terça-feira, 16 de março de 2010

Uganda debate lei que pune gays com morte

Fábio Zanini/Folha Imagem

David Bahati, autor do projeto de lei contra homossexualismo

Proposta em tramitação no Congresso com apoio de presidente prevê pena capital para condenados por "homossexualismo agravado"

Após pressão internacional contra o país africano, pena máxima prevista em nova legislação pode, porém, ser reduzida a prisão perpétua

FÁBIO ZANINI
ENVIADO ESPECIAL A CAMPALA (UGANDA)

Para a mãe que não delatar o filho gay à polícia, três anos de prisão. Para o jornalista que incluir em sua reportagem uma menção, ainda que tênue, a um casal formado por dois homens ou duas mulheres, sete anos de cadeia. Para a pessoa que tiver uma relação, mesmo que consensual, com um cadeirante do mesmo sexo, pena de morte.
Essas são algumas das implicações de um projeto de lei nos estágios finais de tramitação no Parlamento de Uganda (África central), hoje o símbolo mais visível de um fenômeno continental: por toda a África, fecha-se o cerco aos homossexuais.
Seu autor é o deputado David Bahati, do partido governista, o Movimento de Resistência Nacional, que tem 211 dos 258 membros do Parlamento unicameral (81%). Antes de apresentar o projeto, no final do ano passado, ele reuniu-se com o gabinete, comandado pelo presidente Yoweri Museveni, e recebeu o sinal verde.
A expectativa de Bahati é que a matéria seja votada ainda no primeiro semestre. Para virar lei, precisará ser sancionada por Museveni.
O presidente é um conservador assumido. Sua política anti-Aids põe em segundo plano a distribuição de camisinhas, prega abstinência para jovens e fidelidade para casados, o que atraiu a ira de ONGs. Mas ele responde com números: o índice de infectados caiu de 12% da população nos anos 90 para menos de 6% hoje. Assinante Folha/Uol leia íntegra na Folha de São Paulo

3 comentários:

  1. Caiu de 12% para 6%? É por isso que está irritando as ONGs, e é por isso que as ONGs querem o máximo de imoralidade possível: para manter a África de joelhos.

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  2. Punir a mãe que não denuncia o filho é obviamente loucura, mas entende-se que haja esse horror dos homossexuais na África, dadas as taxas imensas de AIDS do continente.

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  3. ACHO ESSA LEI UMA MOSTRUOSIDADE ,ISSO É O RESULTADO DE UM POVO IGUINORANTE ,QUE PREFERE VER SEU POVO MORRENDO DE FOMER ,HIV, E DE INUMERAS DOENÇAS DST,AONDE QUE ESSE SENADOR DAVID BAHATI É UM 2º HITLE E MAIS ABOMINAVEIS SÃO AS PESSOAS QUE APOIAM ISSO, POIS O DIREITO A VIDA FOI DADO POR DEUS E ESSE DIREITO É DE TODOS ,QUEM SOMOS NÓS PRA DETERMINAR A MORTE DE UMA PESSOA QUE APENAS AMA OUTRA QUE É DO MESMO SEXO, SE ISSO FOR CRIME ENTAO DEUS NAO EXISTE ,E A BIBLIA É MENTIROSA POIS ESTÁ ESCRITO QUE DEUS VISITA O VENTRE DAS MÃES E ENTAO SE ELE DEIXOU TODOS NASCEREM QUEM SOMOS NÓS PRA DIZER O CONTRARIO ,ABOMINAVEL PRA MIM É QUE O SENADOR DAVID NAO VE COMO PRIORIDADE AS VITIMAS DOS TERREMOTOS ,AS PESSOAS QUE EM SUA MAIORIA MORRE DE FOME E DE HIV ,E AQUELAS CRIANÇAS MORRENDO DE DIARÉIA E DOENÇAS QUE EM TODOS OS PAISES DO MUNDO NEM EXISTE MAIS,SE EU FOR ESCREVER TODAS AS NESSECIDADES DO POVO AFRICANO SÓ ESSE BLOG NAO DARIA ,TERIA QUE FAZER PELOMENOS UNS 15 MAS ACHO QUE TODOS OS QUE APOIAM ESSE PENSAMENTO DEVERIA FAZER ANALIZE ,DAS VERDADEIRA NESSECIDADES DAQUELE POVO QUE HOJE ME ENVERGONHO DE SERMOS DECENDENTES.RITA DE CASSIA

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