrisórios. Na verdade, no caso da telefonia, venderam-se 20% de suas ações, as que garantiam seu controle, por R$ 22 bilhões, preço que superou em mais de 60% o valor mínimo estabelecido. Além disso, a privatização permitiu um grande volume de investimentos nos anos seguintes, sem falar do salto tecnológico e do aumento de produção que as privatizações renderam ao País. Passamos, por exemplo, de 2 milhões de celulares nos anos 1990 a 260 milhões hoje em dia.
Dizia-se que as privatizações reduziriam os empregos, quando houve uma expansão extraordinária deles. Que a Vale estava sendo trocada por nada, quando foi difícil encontrar contendores no leilão porque seu valor, na época, parecia elevado, e se hoje vale bilhões foi porque houve investimento e ação empresarial competente (diga-se de passagem, em impostos hoje a Vale paga muito mais ao governo, por ano, do que pagava em dividendo quando era uma estatal). A Embraer, de quase falida, passou a ser uma das maiores empresas do mundo.
Isso tudo foi paralisado a partir do governo Lula, no afã de manter a pecha sobre o governo anterior de “vendedor do patrimônio nacional” e de neoliberal. Nada de concessões, privatizações nem modernização que cheirasse a globalização. Enquanto os ventos do mundo favoreceram a valorização das commodities agrominerais, graças à China, e houve abundância de dólares, a máquina econômica rodou a todo o vapor e deu a ilusão de que bastaria expandir o crédito, baixar os juros e incentivar o consumo para o PIB crescer e o bem-estar se generalizar. A crise financeira global de 2007/9 ensejou ao governo Lula a oportunidade, bem aproveitada, de fazer políticas anticíclicas, com resultados positivos. Terminados os efeitos mais dramáticos da crise, os governos de Lula e Dilma fizeram uma leitura equivocada: estava dada a licença para enterrar o passado recente dos anos 1990 e aderir sem rebuços ao populismo econômico: mais Estado, mais impostos, menos juros, mais salários, mais consumo e às favas com as concessões e modernizações, às favas com o papel regulador do Estado – pelas agências – em relação ao mercado.
Deu no que deu. O governo Dilma, premido pelas dificuldades de fazer a máquina pública andar e pela sociedade, que exige melhor qualidade dos serviços, redescobriu as concessões (ah, mas não são privatizações, dizem, como se outra coisa tivesse sido feito com as telefônicas…). E as faz mal feitas: pouco dinheiro privado e muito crédito público. Dá-se conta agora de que a retomada das empresas estatais pelos partidos, como se vê na Petrobrás e na Caixa, bem como o uso abusivo do BNDES, deu mau resultado. E ainda houve uma perda bilionária de recursos, criaram-se novos “esqueletos” (dívidas não reconhecidas publicamente) e contabilidades criativas impostas para esconder transferências de recursos não declaradas no Orçamento.
Como deve estar arrependida a presidente Dilma, no caso da Petrobrás, de não se haver desembaraçado do ônus político legado por seu antecessor, que permitiu ao interesse privado e político penetrar a fundo nas empresas estatais…
Apesar de tudo, PT e governo já se estão preparando para enganar o povo na próxima campanha eleitoral fazendo-se de defensores do interesse popular, como se este se confundisse com estatização e hegemonia partidária, e estigmatizando os adversários como representantes das elites e fiadores dos interesses internacionais.

Cabe às oposições desmistificar tanto engodo, tomando à unha o pião dos escândalos da Petrobrás, rechaçando a pecha ideológica de “neoliberal” e reafirmando a urgência de mudar os critérios de governança das estatais.

Sistema eletrônico facilita controle dos estoques da merenda escolar


Desde o início deste ano ficou mais rápido e fácil reunir informações sobre os alimentos consumidos na merenda escolar das 2.500 escolas estaduais e conveniadas do Paraná. O sistema de Acompanhamento do Programa na Escola (APE-eletrônico), desenvolvido pela Celepar, em parceria com a Secretaria Estadual da Educação, tornou possível acompanhar, em tempo real, todos os produtos que entram e saem dos estoques de merenda das escolas. O sistema reúne informações da alimentação dos 1,3 milhão de estudantes da rede estadual.

Antes, as escolas tinham que preencher manualmente planilhas com as informações de controle de estoque da merenda. O levantamento era encaminhado até o quinto dia útil do mês ao Núcleo de Educação e chegava ao setor de Logística e Infraestrutura da Secretaria da Educação 30 dias depois.

Agora, os responsáveis pelos estoques da merenda nas escolas preenchem os dados no sistema e a informação fica disponível, em tempo real, para os Núcleos Regionais de Educação e para a equipe de Alimentação Escolar da Secretaria. “Com o sistema, conseguimos ter uma informação em tempo real, para que os ajustes necessários possam ser feitos na hora. Podemos nos antecipar aos problemas”, explicou a diretora de Infraestrutura e Logística da Secretaria da Educação, Márcia Stolarski. Outra vantagem é que todo o processo agora é feito de forma eletrônica, sem necessidade de papel. 

“É uma ferramenta inédita para o controle da merenda. Racionalizamos o tempo, porque visualizamos tudo o que consta no estoque. Também conseguimos filtrar os dados, saber qual é o alimento mais consumido e o cardápio mais aceito em cada escola”, explicou Márcia.

Em Prudentópolis, na região Central, o APE-eletrônico facilitou o trabalho de Fátima de Lurdes Furman, responsável pelo estoque da merenda do Colégio Estadual Vila Nova. “Todos podem acompanhar meu relatório de forma online. Agora tenho um controle melhor dos produtos que estão no estoque, posso visualizar e verificar o que vai chegar para a escola. Já sei a quantidade e a capacidade de cada embalagem que vou receber. Vai facilitar bastante”, explicou Fátima.

ESTOQUE COMPLETO - O novo sistema permite que a equipe responsável pela merenda nas escolas tenha o controle mais preciso sobre os alimentos, como o prazo de validade de cada produto e a quantidade disponível no estoque. Esse tipo de informação facilita o trabalho das merendeiras. Maria Aparecida de Souza faz as receitas para os cerca de 300 alunos que consomem a merenda no Colégio Estadual Vila Nova e sabe o que pode colocar no cardápio de cada dia. “Eu vou até as salas e vejo quantos alunos estão na escola para fazer a quantidade certa de merenda. Assim evitamos o desperdício”, afirmou Maria.

O diretor do Colégio Vila Nova, Luiz Romualdo Klosovski, explicou que com uma boa gestão do estoque faz toda a diferença. “A merenda vai funcionar como um relógio, se ela tiver uma gestão muito bem feita. Impossível faltar merenda, se você geriu bem todos os produtos não tem como faltar”, disse o diretor.

No Colégio Estadual Alberto de Carvalho, também em Prudentópolis, o APE-eletrônico deixou mais fácil o controle da merenda. “Com o sistema fica mais organizado e melhor para controlar os alimentos. Ficou melhor para visualizar o que temos no estoque e para remanejar alguma coisa se for preciso”, disse Eliane Kuchlea, responsável pela merenda na escola.

Marcelo Fabrício Chociai Komar, diretor do Colégio Alberto de Carvalho, também ressaltou a importância de uma boa gestão no cuidado com os alimentos da merenda. “Nós temos um gerenciamento muito bom nessa questão de controle de estoque. Não há desperdício”, afirmou.

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domingo, 6 de abril de 2014

Programa de energias inteligentes do Paraná é referência nacional



O consultor do Programa de Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grid), do Governo Federal, Claudio Lima, disse que o Paraná está muito à frente dos demais estados brasileiros na questão das energias renováveis. Segundo ele, o Paraná é o único Estado a se aproximar do que vem sendo feito pelo governo federal, graças à disponibilidade do governo estadual de investir no setor. “Fiquei muito bem impressionado com o que vi aqui”, disse. 

Claudio Lima foi convidado a participar e a fazer palestra na reunião de constituição do Comitê Gestor do Smart Energy Paraná, realizada em Curitiba quinta-feira (03).

“O Brasil já está se preparando para problemas com geração de energia a partir de 2015 e precisamos ensinar que energia não é mais abundante como em outros tempos. A sociedade tem de mudar seus conceitos. Estados Unidos e Japão já sabem disso e temos de aprender com eles. E esse é o momento ideal para planejar, para que no ano que vem seja possível executar. E o Paraná mostra-se como um modelo de referência no Brasil, saindo com vantagem em relação às demais unidades da nação”, completou Lima.

A reunião foi realizada no Palácio Iguaçu e coordenada pelo secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, que ressaltou a importância da iniciativa do governo estadual. “Estamos no caminho certo, enfatizando a discussão em torno das políticas de utilização das energias renováveis e com isso o Paraná deve se tornar competitivo na esfera internacional. Graças ao interesse do governador Beto Richa em avançar nessas áreas, o estado sai na frente na discussão e na prática de energias renováveis e redes inteligentes”, disse Gomes.

O Comitê Gestor é constituído por representantes do governo, do setor empresarial e da academia, e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) foi designado para a governança do novo programa, por já possuir projetos institucionais em curso na área. O instituto ocupa a Secretaria Executiva do comitê. “O Plano de Ação que apresentamos vai até 2020 e já saímos do discurso para a realidade, à frente dos demais estados brasileiros. O país está muito atrasado nessa área e precisamos acelerar o passo para que não venhamos a ter dificuldades em futuro breve. Por isso estamos fazendo a nossa parte e ficamos muito satisfeitos pelos elogios que recebemos de um especialista no tema”, comentou Júlio Felix, diretor-presidente do Tecpar. 

Conferência Internacional de Energias Inteligentes - Para permitir ainda maior conhecimento e ações mais aprofundadas na demanda por conhecimento tecnológico e socioeconômico em Geração Distribuída e Smart Grid, a SETI e o Tecpar promoverão no mês que vem a Conferência Internacional de Energias Inteligentes, com o objetivo de materializar um ambiente favorável à discussão das tendências tecnológicas mundiais sobre o tema Smart Energy.

Marcada para acontecer em Curitiba, entre 7 e 9 de maio, a conferência está estruturada em painéis técnicos, mesas-redondas para discussão de temas estratégicos e estruturantes e apresentações de soluções tecnológicas. Os painéis técnicos serão apresentados por especialistas com destacada atuação na área de Smart Energy, que apresentarão as tendências técnicas e tecnológicas no contexto atual.

As mesas-redondas serão compostas por técnicos e gestores oriundos da iniciativa privada e da esfera governamental, para discutir e harmonizar os entendimentos das tendências e definições necessárias para a maximização da velocidade de desenvolvimento do setor.

Para os interessados em participar do evento, a Conferência Internacional de Energias Inteligentes dispõe de todas as informações necessárias no site criado especialmente para a ocasião, no endereço www.smartenergy.org.br.

Projeto Smart Energy Paraná - O Projeto Smart Energy Paraná foi criado oficialmente pelo Decreto 8.842, assinado pelo governador Beto Richa e publicado no dia 4 de setembro de 2013. Tem como finalidade atender a necessidade do Estado do Paraná de concentrar esforços conducentes à organização e centralização de ações de curto, médio e longo prazos em geração distribuída por fontes renováveis e sua conexão a redes inteligentes, criando instrumentos que possibilitem às instituições públicas, instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICT) e instituições empresariais e empresas a adotarem estratégia comum. Além disso, pretende desenvolver competências locais neste tema e sensibilizar e educar a sociedade na utilização dessas novas tecnologias.

Vinculado ao Programa Paraná Inovador, da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), à qual o Tecpar é vinculado, o Projeto Smart Energy Paraná tem como meta final consolidar a competência do Estado do Paraná em geração distribuída, por fontes de energias renováveis conectada a redes inteligentes.

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sábado, 5 de abril de 2014

Paraná amplia tratamento odontológico para deficientes



O Centro Hospitalar de Reabilitação, em Curitiba, já oferece tratamento odontológico para deficientes físicos e mentais. Pacientes de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral poderão ser atendidos no hospital e contarão com a retaguarda de equipe multiprofissional, centro cirúrgico e anestesia geral.

São ofertados procedimentos clínicos, como extrações de dentes, restaurações e profilaxia dentária, mas que devem ser realizados em ambiente hospitalar por conta do perfil dos pacientes. A estrutura do centro cirúrgico permite a aplicação de anestesia geral, o que dá mais segurança aos profissionais de saúde e ao próprio paciente.

A dentista Fernanda Pavan, coordenadora do serviço no hospital, explica que a grande vantagem é a possibilidade de realizar uma série de procedimentos odontológicos em um curto período de tempo. “Atenderemos pacientes que não conseguem controlar seus impulsos. Por isso, a anestesia geral facilita o trabalho do dentista e evita possíveis acidentes durante o tratamento”, afirmou.

Apesar do atendimento ser feito em centro cirúrgico, não é necessária a internação do paciente. A recuperação é rápida e a pessoa pode ser liberada no mesmo dia.

Quem já passou por todo esse processo foi Adilson Lunardon, de 56 anos. Ele teve meningite na infância e hoje convive com sequelas motoras e mentais que dificultam o cuidado com a saúde bucal. A irmã do Adilson, Rosângela do Rocio Soares, conta que ele sofria muito com os dentes cariados e por isso foi encaminhado para o tratamento no Centro Hospitalar de Reabilitação. “Meu irmão chorava bastante por causa da dor e era difícil encontrar profissionais que atendessem ele”, relatou.

Adilson foi encaminhado pelo Centro Regional de Atendimento Integrado ao Deficiente (Craid), de Curitiba, onde fez todo o acompanhamento pré-operatório, com exames e consultas. Segundo a dentista da unidade, Michelle Abboud, a maioria dos casos pode ser atendida no ambulatório do Craid, mas existem situações, como a de Adilson, em que o procedimento com anestesia geral é o mais indicado.

Estima-se que o Centro Regional de Atendimento Integrado ao Deficiente tenha cerca de 30 pacientes nesta mesma situação. Com a abertura do novo serviço no Centro Hospitalar de Reabilitação, a expectativa é que essa fila seja reduzida significativamente nos próximos meses. Nesta primeira fase, o hospital atenderá dois pacientes por semana. No futuro, o objetivo é ampliar essa capacidade para 15 pacientes por semana.

REDE – A ampliação do tratamento odontológico para deficientes é uma das estratégias da Rede de Saúde Bucal, lançada na quinta-feira (03), em Londrina, pelo secretário da Saúde, Michele Caputo Neto. O coordenador da divisão de Saúde Bucal da Secretaria Estadual de Saúde, Leo Kriger, explica que a rede vai organizar o fluxo de atendimento dos pacientes a partir da estruturação de serviços de referência em todas as regiões do Estado. “Queremos garantir assistência adequada a todas as demandas da população na área de saúde bucal”, ressaltou.

Atualmente, o tratamento odontológico para deficientes está disponível no Hospital Regional do Sudoeste (Francisco Beltrão), no Zona Sul de Londrina e no Hospital Municipal de Ponta Grossa. A intenção é implantá-lo também em Maringá e Cascavel, além de mais um serviço em Londrina.

REFERÊNCIA – A equipe do Centro Hospitalar de Reabilitação é treinada pelo dentista Alcion Abreu Júnior, referência na área. Ele faz parte da equipe que realiza os procedimentos cirúrgicos odontológicos no Hospital Regional do Sudoeste há quatro anos. “Fomos pioneiros neste tipo de serviço e agora queremos expandir essa experiência de sucesso para todo o Paraná”, disse.

Desde a implantação do serviço, mais de 700 cirurgias odontológicas já foram realizadas, com uma média de 18 a 22 procedimentos por mês. O hospital é referência para uma população de 750 mil pessoas de 42 municípios da região.

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Ação do Estado ajuda frigorífico do Noroeste a ganhar mercado russo



O governador Beto Richa e o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, visitaram nesta sexta-feira (04) as instalações da empresa Frigoastra, em Cruzeiro do Oeste, no Noroeste do Estado. O frigorífico é um dos maiores exportadores de carne bovina país, com produção de 4,5 milhões de toneladas ao mês. De fevereiro até hoje, o Frigoastra exportou 55 conteineres para a Rússia. 

No encontro, o diretor-presidente da empresa, Jeremias Silva Junior, disse que depois da articulação feita pelo governador Beto Richa, quando ele, e também o secretario Ortigara, visitaram a Rússia, em maio de 2013, o Frigoastra foi habilitado a exportar seus produtos para aquele país, que é um dos principais mercados de carne.

“A articulação do governo estadual foi fundamental para abrir mercado ao nosso produto. Essa conquista foi muito positiva para a nossa empresa. Com a habilitação, em fevereiro de 2014, a exportação teve elevação de 25%. Hoje nosso recorde de exportação é para a Rússia e cada vez geramos mais empregos e desenvolvimento", disse. A empresa possui 900 colaboradores diretos e, somados os indiretos, cria 1.300 empregos na região. 

O governador Beto Richa destacou a importância do diálogo para o restabelecimento das vendas externas à Rússia. Ele esteve na Rússia durante missão ao leste europeu e à França. Em Moscou, tratou da questão do mercado para os produtos paranaenses em encontro na Embaixada do Brasil. 

A visita do governador abriu caminho para a visita técnica feita, depois, pelo secretário Norberto Ortigara, o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, e o representante da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Ronei Volpi. 

Em fevereiro último, após quase nove anos de embargos à exportação de carne bovina, o serviço veterinário russo habilitou dois frigoríficos paranaenses: além do Frigoastra, também o VPR Brasil, de Colorado. 

CONFIANÇA - Segundo o secretário Norberto Ortigara, as políticas públicas para o controle da febre aftosa no Paraná contribuíram para a confiança dos importadores de carne. "Todo grande importador faz exigências sanitárias, que são normais para garantir a qualidade da carne. O ambiente sanitário adequado, bom controle e a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná contribuíram para ganharmos confiança lá fora", disse. Ortigara ressaltou, ainda, que a reabertura do mercado externo do Paraná mostra que o estado tem bons controles e um ambiente adequado. 

PRODUÇÃO - O Noroeste possui o maior rebanho bovino do Estado. A farta matéria-prima, a fácil ligação com o porto e a localização estratégica em relação ao Mercosul, outro importante mercado, contribuíram para instalação do Frigoastra em Cruzeiro do Oeste. A empresa exporta cerca de 40 conteiners/mês. A produção é de 4,5 milhões de toneladas de carne ao mês. 

Fundado em 1994, o Frigoastra, segundo seu presidente, dispõe de planta moderna, com mais de 15.000 metros quadrados de área construída. 

Mais de 130 itens formam um mix de produtos em diversas linhas especiais. O relacionamento com o criador é valorizado e os animais passam por um rigoroso sistema de seleção, que inclui a melhor procedência e precocidade, sempre primando pelas boas práticas de produção. A empresa possui tecnologias modernas, que garantem maior segurança alimentar e agilidade no preparo das carnes, mantendo suas propriedades originais. É assim no sistema a vácuo e nas câmaras frias, com temperatura ideal em todo o processo. 

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Governo inicia o maior programa de saúde bucal da história do Paraná


O Governo do Paraná lançou nesta quinta-feira (03/04) a Rede de Atenção à Saúde Bucal. É a maior iniciativa na história do Estado para garantir à população dos 399 municípios paranaenses mais qualidade, eficiência e eficácia dos serviços públicos nesta área. 

O lançamento foi feito pelo secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, em Londrina, em evento com mais de 800 pessoas, entre representantes dos municípios, dirigentes de entidades ligadas à odontologia e representantes de universidades. 

Caputo Neto afirmou que a rede vai ampliar e consolidar o trabalho que governo estadual realiza em prol da saúde bucal desde 2011. “Antes, não havia política de saúde bucal no Paraná”, disse. “Em três anos, fortalecemos o apoio aos municípios, aos consórcios intermunicipais da saúde e com capacitação profissional. Este trabalho culmina agora, com essa Rede de Atenção à Saúde Bucal”, afirmou. 

Hoje, todos os municípios contam com dentistas da rede públicana rede pública e 65% da população é atendida por equipes de saúde bucal. As novas unidades de saúde, construídas pelo atual governo, são entregues com um consultório odontológico totalmente equipado. 

O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, participou da solenidade e destacou que a parceria com as universidades estaduais é um dos aspectos mais importantes da rede. As instituições de ensino superior do Estado receberão R$ 14,7 milhões para aderir à rede, o que significa receber recursos para obras, equipamentos e oferecer cursos de capacitação e darão suporte para profissionais de odontologia dos municípios.  

Os 260 municípios que já aderiram ao programa Telessaúde, do Governo do Estado, receberam câmeras intraorais, que permitem ao profissional de odontologia das unidades básicas aprimorar o diagnóstico com o apoio de especialistas das universidades estaduais. 

“Com a criação dessa rede, o Paraná se torna referência nacional na qualidade do cuidado da saúde bucal”, disse Maria Celeste Morita, presidente da Associação Brasileira de Ensino Odontológico e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

UNIVERSIDADES – As universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG), Maringá (UEM), Londrina (UEL) e do Oeste do Paraná (Unioeste) compõem a rede de saúde bucal. “Essas quatro universidades são referências em Odontologia no Paraná”, disse o secretário João Carlos Gomes. 

O trabalho conjunto vai fortalecer a integração ensino-serviço e permitir a capacitação de 2.000 profissionais de saúde bucal, como cirurgiões dentistas, técnicos em saúde bucal e auxiliares de saúde bucal, somente em 2014. “Não há nada melhor que os alunos aprenderem a profissão na prática. Com essa rede, atingimos nível de excelência nos cursos de odontologia das nossas universidades", afirmou João Carlos Gomes. "O Paraná é o segundo estado com maior número de alunos nas universidades estaduais. São 85 mil estudantes. Isso demonstra o apoio que o ensino superior tem do governo estadual e esse apoio tem que voltar à população na forma de serviços, que se configura em trabalhos conjuntos, como os da saúde", afirmou. 

Michele Caputo Neto explicou que serão investidos R$ 8,5 milhões na construção da clínica odontológica da UEL e repassados R$ 3 milhões para as outras três universidades, para adequações das clínicas odontológicas, aquisição de equipamentos, custeio das unidades e cursos de capacitação. 

Mais R$ 2 milhões serão investidos em expansão das equipes de saúde bucal e outros R$ 900 mil para implantação dos Centros Regionais de Especialidades Odontológicas, vinculados aos consórcios intermunicipais. 

PREVENÇÃO - Desde 2011, o governo estadual repassa R$ 480 mil ao ano para os consórcios intermunicipais de saúde custear os Centros de Especialidades em Saúde Bucal. O Paraná também investe R$ 300 mil por ano na prevenção do câncer de boca, por meio da destinação de 3 mil conjuntos de diagnósticos para as unidades de saúde. 

Hoje, 800 mil estudante de 6 a 15 anos, de escolas públicas municipais e estaduais, participam de ações semanais como o bochecho com flúor. Implantada em 1982, no governo de José Richa, a iniciativa é uma referência nacional. 

Em março de 2013, foi lançado o programa de detecção precoce do câncer bucal, através do uso de um teste rápido disponível nas 2.570 unidades básicas de saúde, em todo o Paraná. Além disso, o Paraná é um dos Estados com a maior cobertura de fluoretação das águas de abastecimento público. Dos 399 municípios, 383 (96%) tem este benefício. 

Participaram da solenidade de lançamento da Rede de Atenção à Saúde Bucal os representantes do Conselho Federal de Odontologia, Cezar José Campagnolo, e do Conselho Regional de Odontologia , Claudenir Rossato; o coordenador de saúde bucal da Secretaria Estadual da Saúde, Leo Kruger; o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Antônio Neto, e reitores das universidades. 

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Paraná é o Estado que mais investe em assistência social na região Sul



O Paraná é o estado que mais investe na política de assistência social na Região Sul do país. É o que mostra um estudo do Ministério do Desenvolvimento Social apresentado durante o Encontro Regional Sul do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), realizado em Porto Alegre (RS). O evento reuniu gestores, técnicos e representantes de conselhos de assistência social do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para avaliar o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que envolve os governos federal e estadual e os municípios. 

De acordo com a consultora do Ministério do Desenvolvimento Social, Aldaiza Sposati, o Paraná destinou, em 2011, R$ 688 milhões para ações de assistência social, enquanto no Rio Grande do Sul as despesas foram de R$ 568 milhões e, em Santa Catarina, de R$ 412 milhões. A consultora apresentou o painel “Avaliando o SUAS: análise das realidades regionais” e mostrou o panorama dos investimentos da assistência social na Região Sul do país. 

A secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, disse receber com satisfação o reconhecimento do Governo Federal. “Isso é resultado de um trabalho sério, que tem se intensificado nos últimos três anos, que é desenvolvido por uma equipe preparada e comprometida com a melhoria da qualidade de vida dos paranaenses, o que deve ser prioridade para todo governo”. 

EXPERIÊNCIA - As ações desenvolvidas pelo Governo do Paraná também foram destacadas durante o encontro, no painel que mostrou o papel dos estados na consolidação das políticas de assistência social. As informações foram apresentadas pelo assessor técnico Leandro Meller, que representou Fernanda Richa no evento. 

Um dos avanços é o Piso Paranaense de Assistência Social, que destina recursos para que os pequenos municípios possam investir em ações de proteção social básica e especial, no aprimoramento de gestão e benefícios nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). 

Outras ações do Estado são o repasse automático de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social do Paraná aos fundos municipais, sem a necessidade de convênios, e o Renda Família Paranaense, ação que faz parte do programa Família Paranaense e complementa a renda de famílias que vivem em extrema pobreza. 

O Paraná também é o Estado que mais presta acompanhamento e apoio técnico aos municípios na Região Sul. Nos últimos 12 meses, menos de 40% dos municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul receberam visitas dos técnicos das secretarias estaduais de assistência social, enquanto no Paraná o acompanhamento atingiu 90% dos municípios. 

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