quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Marina propõe órgão para fiscalizar emissões de carbono



FILIPPO CECILIO no Terra

A candidata do PV à presidência, Marina Silva, disse nesta quinta-feira (19), no Salão da Bovespa em São Paulo, que pretende criar a Agência Nacional do Clima, caso vença as eleições. Esse órgão serviria para fiscalizar um indicador de emissão de carbono.
"Criar indicador é apenas o primeiro passo. Quem já está atuando dentro dessa linha sustentável que seja estimulado. Não temos um olhar primitivo sobre essa questão, mas afirmativo. "Para quem estiver fora disso, criaremos os instrumentos necessários de adequação", explicou.
Esse índice serviria de base para controlar as emissões de gases causadores do efeito estufa na economia brasileira. A ideia é que, com os dados obtidos por essa medição o governo poderia analisar o funcionamento econômico do País e decidir quais ajustes devem ser feitos para "descarbonizar" o setor.
A Agência teria ainda como atribuição fomentar as atividades de baixo carbono a fim de garantir o cumprimento das metas pré-estabelecidas. Marina disse ainda que esse modelo de economia de baixo carbono já está posto no mundo e que o Brasil deve se antecipar na sua implementação, pois possui todas as condições para isso.
A candidata do PV participou, ao lado de seu vice, Guilherme Leal, da abertura do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, com direito a toque na tradicional sirene que abre os trabalhos na Bovespa e chuva de papel picado.
À tarde, Marina gravará novas peças de sua propaganda eleitoral, que devem apresentar mudanças após as críticas internas que o primeiro programa recebeu. Gente do staff do PV reclamou que ela apareceu pouco na TV. A escolha pela temática ambiental também foi considerada equivocada, já que o partido tenta descolar sua candidata da pecha de "monotemática". No fim do dia ela embarca para o Rio de Janeiro, onde cumpre agenda nesta sexta-feira (20).

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