sexta-feira, 1 de outubro de 2010

No desespero da reta final, Osmar aumenta baixarias em todo o Estado



Compra de voto com cesta básica, panfletos apócrifos, invasão de horário eleitoral...O vale-tudo de Osmar.


Desesperado com a perspectiva da derrota nas eleições de domingo, o candidato Osmar Dias apela para todo tipo de baixarias, ataques e irregularidades nesta reta final da eleição. Sua campanha deixou as páginas de política para ocupar o noticiário policial.
Sintoma desta estratégia suicida veio na quinta-feira à noite, no último programa eleitoral de televisão. O horário, reservado aos candidatos a deputado federal da coligação de Osmar, foi inteiramente ocupado por Osmar Dias. Por causa da invasão do horário, o candidato deverá ser multado pela Justiça eleitoral em R$ 500 mil.




Também na quinta-feira, o juiz do TRE Juan Daniel Pereira Sobreiro multou Osmar e sua coligação em R$ 600 mil por desobediência a decisão judicial que havia proibido a distribuição de panfletos com números adulterados de pesquisa do Ibope. Os panfletos foram apreendidos em vários comitês de Osmar Dias.
 

Compra de votos em Tibagi e Santo Antônio da Platina


Nesta sexta-feira, a Polícia Militar apreendeu em Tibagi um caminhão com 126 cestas básicas que seriam distribuídas a famílias carentes. A polícia investiga compra de votos para o candidato Osmar Dias. As cestas básicas eram da Secretaria Municipal de Educação, mas Tibagi não tem nenhum programa de distribuição de cestas básicas.


Segundo a vereadora Angela Nasser (PTB), a Secretaria já teria distribuído três mil cestas básicas. “Não é a primeira vez que o prefeito de Tibagi, Sinval Ferreira da Silva (PMDB), está envolvido com denúncias eleitorais”, lembra a vereadora. Nas eleições de 2008, Sinval foi investigado por compra de votos. “Também é muito estranho que seja feita distribuição justamente às vésperas da eleição”, disse a vereadora. O Ministério Público e a Polícia Civil investigam o caso e cinco pessoas já foram autuadas.
 

Em Santo Antonio da Platina, a Polícia Federal apreendeu 200 cestas básicas e propaganda de Osmar Dias e Dilma Roussef. O material foi apreendido durante um churrasco oferecido quinta-feira à noite pelo candidato a deputado estadual Celso Schmidt.
Apreensão de material ilegal em Ponta Grossa e Foz do Iguaçu


Já em Ponta Grossa, o juiz eleitoral Fábio Leite emitiu um mandado de busca e apreensão contra a gráfica Gibala (Rua Paulo Setúbal, 80, bairro Uvaranas). A gráfica é clandestina. Uma equipe da Polícia Federal foi até a gráfica, onde apreendeu 400 mil panfletos apócrifos contra Beto Richa sobre o lixo de Curitiba.


Em Foz do Iguaçu, mais de 50.000 panfletos ilegais foram apreendidos pela Polícia Federal e Justiça Eleitoral na tarde desta sexta-feira (1) no comitê do saneamento de Osmar Dias, Gleisi Hoffman e Roberto Requião (Avenida José Lindolfo Gomes, Jardim São Paulo). A ação policial foi em cumprimento ao mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Guilherme Cubas, da Zona Eleitoral 205, em seis endereços de comitês eleitorais da Coligação “A União Faz Um Novo Amanhã”, encabeçada por Osmar Dias.


O objetivo do mandado é a apreensão do material que adultera pesquisa do Instituto Ibope, inventa números e inverte posições para sugerir a liderança de Osmar na campanha eleitoral. Sessenta mil exemplares deste mesmo material já haviam sido apreendidos pela Justiça Eleitoral na manhã da última terça-feira(29), no comitê de Osmar Dias na Rua Reinaldino de Quadros, no Alto da XV, em Curitiba. Buscas também foram feitas em outros oito comitês de Curitiba e região. A multa pela publicação é de R$ 300 mil.


O panfleto apresenta uma suposta teoria estatística que apontaria a vitória de Osmar nas eleições. Para justificar a teoria, o folheto cita o colunista Celso Nascimento, o jornal Gazeta do Povo e o Instituto Ibope. Chega a citar pesquisa Ibope registrada sob o número 21413/2010. O gráfico adulterado mostra Osmar Dias com 53% das intenções de voto e Beto Richa com 47%. A pesquisa Ibope verdadeira, registrada sob esse número, traz Beto Richa na liderança com 47%, à frente de Osmar, com apenas 38%.


Osmar faz propaganda ilegal entre alunos

A Coligação Novo Paraná, encabeçada por Beto Richa, pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que impeça a distribuição de propaganda de Osmar Dias para crianças das escolas estaduais em Curitiba. O pedido foi encaminhado ao desembargador PrestesMattar.
 

A denúncia evidencia que a Coligação de Osmar Dias age através da professora Sheila Marize Pereira Toledo, chefe do Núcleo Estadual de Educação em Curitiba. É ela quem determina às assistentes de área que percorram as escolas públicas da capital e, através das diretoras, façam chegar às crianças material de propaganda eleitoral dos candidatos.
 

A Coligação Novo Paraná denuncia que Osmar Dias emprega recursos, bens e servidores (no horário de expediente) em favor de sua campanha eleitoral. “A conduta (de Osmar) se revela absolutamente imoral, pois se está a se pretender formar a convicção de crianças para propagar a ideia para seus pais e parentes. Portanto, não bastassem ilegais, as condutas se revelam imorais, o que deve ser imediatamente coibido”, diz o pedido da Coligação Novo Paraná.
 

A Coligação solicita que sejam estendidos os efeitos de medida liminar já concedida, para proibir o uso de funcionários públicos no horário de expediente para a distribuição de adesivos nas escolas estaduais; a utilização de veículos públicos e combustível pago com recursos públicos para tal fim; e o emprego do poder de autoridade para a realização de campanha eleitoral em favor dos candidatos.
A Coligação Novo Paraná pede ainda que seja fixada multa diária para o descumprimento da ordem no valor de R$ 10 mil e remetida cópia integral para o Ministério Público Estadual, “para que tome as medidas tendentes à verificação e responsabilização dos representados, pelos atos ímprobos perpetrados”.


Prefeito do PMDB é acusado de distribuir 3.000 cestas básicas em bairros pobres às vésperas da eleição




A Delegacia de Tibagi, o Ministério Público e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estão investigando  a compra de votos para osmar Dias, em troca de cesta básicas, em Tibagi. Nesta sexta-feira (1), a Polícia Militar apreendeu um caminhão da Secretaria Municipal de Educação de Tibagi com 126 cestas básicas que seriam dadas para famílias carentes. Há suspeitas de que estejam sendo entregues na cidade três mil cestas para compra de votos.
 

O delegado João Augusto de Oliveira Cury, responsável pelo caso, explicou que a apreensão das cestas básicas aconteceu no bairro Manoel Ferreira Ribas, onde vivem famílias carentes. “Há suspeita de que estas cestas estão sendo dadas com fins eleitoreiros. A denúncia aponta favorecimento em favor do candidato Osmar”, afirmou o delegado.
 

Cury informou que cinco pessoas foram autuadas por participarem da distribuição de cestas. A Polícia Militar também apreendeu 126 cestas básicas que seriam entregues no bairro. As investigações são conduzidas em parceria com a Polícia Civil, sob supervisão da promotora Carolina Tavares da Silva Rockemback,  do Fórum de Tibagi.


Na tarde desta sexta-feira, estão sendo ouvidas as pessoas envolvidas na distribuição irregular. O delegado quer saber por que um caminhão da Secretaria Municipal de Educação fazia distribuição de cestas básicas. Segundo a vereadora Angela Nasser (PTB), há informações de que a Prefeitura de Tibagi distribuiu 3 mil cestas básicas.
 

“Não é a primeira vez que o prefeito Sinval Ferreira da Silva (PMDB) está envolvido com denúncias eleitorais”, afirmou a vereadora. Na eleição municipal de 2008, Sinval da silva foi acusado e investigado por compra de votos.
 “Também é muito estranho que seja feita distribuição justamente às vésperas da eleição”, disse ela.

FONTES
Delegacia Tibagi – Delegado João Augusto de Oliveira Cury: (42) 32753027
Ministério Público/ Fórum de Tibagi – Promotora Carolina Tavares da Silva Rockemback  do Fórum de Tibagi - (42) 3275-1161

O Osmar de 2010 não tem nada a ver com o Osmar de 2006




O eleitor paranaense está em frente a um candidato, Osmar Dias, que sofreu uma metamorfose inacreditável em apenas quatro anos. É difícil botar fé em um político que mudou tanto em tão pouco tempo.
Osmar Dias, candidato ao governo do Paraná pelo PDT, chora no palanque nos braços de Lula, enxuga as lágrimas nos ombros de Dilma e afirma que o PT fez o governo que mais ajudou os produtores rurais
Há apenas quatro anos o mesmo Osmar, que pede conselhos para Lula, afirmava que o presidente era tão ignorante em questões agrícolas que imaginava que o arroz e o feijão nasciam nos supermercados.
Em 2006 Osmar fez um violento discurso no Senado repudiando a idéia do seu partido, o PDT, apoiar o governo Lula, a quem acusava de incompetência e comprometer o futuro do país.
O senador Osmar Dias afirmava que os programas sociais eram indutores da preguiça. “As pessoas, nas praças públicas, acham que não precisam trabalhar, porque recebem a Bolsa Família”, dizia Osmar.
Nessas eleições o senador é o campeão das bolsas. Chegou a garantir que só se tornou candidato a governador para garantir e ampliar o Bolsa Família e o Leite das Crianças.
Nas eleições de 2006 Osmar convocou uma coletiva para rebater acusações de enriquecimento ilícito feitas por Roberto Requião e anunciar que o processaria pelos crimes de calúnia e difamação. Nestas eleições Osmar e Requião são os melhores amigos do mundo.
Osmar votou a favor da privatização da telefonia, do gás canalizado, das jazidas minerais e do potencial hidráulico. O mesmo Osmar acusa Beto Richa de tramar a privatização das empresas públicas do Paraná.
Osmar também acusou seu adversário de não ter sensibilidade social, mas votou por duas vezes no Senado, em 1997 e 2001 pelo fim da multa de 40% sobre o FGTS paga aos trabalhadores demitidos sem justa causa.
Mas a metamorfose mais impressionante de Osmar talvez seja com relação às pesquisas. Nestas eleições o senador ataca Beto Richa por ter questionado e interditado as pesquisas na Justiça.
Osmar Dias em 2007 queria mudar o Código Penal para punir os institutos e inviabilizar a realização de pesquisas. Entre outras violências queria que os institutos pagassem as campanhas dos candidatos que se considerassem prejudicados pelas pesquisas.
Tudo o que Osmar diz e faz hoje ele já condenou ontem. Antes de votar nesse candidato o eleitor precisa se perguntar quem é o verdadeiro Osmar e, se eventualmente eleito, esse candidato não vai se transformar novamente.
no Fábio Campana

Em seu último comício, em Londrina, Beto diz que quer um governo de resultados



Em seu último comício de campanha, na noite da última quinta-feira (30), no conjunto habitacional Cafezal, na Zona Sul de Londrina, Beto Richa disse que quer ser governador do Paraná para resolver muitos problemas que ainda não foram resolvidos. “Temos uma candidatura que está polarizada com a nossa, uma candidatura que representa a continuidade do que está aí. E temos a nossa candidatura, que não tem compromissos com o passado, compromissos com este grupo político que aí está; uma candidatura de mudança, para resolver o que não foi resolvido”, afirmou Beto, para mais de 3 mil pessoas que participaram do comício. Também participaram do evento o candidato ao Senado Ricardo Barros e os candidatos a deputado federal Luiz Carlos Hauly e Alex Canziani.

“Comigo, a minha equipe tem metas a cumprir; por isso quero ser um governador de resultados, fazer a gestão mais competente do Brasil, como fiz na Prefeitura da capital”, citou, lembrando que tem experiência no Executivo. “O único que está concorrendo nesta eleição ao Governo e que já sentou na cadeira de Chefe do Executivo fui eu; fui testado, aprovado e reconhecido nacionalmente. Por isso, me considero preparado para governar este Estado e melhorar a vida de todos os paranaenses”, comparou Beto.

O candidato da Coligação Novo Paraná afirmou que quer resolver problemas que “se arrastam há anos e hoje ainda são as grandes preocupações dos paranaenses. A Saúde pública é precária, os hospitais não tem médicos nem equipamentos; segurança pública caótica, isso se discute há anos e não foi resolvido ainda, ao contrário. É lamentável ver que o número de policiais civis e militares hoje é inferior ao de 20 anos atrás; isso é um descaso e uma insensibilidade dos governantes para o drama que atinge as famílias de bem”, considerou.

O comício em Londrina foi o último evento de campanha da quinta-feira. Antes, Beto participou de carreatas em Ponta Grossa, Pato Branco e Cascavel, que reuniram mais de 2.000 veículos. “Esta é uma homenagem à cidade onde nasci, uma cidade que foi esquecida e abandonada pelo Governo do Estado nos últimos anos. Como governador, vou resgatar essa dívida trazendo obras e serviços públicos de qualidade, capacitação profissional e emprego para nossa gente", disse Beto, anunciando um mini-hospital na região, nos mesmos moldes de Curitiba. "Lá, transformamos as unidades 24 horas em mini-hospitais, com equipamentos modernos e Pronto-Atendimento Infantil, que eu copiei de Londrina", afirmou.

Beto Richa também reforçou um compromisso já assumido na sabatina da OAB, Sociedade Rural e Associação Comercial de Londrina: "Vamos revitalizar e, se possível ,duplicar a PR-445, que passa nessa região e certamente caberá aqui uma ciclovia, para atender aos estudantes e trabalhadores que se deslocam por esse trecho da estrada que corta a cidade", disse. Beto também falou sobre a necessidade de contratar mais policiais e que, para melhorar a segurança, vai reativar os antigos Módulos Policiais, implantados no governo José Richa. Beto destacou ainda a importância de fortalecer o setor industrial de Londrina. "Para gerar empregos para os nossos jovens".

Reunião entre comandantes da PM e TRE discute mudanças em relação aos crimes eleitorais



Por Marcia Santos/Foto: Soldado Manoel Gomes
no Blog do Molina

Uma reunião entre comandantes dos Batalhões da capital e do interior e representantes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) discutiu como deve ser feita a fiscalização eleitoral no dia das eleições, em todo o Paraná. A Secretária do TRE, Ana Flora França e Silva repassou aos policiais militares aspectos e mudanças referentes à Lei eleitoral e que devem ser levados em conta durante as atividades. 

Todos os anos, a PMPR atua em conjunto com o TRE, buscando o bom desenvolvimento das eleições em todo o Paraná. “Todo o pleito é precedido de diversas reuniões, para que no dia do evento não haja qualquer problema envolvendo as dificuldades do eleitor e da segurança pública. Essas conversas prévias visam sanar todas as dificuldades”, diz o Chefe do Estado Maior da PMPR (Subcomandante), Coronel Mauro Pirolo. 

Após a explanação, houve abertura para questionamentos por parte dos policiais a respeito de crimes eleitorais. De acordo com Pirolo, a reunião contribui para o melhor encaminhamento possível do trabalho da PMPR no dia das eleições, visando garantir a tranquilidade dos cidadãos. 

Dentre as novidades informadas aos policiais sobre crimes eleitorais está a proibição das vestimentas padronizadas. “Não serão permitidos aos grupos de membros de partidos se vestirem de maneira igual, identificando símbolos, o que também será caracterizado como propaganda eleitoral”, afirma a secretária do TRE, Ana Flora França e Silva. 

De acordo com a lei eleitoral, qualquer demonstração de propaganda partidária feita no dia das eleições é crime. Também ocorreu discussão a respeito do artigo 39 da Lei Eleitoral, que se refere à manifestação individual de preferência por determinado candidato. Exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, adesivos e outros acessórios, a demonstração isolada por parte dos eleitores está permitida, de acordo com o texto. 

Casos de exagero, porém, o TRE considerará infração eleitoral. “Como um carro todo caracterizado por adesivos, por exemplo, estacionado em frente a uma sessão eleitoral não será permitido”, conta Ana Flora. O veículo, neste caso, correrá o risco de ser guinchado. A questão da logística das eleições também foi abordada na conversa, incluindo a parte de distribuição das urnas eletrônicas. 

Pirolo afirma ainda que eventos como este fazem com que a PM fique ciente de todo o trabalho, para que seja prestado o apoio necessário ao Tribunal e à comunidade, que também necessita da PM na época de votação. Nesta quarta-feira (15), haverá outra reunião, desta vez entre juízes da capital e a Presidência do TRE para a definição de mais aspectos relacionados à propaganda ilegal. 

A secretária do TRE também fez uma avaliação da participação da PM no atendimento às eleições. “A PM trabalha muito próxima de nós, sempre que necessário o apoio foi oferecido ao tribunal”, destaca. Os cidadãos poderão, inclusive, denunciar crimes à PM no dia das eleições através do telefone 190 e também do contato direto com policiais que estarão no entorno dos locais de votação.

Veja um exemplo dos furos das pesquisas



A polêmica das pesquisas está servindo pra jogar um pouco mais de luz sobre esse assunto. E começam a aparecer furos que, no mínimo, colocam sob suspeição os critérios estatísticos usados pelos diferentes institutos. Veja um exemplo: em seus levantamentos, o Datafolha usa uma cota de 11% de entrevistados com nível de escolaridade superior; o Ibope, 17%; o Alvorada, 12%; e o Radar, 7,2%. Ora é sabido de todos que os diferentes níveis de escolaridade divergem também quanto ao candidato de sua preferência, seja ele a governador ou a presidente da República. Um tem a preferência maior no eleitorado de baixa escolaridade e outro tem mais apoio entre os eleitores com curso superior. Se o peso dos eleitores na pesquisa varia de instituto para instituto, os resultados tendem a ser mesmo muito diferentes.


no Fábio Campana

Advogado caso Yared faz esclarecimento - Ética e verdade no Paraná



Elias Mattar Assad

Os profissionais do direito trabalham com ocorrências do cotidiano das
pessoas, sob olhares atentos da sociedade, onde uma injustiça contra
um é uma ameaça contra todos. O objetivo dos processos judiciais é a
busca da verdade para que julgadores possam corretamente aplicar as
leis. As provas arrecadadas são debatidas pelas partes sendo
inadmissíveis as ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação
a normas constitucionais ou legais (art. 157 do CPP). O juiz formará
sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em
contraditório judicial (art. 155 do CPP). O advogado deve proceder de
forma que o torne merecedor de respeito, contribuindo para o prestígio
da classe (art. 31 da Lei 8906/94), mantendo independência em qualquer
circunstância (§ 1º), com observância ao Código de Ética
(art. 33 da mesma lei).

Os bastidores de um processo criminal ministram preciosos ensinamentos.
No início da profissão o advogado desta área já se convence a não
extrair conclusões precipitadas ou a emitir opiniões sem bases
sólidas. O causídico que afirma determinado fato sem conseguir provar,
perde a credibilidade. É possível exercer a advocacia mesmo sem grande
talento, mas sem honra é impossível!

Na assistência do Ministério Público, em rumoroso caso judicial da
Capital paranaense, envolvendo a família Yared e o ex-deputado Luiz
Fernando Ribas Carli Filho, observamos deflagrações de inc9 uma versão
lógica com proposta probatória. Pois bem, além da prova pericial
oficial, testemunhas presenciais, motoristas que estavam na rua
transversal (rua Paulo Gorski), em sentidos opostos naquela esquina,
declararam no inquérito e no processo judicial, que apenas um veículo
seguia pela rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, vindo a causar o sinistro
naqueles primeiros minutos do dia 7 de maio de 2009. Portanto, não ficou provada a existência de ilegal competição de veículos em via
pública como causa. Inobstantemente, a paranóia coletiva está
consagrando a “existência de racha” e até de quem seriam os
"pilotos". E são tantos os nomes dos "competidores" escolhidos pelo
falatório que naquela trágica noite teríamos uma espécie de "grand prix"
protagonizado pelas pessoas mais importantes do Estado do Paraná. São
desconhecidas as origens e os reais objetivos desses boatos. Rogamos
publicamente para que sejam respeitadas a Justiça e a dor das famílias
envolvidas nos lamentáveis fatos. A cada novo boato, sentidas lágrimas
dos que sofreram perdas irreparáveis que, pela natural fragilidade,
chegam mesmo a crer por alguns momentos nessas fantasiosas e
oportunistas versões. Reflexamente, toma-se o precioso tempo dos
profissionais da comunicação ávidos por "furos", mesmo curiosos
em milhares de visitas, e-mails e telefonemas, mais do que nós
advogados conseguimos responder para infindáveis esclarecimentos
e desmentidos... A ética está onde a verdade está!

(Elias Mattar Assad é advogado criminalista)

Por que escolhi José Serra




Ethevaldo Siqueira
Agora posso revelar o nome do candidato à Presidência da República em quem vou votar. Mais importante do que isso, no entanto, é revelar as razões por que o escolhi. E posso afirmar que meu candidato é aquele que mais se aproxima do perfil que tracei aqui há poucos dias, no artigo intitulado O Brasil que eu quero.
Esse candidato é José Serra. Conheço-o desde meus tempos de universitário, em 1964, ano do golpe, ele na presidência da UNE (aquela União Nacional de Estudantes de que nos orgulhamos e não a UNE de hoje, cooptada e aparelhada pelo petismo) e eu como presidente da Associação dos Universitários de Santo André, entidade ligada à UEE (União Estadual dos Estudantes) de São Paulo.
Conheço José Serra há 46 anos, portanto. Dele me aproximei desde os tempos em que pertencemos à mesma organização política, a Ação Popular (AP), da esquerda católica, originada na antiga Juventude Universitária Católica (JUC). Em 1963, me mudei de Santo André para Jaboticabal, no interior paulista, por interesse profissional, já que trabalhava no Banco do Brasil e era professor secundário. Lá, no final de 1963, fui eleito vereador.
Com o golpe de 1964, José Serra e eu sofremos perseguição da ditadura. Ele, como todos sabem, partiu para o exílio. De minha parte, sofri outras formas de violência: fui preso, enquadrado na antiga Lei de Segurança Nacional, tive meu mandato de vereador cassado, fui submetido a todos os tipos de humilhação até, finalmente, perder meu emprego no Banco do Brasil, mesmo absolvido no Inquérito Policial Militar.
Acompanhei toda a trajetória de José Serra, a partir de sua volta do exílio em 1977, inclusive sua passagem pela Secretaria do Planejamento do governo paulista. Juntos, recebemos em 1985 o título de Cidadão Emérito de Jaboticabal, na mesma sessão da Câmara Municipal daquela cidade, por todas as punições injustas que havíamos sofrido.
Conheço bem o caráter de José Serra, sua integridade e sua competência. Por isso, trabalhei com entusiasmo por sua eleição primeiro como deputado federal, em 1986, como membro da Constituinte e em todas as suas candidaturas e eleições posteriores, a deputado federal (1990), senador (1994), governador do Estado, presidente da República, prefeito de São Paulo e agora, novamente, presidente da República. Sua passagem pelo Ministério da Saúde teve reconhecimento internacional pelos avanços conseguidos.
Escolhi José Serra como meu candidato porque quero viver num país livre, democrático, progressista e moderno – que seja governado por um estadista e não por demagogos, corruptos e populistas.
Escolhi José Serra porque quero viver num país sem impunidade, um país justo, de alto a baixo, onde o bandido não tenha mais direito nem mais proteção do que suas vítimas. Porque quero viver num país sem leis bastardas que reduzem sempre e cada vez mais as penas dos piores delinquentes, em progressões vergonhosas, para que o criminoso mais cruel volte logo a matar, roubar e estuprar. Um país com leis duras e implacáveis com todos os corruptos e delinquentes. Um país que não faça valer os direitos humanos apenas em benefício de assassinos, ladrões e malfeitores.
Escolhi José Serra como meu candidato à presidência da República porque quero que meu País dê tratamento prioritário à educação, que valorize o professor e a criança. Porque quero que meu País invista muito mais em pesquisa, em ciência, em saúde pública, em preservação da natureza e no desenvolvimento sustentável. Porque quero viver num país que privilegie o mérito, o trabalho, a honestidade, a dedicação, a fidelidade e o cumprimento dos deveres fundamentais do cidadão.
Escolhi Serra porque quero que a imprensa de meu País seja livre em toda a plenitude democrática, sem mordaças, sem censura, sem supostos controles sociais (mero eufemismo para a censura, como já ocorre na Venezuela e na Argentina), uma imprensa comprometida exclusivamente com a verdade e com o bem do Brasil.
Escolhi José Serra porque quero essa mesma liberdade para a arte, a cultura e a internet, no Brasil.
Escolhi José Serra porque quero que este País incentive e apoie todos os cidadãos de baixa renda ou portadores de deficiências, para que eles possam superar suas limitações e alcançar a qualidade de vida que merecem. Escolhi José Serra porque, como ele, eu acredito que o mérito deve prevalecer sempre, sempre.
Escolhi José Serra, porque me recuso a viver num País com impostos escandinavos e serviços públicos africanos. Porque não aceito o empreguismo, o nepotismo, o Estado aparelhado, dominado e corroído pelos cupins, mensaleiros, petralhas, corruptos – um Estado hoje incapaz de fomentar o desenvolvimento econômico e social, a preservação da natureza e assegurar um futuro mais promissor a nossos filhos.
Ao optar por José Serra, eu o faço exclusivamente como cidadão e como  consumidor, que, ao longo das últimas décadas, tem pago a conta de todos os protecionismos e cotas, a começar da reserva de mercado de informática que nos obrigou a comprar e a usar computadores caros, defasados e de baixa qualidade, durante quase 20 anos.
Olhe à nossa volta, meu amigo, e veja quantos demagogos, populistas e mentirosos disputam nossos votos. Levá-los ao poder depende exclusivamente do voto de cada um de nós. Depois, de nada valerá gritar contra o baixo nível do Congresso ou do governo. Os continuístas querem mostrar um novo Brasil – como obra de dois períodos de governo petista – quando a relativa estabilidade e as mudanças foram baseadas nas reformas anteriores, no Plano Real e na Lei de Responsabilidade Fiscal – contra os quais o PT votou. E mais do que qualquer governo, o que tem transformado o Brasil é o trabalho de cada um de nós, o esforço de cada cidadão e de cada empresa.
Diferentemente do quadro ilusório que nos mostra o presidente Lula e sua candidata, o Brasil não passa hoje de um gigante de pés de barro, porque este governo não investiu prioritariamente na infraestrutura econômica e social do País. Se não acredita, confira, leitor : Que acha você da situação de nossas estradas federais? De nossa educação pública? Da assistência à saúde na maioria dos hospitais públicos? Da segurança pública? Da previdência (com rombo de R$ 45 bilhões este ano)? Dos portos e aeroportos? Do setor de energia elétrica? Da devastação da Floresta Amazônica?
É incrível que os sucessivos escândalos do governo petista – desde o mensalão de 2005 até as propinas do Correio e da Casa Civil – sejam minimizados por Lula e sua candidata e sejam vistos pelos petistas como pura manobra da oposição.
Seus responsáveis dirão sempre, com a maior cara de pau, que de nada sabiam, que não têm nenhuma culpa por tudo que foi feito por Erenice, ou  por seu filho, como não assumiram nenhuma responsabilidade por tudo que foi feito por José Dirceu, Delúbio, Genoíno, Gushiken, Valério, Palocci e muitos outros.
Sei que a luta é desigual, tendo que enfrentar a mais poderosa máquina governamental de todos os tempos na história deste País, posta a serviço da candidata continuísta da forma mais vergonhosa e antiética. Por tudo isso, me sinto na obrigação de trazer este depoimento, como dever de consciência, para todos que queiram votar num candidato capaz de mudar a face do Brasil, assegurar-nos a democracia, a liberdade de imprensa, o progresso social e o desenvolvimento econômico sustentável.


Quem é Aécio vota Serra, Anastasia e Itamar



Qual é o preço da liberdade?




Estamos vivendo dias constrangedores. Muita gente no Brasil não tem a menor noção do que seja exercer uma atividade pública. Tanto representantes do povo como esmagadora parte do próprio povo, todos demonstram que não sabem fazer a correta distinção entre o que é público e o que é privado. 

O comportamento da maioria dos cidadãos e dos governantes revela esta realidade: os conceitos de bem público e de bem privado aparecem sempre muito misturados, de forma confusa e até ardilosa, sufocados pelos interesses particulares de pessoas, famílias, corporações, sindicatos, ONGs suspeitas e seitas pseudorreligiosas.

Os resultados dessa criminosa contaminação são aterradores. Populismo, demagogia, uso perverso dos meios de comunicação, acirramento dos ressentimentos entre categorias sociais. Total falta de transparência no gerenciamento dos tributos arrecadados, nepotismo, enriquecimentos inexplicáveis. E o pior: o apodrecimento dos valores morais. Por isso tem sido tão deprimente enfrentar o que vem sendo trazido à tona nestes últimos tempos.

Não adianta alegar que em épocas anteriores também havia pilhagem do bem comum. Sabemos disso. Mas havia reação. Havia quem se escandalizasse. Havia quem se envergonhasse... Hoje, não. A impunidade está sendo aceita. Virou regra geral. Parece que todo o talento de nossa gente se aplica à fantástica criatividade de novas modalidades de golpes.

Pior do que isso é ter de aturar, na mídia, as declarações e as explicações dos nossos caciques. Pedem respeito às suas pessoas incomuns. Exigem consideração por sua biografia. E o fazem alegando valores republicanos! 

É muito cinismo! 

É muita arrogância!

A palavra República nada tem que ver com esses comportamentos. República não é nada disso. A expressão res publica, que herdamos da língua latina, significa coisa pública. A República, portanto, cuida da coisa pública. Seu objetivo principal é o bem comum.

Ser republicano é dar primazia ao bem comum. Significa que cabe ao político cuidar do bem comum. Significa que a atividade política se desenvolve na área da justiça. E se vincula integralmente à ética. Sem ética não há política nem políticos. Sem justiça não há política nem políticos.

Diante do panorama que temos à nossa vista, vale a pergunta: de que cuidam os políticos em nosso país, nestes tempos negros? A resposta é aterradora: só pensam em chegar ao poder. Ficar no poder. Usufruir o poder. Gozar o poder. Aproveitar o poder. Tirar vantagens do poder.

Acontece que na verdadeira República o poder só existe para que alguém exerça a tarefa de governar. É isto o que os brasileiros devem exigir de quem chega ao poder: cuidem apenas de governar.

O significado republicano de governar exige zelo pelo bem comum, honesto gerenciamento dos recursos públicos, prestação de contas rigorosa de todos os atos e respeito às leis. As leis, na República, são votadas para ser cumpridas por todos, governantes e governados.

Não é isso o que estamos vendo, mas exatamente o contrário. Os encarregados de zelar pelo bem comum cuidam somente de interesses particulares, partidários, ideológicos, sindicais, corporativos e familiares. Desdenham dos objetivos do bem comum. Apropriam-se dele sem nenhum sinal de vergonha ou constrangimento.

E é nesta realidade deprimente que o Brasil, no domingo, vai escolher de novo seus governantes! Raras vezes vivi um clima pré-eleitoral tão esquisito. Tão absurdamente apalermante! Qual vai ser a reação de nosso povo diante de tudo o que vem acontecendo, como uma enxurrada em dias de tempestade? Onde está a indignação de nossa gente?

Encarapitado no planalto goiano, o governo vive fora da vigilância da população. Ali é quase milagre escapar da contaminação. O presidente, seus subordinados, os senadores, os deputados, os ministros, os membros do Judiciário e mais os aliciantes amigos dos Poderes, todos os que atuam nesse ambiente à parte do País respiram o dia inteiro as vantagens e os privilégios; os conluios e os conchavos marcaram a implantação da capital. Em Brasília, tudo o que é coisa pública está pronto para virar coisa privada! Ninguém conhece limites. Emprego para aliado, protegido, marido, filho, esposa, nora, sogra, avó... Supostas verbas indenizatórias. Luz, telefone, passagens, gastos com as bases, malícias nos artigos das medidas provisórias, espertíssimas emendas orçamentárias, concorrências de fachada, licitações com cartas marcadas, recibos e notas frias. Enfim, um labirinto burocrático infernal, onde o poder jamais cuida do bem comum.

Qual a solução? Existe alguma? Existe. Mas para isso é preciso que apareçam lideranças de verdade. Não há de ser com a UNE subordinada de hoje, nem com candidatos que se escondem sob as ordens de marqueteiros.

Qual o caminho? Tentar acabar com a passividade do eleitor brasileiro. Dando-lhe voz. Dando-lhe meios para exigir dos partidos a indicação de nomes sérios. Dando-lhe meios para cobrar fichas limpas. Sem isso, nada feito. Pelo sistema de hoje, nosso voto não passa de um simples voto de boas-festas, de parabéns, de pêsames ou de louvor. Os partidos atuais não vivem pela força de seus filiados atuantes. Sobrevivem por causa de alianças passivas com o poder. Essa mudança tem de ser feita. Quem fará? Nós! Cabe a nós lutar para garantir a liberdade de opinião e o direito de escolha. Nossa liberdade está prestes a ser agredida. Mas nós vamos reagir. A imprensa mudou o mundo, mas a internet ainda mudou mais. Essa revolução é a nossa força. A turma que está no poder quer impedir a nossa praça!

Na hora de votar, lembre-se disso. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Vigiai e orai! Quantos somos? Onde estamos? Qual nosso alvo? Dia 3 de outubro vamos reproclamar a República?

José Serra melhores momentos - Debate Rede Globo 30/09



Regras para entrada de compras nas alfândegas começam a valer



no G1
Medida visa facilitar entrada de objetos de uso pessoal no país. Turista poderá trazer alguns itens de viagens sem ter de pagar imposto
Começam a valer nesta sexta-feira (1º) as novas regras publicadas pela Receita Federal em agosto, que visam facilitar a entrada de objetos de uso pessoal nas alfândegas, além de acabar com a obrigatoriedade do preenchimento da declaração de saída temporária de bens importados do país, como celulares e câmeras fotográficas.
Em vez de apresentar uma declaração relatando os bens importados levados na bagagem para o exterior, o turista que sai do Brasil apenas precisará levar consigo a nota fiscal do produto. De acordo com a Receita, a atualização foi necessária em função da mudança tecnológica dos bens de viajantes, das regras do Mercosul e das práticas internacionais. Segundo o órgão, a última norma era de 1998.
No retorno ao país, os bens trazidos na bagagem para uso pessoal não serão mais contabilizados na cota limite do viajante para não precisar pagar impostos, equivalente a US$ 500 (por via aérea) ou US$ 300 (por via terrestre). Itens como roupas, sapatos, produtos de beleza e de higiene não são contabilizados nesse limite.
As medidas foram tomadas para tentar eliminar o excesso de burocracia e para diminuir as filas em aeroportos e fronteiras. As modificações entram em vigor em todo o país a partir de outubro.
Limites de unidades
Outros produtos como bebidas alcoólicas só poderão ser trazidos pelo consumidor até 12 litros. No caso de cigarro, serão dez caixas por viajante. Outros bens terão uma regra geral de três unidades idênticas por cada viajante, como relógios. Segundo a Receita, cada mercadoria terá sua regra.
Para a Receita, as alterações não deverão estimular aumento dos gastos de turistas brasileiros no exterior. A instrução também regulamenta a proibição de importação, como bagagem, de partes e peças de veículos, válida desde o ano passado dentro do âmbito do Mercosul.

Polícia Federal apreende panfletos apócrifos contra Beto Richa em gráfica clandestina de Ponta Grossa



O juiz eleitoral Fábio Leite, de Ponta Grossa, acaba de emitir um mandado de busca e apreensão contra a gráfica Gibala (Rua Paulo Setúbal, 80, bairro Uvarana, Ponta Grossa). A gráfica é clandestina, não tem CNPJ. Uma equipe da Polícia Federal está se deslocando para a gráfica, onde foi apreendido um fotolito para produção de material apócrifo contra o candidato Beto Richa. O fotolito, que foi entregue ao juiz Fábio Leite, afirma que “Beto Richa vai levar o lixo de Curitiba para Ponta Grossa”

Colinha para votar - Só imprimir e preencher com os números de seus candidatos



Osmar multado em R$ 600 mil por afrontar Justiça com panfletos ilegais



Campanha de Osmar continua distribuindo panfleto com pesquisa adulterada do Ibope que havia sido proibido pela Justiça Eleitoral.



O juiz Juan Daniel Pereira Sobreiro, do TRE-PR, multou Osmar Dias e a Coligação A União Faz Um Novo Amanhã em R$ 600 mil por desobediência a decisão judicial, que proibiu a distribuição de panfletos com pesquisa adulterada. A Coligação de Osmar afrontou a Justiça e, mesmo sob proibição, continuou distribuindo em todo o Paraná panfletos que adulteram pesquisa do Instituto Ibope, inventam números e invertem posições para sugerir a liderança de Osmar na campanha eleitoral. 

Os panfletos ilegais estavam sendo distribuídos pela campanha de Osmar nesta quinta-feira no bairro Jardim das Américas e no calçadão da XV de Novembro. O flagrante foi feito por fiscais da 2ª Zona Eleitoral.


A Justiça Eleitoral determinou a busca e a apreensão imediata do panfleto em todo o Paraná.  A cada apreensão, a Coligação de Osmar Dias receberá multa no mesmo valor.


O panfleto apresenta uma suposta teoria estatística que apontaria a vitória de Osmar nas eleições. Para justificar a teoria, o folheto cita o colunista Celso Nascimento e o jornal Gazeta do Povo e o Instituto Ibope. Chega a citar pesquisa Ibope registrada sob o número 21413/2010. O gráfico adulterado mostra Osmar Dias com 53% das intenções de voto e Beto Richa com 47%. A pesquisa Ibope verdadeira, registrada sob esse número, traz Beto Richa na liderança com 47%, à frente de Osmar, com apenas 38%.

Osmar mostra quem é ao invadir horário de deputados para bajular Lula



no Fábio Campana

Quinta-feira, 30, último dia de propaganda eleitoral. Era um dia reservado aos candidatos a presidente e deputados federais. O candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, aquele que se apresenta como ético e avesso as baixarias, cometeu mais um flagrante delito eleitoral. Invadiu o horário dos candidatos a deputado de sua coligação. Não invadiu para apresentar propostas, mas para mais uma longa e constrangedora sessão de bajulação ao presidente Lula. O mesmo Lula, aliás, a quem Osmar dedicava os piores desaforos e desqualificava da forma mais agressiva há apenas quatro anos.
Essa violação da lei eleitoral está longe de ser um exemplo isolado. Violar a lei quando pensa que não pode ser apanhado (o TRE costuma punir invasões com perda de horário na propaganda eleitoral e a propaganda eleitoral acabou) é parte essencial do verdadeiro caráter de Osmar Dias. O homem que bate com mão de gato, que usa intermediários alugados para agredir, que contrata legendas nanicas para fazer o serviço sujo ao mesmo tempo em que se apresenta como agredido e como vítima. É o Osmar que distribuiu pesquisas falsificadas enquanto agride o adversário por questionar pesquisas na Justiça.

O verdadeiro caráter de Osmar transparece também quando ele não se constrange de confraternizar e defender publicamente com Roberto Requião, o homem que insinuou dezenas de vezes, no rádio e na televisão, que ele era desonesto. O verdadeiro Osmar vem à tona quando ele tenta justificar porque tentou, por duas vezes, acabar com a multa sobre o FGTS nas demissões sem justa causa. Teria sido pela má influência da Faep. A Federação que apoiou sua carreira política a vida inteira. É o verdadeiro Osmar que aparece quando ele trai os produtores rurais que sempre votaram nele, para se aliar por oportunismo ao PT e ao MST.
O verdadeiro Osmar emerge só algumas vezes sem subterfúgios e dissimulações. Foi o que aconteceu na sabatina da Gazeta do Povo em 21 de setembro. Questionado se não via problemas em senadores, como ele, receberem salário do Senado enquanto dedicam tempo integral a suas campanhas, foi claro: “É da democracia o parlamentar fazer campanha. Tudo que estou fazendo está dentro das regras vigentes. Se a sociedade não concorda, é preciso se mobilizar para uma reforma política”. Perguntado se considerava normal distribuir passagens do Senado para parentes, como fez e foi apanhado em 2006, Osmar também não titubeou: “Aquilo que foi feito era perfeitamente lícito e ético”.