quarta-feira, 31 de março de 2010

Pelo fim de novos Tribunais de Contas

“A motivação é duvidosa e altamente perigosa. O atual sistema já é suficientemente pródigo e completo para realizar a fiscalização governamental nas três esferas federativas”

Marcelo Henrique Pereira* no Congresso em Foco

As iniciativas legislativas para a criação de novos Tribunais de Contas dos Municípios, notadamente na Paraíba (2008), e agora em evidência no Rio de Janeiro e em Tocantins, seguem motivação duvidosa e altamente perigosa. O atual sistema - existem 34 Cortes de Contas no Brasil - já é suficientemente pródigo e completo para realizar, por delegação constitucional expressa do Poder Legislativo, a fiscalização governamental nas três esferas federativas (União, Estados/Distrito Federal e municípios).

Nos Estados, os tribunais existentes encontram-se suficientemente organizados, aparelhados e desempenham funções adequadas ao controle das contas públicas, em âmbito estadual e municipal, sendo desnecessário, descabido, ineficiente e antieconômico propugnar pela criação de novos órgãos, em duplicidade com os existentes.

A introdução de novos órgãos de controle é medida que afronta diversos princípios jurídico-constitucionais e legais, como o da eficiência, o da economicidade e o da austeridade fiscal. Afinal de contas, com a tentativa de se criar outros órgãos, despesas permanentes (e crescentes) com o provimento, organização e atuação dos mesmos serão suportadas pelo cidadão-contribuinte e pela sociedade como um todo.

A cifra chegaria a milhões de reais. A título de exemplificação, sob o mesmo discurso, deputados estaduais promoveram no Rio de Janeiro a divisão da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos do Estado (Asep-RJ) que gastou cerca de R$ 6,2 milhões só no primeiro ano. As duas novas agências, a Agetransp e a Agenersa, gastaram juntas cerca de R$ 9,2 milhões em 2006, dois anos depois. Já em 2009, a conta chegou a R$ 11,6 milhões. Imaginem se representantes de todos os 5.564 municípios do País fossem exigir a criação de Tribunais de Contas?

O correto seria investir, cada vez mais e permanentemente, no aperfeiçoamento dos atuais órgãos de controle, com melhor definição constitucional e legal de suas competências, atribuições e responsabilidades e a imprescindível valorização da atuação técnico-profissional das Cortes de Contas. Faz-se necessário, em especial, uma profunda reforma constitucional e legal, visando à estruturação de um verdadeiro Sistema Nacional de Controle Externo, com a unificação/uniformização da atuação destes órgãos.

O Legislativo, no entanto, vê-se às voltas com iniciativas desprovidas de espírito e interesse público e destoantes do quadro constitucional-legal em vigor. Tentam, a qualquer preço, alterar o sistema com visíveis prejuízos ao Estado brasileiro, aos cidadãos – notadamente os contribuintes – e à sociedade.

Na Paraíba, a tentativa de criação de novo Tribunal de Contas dos Municípios foi amplamente rechaçada por movimentos sociais e instituições organizadas, por meio de instrumentos jurídicos e judiciais, com o apoio da imprensa como formadora de opinião e o engajamento de entidades como os conselhos de classe (OAB, CRC, CRA, CREA, COREN, etc.), instituições (associações, sindicatos e federação) de servidores públicos, entre outros.

Situação que ora se repete, no caso do Rio de Janeiro e Tocantins, visto que a mobilização contra iniciativas deste porte, contrárias ao Estado Democrático-Constitucional de Direito, é sempre o melhor caminho para evitar impropriedades, ilegalidades ou inconstitucionalidades.

*Marcelo Henrique Pereira é presidente da Federação Nacional das Entidades de Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Fenastc

Ivan Lessa: Uma Uma em apuros


Colunista comenta o retumbante fracasso da estreia do novo filme de Uma Thurman.


Eu não chegava a ser fã da Uma Thurman. Abro o jogo. Até que antipatizava um pouquinho com a jovem senhora em questão. Como numa marchinha esquecida de Carnaval, eu sou mais as morenas e até mesmo as ruivas. De porte médio.

La Thurman é longa que não acaba mais. Suas pernas, com a licença do poeta, dão a volta ao mundo. Quem me levou a botar Uma no álbum de favoritas foi o Quentin Tarantino. Primeiro, com o Pulp Fiction, onde, depois de uma dança antológica com o Travolta, ela, primeiro, rouba serena e desmaiadamente, uma sequência com uma agulha enfiada com violência travoltiana no peito afim de ser resusscitada de uma superdose de heroína. Segundo, seu despertar para a vida (bom título ruim para um mau filme) com um susto e um grito.

Depois, os dois esplêndidos volumes de Kill Bill, também do prendado Tarantino. Com a vantagem, inclusive, até onde sei, de participar de dois filmes seguidos que não receberam o tiro de misericórdia na nuca de título em português. Garotas e Bandidos, talvez. Ou Uma Turma da Fuzarca.

Depois a perdi de vista. Outros tempos, outras louras longilíneas.

Surge ela agora nos noticiários botando pra quebrar e ameaçando dar entrada no livro Guiness World Records. Coitada da moça. Está em apuros. Deve ter sido o nome que seu mais recente filme recebeu no Brasil, esse que o título desta coluna faz uma tola referência: Uma Mãe em Apuros. O que é puro anos 40 da pior safra possível. Talvez até anos 30. Na companhia de chanchadas e filmes vagabundos. Dois Marujos em Apuros, Cupido é Moleque Teimoso, por aí. Uma Mãe, sozinha, já seria chato. Próximo demais a "um mamão". Agora, colado ao Em Apuros, tenham a santa paciência.

Encerrado o nariz de cera, vamos ao que interessa. Uma Thurman ameaça entrar para a história do cinema, ou ao menos a história da exibição em cinema, como a principal protagonista do maior fracasso de bilheteria na Grã-Bretanha de todos os tempos. Quiçá do mundo.

Aqui levaram com o título original americano, Motherhood, simplesmente, sem apuros, apesar de tê-los a granel, para falar em linguagem ou legendas cinematográficas de meados do século passado neste século 21. O filme foi retirado bruscamente de cartaz quando, no vital fim de semana de estreia, apenas 11 pessoas (como uma equipe de futebol da várzea) compareceram para conferir o que havia e o que não havia.

Não havia nada no filme, tudo indica. Não deram pelota sequer para a presença de Jodie Foster, atriz contemplada com dois Oscar, e Minnie Driver, uma cidadã britânica de certa incerta popularidade em incertos meios. Nem posso jurar que os pobres coitados dos 11 tenham visto até o fim. As bilheterias, no domingo, levantaram 9 libras apenas, ou seja, US$ 13,5. Que foi o que o único espectador pagou para dar uma checada nos apuros de Uma. Uma má (atenção para o rico cacófato anterior) língua jura que nem o lanterninha nem o projecionista assistiram ao que ultrapassa os diversos massacres tarantinescos a que estamos acostumados.

88 libras. Lá pelos US$ 100. Total arrecadado no fim-de-semana em questão. O abacaxi (ir ao dicionário de gírias superadas) ultrapassou o fracasso de seu lançamento, em setembro do ano passado, nos Estados Unidos, onde levantaram apenas perto de US$ 60 mil, que é uma barra e já passou para o legendário da história do cinema americano.

Por estas bandas, leitores, e não cinéfilos, aguardam a briga de foice (por certo tarantinesca também) que vem aí entre produtores e distribuidores do danado do - não há outro nome - produto.

Agora, só nos resto aguardar o lançamento em DVD. E Blue-Ray. Da briga, claro. Do filme, deixem para lá. Vai ver aí melhora tudo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Palanques abalados por Merval Pereira

A campanha presidencial de José Serra se defronta com uma crise política de razoáveis proporções no Rio de Janeiro, um dos suportes do tripé da Região Sudeste, que reúne 43% do eleitorado brasileiro e é a com o maior número de eleitores, 55.718.468. Nela, o candidato do PSDB, José Serra, tem 40% das intenções de voto contra 24% da candidata oficial, Dilma Rousseff, vencendo em São Paulo e em Minas e empatando com ela no Rio.

Questões de política regional envolvendo a candidatura ao Senado do ex-prefeito Cesar Maia estão levando a que o candidato a governador Fernando Gabeira, do Partido Verde, que seria sustentado a princípio pela coligação oposicionista PSDB, PPS e DEM, realize um processo de reavaliação da coligação montada que pode levá-lo a só aceitar se candidatar com a repetição da coligação que quase o levou à vitória na disputa pela Prefeitura do Rio em 2008.

Se efetivar essa decisão, a coligação regional excluiria o DEM, o que criaria uma dificuldade política para a direção nacional do PSDB, que não gostaria de desfazer a aliança com o DEM no Rio.

Não que exista a possibilidade de a crise local repercutir na aliança nacional, mas é um desacordo considerado desnecessário pela direção nacional, e prejudicial à candidatura de José Serra.

Ao contrário, o Partido Verde e setores do PSDB do Rio consideram que a presença do ex-prefeito Cesar Maia na chapa oficial tiraria de Gabeira toda força política de renovação, enfraquecendo sua candidatura em setores da classe média e da intelectualidade do estado, o que poderia inviabilizar a disputa do segundo turno na eleição para o governo, provavelmente contra o governador Sérgio Cabral, do PMDB.

O vereador do PV Alfredo Sirkis, que já foi secretário de Cesar Maia, hoje é talvez o seu maior crítico e foi quem iniciou o movimento contra sua inclusão na coligação oficial. Leia íntegra no Blog do Noblat

Dez ministros deixam o governo para disputar eleições

Conta exclui o presidente do BC, Henrique Meirelles, que ainda não tomou uma decisão; posse dos novos ministros acontece nesta quarta


Tânia Monteiro - O Estado de S.Paulo

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fez um balanço das conversas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nesta terça-feira, 30, ao longo do dia com os ministros que deixarão o governo por conta das eleições e disse que, ao todo, dez ministros estão saindo. A conta exclui o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que ainda não tomou uma decisão. Padilha informou que a nova conversa de Lula com Meirelles só deve ocorrer nesta quarta-feira, 31, depois da posse dos novos ministros, marcada para as 11 horas.

Questionado se haveria algum incômodo por parte do presidente Lula diante da indefinição de Meirelles, Padilha disse que não, porque o presidente deixa os ministros completamente à vontade na questão de disputa de cargos políticos. "O ministro que chega indeciso para conversar com o presidente, em geral, acaba ficando porque o presidente o convence", disse.

Padilha lembrou ainda que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, vai conversar com o presidente nesta quarta às 9h, mas que ele já anunciou sua saída. Na conversa com Lula, destacou Padilha, deve ser definido o sucessor de Costa.

O ministro disse que a grande maioria, sete ministros, serão substituídos por secretários-executivos. Uma das exceções é o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que será substituído pelo presidente da Conab, Wagner Rossi. Segundo Padilha, o nome de Rossi foi o único apresentado por Stephanes e Lula avaliou como o nome mais adequado. De acordo com ele, o nome de Rossi teve o apoio não só de Stephanes, como da bancada do PMDB, inclusive do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

Outra exceção é no ministério do Desenvolvimento Social, onde Patrus Ananias será substituído pela ex-secretária-executiva Márcia Lopes. Padilha explicou que Márcia havia saído do ministério para uma atividade acadêmica e está retornando e a atual secretária-executiva, Arlete Sampaio, disputará as eleições para deputada distrital em Brasília.

Padilha ressaltou que a troca no comando dos ministérios não significa mudança política. "A tendência do presidente é manter a composição política do governo e optar por pessoas que estivessem no quadro do governo ou que estivessem sendo indicadas pelos ministros", declarou Padilha.

Questionado se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, será a estrela da festa desta quarta, Padilha disse que os ministros que assumem os cargos é que serão as estrelas. "Os que saem vão brilhar em outros lugares. Na festa, quem brilha são os ministros que assumem", disse. Apesar disso, Dilma é quem fará o discurso em nome de todos os ministros que saem. A previsão é de que, além de Dilma, apenas o presidente Lula faça uso da palavra na cerimônia desta quarta.

Tarifa de serviço bancário sobe até 33 vezes acima da inflação, diz Idec

Levantamento do Instituto aponta alta de até 328% entre abril de 2008, quando BC apertou regras do segmento, e março deste ano

Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO -

As tarifas avulsas de serviços bancários subiram até 328% entre abril de 2008, quando o Banco Central (BC) instituiu novas regras para o segmento, e fevereiro deste ano. O porcentual supera em 33 vezes a inflação do período (9,88%). No caso dos pacotes de serviços, a maior variação foi de 65,8%, sete vezes superior à inflação.

Os números integram estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), obtido com exclusividade pelo Estado. O levantamento, realizado pela economista Ione Amorim, foi feito com base nas informações que as instituições publicam em seus sites na internet. Participaram da amostra os dez bancos brasileiros que têm mais de 1 milhão de clientes.

"A principal conclusão que tiramos é de que as maiores variações são explicadas pelo realinhamento das tarifas com a média do setor", diz Ione. "Isso mostra que os bancos não trabalham pela menor tarifa, mas sim para estar junto dos outros, o que demonstra pouca concorrência."

Campeões

No ranking de tarifas avulsas, o campeão do reajuste é o Banrisul, que pertence ao Estado do Rio Grande do Sul. Das dez primeiras posições, seis são ocupadas pelo banco estatal. Em primeiro lugar, com variação de 328,6%, ficou o fornecimento de folhas avulsas de cheques. Em abril de 2008, cada folha custava R$ 0,35. Em 28 de fevereiro deste ano, R$ 1,50.

No ranking de pacotes de serviços, o resultado foi mais pulverizado, mas também com preponderância do Banrisul – dono de cinco das dez colocações. Nesse levantamento, o campeão do reajuste foi o Banco Real, com o pacote Real Serviços Simples. A tarifa, que custava R$ 12,00 em abril de 2008, passou para R$ 19,90 no dia 5 de março deste ano – variação de 65,8%.

Os altos ganhos com tarifas e a falta de um padrão de cobrança levaram o BC a reorganizar as normas do segmento. A principal mudança se deu pela Resolução 3.518, que entrou em vigor em 30 de abril de 2008.

Padrão

Entre outros pontos, a nova regra definiu a padronização das tarifas, de modo a facilitar o entendimento dos clientes. Além disso, todos os bancos são obrigados a divulgar em seus sites os valores que cobram pelos serviços – tanto avulsos quanto pacotes.

A economista do Idec ressalta que é impossível calcular o impacto das tarifas sobre os ganhos gerais do setor, pois cada instituição adota critério próprio nas demonstrações financeiras.

Um dos que discriminam as tarifas no balanço é o Banrisul. Segundo Ione, essas receitas cresceram 13% entre 2008 e 2009, para R$ 226 milhões. O lucro no período foi de R$ 541 milhões.

Opep pode abrir as portas ao Brasil após descoberta de petróleo



O recente achado no Brasil de uma jazida petrolífera abre as portas da Organização de Países Exportadores de Petróleo ao país, disse nesta terça-feira em Cancún Abdullah Salem el-Badri, secretário-geral da Opep.

"Acabam de fazer (no Brasil) a descoberta de uma grande jazida, o que permite que, talvez em uns cinco anos, a Petrobras ingresse na organização", disse em uma coletiva de imprensa Salem el-Badri, durante o 12º Fórum Internacional de Energia, que ocorre em Cancún.

A Petrobras está "qualificada" para entrar na Opep, mesmo que o Brasil, no setor energético, ainda seja deficiente, porque consome quase toda a sua produção petrolífera, explicou o secretário-geral.

A Petrobras anunciou no dia 16 de março a descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe, com capacidade de 15 milhões de barris recuperáveis.

Já a estatal Petróleos Mexicanos, a qualquer momento, "poderá fazer parte da organização", dado que é um país que "não consome toda a sua produção petrolífera", acrescentou Abdullah, após explicar que não é papel da organização convidar novos integrantes.

Venezuela e Equador são os únicos países latino-americanos que formam parte da Opep, enquanto México e Brasil são considerados há alguns anos emergentes no setor.

A Opep busca em Cancún, junto com representantes de mais de 100 países e de empresas privadas de petróleo, encontrar uma saída para evitar a volatilidade de seus preços, como a registrada nos últimos dois anos.

terça-feira, 30 de março de 2010

PV indica Feldmann e Young como candidatos em São Paulo

colaboração para a Folha Online
A Executiva do PV São Paulo indicou o ex-deputado Fábio Feldmann como candidato ao governo paulista e o empresário Ricardo Young, ex-presidente do Instituto Ethos, candidato ao Senado. A indicação será homologada no dia 11 de março em uma votação que contará com a presença da senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata do partido à Presidência.

"O sentimento é de que eles serão ratificados pela base do partido", afirmou o presidente do PV de São Paulo, Maurício Brusadin.

Com a candidatura própria, o partido sai da base aliada do governador José Serra (PSDB). Nesta terça-feira, foi entregue ao governo uma carta de renúncia da secretária de Assistência Social de São Paulo, Rita Passos. Deputada estadual pelo PV, ela tentará a reeleição.

Brusadin afirmou que o partido pretende indicar o número máximo de candidatos no Estado, que é de 141 para a Assembleia Legislativa e 100 para a Câmara dos Deputados.

Sobre uma aliança com o PPS da subprefeita Soninha Francine, Brusadin disse que seria o "grande sonho" do partido. De acordo com ele, no entanto, não houve conversas nesse sentido. Soninha pode sair ao Senado.

Em nota, o dirigente comemorou o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada ontem, que aponta Feldmann com 3% das intenções de voto. "Ainda nem confirmamos nossas candidaturas e já estamos pontuando", afirma.

Uma das estratégias para fortalecer a candidatura de Marina Silva é ter candidatura própria em todos os Estados com exceção do Acre, onde ela irá apoiar o senador Tião Viana (PT).

Em quatro Estados, o partido já tem pré-candidatos escolhidos. No Rio de Janeiro, o deputado Fernando Gabeira irá disputar o governo. Já na Bahia, o escolhido é o deputado Luís Bassuma e, em Minas Gerais, deputado Zé Fernando. O PV também deve ter candidato em Santa Catarina com o vereador Fabiano Piovezzan.

Líderes dos EUA e França condenam construções de Israel e apoiam sanções ao Irã

Colaboração para a Folha Online

Os governos da França e Estados Unidos mostraram estar alinhados em pelo menos dois assuntos: a condenação às construções de Israel em Jerusalém Oriental e o apoio a sanções ao Irã por seu projeto nuclear. Declarações sobre os dois temas foram feitas pelos presidente americano, Barack Obama, e seu colega francês, Nicolas Sarkozy, nesta terça-feira, após a primeira visita do francês à Casa Branca.

Ambos os líderes concordaram sobre a necessidade de deter o programa nuclear iraniano. Os países ocidentais estão preocupados com a possibilidade de o programa nuclear iraniano, que inclui o enriquecimento de urânio, tenha como objetivo a produção de armas nucleares. O Irã afirmou que seu programa é pacífico e destinado a produzir eletricidade

Obama disse, nesta terça-feira, esperar que as sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o país do Oriente Médio sejam impostas já nas próxima semanas.

Construções de Israel

Nicolas Sarkozy disse que seu comprometimento com a segurança de Israel é conhecido, mas que as construções na área pleiteada pelos palestinos "não contribui em nada". Ele ainda parabenizou Obama por tentar reatar as negociações entre israelenses e palestinos.

O presidente francês disse que "a ausência de paz" na região "é um problema para todos nós" e alimenta o terrorismo ao redor do mundo.

Oficiais americanos e israelenses buscam retomar as relações entre os dois países, que estão em crise após o anúncio de que o plano de construção de 1.600 casas dando prosseguimento à expansão dos territórios ocupados não seria suspenso.

Israel ocupa parte da Jerusalém Oriental desde 1967, sem reconhecimento internacional. A cidade é pleiteada pelos palestinos como capital de um futuro Estado e central nos esforços de negociação de paz.

Para Washington, o fato de Israel construir em Jerusalém Oriental é uma atitude provocativa e prejudica o andamento das negociações.

Sarkozy na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu nesta terça-feira, pela primeira vez, seu colega francês, Nicolas Sarkozy, na Casa Branca, uma boa ocasião para deixar para trás antigos atritos e, segundo o francês, 'celebrar a amizade'.

O líder francês se encontrou com Obama depois de outros líderes europeus, entre eles o britânico Gordon Brown, a alemã Angela Merkel e o espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, já terem passado pelo Salão Oval, mas terá um privilégio que eles não tiveram: um jantar privado.

Obama e a primeira-dama Michelle oferecerão à noite um jantar privado em honra a Sarkozy e sua esposa, Carla Bruni, uma gentileza que o presidente dos Estados Unidos não ofereceu aos outros líderes europeus e que o francês qualificou como 'um forte gesto de amizade e de estima em relação à França'.

Sarkozy, apesar de ser visto nos EUA como mais próximo dos americanos que outros presidentes franceses, criticou Obama em privado, avaliando que ele tem postura 'débil e ingênua' na política internacional.

O líder francês foi especialmente crítico com seu colega americano por sua estratégia de perseguir uma política de aproximação com o Irã, já que ele defende uma resposta mais firme.

Por sua vez, Washington não gostou da resposta de Sarkozy sobre a operação militar no Afeganistão. O presidente francês não quer reforçar seu efetivo, mas disse que os 3.750 militares franceses permanecerão no país centro-asiático.

Porém, durante a visita de Obama à França em junho para participar dos atos de comemoração do 65º aniversário do Desembarque de Normandia as diferenças entre ambos começaram a ficar mais evidentes.

Um dia depois da comemoração, Obama, de volta a Paris com sua família, rejeitou um convite para um jantar de Estado no Palácio do Governo da França, e preferiu jantar com sua família em um restaurante, como destaca a imprensa americana e francesa nesta semana.

Com agências internacionais

Procuradoria recomenda manutenção da cassação de Kassab

da Folha Online
A Procuradoria Regional Eleitoral recomenda em parecer que a Justiça mantenha a cassação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e da sua vice Alda Marco Antonio (PMDB). Os dois foram cassados no mês passado pelo juiz Aloísio Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, por recebimento ilegal de doação na campanha eleitoral de 2008.

No parecer, o procurador Luiz Carlos Dos Santos Gonçalves recomenda que Kassab e Alda recorram da decisão fora do cargo.

Por outro lado, o procurador recomenda mudar a decisão de primeira instância, que também determinou que Kassab e Alda ficassem inelegíveis por três anos. "[...] Determinando-se, ademais, a imediata execução do julgado, no que tange à cassação do diploma expedido", diz.

Kassab e Alda recorreram da cassação, que foi suspensa dois dias depois da primeira decisão. Na ocasião, a Justiça Eleitoral acolheu pedido de efeito suspensivo formulado pela defesa do prefeito de São Paulo. Com isso, a sentença de cassação ficou suspensa até o pronunciamento do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.

Cassação

O juiz de primeira instância aceitou a denúncia do Ministério Público Eleitoral, que acusou o prefeito de ter recebido doações ilegais da AIB (Associação Imobiliária Brasileira), de sete construtoras e do Banco Itaú.

A Lei Eleitoral proíbe que candidatos ou partidos políticos recebam doações de empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. No caso de Kassab, seriam as construtoras que prestam serviços à Prefeitura de São Paulo.

Na semana passada, entretanto, o TRE-SP derrubou decisão de primeira instância que cassava o mandato do vereador Carlos Apolinário (DEM).

Fogaça deixa Prefeitura de Porto Alegre para disputar governo gaúcho

colaboração para a Folha Online
O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), deixou o cargo nesta segunda-feira para disputar o governo do Rio Grande do Sul.

Em mensagem enviada à Câmara dos Vereadores, ele transmitiu o cargo ao vice José Fortunati (PDT), que toma posse amanhã para um mandato que termina no final de 2012. "O governo continuará sendo o mesmo, com o mesmo programa", afirmou Fortunati.

No dia 15 de março, Fogaça recebe carta branca do PMDB-RS para disputar governo estadual. Com isso, PT e PMDB não estarão juntos no Rio Grande do Sul, já que o ministro petista Tarso Genro (Justiça), lançou sua pré-candidatura ao governo.

O PMDB está dialogando com o PDT para conseguir apoio a Fogaça. Segundo o senador Pedro Simon (PMDB-RS), o fechamento do acordo com o PDT, no entanto, não inviabiliza a conversa com outros partidos.

O deputado Pompeu de Mattos (PDT-RS) pode ser o vice na chapa de Fogaça.

segunda-feira, 29 de março de 2010

No Twitter, Mercadante se diz sensibilizado com gesto solidário de Suplicy

da Folha Online
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) agradeceu no Twiter ao colega Eduardo Suplicy (PT-SP), que retirou hoje sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. Mercadante usou a mesma mensagem para agradecer o prefeito de Osasco, Emidio Souza (PT) --que também desistiu da pré-candidatura.

"Os apoios que tenho recebido, no gesto companheiro do prefeito Emídio e solidário do meu amigo Suplicy, me sensibilizaram muito", escreveu ele no Twitter.

O PT-SP enalteceu a decisão de Suplicy. "Ele retirou candidatura. Foi um gesto nobre. Ele reconheceu que era preciso ter unidade partidária", disse o presidente do PT-SP, Edinho Silva.

Segundo Edinho, o PT lançará a candidatura de Mercadante no final de abril. "O partido resolveu repetir a candidatura de Mercadante porque isso ajuda a acumular no processo eleitoral", afirmou.

Entre os argumentos usados por Edinho para defender a escolha de Mercadante está o fato do senador ter sido um dos mais votados da história de São Paulo.

Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostrou que Suplicy superava Mercadante nas intenções de voto. Ambos, entretanto, estão atrás do tucano Geraldo Alckmin. Contra Alckmin, Suplicy aparece com 19% das intenções de voto; Mercadante tem 13% na mesma disputa.

Suplicy admitiu à Folha Online que foi pressionado pela direção do PT a desistir da pré-candidatura. "A direção, por consenso, prefere que eu não seja o candidato. Ser candidato com todos os membros da direção recomendando que eu abrisse mão, não teria sentido", disse.

O petista se reuniu hoje, em São Paulo, com 20 membros do diretório estadual. Segundo ele, o apelo pela unidade partidária foi unânime.

Suplicy disse que o partido alegou urgência na decisão para convencê-lo a desistir sem necessidade de prévias no Estado.

Alianças

Semana passada, cinco partidos --PDT, PRB, PC do B, PSL e PR-- fecharam apoio à pré-candidatura de Mercadante.

As legendas, que fazem oposição ao governo José Serra (PSDB), também decidiram apoiar as pré-candidaturas ao Senado da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy e do vereador Netinho de Paula (PC do B). O candidato a vice na chapa deve ser indicado pelo PDT.

O PT ainda tenta o apoio do PSB, mas o mais provável é que o candidato do partido seja Paulo Skaf (PSB), presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Hélio Costa deixa governo depois de encaminhar transformação do Correios em S.A.

da Agência Brasil
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, confirmou hoje que deixará o governo com a medida provisória para transformar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em uma "sociedade anônima de capital fechado" encaminhada. De acordo com o ministro, a medida já passou pela área jurídica da Casa Civil.

Sem dar detalhes sobre a medida, o ministro informou que tratará do assunto em conversas com integrantes e aliados do governo. Ele disse que amanhã mesmo tratará do assunto com lideranças partidárias.

"Trata-se de uma medida muito importante, que servirá para modernizar os Correios, com o objetivo de fazer frente à competição internacional", disse o ministro. Ele afirmou que o Congresso "já está preparado" para receber a medida que deverá ser editada em breve.

No entanto, o ministro evitou falar sobre o Plano Nacional de Banda Larga, que não entrou na segunda versão do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), nem da possibilidade dos Correios abrigarem a proposta do governo de democratizar o acesso à internet rápida no Brasil.

"Para falar sobre o Plano Nacional de Banda Larga, eu pediria que vocês [jornalistas] se dirigissem às áreas de apoio do governo, como a Casa Civil ou o Ministério do Planejamento. Ainda há uma série de opções e decisões que o governo terá que tomar. O que o Ministério das Comunicações tinha de contribuir com o plano está no relatório de 250 páginas entregue. Tudo está lá", disse o ministro, que comunicou ao presidente Lula sua saída da pasta para disputar o governo de Minas Gerais.

Ao se reunir com Lula, Hélio Costa chegou a sugerir o nome do seu substituto, que ainda aguarda a aprovação do presidente. Ele não quis dizer o nome do indicado, mas afirmou que se trata de uma pessoa conhecida, que acompanhou de perto toda as atividades no setor durante o tempo em que foi ministro.

Companhia aérea Azul terá voos de Congonhas para Porto Seguro

da Folha Online
A companhia aérea Azul vai começar a operar no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, voos para Porto Seguro (BA), informou nesta segunda-feira. A empresa conquistou o direito de funcionar no local após participar de concorrência no início deste mês feita pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Com a nova rota, que será operada somente aos fins de semana, a companhia passará a servir 18 destinos no país. As frequências e horários ainda não estão definidos. A Azul começou a voar em 15 de dezembro de 2008, inicialmente de Campinas a Porto Alegre ou a Salvador, em frequências diárias, sem escalas.

Na semana passada, a Anac informou que está avaliando a liberação de rotas em Congonhas para três companhias aéreas - Azul, NHT e Webjet. Todas receberam autorização para operar no aeroporto. A previsão era de que as operações em 15 cidades de nove Estados do país fossem liberadas entre abril e maio.

Além de Porto Seguro, as rotas são para Salvador, na Bahia; Cabo Frio, Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro; Bauru e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo; Curitiba e Maringá, no Paraná; Uberlândia e Confins, em Minas Gerais; Florianópolis e Navegantes, em Santa Catarina; além de Brasília (DF), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS).

As três empresas passarão a operar com as atuais companhias do aeroporto, OceanAir, Gol/Varig e TAM.

Entre as novas aéreas, a NHT, do Rio Grande do Sul, conseguiu 28 horários, sendo dez deles durante a semana. A Webjet ficou com 18 slots e a Azul, oito. Ambas irão voar aos sábados e domingos.

Sindicatos de servidores de SP organizam "bota fora" para protestar contra Serra

DANIEL RONCAGLIA
colaboração para a Folha Online

Cerca de 40 entidades de funcionários públicos de São Paulo marcaram um protesto para quarta-feira, 31 de março, dia em que José Serra (PSDB) sai do governo paulista para disputar a eleição presidencial.

Chamado de "bota-fora do Serra", o protesto é organizado por sindicalistas do Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal, fórum de negociação salarial entre o funcionalismo e o governo estadual.

A manifestação está marcada para as 12h de quarta-feira no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Duas horas depois começa no mesmo local a assembleia da Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo), que decidirá se mantém a greve iniciada no dia 8 de março. Depois da assembleia, o "bota fora" continua com uma passeata até o centro de São Paulo.

A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, afirmou que, apesar da participação do sindicato, a manifestação é independente da greve dos professores. Segundo ela, o protesto é uma liberdade de expressão do funcionalismo.

O organizador da manifestação, Angelo D´Agostini, que é diretor Sindsaúde (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo), negou o caráter partidário do evento. "Nós não estamos indicando votos para ninguém", afirmou.

De acordo com o sindicalista, o movimento quer mostrar a situação do funcionalismo público do estado. "É um dever nosso mostrar para a população que o servidor ganha um vale-refeição de R$ 4 por dia." O Sindsaúde marcou para o mesmo dia uma assembleia na qual decidirá se entrará em greve.

A reportagem procurou o governo de São Paulo, que não ainda não se manifestou sobre o protesto dos servidores.

Na sexta-feira, Maria Izabel Azevedo Noronha admitiu que a greve da categoria é política. Mas negou que tenha relação com o PT. "É política, mas não é partidária", disse ela sobre a paralisação.

Após comandar uma manifestação nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da cidade, a sindicalista fez várias críticas ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

"Esse senhor não vai ser presidente do Brasil", afirmou ela. "Se for eleito vai acabar com imagem que Brasil conquistou lá fora."

No protesto, ela disse que a categoria deveria aproveitar os últimos dias do governo Serra para protestar. Cerca de 5.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram do protesto que acabou com 20 feridos depois de um confronto entre policiais e professores.

Entendendo a "manifestação" da APEOESP

Em ano eleitoral, a APEOESP - sindicato ligado à CUT e ao PT - promove a bagunça, usa professores como massa de manobra e prejudica milhares de pessoas... Quer saber qual o motivo? Está neste vídeo

Carta de renúncia de Requião é lida na Assembleia do PR



Dary Jr.
Especial para o UOL Notícias
Em Curitiba (PR)

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus (DEM), leu no final da tarde desta segunda-feira (29) a carta de renúncia do governador Roberto Requião (PMDB). Com apenas uma página, o documento informa que o afastamento se deve à determinação constitucional. Requião deixa o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

Seu vice, Orlando Pessuti (PMDB), toma posse no dia 1º de abril. Na carta, o governador agradeceu o apoio dos deputados estaduais, disse que vai partir para "projetos nacionais" e que esteve focado em projetos para o bem-estar da população.

A lei eleitoral prevê que, para concorrerem a outros cargos, o presidente da República, os governadores dos Estados, os prefeitos, ministros e secretários devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes da eleição. A data limite é a próxima sexta-feira (2).

Segundo a lei, a permanência nos cargos fica condicionada à disputa da reeleição. É o caso de Pessuti, que assume o cargo de governador às 18 horas desta quinta-feira na Assembleia e pretende concorrer à reeleição em outubro.

Durval presta depoimento na CPI protegido por habeas corpus

Instrumento fará com que delator do mensalão só responda às perguntas que lhe forem convenientes

Mário Coelho
no Congresso em Foco

O ex-secretário de Relações Institucionais do GDF Durval Barbosa, delator do mensalão do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), vai prestar depoimento nesta terça-feira (30) à CPI da Corrupção, na Câmara Legislativa, protegido por um habeas corpus. Com o benefício, ele pode se reservar a ficar calado nas perguntas feitas pelos parlamentares durante a sessão, prevista para acontecer às 10h no auditório do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. A decisão foi proferida pelo desembargador do Tribunal de Justiça do DF (TJDF) Mário Machado.

Até o momento, porém, a Câmara não foi notificada oficialmente da decisão. Durante a tarde, técnicos da CPI receberam a informação de que o habeas corpus foi concedido. Ao ser informada, a presidente da comissão, Eliana Pedrosa (DEM), entrou em contato com o desembargador relator. Ele confirmou que expediu a liminar. Ela, então, conversou com os outros membros da CPI para decidir o que fazer. O grupo decidiu manter o depoimento. A avaliação feita pelos parlamentares é que, desta maneira, a presença de Durval está garantida na oitiva.

Até hoje (29), parlamentares tinham o receio que a oitiva não acontecesse. Apesar de não haver nenhum comunicado oficial de Durval ou de seus advogados para adiar o depoimento, distritais acreditavam que ele não fosse aparecer na CPI. Havia o receio na Câmara de que ele pudesse fazer novas revelações, que inclusive implicassem novos personagens e até mesmo revelassem novas situações de corrupção no governo e no Legislativo do DF. Além disso, ele não quer expor dados sigilosos da investigação, já que está protegido pela delação premiada.

Outro ponto da concessão da liminar é que Durval pode responder às perguntas que quiser. Se o depoimento caminhar para a incriminação do ex-secretário de Relações Institucionais, ele permanece calado. Um dos motivos para ele não comparecer ao primeiro depoimento, marcado para 26 de janeiro, era a possibilidade de ele virar o alvo de deputados governistas. Mesmo depondo na condição de testemunha, existia a intenção de torna-lo réu e tirar o foco das declarações de cima do então governador Arruda. Na época, o próprio ex-secretário enviou uma carta à comissão pedindo o adiamento da oitiva.

Em setembro do ano passado, Durval Barbosa prestou depoimento a dois promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF (MPDF). Como o caso atingia o governador, o teor das revelações, junto com gravações de áudio e vídeos feitas por ele mesmo, foram enviadas ao Ministério Público Federal (MPF), que deu continuidade às investigações junto com a PF. Em troca das denúncias, Durval recebeu o benefício da delação premiada no processo, já que atuava como um dos operadores do mensalão do Arruda, esquema de propina envolvendo membros do Executivo e do Legislativo local.

Ex-deputado da meia diz que dinheiro que recebeu de Durval era verba de campanha



Segundo advogado, Prudente respondeu a todas a perguntas durante cerca de meia hora

Lais Lis, do R7, em Brasília

O ex-deputado distrital Leonardo Prudente (sem partido) voltou a dizer durante depoimento à Polícia Federal que o dinheiro que ele recebeu do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, era dinheiro de campanha não contabilizado. Prudente aparece em um dos vídeos gravados por Barbosa recebendo dinheiro do ex-secretário e guardando a quantia nas meias.

Segundo o advogado de Prudente, Herman Barbosa,o ex-deputado respondeu a todas a perguntas feitas pela polícia durante cerca de meia hora. De acordo com o advogado, no depoimento, Prudente manteve a versão apresentada na Câmara Legislativa.

- Não é questão de declarar inocência ou culpabilidade. É relatar os fatos como eles aconteceram, apenas isso. Ele manteve a mesma resposta que ele já tinha dado na Câmara [Legislativa]: dinheiro de campanha.

Barbosa afirmou ainda que o nome do ex-governador José Roberto Arruda foi mencionado “circunstancialmente” durante o interrogatório.

- O nome do ex-governador é sempre mencionado, porque é o governo dele, mas foi mencionado circunstancialmente.

Nesta segunda-feira (29) outras duas pessoas falaram durante os depoimentos à Polícia Federal: o ex-secretário de Educação, José Luiz Valente, e o empresário Alcir Collaço. Os outros depoentes não falaram, incluindo o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido).

PSDB PROCESSA SINDICADO DOS PROFESSORES DE SP

O PSDB vai entrar com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o sindicato dos professores de São Paulo e sua presidente, Maria Izabel Noronha, por contrapropaganda eleitoral. O sindicato, que organiza uma paralisação no Estado, aproveita as manifestações da categoria para incitar palavras de ordem contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Na representação, o partido de Serra pede que o grupo sindical e sua dirigente sejam multados por uso eleitoral de palanques para coordenar a greve

BH Notícias

ARRUDA FICA MUDO EM PRIMEIRO DEPOIMENTO NA PF



O governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, não falou nada durante o depoimento na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na tarde desta segunda-feira (29). Há 40 dias preso, o ex-comandante do DF foi proibido pelos advogados de responder às perguntas realizadas pela Polícia Federal. O advogado Nélio Machado, um dos que defendem o réu, justificou o posicionamento ao afirmar que só permitiria as declarações do cliente depois de tomar conhecimento da íntegra das evidências reunidas no inquérito do mensalão do DEM de Brasília, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Wellington Moraes, ex-secretário de Comunicação do GDF, também usou o mesmo procedimento.

BH Notícias