quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PEC 300 divide Câmara e corre risco de não ser votada


Temer, ao centro, com Renan e outros parlamentares na reunião que ressuscitou a PEC 446 e colocou em risco a PEC 300

Com o apoio mesmo de um líder dos PMs, proposta que unifica salários pode ser substituída por outra que estabelece piso da categoria

Edson Sardinha e Renata Camargo

No Congresso em foco

Ela embalou as duas primeiras sessões da Câmara. Não foram poucos os deputados que subiram à tribuna para defendê-la. Pelos corredores, dezenas de manifestantes cobravam a sua aprovação. Todo esse clima, porém, não foi o suficiente para garantir a sua aprovação. A PEC 300/08, que atrela o salário inicial dos policias e bombeiros militares aos vencimentos dos seus colegas do Distrito Federal, está ameaçada. Mais do que isso, a PEC divide líderes dos PMs e bombeiros e parlamentares. E, por conta dessa polêmica, corre o risco de sequer ser votada.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vai propor aos líderes partidários, na próxima semana, que a Casa deixe de lado a proposição e analise em seu lugar a PEC 446/09, que cria o piso salarial para os servidores policiais e remete a definição do novo valor a uma lei federal, a ser enviada pelo Executivo ao Congresso no prazo máximo de um ano. Em tese, poderia ser um avanço. O problema é que ela não dá nenhuma garantia de isonomia salarial às categorias, igualando os vencimentos, como sugere a PEC 300, ao que ganham os PMs e bombeiros do DF.

A PEC 300 aumenta para R$ 4,5 mil o salário inicial dos praças e para R$ 9 mil o dos oficiais. Atualmente, a média nacional é de R$ 1.814,96. E é justamente nesse ponto que a PEC empaca e começa a gerar resistências. De saída, nem todos os estados teriam recursos em caixa para pagar um aumento que, em alguns casos, será de mais de 100%. Para resolver isso, o texto estabelece que a União terá de ajudar, por meio de um fundo próprio, os governos estaduais não conseguirem arcar com o piso. O Rio Grande do Sul, com R$ 850, e o Rio de Janeiro, com R$ 900, são os estados com salário inicial mais baixo da categoria. Aí, transfere-se o problema para o governo federal, que teria, então, de arcar com o dinheiro. Um impacto que, calcula-se, poderia ser de mais de R$ 3 bilhões nas contas públicas. Assim, parlamentares da base do governo e oposicionistas ligados a governos que teriam de recorrer aos cofres para pagar o aumento, como os tucanos ligados a José Serra, de São Paulo, uniram-se contra a PEC. E em busca da solução pensada pelo presidente da Câmara.

Leia a íntegra da PEC 300

2 comentários:

  1. ESSA BURRICE QUE O GOVERNO FEDERAL PAGARÁ A DIFERENÇA PARA A PM DO RIO DE JANEIRO. É FÁCIL DE RESOLVER, PORQUE O RIO DE JANEIRO É O SEGUNDO ESTADO MAIOR EM ARRECADAÇÃO E O GOV. IMBECIL DO SÉRGIO CABRAL, UTILIZA SÓ 24% DE SUA ARRECADAÇÃO PARA O PAGAMENTO DAS TRÊS ÁREAS COMO EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA, DESVIANDO UMA GRANDE PARTE PARA NÃO SEI PARA ONDE... (TALVEZ PARA SUA MANSÃO EM UMA ILHA PARTICULAR EM ANGRA DOS REIS).
    POIS BEM O GOV. FEDERAL PODE RETIRAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, GRANDE PARTE DE SUA ARRECADAÇÃO BEM COMO DE OUTROS ESTADOS QUE PAGAM MAU OS POLICIAIS, E REVERTENDO PARA OS MESMOS, E TAMBÉM RETIRANDO UMA GRANDE PARTE DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO.

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  2. Os policiais devem dar a resposta aos deputados e senadores na eleição de outubro, isto sem falar de uma greve em caráter nacional. Infelizmente quem vai sofrer é a população que continuará tendo policiais desmotivados que antes de prestar segurança a população tem que procurar sobreviver com estes salários paupérrimos. Continuaram fazendo bicos e os casos de desvio de conduta continuaram crescendo, pois todos os preços tem aumentado dia-a-dia, luz, água, alimentos.etc...

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