quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Presidente colombiano lança plano de guerra contra as Farc


Leandra Felipe
Correspondente da Agência Brasil/EBC
Bogotá - Em meio às negociações de paz entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano, o presidente Juan Manuel Santos anunciou hoje (9) um “plano de guerra” contra a guerrilha e a instalação de um novo comando militar. O chamado Espada de Honor 2 contará, segundo o governo, com 50 mil homens do Exército para ampliar a ofensiva contra os blocos sul e oriental das Farc.
De acordo com Santos, o objetivo do plano é enfraquecer a ação das Farc nessas regiões, onde o grupo guerrilheiro têm apresentado ação mais concentrada, neutralizando os chefes da guerrilha que operam nas duas áreas.
"É um plano muito bem desenhado e muito bem sustentado, que pretende atualizar e incrementar as atividades das nossas Forças Armadas, tendo em vista que as circunstâncias mudam, e há etapas que vamos vencendo, enquanto começamos a enfrentar novas”, disse Santos, durante cerimônia no Forte Militar de Larandia, no departamento de Caquetá, no Sudoeste da Colômbia.
O presidente também informou que vai colocar em ação mais 15 mil policiais em todo o país. O novo efetivo terá como prioridade, segundo ele, a “luta contra os crimes de mineração ilegal, sequestros, tráfico e roubos”. Santos revelou que o governo pretende aperfeiçoar o treinamento das unidades militares e anunciou reforços na preparação dos profissionais e instalação de mais centros de Inteligência. “Estamos aumentando o número de municípios que estão dentro do Plano de Consolidação”, destacou.
O Plano de Consolidação, como foi nominado pelo governo, também objetiva assumir o controle de regiões onde bandos de criminosos (grupos de narcotraficantes comuns) ou guerrilhas atuam.
Nessa terça-feira (8), o presidente pediu às Farc mais rapidez no ritmo das negociações em Havana, capital de Cuba, e chegou a dizer que uma pausa poderia ocorrer durante o processo eleitoral, que começa nos próximos meses. As eleições presidenciais estão previstas para maio.
Hoje as Farc responderam, declarando que poderiam fazer uma "pausa", mas que a decisão para isso, não poderia ser “unilateral” e que a mesa de negociação, em Havana, deveria, conjuntamente, decidir por isso.
As negociações de paz discutem a participação política dos guerrilheiros, após um eventual acordo pelo fim do conflito, mas as Farc disseram que, ainda não há consenso sobre o tema.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Política fiscal deve ser mais usada no combate à inflação, segundo a CNI


 da Agência Brasil
Brasília – A elevação de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que passa para 9,5% ao ano, foi de acordo com as expectativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), conforme nota divulgada logo depois do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
A CNI ressalta, porém, a necessidade de a política fiscal ter “papel mais ativo no combate à inflação daqui para a frente”. A entidade representativa dos empresários da indústria entende que “o maior controle dos gastos públicos diminuirá a necessidade de atuação da política monetária e imporá menores custos ao setor produtivo”.
Segundo a CNI, mesmo com a retração da inflação, que está em 5,86% no acumulado dos últimos 12 meses, a evolução dos preços exige acompanhamento atento da política econômica, pois a desaceleração atual tem características basicamente de curto prazo, sem sinais de manutenção duradoura. Por isso, é preciso manter o alerta para o comportamento dos preços em 2014.
Um fato relevante, diz a nota, é a discrepância de tendências entre os preços monitorados (combustíveis, energia, transportes, saneamento e outros) e os preços livres. “Sem a contribuição dos monitorados, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo [IPCA] dificilmente terminaria 2013 dentro do limite superior da meta de 6,5%. É importante ressaltar que esse expediente será bastante limitado em 2014, com a reversão das reduções praticadas em 2013”, acrescenta.
A Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) também reconhece que o BC “cumpre seu papel técnico” de conter a escalada inflacionária. Ressalta, contudo, que o aumento da Selic se soma “às dificuldades que o empresariado enfrenta para tocar seus negócios em meio ao cipoal regulatório e tributário que consome as forças da economia”.
Segundo o presidente da Abad, José do Egito Frota Lopes, os empresários não podem deixar de atentar para o fato de que “a combinação de investimento insuficiente, alto endividamento, pressões cambiais e juros crescentes cria um cenário perverso de baixo crescimento e falta de competitividade, insustentável a médio e longo prazo”.

Aumento da Selic prejudica a retomada da atividade econômica, segundo Fiesp


da Agência Brasil
São Paulo – A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou o aumento da taxa básicas de juros (Selic), anunciada hoje (9) pelo Banco Central (BC). Na avaliação da Fiesp, foi um erro elevar a taxa em razão de a inflação estar dentro da meta e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) apontar para um resultado negativo no terceiro trimestre.
“Este novo aumento da taxa de juros vem prejudicar o momento propício à retomada da atividade. O estímulo à produção nacional dado pela desvalorização cambial será anulado pelo aumento da taxa de juros. É hora de baixar juros e aumentar o investimento público direto e em concessões, para voltarmos a crescer”, disse, em nota, Paulo Skaf, presidente da entidade.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros (Selic) de 9% para 9,5% ao ano. Foi o quinto aumento seguido desde abril, dos quais quatro com variação de 0,5 ponto percentual.

Venezuela e Paraguai iniciam retomada de relações diplomáticas


Leandra Felipe*
Correspondente da Agência Brasil/EBC

Bogotá - O chanceler venezuelano, Elias Jaua, informou hoje (9) que as relações entre a Venezuela e o Paraguai serão totalmente restabelecidas. Ele se reuniu em Assunção, capital paraguaia, com o ministro das Relações Exteriores daquele país, Eladio Loizaga. As relações estavam rompidas desde o impeachment de Fernando Lugo do cargo de presidente do Paraguai, em julho do ano passado.

A saída de Fernando Lugo foi considerada pela Venezuela como uma ruptura democrática na América do Sul. Ao mesmo tempo, o Paraguai questiona a participação venezuelana como membro pleno no Mercosul.

Em uma à imprensa, na capital paraguaia, Jaua declarou que “existe vontade política para restabelecer plenamente as relações diplomáticas e superar o que seja necessário superar”.

De acordo com o chanceler, a Venezuela entregou ao governo paraguaio uma proposta para designar um embaixador venezuelano no país. “O presidente do Paraguai, Nicolás Maduro, quer evidenciar a vontade de restabelecer as relações diplomáticas ao mais alto nível de maneira imediata”, disse.

Jaua também defendeu o retorno do Paraguai ao Mercosul. “O mais conveniente para a região é que o Paraguai e a Venezuela estejam no Mercosul, e vamos trabalhar para que isso seja uma realidade. Da nossa parte, há vontade para isso”, destacou.

Por sua vez, o ministro paraguaio, Eladio Loizaga, disse que a visita de Jaua ao país representa a “melhor demonstração” da intenção da Venezuela em avançar no restabelecimento dos canais de comunicação entre os dois países. O primeiro passo, segundo Loizaga, será receber uma missão de empresários venezuelanos e ativar o intercambio na área econômica.

Sobre o regresso ao bloco, o presidente paraguaio, Horácio Cartes, havia declarado, em entrevista recente, que o Paraguai deverá voltar ao Mercosul no ano que vem.



*Com informações da Tv Multiestatal Telesur

Entidades sindicais condenam aumento da Selic


da Agência Brasil
São Paulo – A Força Sindical e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), filiada a Central Única dos Trabalhadores (CUT), condenaram o novo aumento da taxa básica de juros (Selic), anunciada hoje (9) pelo Banco Central (BC).
“Há uma distância entre o modelo econômico defendido e a política monetária praticada. Falta clareza na ação do Copom [Comitê de Política Monetária]. Será zelo demais? A dose não pode matar o paciente? Elevar a taxa Selic em um momento que a atividade econômica patina, anda de lado e a inflação aponta tendência de queda é, no mínimo, estranho”, disse em nota, a Força Sindical.
Para a Contraf, a elevação dos juros penaliza os trabalhadores e beneficia especuladores e instituições financeiras. “Fica mais claro do que nunca que o objetivo por trás do discurso da necessidade de controlar a pressão inflacionária é, na verdade, atender a interesses das instituições financeiras, as principais detentoras da dívida pública”, disse, em nota, Carlos Cordeiro, presidente da Contraf.
O Copom elevou hoje a taxa básica de juros (Selic) de 9% para 9,5% ao ano. Foi o quinto aumento seguido desde abril, dos quais quatro com variação de 0,5 ponto percentual.

Pesquisadores brasileiros se sentem contemplados com o Prêmio Nobel de Física de 2013


 da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O professor de engenharia elétrica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia(Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Manoel de Seixas, disse que os pesquisadores brasileiros que integram a Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern) [Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire, na antiga sigla em francês] se sentem reconhecidos com oanúncio do Prêmio Nobel de Física de 2013 para os cientistas britânico Peter Higgs e  belga François Englert. 
Higgs e Englert receberam o Nobel pelo desenvolvimento de pesquisas sobre a teoria que explica como as partículas adquirem massa. A teoria que foi proposta de forma independente em 1964, e, em 2012, as pesquisas dos cientistas foram confirmadas a partir da descoberta de partícula identificada por Higgs em pesquisas em Genebra, na Suíça nos detectores  Atlas (A Toroidal LHC Apparatus) e CMS (Compact Muon Solenoid), conduzidas no Large Hadron Collider (LHC) da Cern. A partícula foi batizada de bóson de Higgs, mas também é conhecida como a partícula de Deus.
“A decisão da Academia sueca de dar os prêmios tem um componente fundamental na Cern, nos detectores Atlas e CMS, que finalmente viram que aquela partícula existia e comprovaram experimentalmente. Então essa é a sensação do pessoal experimental que claramente está contemplado neste Prêmio Nobel”, explicou, em entrevista à Agência Brasil, o professor que foi um dos primeiros brasileiros a integrar os grupos de pesquisa da Cern.
A parceria entre a Cern e a Coppe começou quando um grupo de professores do instituto visitou as instalações da organização na Suíça, em 1988, e passou a participar do projeto. Em setembro de 2008, a Cern acionou o maior acelerador de partículas construído até hoje, o LHC.
Segundo José Manoel Seixas, professores de seis universidades federais, entre elas a da Bahia, a de São Paulo, a do Rio de Janeiro e a Federal Fluminense, participam dos estudos do maior detector do LHC, o Atlas. Ele é operado por 3.800 pesquisadores em uma colaboração internacional de 38 países. A equipe brasileira é coordenada por Seixas e pelo professor do Instituto de Física da UFRJ, Fernando Marroquim.
“O Brasil está desde a primeira formação do Atlas quando foi feita a carta de intenções do experimento deste porte para o LHC. Nós temos uma participação bastante intensa. A parte de eletrônica foi feita aqui no Brasil, a partir de projeto da Coppe. É um conjunto grande de pesquisadores de físicos, engenheiros e informáticos. O Prêmio Nobel é uma alegria, mas é apenas um pedaço de caminho. O Brasil está como um ator importante e não coadjuvante nesse cenário eletrizante que é o trabalho com a Cern”, disse.
Para o pesquisador, os cientistas agora terão que se aprofundar para completar as pesquisas sobre o bóson de Higgs. “ O Cern e todos os institutos estão voltados para um programa de pesquisa e desenvolvimento de melhorias, tanto na máquina aceleradora, quanto nos aceleradores. Estamos envolvidos em projetos que tentam melhorar o Atlas, para em um processo que vai até 2023, atingir o máximo da máquina”, adiantou Seixas.
O professor Fernando Marroquim disse à Agência Brasil que soube com satisfação do prêmio sobre a descoberta da partícula de Higgs, que desde 1964 aguardava a comprovação. “É um grande feito da ciência. É sempre bom participar de um grupo de importância e de grande experiência. Estou bastante satisfeito de participar da experiência que comprovou a parte teórica”, contou.

Cade veta união das duas maiores fábricas de guard rail do país


da Agência Brasil
Brasília – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vetou hoje (9) a união das duas maiores fabricantes de defensas metálicas do país. Em sessão de julgamento, o Tribunal do Cade rejeitou a compra da divisão de defensas metálicas e de galvanização da Mangels Industrial pela Armco Staco.
Também conhecidas como guard rails, as defensas metálicas são barreiras de contenção instaladas nas margens ou no canteiro central de ruas, avenidas e rodovias para impedir que veículos saiam da via. A galvanização é o processamento a fogo de peças e estruturas de aço para a fabricação de defensas metálicas.
De acordo com o Cade, a Armco é a líder; e a Mangels, a segunda maior empresa do ramo em atuação no país. Juntas, as duas empresas controlariam cerca de 70% do mercado de defensas metálicas no Brasil. Essa concentração, segundo o órgão, prejudicaria os concorrentes, impediria a entrada de novas empresas e praticamente criaria uma situação de monopólio no setor.
Feita sob as regras da antiga Lei de Defesa da Concorrência, a compra da Mangels pela Armco havia sido notificada ao Cade em 2012. Em maio deste ano, a Superintendência-Geral do órgão, que analisa os casos antes de encaminhá-los a julgamento, recomendou em parecer a rejeição do negócio.
Segundo o parecer, os concorrentes remanescentes no mercado, bem como potenciais empresas ingressantes e importadores, não seriam suficientes para preservar a concorrência no mercado de defensas metálicas. Em razão disso, a operação poderia gerar efeitos negativos na comercialização do produto.
No voto, o relator do caso, conselheiro Ricardo Machado Ruiz, disse que a concentração de mercado resultaria em elevação de preços e traria prejuízos às concessionárias de rodovias e aos governos federal, estaduais e municipais, responsáveis pela manutenção de vias e estradas. De acordo com ele, o impacto seria ainda maior por causa do programa de concessão à iniciativa privada de 7,5 mil quilômetros de rodovias.

STJ derruba liminares e autoriza ANS a suspender venda de planos de saúde


da Agência Brasil
Brasília – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) voltou a suspender a venda de 246 planos de saúde de 26 operadoras, como punição por descumprimento da legislação. A medida foi tomada depois de o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, suspender liminares concedidas a favor das operadoras e decidir pela manutenção do sistema da ANS usado para avaliar os planos de saúde, baseado em reclamações de consumidores. A medida não afeta clientes que usam atualmente os planos punidos. 
A determinação do STJ, comunicada hoje à ANS, sobrepõe-se a liminares dos tribunais regionais federais (TRF) da 2ª Região (no Rio de Janeiro) e da 3ª Região (em São Paulo), que questionaram o sistema de avaliação da agência reguladora e determinaram a suspensão da punição aplicada às operadoras. As liminares foram concedidas pelos tribunais à Federação Nacional de Saúde Complementar (FenaSaúde) e à Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).
Para o presidente do STJ, as liminares anteriores violam o princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos trazendo "risco de grave lesão à ordem pública e à saúde de uma imensa coletividade".
Ele acrescentou que não cabe ao Judiciário estabelecer a forma como devem ser executadas as normas que regulamentam a atividade da agência. “Desta forma, tenho que as decisões impugnadas alteraram aspectos de procedimentos internos da agência que, certamente, nasceram para proteger com maior eficácia o consumidor em importante aspecto da vida, qual seja, a saúde”, disse Fischer, em nota.
No dia 20 de agosto, a agência determinou a suspensão da venda de 212 planos de saúde de 21 operadoras por três meses. A determinação ocorreu porque as operadoras descumpriram prazos de atendimento para consultas, exames e cirurgias e também por negativa de procedimentos da cobertura obrigatória, após o sexto ciclo de monitoramento da ANS. Somaram-se à lista de planos com venda suspensa, mais 34 planos de cinco operadoras que já tinham sido punidas em processo de avaliação anterior. Com isso, 246 planos estavam impedidos de ser vendidos pelas operadoras.
No mesmo dia do anúncio da punição, a FenaSaúde ingressou com ação judicial alegando que identificou “equívocos no processo de monitoramento dos prazos de atendimento aos beneficiários de planos”. Ainda no dia 20 de agosto, o TRF da 2ª Região deferiu liminar determinando revisão das reclamações usadas pela ANS para avaliar a proibição da venda de cada plano. Portanto, até ontem (8) a punição não estava valendo.
Mesmo com a nova decisão do STJ, o diretor-presidente da ANS, André Longo, anunciou hoje (9), em nota, que a agência reguladora vai criar um Grupo Técnico do Monitoramento da Garantia de Atendimento, com o objetivo de aprimorar permanentemente a metodologia de avaliação. O novo grupo será constituído de imediato, com representantes de cada entidade representativa das operadoras de planos de saúde, de defesa dos consumidores e com técnicos da agência.
O resultado do sexto ciclo de monitoramento, que agora é retomado, refere-se à avaliação que ocorreu entre 19 de março e 18 de junho de 2013. Das 553 operadoras com pelo menos uma reclamação sobre o não cumprimento dos prazos máximos para atendimento ou de  negativa de cobertura registrada nesses três meses, 523 são médico-hospitalares e 30 voltadas exclusivamente à assistência odontológica.
A ANS alerta os consumidores a não contratar os planos punidos e denunciar se receberem ofertas.

Marco Aurélio diz que deverá desmembrar inquérito da Operação Miqueias


da Agência Brasil
Brasília – O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (9) que deverá desmembrar o inquérito que investiga os fatos apurados na Operação Miqueias, da Polícia Federal. O processo foi remetido ontem ao STF pela Justiça Federal em função da presença de parlamentares na investigação.
O ministro disse que ainda não tomou conhecimento do teor do processo, mas, diante da informação de que existem réus com prerrogativa de foro, deverá desmembrar o processo. Quando a decisão for tomada, a parte da  investigação que trata dos investigados que não são parlamentares seguirá para a Justiça Federal.

“Se envolvidos detentores da prerrogativa de foro, eu darei sequência ao inquérito quanto a eles. Eu sempre desmembro. Penso que é um princípio básico que é constitucional e é direito de todo o cidadão ser julgado pelo juiz natural. Eu não sou o juiz natural do cidadão comum”, disse Marco Aurélio.
Na Operação Miqueias, deflagrada dia 19 de setembro, a Polícia Federal investigou os envolvidos durante um ano e meio por meio das contas bancárias de empresas de fachada ou fantasmas, abertas em nome de laranjas. Na ocasião, verificou-se a existência de uma holding de empresas que consistia em um serviço de terceirização para lavagem do dinheiro proveniente de crimes diversos.

Senador propõe a jornalista que entregue à CPI documentos sobre espionagem


da Agência Brasil
Brasília - O jornalista norte-americano Glenn Greenwald voltou hoje (9) a prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem, no Senado. Glenn garantiu que tem publicado tudo o que sabe sobre os documentos que tratam da espionagem que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos fez sobre as comunicações brasileiras.
O senador Pedro Taques (PDT-MT) propôs ao jornalista que entregasse à CPI os documentos que tem sobre o Brasil para serem analisados pelo colegiado. “Nós não podemos ficar sendo pautados por programas de televisão”, disse o senador. Taques propôs que a documentação fique sob a guarda da CPI com a ressalva de que o jornalista tenha acesso a eles para continuar publicando as reportagens. “São documentos onde há ao menos indício de crimes. E documentos onde há indício de crimes podem ser objeto de busca e apreensão. Então sugiro que ele deixe esses documentos sob a guarda do Senado, desta CPI, e possa ter acesso a eles para executar seu trabalho”, completou.
Glenn não aceitou a proposta de entregar os documentos. Ele alegou que vem se expondo a riscos ao buscar e publicar os documentos que comprovam a espionagem americana, e que prefere manter o trabalho jornalístico apartado do governo. “Estou publicando todas as informações com muito risco. Eu não estou segurando documentos relevantes, eu não estou segurando informações importantes. Toda informação que eu tenho sobre espionagem contra o Brasil eu estou publicando, não estou segurando. O governo e o jornalismo são separados e devem ficar separados”, declarou.
O jornalista voltou a ressaltar que a espionagem da NSA não é voltada para o combate ao terrorismo ou a crimes como a pedofilia e, sim, para interesses comerciais e geopolíticos. “Na Petrobras não há pedófilos, nem no gabinete da presidenta Dilma [Rousseff]. Então não é para combater a pedofilia que a NSA está fazendo isso”, disse.
A CPI também ouviu o companheiro de Glenn, David Miranda, que passou mais de nove horas preso no aeroporto de Heathrow, em Londres, em julho. Miranda disse que, durante o episódio, foi comunicado de que poderia ser preso se não entregasse todas as informações solicitadas e considerou que foi vítima de preconceito por ser brasileiro. “Eu fui preso porque sou brasileiro. Esses países, como a Inglaterra e os Estados Unidos, ainda olham o Brasil e os outros países da América do Sul como colônias”, declarou.
Miranda cobrou ações mais rigorosas do Itamaraty em relação ao incidente e às prisões arbitrárias de brasileiros na Inglaterra sob o pretexto da lei antiterrorismo britânica. “Eu fiquei decepcionado com a resposta de imediato que a gente teve do Itamaraty, porque foi rápida, mas não foi suficiente. E até agora não vi nenhuma reposta concreta para que isso não se repita com outros brasileiros”, disse.

Justiça paulista manda soltar ativistas detidos com base na Lei de Segurança Nacional


da Agência Brasil
São Paulo – O Tribunal de Justiça do Estado determinou o relaxamento da prisão dos dois jovens detidos segunda-feira (7), durante manifestação na capital paulista, com base na Lei de Segurança Nacionalm (LSN). Humberto Caporalli, de 24 anos, e Luana Bernardo Lopes, de 19 anos, foram presos após um quebra-quebra na região central da cidade. Entre outras tipificações, a Lei nº 7.170 de 1983 tipifica como crime "incendiar, depredar, provocar explosão, praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas".
O delegado titular do 3º Distrito Policial, Antônio Luis Tuckumantel, onde o caso foi registrado, defende a aplicação da lei, que data do período ditatorial. "Se existe uma lei mais severa, porque não aplicá-la?", perguntou Tuckumantel. Ele disse à Agência Brasil que recorrer a essa lei é também uma forma de pressionar legisladores para enfrentar a questão. Para ele, uma lei mais enérgica é necessária. Segundo o delegado, se o que era considerado crime naquele período, continua valendo, a lei deve ser usada. "Ela está em vigência, não foi revogada. E por que ninguém usa?", questionou.
O advogado dos jovens, Geraldo Santamaria Neto, disse que eles devem ser soltos ainda hoje. "O alvará de soltura já foi expedido. É só esperar o trâmite burocrático. Eles não foram pegos praticando nenhum delito", disse Santamaria Neto, que integra o grupo Advogados Ativistas.
De acordo com o advogado, Caporalli e Luana estavam na entrada no Metrô República, voltando para casa, quando foram detidos pela polícia. "O depoimento das testemunhas, que são os próprios policiais, não evidencia nenhum dos crimes que foram imputados a eles", ressaltou Santamaria Neto. Ele informou que a decisão do juiz Marcos Vieira de Moraes rejeita o enquadramento do caso como infração à LSN. "No caso dessa lei, a competência seria da Justiça Federal", esclareceu.
Na manhã de hoje (9), Caporalli foi transferido do 2º Distrito Policial para o Centro de Detenção Provisória Belém 2. A estudante já havia sido transferida ontem para a penitenciária de Franco da Rocha.
Os jovens, que, segundo a Polícia Militar, estavam envolvidos na depredação de uma viatura policial, foram indiciados especificamente pelo Artigo 15 da LSN, que qualifica como crime "praticar sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações, meios e vias de transporte, (...) e outras instalações congêneres". "A viatura é um meio [de transporte] imprescindível, que foi violado e isso impede o trabalho da polícia", disse Tuckumantel.
Para concluir o inquérito, o delegado pretende ouvir ainda proprietários de estabelecimentos depredados durante a manifestação ocorrida nos arredores da Praça da República. "Temos também um vídeo gravado por eles, uma bomba de gás lacrimogêneo que, embora [estivesse] detonada, estava na posse deles, e é de uso restrito da polícia", acrescentou. Segundo ele, as filmagens mostram o rosto dos que estão presos no momento em que praticavam os delitos.
Santamaria Neto questiona a existência desse vídeo, que não foi incluído como comprovação do flagrante. "Eles não praticaram nenhum ato ilícito, e os elementos trazidos pela polícia não evidenciam nenhum indício de autoria deles. O vídeo não foi juntado ao processo e não há essa informação, tanto que o juiz entendeu que o flagrante foi ilegal", explicou.
O jurista Walter Maierovitch, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, considera equivocado o uso da LSN no caso. Segundo Maierovitch, o próprio Código Penal solucionaria o problema, com o uso do Artigo 288-A, recentemente incluído, que trata sobre organização para a prática de crimes e prevê pena de quatro a oito anos de reclusão. “Esse é o enquadramento correto, e não o uso de uma lei específica, que era para garantir a ditadura militar.”
Maierovitch manifestou-se contra a violência policial durante as manifestações e disse que o que os policias podem e devem fazer é realizar trabalhos de identificação e postular a prisão preventiva e a prisão temporária. "Nada dessa história de violência com uso de balas de borracha sem necessidade.”
O jurista Dalmo Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), também considera inadequado avalia o uso da LSN no caso dos dois jovens. De acordo com Dallari, a própria lei estabelece limites para sua aplicação. "Não é em qualquer caso de violência. Tem que ser um tipo de violência que leve ou exponha ao perigo a integridade territorial e a soberania nacional. Esses atos não têm, nem de longe, esse efeito."
Outros fatores limitantes da lei, expressos no próprio texto, citados pelo jurista são os casos de risco ao regime representativo e democrático e aqueles em que tais atos sejam praticados contra o presidente da República ou contra membros do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. "Esses atos não têm esse alcance. Não atingem essa gravidade", afirmou.
Dallari ressalta, porém, que o fato de a lei tenha sido criada no período ditatorial não é um problema. "Temos muitas leis feitas na ditadura que estão em vigor e se aplicam. O problema aqui é que a própria lei define a hipótese em que poderia ser aplicada. O ato que eles [Caporalli e Luana] cometeram é crime, mas enquadrável no Código Penal." Para o jurista, o enquadramento mais adequado seria o de formação de quadrilha.

Eleições 2014 - Outro cenário


Por Lauro Jardim
Números do Ideia para a presidência

Na quinta-feira passada, antevéspera da decisão de Marina Silva que chacoalhou a sucessão presidencial, o PSDB recebeu o resultado de uma pesquisa que mandara fazer. Foi feita pelo Ideia, instituto com o qual Renato Pereira, o marqueteiro tucano, trabalha preferencialmente.
Foi feita com 3 000 entrevistados em todos os estados brasileiros. Aos números: Dilma Rousseff, 38%; Marina Silva, 20%; Aécio Neves, 17%; e Eduardo Campos, 6%. A pesquisa ficou velha, claro, mas é um bom parâmetro para comparações futuras.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cristina Kirchner está no quarto e de ótimo humor, diz porta-voz do governo argentino


Monica Yanakiew
Correspondente da Agência Brasil/EBC
Buenos Aires – A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, “já está no quarto, de ótimo humor e cumprimentando todos”, disse hoje (8), o porta-voz do governo, Alfredo Scoccimaro. O anúncio, na porta do Hospital Universitário Fundacion Favaloro, foi recebido com aplausos por um grupo de pessoas que esperava o primeiro boletim médico sobre a saúde de Cristina. A presidenta foi submetida a uma cirurgia, na manhã desta terça-feira, para retirar um coágulo na cabeça.
O coágulo apareceu depois de uma batida na cabeça, no dia 12 de agosto. Na época, Cristina Kirchner fez uma tomografia computadorizada, mas os resultados foram normais. Ela só sentiu os primeiros sintomas no final de semana passado: enxaqueca e formigamento no braço. Submeteu-se a novos exames, que indicaram a presença de um hematoma subdural (acúmulo de sangue entre a meninge e o cérebro), que teria que ser drenado, mediante uma operação.
Em entrevista à Agência Brasil, o neurocirurgião Jose Maria Otero, do Hospital Aleman, disse ser comum um paciente perceber muito tempo depois os sintomas de uma pancada na cabeça. “O sangramento pode ser menor e a pessoa só vai sentir os sintomas quando o sangue se acumular, pressionando o cérebro”, explicou o médico. Uma vez retirado o coágulo, o cérebro volta ao seu estado normal.
A recuperação também costuma ser rápida. “Em 48 horas, o paciente já pode se levantar e caminhar”, disse Otero. “Mas aconselhamos que mantenha repouso relativo, ou seja, que descanse e evite estresse, por um período que pode variar de 15 dias a um mês”. O neurocirurgião admitiu que nem sempre os pacientes podem ou querem cumprir as ordens medicas.
A cirurgia de Cristina Kirchner coincide com a reta final da campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro. No final do mês, os eleitores vão renovar metade da Câmara e um terço do Senado. Se Cristina se afastar por completo – além de não participar de atos políticos – deixará o governo nas mãos do vice-presidente Amado Boudou. Apesar de manter um baixo perfil, Boudou tem sido o maior alvo de criticas da oposição. Ele responde a processos por enriquecimento ilícito e corrupção.
Próximo boletim sobre o estado de saúde da presidenta da Argentina será divulgado amanhã.
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Senado aprova projeto que revoga lei que mudou horário no Acre e de parte do Amazonas


da Agência Brasil
Brasília - O Senado aprovou hoje (8) projeto de lei que revoga a lei que alterou o fuso horário do Acre e de parte do Amazonas. A lei passou por referendo no Acre e a população rejeitou a mudança. Com isso, um novo projeto passou a tramitar para revogar a alteração e fazer valer a vontade popular de permanecer com o fuso horário que historicamente vigorou no estado.

Com a aprovação do projeto, o Acre e parte do Amazonas voltam a ter duas horas a menos que Brasília. A lei rejeitada no referendo previa que eles passariam a ter apenas uma hora a menos em relação à capital federal.
“Não havia necessidade dessa mudança de horário. O correto seria fazer um plebiscito para saber se o povo do Acre queria mudar de horário ou não. Como não feito, agora vamos fazer valer a vontade do povo acriano”, disse o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) ao defender a aprovação do projeto.
Uma emenda de redação foi aprovada para separar os artigos que tratam dos horários do Acre e de parte do Amazonas. Dessa forma, se a presidenta Dilma Rousseff assim desejar, ela poderá vetar o trecho que trata apenas do Amazonas, onde não houve referendo e não há obrigatoriedade de a lei anterior ser revogada. Como a emenda foi apenas de redação, a matéria não precisará retornar para a Câmara dos Deputados e segue para sanção presidencial.

CNJ abre processo disciplinar contra três juízes


da Agência Brasil
Brasília – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu hoje (8) abrir processo disciplinar contra três juízes por irregularidades cometidas no exercício da função. Por unanimidade, os conselheiros seguiram voto do corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão.
O CNJ decidiu abrir processo disciplinar contra o juiz João Bosco Costa Soares, da 2ª Vara Federal do Amapá (AP). Segundo o Ministério Público, o magistrado atuava com morosidade em processos relatados por ele. Na ação disciplinar foram relatadas atitudes políticas e medidas que atrasavam as decisões. “Cada uma das condutas imputadas ao representado, isoladamente, pode soar como ato heroico ante a ineficiência paquidérmica da administração pública brasileira. Peças que, ao serem juntadas, formam mosaico com imagem nítida dos excessos frequentemente cometidos”, disse o corregedor.
Em outro processo, o conselho abriu processo e afastou das funções o juiz Ari Ferreira Queiroz, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Goiás. O magistrado foi acusado de autopromoção, por manter site na internet com suas decisões e por beneficiar um cartório, direcionando processos com valor expressivo. “[O juiz ] não cumpriu com imparcialidade, independência, serenidade e exatidão as disposições legais e os atos de ofício”, disse Falcão.
O conselho também abriu processo disciplinar para apurar denúncias contra o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) Clayton Coutinho de Camargo. Com a decisão, ele foi afastado do cargo de desembargador. Camargo é suspeito de aumento do patrimônio incompatível com as funções de magistrado, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

CCJ da Câmara aprova PEC sobre perda de mandato de parlamentar condenado por improbidade


da Agência Brasil
Brasília - A proposta de emenda à Constituição (PEC) que determina a perda imediata do mandato do parlamentar condenado por improbidade administrativa ou crime contra a administração pública teve sua admissibilidade aprovada hoje (8) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). De acordo com a proposta, a perda do mandato será automática no caso de sentença definitiva.
A PEC estabelece que a perda do mandato será declarada pela Mesa Diretora da Câmara, se o condenado for deputado, ou do Senado, se a condenação for de senador, no caso do parlamentar ter seus direitos políticos suspensos por ações de improbidade ou por crimes contra a administração pública, ou se o parlamentar for condenado pela justiça a penas de reclusão superiores a quatro anos.
A proposta terá ainda que ser apreciada por comissão especial, que irá analisar o mérito da PEC. A comissão será criada pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Só depois de analisada pela comissão, a PEC será levada à votação no plenário da Câmara, em dois turnos, e depois será encaminhada à deliberação do Senado.

Instituto federal do Paraná retoma aulas de cursos a distância após mais de 40 dias


Da Agência Brasil
Brasília – Mais de 28 mil alunos de cursos a distância do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Paraná (IFPR) voltaram às aulas desde ontem (7), segundo informações divulgadas pela entidade. 
As aulas estavam suspensas desde o dia 20 de agosto após a deflagração da Operação Sinapse, da Polícia Federal, que investiga o desvio de R$ 6,6 milhões do setor de educação a distância do instituto. O dinheiro era proveniente do Ministério da Educação. Foram presas 18 pessoas. Com a operação policial, a Justiça Federal no Paraná determinou a suspensão dos serviços da ferramenta chamada Ambiente Virtual de Aprendizagem, resultando na demissão de 175 profissionais terceirizados, que trabalhavam na produção, edição e transmissão das aulas, impossibilitando a continuidade das aulas. A ferramenta permite aos estudantes postar trabalhos, consultar conteúdo das aulas e notas, conforme o instituto. 
De acordo com o instituto, o ambiente virtual foi reativado, além da contratação de equipe para a transmissão ao vivo, permitindo a volta das aulas. 
Foram retomadas as aulas de cursos como segurança do trabalho, reabilitação de dependentes químicos, administração, pesca, aquicultura, secretariado, eventos, tecnologia em gestão pública e de pós-graduação em agroecologia e gestão pública. Os estudantes que estiverem na fase final, terão apenas atividades de recuperação e conclusão de trabalhos. Para outros cursos, as aulas voltarão apenas em 2014.
O calendário está disponível na página do IFPR

Quarto leilão da Conab comercializa todos os contratos de opção de venda de café


da Agência Brasil
Brasília - O quarto leilão de contratos de opção de venda de café, realizado hoje (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), comercializou os 4.058 contratos ofertados. O leilão destinou-se a arrematar papéis que não haviam sido vendidos nos três primeiros leilões, que comercializaram de 85% a 87% dos contratos disponibilizados. A operação teve ágio de 6,79% e R$ 746 mil em prêmios. A Conab já adquiriu 3 milhões de sacas de café arábica desde que tiveram início os leilões.
O objetivo do governo com os leilões é auxiliar na recuperação dos preços do café, pois há uma crise no mercado internacional com reflexos no mercado interno. De acordo com os cafeicultores, o valor pago pelas sacas não remunera os custos de produção. Os arrematantes terão o direito de entregar o café ao governo no vencimento dos contratos, no final de março de 2014, pelo preço de referência de R$ 343 a saca. O valor é superior ao preço mínimo da saca de arábica, que está em R$ 307.

São Paulo cria força-tarefa contra “baderneiros” em manifestações


da Agência Brasil
São Paulo – A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo anunciou hoje (8) a criação de uma força-tarefa para combater “baderneiros” e “arruaceiros” que participam de manifestações populares. O objetivo é identificar, com rapidez, as pessoas com condutas ilegais presentes nos atos. “A força-tarefa tem o objetivo de impedir que uma minoria de baderneiros atrapalhe o direito de manifestação dos demais”, disse o titular da SSP, Fernando Grella Vieira. 
A força-tarefa será formada pelas polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Os trabalhos foram iniciados na tarde de hoje. Todas as informações recolhidas pelas polícias desde as manifestações de junho serão colocadas à disposição do grupo. De acordo com o secretário, serão intensificados o acompanhamento das redes sociais e o cruzamento de dados.
Grella disse que a polícia poderá voltar a usar a munição de bala de borracha, quando considerar necessário. O uso do armamento havia sido suspenso pelo próprio secretário, em junho, após a munição ter causado sérios ferimentos em manifestantes, jornalistas e pessoas que transitavam pelas ruas no momento dos protestos.  
“Quando a manifestação é ocupada por pequenos grupos que não são manifestantes, são baderneiros, exige do grupo o emprego da força progressiva. Se nós tivermos cena, como vimos ontem, não em relação a manifestantes, mas a grupo de vândalos, ela [a polícia] poderá empregar a força progressiva sim, inclusive a bala de borracha”, disse.
Entre outras ações, Grella confirmou a permanência da ação dos chamados P2 – agentes policiais disfarçados que se infiltram entre os manifestantes. “Todo segmento policial tem seu serviço de informação para orientar, inclusive em termos de diretrizes, o trabalho de prevenção da ação policial. Isso tem sentido social, atende ao interesse público, assim como a polícia civil tem fortemente o setor de inteligência, a polícia militar tem setor de informações”, disse.
Questionado se a polícia pediria a proibição do uso de máscaras nas manifestações, Grella disse que a atitude de esconder o rosto é “irrelevante” e o que a força-tarefa pretende é combater a baderna e a arruaça. 
De acordo com a SSP, na manifestação de ontem, houve o registro de sete feridos e 14 pessoas  detidas, das quais cinco permanecem presas.

Faculdade Alvorada é interditada pelo Procon


Da Agência Brasil
Brasília – O Procon de Brasília interditou hoje (8) à tarde a Faculdade Alvorada, que vinha funcionando irregularmente, após ter sido descredenciada pelo Ministério da Educação (MEC), no dia 9 de setembro. A decisão foi tomada por causa de uma representação feita pela 2ª Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor do Ministério Público do Distrito Federal.
"A partir do momento em que a faculdade foi descredenciada pelo MEC, ela passa a ser uma propaganda enganosa, ou seja, os alunos não receberão o diploma", explicou o diretor-geral do Procon, Todi Moreno. Para recuperar o alvará de funcionamento, a faculdade precisa obter nova autorização do MEC, e comprovar que os alunos terão liberdade para se transferir para outras faculdades.
A instituição tem 4.500 alunos e teve 395 reclamações recebidas pelo Procon, em grande parte de alunos que não conseguiram documentos para se transferir para outra faculdade. Em julho deste ano, a Alvorada foi despejada por falta de pagamento de aluguel, no entanto, convocou os alunos para a volta às aulas, que, desde então, foram retomadas em salas alugadas em quatro endereços diferentes.
Procurada pela Agência Brasil, a Faculdade Alvorada não se manifestou até o fechamento da matéria.