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O governador de São Paulo, José Serra, manifestou-se pela primeira vez sobre a atual polêmica na distribuição de royalties do petróleo. No serviço de microblogs Twitter, ele escreveu: “É correta,@pauloroberto_es, a preocupação de beneficiar todo o país c/ o petróleo, mas não se pode arruinar o Rio e o E. Santo”.
O sinal “@pauloroberto_es” corresponde ao microblog do deputado Paulo Roberto (PMN-ES), que cobrava de Serra uma posição sobre o assunto.
Ainda no Twitter, Serra deu a entender que já tinha essa opinião antes de a Câmara aprovar, na semana passada, a chamada emenda Ibsen, que altera a forma de distribuição de royalties do petróleo. “Foi o que eu disse ao presidente Lula, em reunião no Palácio da Alvorada com outros governadores e ministros, em agosto do ano passado”, escreveu.
As declarações sobre a distribuição de royalties foram uma resposta a comentários do deputado Paulo Roberto (PMN-ES), também peloTwitter. O parlamentar capixaba escreveu frases como: “A maioria prefeitos capixabas desconhece legislação/cálculo sobre royalties. Tão perfumando BODE e @joseserra_ não fala assunto” [sic]. E disse também: “Entrada SP no jogo, correlação forças muda. Distribuindo royalties via FPE, SP perde mais do que ganha.@joseserra_ cadê vc?”.
São Paulo é um dos Estados produtores de petróleo, mas, diferentemente dos governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, Serra até agora não havia engrossado “o coro dos descontentes”, como observou a jornalista Julia Duailibi, em análise publicada no Estadão de hoje.
As mensagens do governador foram publicadas por volta das 3h desta quarta-feira. Mais tarde, em evento no Palácio dos Bandeirantes, Serra confirmou o que havia escrito no Twitter. Disse que concorda com a divisão para todo o País, mas não da forma como a Câmara aprovou. E reafirmou que é contra prejudicar o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.
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