
OBJETIVO - "Estou projetado para uma campanha de governador e a segunda opção é o Senado", diz Costa
Entrevista com Hélio Costa: ministro das Comunicações. Para ele, PT e PMDB serão derrotados na disputa pelo governo de Minas Gerais se concorrerem separadamente no Estado
Gerusa Marques, Marcelo de Moraes
BRASÍLIA
Na avaliação do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), PT e PMDB serão derrotados na disputa pelo governo de Minas se concorrerem separadamente no Estado. Ele acredita que isso poderá até comprometer o desempenho eleitoral da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na disputa presidencial.
Costa quer disputar o governo e propôs ao PT que seja escolhido aquele que estiver melhor nas pesquisas até março. O ministro tem liderado os levantamentos feitos até agora e os petistas resistem a abrir mão da cabeça de chapa, optando pelo ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.
Para o ministro, seus eleitores "não entenderão" se o PT mineiro for intransigente na negociação local com o PMDB e podem acabar rejeitando a candidatura de Dilma no Estado. "Mesmo que eu, cumprindo com a minha questão de honra de apoiá-la, o faça, ela perde. Porque o meu eleitor vai se sentir traído."
A sucessão mineira é hoje o nó político que mais preocupa as cúpulas do PMDB e PT por conta das dificuldades para fechar um palanque comum aos dois partidos e pelo tamanho do colégio eleitoral, o segundo maior do País. Tanto que o governo chega a pensar na possibilidade de lançar o vice-presidente José Alencar (PRB) como uma opção de consenso. Embora Costa afirme que apoiaria o vice, PT e PMDB, extraoficialmente, discordam.
Diante do engajamento do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), na campanha de seu vice, Antônio Anastasia, Costa acha que a negociação com PT, considerada impossível até o mês passado, poderá finalmente evoluir. Segundo o ministro, acabou o clima de "beligerância", dando início a um processo de negociação com os pré-candidatos petistas. A seguir, os principais trechos da entrevista:
O que o senhor achou da declaração do vice-presidente dizendo que poderia concorrer ao governo de Minas?
José Alencar é hoje uma das pessoas mais queridas, admiradas e certamente competentes que temos no quadro político de Minas Gerais. Se ele disser que é candidato a governador, acho que é até inteligente. Leia na ÍNTEGRA no estadão.com.br
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