O presidente Lula continua às voltas com o problema que criou quando, em recente visita ao companheiro Fidel, comparou dissidentes cubanos a criminosos presos no Brasil. Sem uma explicação capaz de contornar o mal-estar geral criado por suas palavras, vem recebendo críticas contundentes, no Brasil e lá fora.
Contudo, quanto a outra comparação que fez, dos efeitos da crise nos EUA e no Brasil, a recente notícia de que o nosso produto interno bruto (PIB) caiu 0,2% em 2009 já lhe permite recorrer a uma saída, como outras suas capaz de iludir muita gente. Recorde-se que no início de outubro de 2008, ainda sem saber bem o que vinha pela frente, deixou de lado sua marca registrada, o método Nanp (nunca antes neste país), ou do retrovisor opaco, e voltou-se para o nosso futuro ao afirmar: "Lá (nos EUA), ela (a crise) é um tsunami; aqui, se ela chegar, vai chegar uma marolinha que não dá nem para esquiar."
Agora, com esse resultado do PIB, na sua quase-lógica, poderia dizer: "Eu estava me referindo apenas à taxa de variação do PIB em 2009, negativa, mas pequenina." Se contestado com a menção ao vagalhão, que reduziu em cerca de 1,5% o valor que na ausência da crise o PIB poderia ter atingido 2008, mais 5% que, por baixo, seria o crescimento do de 2009 na mesma situação, com sua criatividade poderia dar uma contribuição à ciência dos movimentos do mar com esta proposição: "A cada vagalhão, em algum momento se segue uma marolinha." Leia íntegra no Estadão.com.br
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