
Ex-procurador da Fazenda é suspeito de receber dinheiro do esquema
A acusação tem por base diversos processos administrativos instaurados pela AGU (Advocacia Geral da União) que culminaram com a demissão de Guedes - medida que ele tenta reverter com ações judiciais. Já na denúncia do mensalão apresentada pelo então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, incluía Guedes na "rede própria de servidores corrompidos" que Marcos Valério mantinha para "facilitar suas atividades ilícitas".
Na época, ele não foi denunciado pela necessidade de se aprofundarem as investigações. No esquema montado, segundo o procurador Cabral, os bancos repassavam dinheiro ao esquema de Marcos Valério quando havia julgamento no Conselhinho que lhes interessava.
Procurado nesta semana, Glênio não foi encontrado. Seu pai, Ramon, além de não fornecer o telefone do filho, se recuou a comentar a denúncia, alegando que responde a muitas ações e precisa conhecer o teor desta nova. Já o advogado mineiro Marcelo Leonardo, que defende Marcos Valério, resumiu a explicação que seu cliente e os sócios dele deram para acusações com relação ao procurador da Fazenda:
- Eles negam estas acusações e dizem que houve apenas uma relação profissional entre o escritório de Rogério Tolentino e do advogado Ramon Guedes, não tendo ocorrido tráfico de influência. Em relação ao procurador Glênio, Valério o conhecia apenas de atividades hípicas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário