No Jornal de Negócios online
Publicado 03 Fevereiro 2010 17:29Mercados
O mercado internacional deu hoje claros sinais de preocupação com a situação das contas públicas portuguesas. As declarações de Almunia e uma emissão de bilhetes do tesouro abaixo do esperado levaram as “yields” das obrigações a registar uma forte subida, os custos de protecção da dívida (CDS) para máximos históricos e as acções a registarem uma forte queda.
As “yields” das obrigações do tesouro portuguesas estão hoje de novo em forte alta, numa altura em que as preocupações dos investidores se desviam para Portugal depois da Comissão Europeia ter dado apoio ao plano da Grécia de consolidação orçamental, afirmam analistas. Os CDS atingiram recorde e a bolsa portuguesa desceu perto de 3%, a maior queda desde Outubro do ano passado.
O receios dos investidores reflecte também o facto de o IGCP ter colocado hoje uma emissão de 300 milhões de euros em bilhetes do tesouro, quando antes tinha indicado que pretendia alienar 500 milhões de euros. Os títulos, com uma maturidade de 12 meses, foram colocados com uma taxa de juro de 1,38%, acima dos 0,93% da emissão realizada a 20 de Janeiro.
As obrigações do tesouro a 10 anos estão em forte queda, elevando a rentabilidade dos títulos para 4,666%, um novo máximo desde 3 de Março de 2009. A subida de 21 pontos base ocorreu logo depois de Joaquin Almunia, comissário do euro, ter, na conferência de imprensa em que explicou o apoio ao plano de consolidação orçamental da Grécia, afirmado que Portugal precisa de intensificar os esforços de redução do défice.Leia na ÍNTEGRA Jornal de Negócios online
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