sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Decisão sobre greve dos Correios pode ficar com TST devido a falta de acordo entre empresa e servidores



da Agência Brasil
Brasília – Por falta de acordo entre a direção dos Correios e os representantes dos trabalhadores, a decisão sobre a greve da categoria deve ir a dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) na próxima terça-feira (11). Se não houver uma nova negociação até lá, a questão será analisada pelo ministro Maurício Godinho Delgado, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC).
Em uma última tentativa de conciliação, o presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, apresentou hoje (7) uma proposta que previa um abono de R$ 800 para ser pago imediatamente e aumento real de R$ 60 a partir de janeiro do ano que vem, além de um reajuste linear do salário e dos benefícios de 6,87%. A proposta foi acatada pela empresa, mas os trabalhadores não aceitaram.
Em relação aos dias parados, o ministro propôs a devolução do valor correspondente aos seis dias de greve que já foram descontados dos trabalhadores, com o desconto posterior em 12 parcelas a partir do ano que vem. Os outros dias de greve que não foram descontados seriam compensados com trabalho extra nos finais de semana e feriados, de acordo com a necessidade da empresa. Essa proposta também não foi aceita pelos funcionários, que querem a compensação de todos os dias de greve, sem desconto de salário.
O ministro Dalazen alertou os trabalhadores para a possibilidade de que, ao julgar o dissídio coletivo, o TST acabe determinando o desconto de todos os dias de greve dos trabalhadores. “Se o dissídio for a julgamento, muito provavelmente sofrerão o desconto de todos os dias parados e, possivelmente, sem parcelamento”, disse. Segundo ele, a qualquer momento, as partes podem chegar a um acordo, evitando o julgamento pelo TST.
Na última terça-feira (4), a direção dos Correios e os representantes dos trabalhadores tinham chegado a um acordo sob a mediação do TST, mas a proposta não foi aceita pelos 35 sindicatos da categoria nos estados (20 dos sindicatos rejeitaram a proposta).
Ontem (6), o TST determinou que a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) mantenha em atividade o contingente mínimo de 40% dos empregados em cada uma das unidades operacionais dos Correios, para atendimento dos serviços inadiáveis da comunidade. Se a decisão não for cumprida, a entidade terá que cumprir multa diária de R$ 50 mil.

Kassab e o fator Meirelles - Kennedy Alencar


Kennedy Alencar na Folha.com

O Datafolha mostrou em setembro que vai mal a imagem de administrador de Gilberto Kassab. O prefeito de São Paulo tem apenas 15% de avaliação ótima ou boa. Para 42% dos paulistanos, ele é um prefeito péssimo ou ruim. E 36% o consideram regular.
Mas, na articulação política, Kassab tem se revelado um craque. Um dos fatos políticos do ano foi a criação do PSD, uma enorme janela de infidelidade que Kassab costurou para deixar o DEM.
O PSD acomoda oposicionistas históricos do PT que desejam aderir ao governo Dilma Rousseff e situacionistas que estão sem espaço em seus partidos.
A última jogada política do prefeito de São Paulo é a filiação ao PSD de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central. Kassab aposta na candidatura do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), a prefeito da capital. Mas Meirelles é um plano B a ser considerado seriamente, ainda mais numa eleição que promete ter caras novas e que pode ter desfecho surpreendente.
Há quem diga no PSD que Meirelles poderá ser candidato a presidente em 2014. Imodéstia e ambição para isso não faltam ao ex-presidente do Banco Central.
*
SONHO
Meirelles tem se queixado do governo Dilma. A presidente não o quis no BC, apesar do conselho de Lula para mantê-lo no cargo. Nos projetos que envolvem a Copa e as Olimpíadas, ele tem sido pouco ouvido. Sente-se menosprezado por Dilma.
O ex-presidente do BC nunca escondeu seu desejo de ser candidato a presidente. Em 1997, teve reunião com peemedebistas. Naquele encontro, disse que se só filiaria à legenda com a garantia de concorrer ao Palácio do Planalto no ano seguinte. Claro que as raposas não toparam.
Meirelles sonhou ser candidato à sucessão de Lula em 2010. Teve conversas com empresários de São Paulo a respeito desse projeto. Filiou-se ao PMDB para tentar esse voo. Mas, sem apoio, investiu na possibilidade de ser vice de Dilma. Também não deu certo. Mais uma vez o PMDB lhe disse não. Quem sabe o PSD de Kassab realize seu desejo.

Meirelles confirma filiação ao PSD de São Paulo





do Ig no Fábio Campana
O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acertou agora há pouco com o prefeito Gilberto Kassab – confirmando notícias publicadas ontem – sua filiação ao PSD.
Presidente da Fundação Viva o Centro, Meirelles, desde março, como noticiou Poder Online, deslanchou sua estratégia eleitoral em São Paulo. Kassab percebeu e iniciou uma aproximação com o ex-peemedebista.
Agora, passa a ser um dos nomes do partido para cargos majoritários na cidade e no estado, ao lado do próprio Kassab, do vice-governador Afif Domingos e da vice-prefeita Alda Marco Antônio.
Essas são as peças que estarão no jogo do PSD para a eleição de 2012 e 2014. Mas uma definição do quadro só deve se dar em março.

Uma questão de coerência - João Mellão Neto




*João Mellão Neto - O Estado de S.Paulo


Margaret Thatcher, estadista inglesa, ensinava que na política, antes de tudo, é preciso assumir um lado. E persistir nele.
Durante toda a sua vida pública ela agiu de acordo com tal postulado. Defendia a livre-iniciativa, a concorrência entre as empresas e a consequente redução do papel do Estado na economia e na sociedade. Manteve esse discurso mesmo quando os seus adversários trabalhistas pareciam invencíveis. Mas um dia chegou a sua vez: seu Partido Conservador venceu as eleições e ela chegou ao posto de primeiro-ministro. Governou por quase uma década e em momento algum abandonou as suas convicções.
Muito tempo antes, Winston Churchill, outro membro do Partido Conservador, foi ridicularizado por mais de uma década pelo fato de entender que o nazismo alemão representava uma séria ameaça às nações democráticas. Em 1941, com Londres em chamas, enfim o convocaram para dirigir a Inglaterra.
O mesmo ocorreu nos EUA, com Ronald Reagan. Durante mais de 20 anos ele martelou o público americano com as mesmas teses: menor ingerência estatal na economia e maior poder de escolha para os indivíduos. A sua intransigente defesa desses princípios o fez ser menosprezado pela imprensa dita "esclarecida" e lhe custou até a indicação de seu Partido Republicano para concorrer à presidência do país - e isso lhe aconteceu em duas ocasiões.
Mas um dia ele chegou lá. Conseguiu ser escolhido candidato dos republicanos e empolgou a nação com as suas ideias. Foi eleito e reeleito presidente dos EUA.
Quando Margaret Thatcher afirmou a importância de se assumir um lado, referia-se tanto à esfera pública quanto à pessoal.
Eu me lembro de ter lido em algum lugar o argumento de que a ética existe até mesmo na guerra. O capitão do submarino alemão e o comandante do navio inglês eram, obviamente, inimigos. Mas algo eles tinham em comum: ambos se dispunham a morrer por sua pátria e cada um esperava do outro que morresse pela pátria dele, também. Mas o que aconteceria se algum deles tentasse propor um acordo? Talvez até o conseguisse, mas estaria, assim, traindo não só o seu povo como também a sua própria honra.
Alguns podem afirmar que em política é "diferente". Não, não é. Os cidadãos que se dispõem a dar o seu voto a alguém precisam saber que ideias são defendidas por seu candidato. E também ter a segurança de saber que, uma vez eleito, ele se conduzirá de acordo com elas. E é do próprio senso comum que os homens públicos se comportem assim.
Há no Brasil, ao menos, duas vertentes de pensamento que não entendem o jogo político dessa maneira. Na falta de nomes melhores, vou intitular uma delas como "revolucionária" e a outra como "pragmática".
A primeira reúne todas as correntes que, no palco público, se identificam com os ensinamentos de Karl Marx. A segunda é aquela que tem em Maquiavel o seu principal mentor.
Uma entende que moral e ética são conceitos criados pelas "classes dominantes" e não se pauta por eles. Matar, roubar, trair, qualquer conduta é válida desde que seja necessária para se chegar à "revolução" - na qual os "explorados" prevalecerão sobre os "exploradores".
A outra também renega a moral e a ética porque entende que, na esfera pública, só logram ter êxito aqueles que praticam a política "exatamente como ela é".
Estes últimos são os imorais. Já os primeiros preferem dizer-se "amorais".
Qual é a diferença?
Uns reconhecem as regras morais, mas não se incomodam em transgredi-las. Os outros alegam não existir moral alguma. Ambas as tendências, às vezes, se confundem. E isso decorre do fato de que, para as duas, vale o preceito de que os fins justificam os meios.
Não existem escrúpulos em nenhuma delas. Ambas menosprezam a capacidade de discernimento dos indivíduos. Ambas entendem que cabe a uma minoria esclarecida o papel de dirigir as massas. Para as duas, apenas alguns poucos sabem distinguir o bem do mal.
Uns acreditam que é possível mudar tudo. Outros acham que não é possível mudar nada.
Felizmente, além desses "revolucionários" e "pragmáticos", existem uns tantos outros para quem a moral e a ética são valores que contam. E é com eles que procuram pautar a sua conduta. O conceito de honra, para esses poucos, é um princípio de vida. Como o são, também, a honestidade, o decoro e a dignidade.
Todos esses atributos são pessoais. Dependem da índole de cada um e não podem flutuar ao sabor das circunstâncias. Somente assim se pode andar na rua com a cabeça erguida.
Uma velha raposa da política brasileira resumia esse conceito de uma forma magistral. Dizia ele que "quem se mexe muito não sai na foto".
Tudo bem, o liberalismo saiu de moda. Ainda mais depois da crise econômica norte-americana de 2008. Nós, liberais, tivemos de revisar muitas de nossas crenças. A principal, entre elas, é a de que os mercados, deixados por si próprios, acabam sempre se ajustando. Mas foi necessária a intervenção do Estado para garantir a liquidez da economia. Para muitos liberais, esse baque foi equivalente ao sofrido pelos comunistas com a queda do Muro de Berlim.
Muito do que pregávamos, de repente, caiu por terra. Mas na nossa vida - como nas nossas convicções - não ocorre a ninguém trocar de valores tão somente porque outros aparentam ser mais convenientes.
Eu, por mim, pretendo continuar a dizer as mesmas coisas. Não vou trocar de ideia nem pretendo mudar de assunto: defendo uma sociedade aberta, com respeito aos direitos de cada um e a confiança no juízo de todos.
Chegará, um dia, a nossa vez. Até mesmo um relógio parado está certo duas vezes ao dia...
*João Mellão Neto, jornalista, foi deputado, secretário e ministro do Estado. E-mail: j.mellao@uol.com.br. Leia artigos anteriores em www.blogdomellao.com.br 

Touchscreen - Sonia Racy


Direto da fonte

Errou quem achou que a Foxconn havia desistido do Brasil. Dirigentes top da empresa desembarcam no País semana que vem, segundo contou hoje Aloizio Mercadante. Vêm aprofundar entendimentos  dos últimos meses, visando construir por aqui fábrica de telas touchscreen – produto que montam, atualmente, somente no Oriente. “Já temos oferta de seis governadores de Estado para abrigar a nova empresa”, assegura o ministro.
Este seria o começo de um complexo maior, de US$ 12 bilhões, conforme projeto anterior.
Para instalá-la, segundo Mercadante, precisam de área de 1,5 km, fornecimento anual de 4 GW de energia e aeroporto internacional por perto. Vale lembrar que a Foxconn é dona de unidade em Jundiaí, onde já está fabricando iPhones e iPods.

Partidos não precisam comunicar hoje suas filiações, diz TSE


na Folha.com

Os problemas de acesso ao site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para comunicar a relação de filiados dos partidos não irão causar problemas para quem quer disputar as eleições em 2012, desde que os aspirantes a candidatos estejam oficialmente registrados até esta sexta-feira (7) na legenda pela qual pretende concorrer.
Desde ontem, políticos têm reclamado de dificuldades para fazer o registro dos filiados. O TSE reconhece que há problemas hoje no sistema Filiaweb devido à sobrecarga que está sendo causada pelo volume de consultas ao serviço.

O tribunal afirmou, porém, que isso não causará prejuízo às pessoas que querem disputar o próximo pleito.
Entre os que se queixam está a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, que anunciou na terça-feira (4) sua transferência do DEM para o PSD. "O prazo [para registro das filiações] termina hoje [sexta]. Não sabemos o que fazer", afirmou ela.
O PSD de Ribeirão ficou responsável em fazer as filiações à sigla criada por Gilberto Kassab de prefeitos e vereadores e possíveis candidatos da região nordeste do Estado.
O temor era o de que, sem a comunicação no site do TSE até hoje, os interessados não tenham mais direito de concorrer no ano que vem.
De acordo com as assessorias do TSE e do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), porém, o que está havendo é apenas uma confusão de datas, já que a filiação partidária ocorre "no âmbito da legenda".
O que precisa ser feito até hoje pelos pretensos candidatos é ir até o diretório da sigla e assinar a ficha de filiação. O trabalho de comunicar a relação de filiados pode ser feita pela direção dos partidos até o dia 14.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Francischini quer providências nas obras de Fazenda Rio Grande



Atendendo a reivindicação da população do município de Fazenda Rio Grande, e do prefeito Chico Santos, o deputado Fernando Francischini solicitou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) o início imediato da duplicação da BR-116.
 O pleito é respaldado por um abaixo assinado com mais de 11 mil assinaturas, que mobilizou a comunidade municipal, em favor da liberação dos recursos necessários para as obras de extensão da Linha Verde Sul até o município Fazenda Rio Grande, no trecho que liga o município à capital Curitiba.
 A mobilização foi motivada principalmente, pelos constantes acidentes na rodovia, e o manifesto popular requer o início imediato da duplicação da BR-116. Depois de ouvir a população de Fazenda Rio Grande e constatar a urgência daquelas obras, Francischini faz pleito junto ao Governo Federal, e encaminhou ofício ao coordenador da Bancada do Paraná na Câmara dos Deputados, com o objetivo de tornar público tais reivindicações, apresentando o abaixo assinado e relatando as dificuldades que Fazenda Rio Grande vem enfrentando em decorrência da estagnação das obras.


Paraguai declara estado de exceção no norte do país - O Globo

Link ==>> Paraguai declara estado de exceção no norte do país - O Globo

Militares brasileiros embarcam para o Líbano, onde integrarão missão de paz da ONU



da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Cerca de 300 militares brasileiros embarcaram hoje (6) para integrar a missão de paz das Nações Unidas no Líbano, a Unifil. A fragata União deixou a base naval na Ilha do Mocanguê, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, no fim da manhã. A previsão é que chegue ao Porto de Beirute, a aproximadamente 15 mil quilômetros da costa brasileira, em cerca de um mês, após escalas em Recife, em Las Palmas, na Espanha, e Nápoles, na Itália.
O Brasil participa da missão desde fevereiro deste ano, quando o contra-almirante Luiz Henrique Caroli assumiu o comando da Força-Tarefa Marítima da Unifil, mas esta é a primeira vez que o país envia uma embarcação e um grande contingente de militares.
De acordo com o capitão de fragata Ricardo Gomes, comandante do navio, a participação brasileira nesta missão reforça a capacidade do país de atuar em uma área distante, de conflito e por um período prolongado. Ele explicou que os militares são responsáveis por controlar o tráfego mercantil na região.
“A fragata União vai funcionar como navio capitânia para exercer o comando efetivo do mar. O objetivo é auxiliar o governo libanês no controle das águas jurisdicionais para evitar a entrada de material não autorizado, como armas, ou que haja algum tipo de ilícito naquela região. É uma tarefa pioneira que vai permitir à Marinha demonstrar toda a sua capacidade de atuar em uma área nessas condições.”
O comandante destacou que o navio é considerado de múltiplo emprego, já que tem capacidade de atuar em todos os ambientes de guerra - de superfície, antiaérea ou antissubmarino. A fragata União servirá como ponto de apoio para um grupo multinacional, composto de três navios da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia. Além disso, transporta um helicóptero AH-11A Super Lynx, um destacamento de mergulhadores de combate, que poderá realizar operações especiais, e um de fuzileiros navais, que ficará responsável pela segurança do navio.
Gomes também ressaltou que para amenizar a saudade durante os oito meses em que os militares ficarão afastados de casa e dos parentes, a embarcação conta com um sistema moderno de comunicação por satélite. Por meio dos equipamentos, os tripulantes terão acesso a serviços de telefonia, internet e televisão.
“O afastamento já faz parte da vida do marinheiro, mas este período é mais prolongado do que o habitual. Felizmente temos estrutura moderna e eles poderão até acompanhar o Campeonato Brasileiro de Futebol durante a missão”, acrescentou em tom bem-humorado.
Em meio a lágrimas que misturam saudade e orgulho, a baiana Carlinda Linhares, mãe do militar Alan Alves, foi se despedir do filho que se preparava para embarcar.
“Saudade a gente tem muita, mas tenho certeza de que eles vão fazer um trabalho brilhante. Essa carreira sempre foi o sonho dele e a gente tem que apoiar”, disse.
A dona de casa Seandra Linhares, casada há 13 anos com o cabo Renato Linhares, disse que já está em contagem regressiva para a volta do marido, prevista para junho de 2012.
“Apesar da felicidade de saber que ele vai integrar uma missão de paz tão importante, a dor é grande. As lágrimas já iam caindo enquanto eu arrumava as malas dele, não dava para conter. Agora, já estou pensando na festa que vou fazer quando ele voltar”, disse abraçada ao militar.
O cabo armamentista Rafael Alves também se despediu da mãe, Graça Maria Alves, antes de entrar na fragata. Com 28 anos de idade e dez dedicados à Marinha, o jovem encara a missão como um prêmio. “Tenho certeza de que essa viagem é um prêmio pra mim. A gente sofre quando fica longe, mas aprende muito com as experiências e volta fazendo planos para a carreira militar.”
Para a mãe de Alves, o mais difícil vai ser passar as festas de fim de ano e o Dia das Mães sem o filho por perto. “Essas datas marcam muito e sei que vou sofrer por estar longe dele. Mas vou ficar ansiosa esperando um telefonema”, brincou.
A Unifil foi criada em 1978 com o propósito de manter a estabilidade na região, durante a retirada das tropas israelenses do território libanês. Atualmente, tem um contingente de aproximadamente 13,5 mil pessoas, entre militares e civis de mais de 30 países, dentre eles o Brasil, e se encontra sob o comando de um general espanhol.

Volvo investe R$ 210 mi em Curitiba e gera mais dois mil empregos




no Fabio Campana
Os adversários de Beto Richa e Luciano Ducci não dormiram ontem. Enquanto a Renault anunciava investimentos de R$ 1,5 bilhão em São José dos Pinhais, Ducci almoçava no bandejão da Volvo no Brasil e recebeu detalhes dos investimentos da montadora em Curitiba. O presidente da Volvo na América Latina, Luiz Carlos Pimenta, apresentou a nova planta industrial da empresa que está recebendo investimentos de R$ 210 milhões na sua ampliação de 300 mil metros quadrados.
“Os investimentos já geraram novos empregos, tanto que a empresa contratou mais de dois mil funcionários”, disse Ducci. A planta prevê a construção de uma fábrica de ônibus híbridos com motores elétrico/biodiesel, uma fábrica de câmbio, fábrica de cabines de caminhão, além de novas alas administrativas e um espaço de para atendimento ao cliente na hora da compra de um caminhão. São obras que serão construídas no terreno da empresa até dezembro de 2012.

BC inaugura sistema de preços on line de títulos



Agencia Estado
SÃO PAULO - O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Luiz Mendes, afirmou que a instituição colocou hoje em funcionamento um sistema de preços on line de títulos públicos. Segundo ele, "começa hoje e vale para pessoas físicas e jurídicas, autorizadas a operar no Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia)". "Isso vai agregar mais transparência e mais eficiência à precificação dos papéis públicos", comentou.
Mendes afirmou que, ontem, o BC apresentou um projeto piloto de plataforma eletrônica que provavelmente deve funcionar no segundo trimestre de 2012 e que ampliará as operações de venda e compra de títulos públicos no mercado. Segundo ele, o sistema terá uma espécie de tela cega, na qual os negociadores poderão ofertar e comprar papéis do governo sem serem nominalmente identificados.
De acordo com o diretor do BC, o Brasil tem uma certa tradição cultural pela qual as negociações com títulos públicos são feitas normalmente por telefone e de forma bilateral. Com a plataforma eletrônica, o BC tem por objetivo ampliar o acesso às informações para todos os negociadores do mercado.
Operações compromissadas
Mendes acrescentou que em janeiro de 2012 deve estar à disposição dos dealers de títulos públicos negociados no sistema Selic operações compromissadas acordadas entre as partes para prazos alongados. Hoje, existe a operação intraday e overnight, que é a maior parte delas. Ele destacou que estão sendo criadas as "compromissadas longas entre instituições" e que terão "a possibilidade da operação ser revista ao longo do prazo". Segundo ele, essa novidade vai estimular o alongamento dos prazos dos papéis públicos em poder do setor privado.
Mendes destacou que essas operações compromissadas vão obedecer os contratos estabelecidos entre as partes, inclusive seus prazos, que poderão ser encurtados, caso esteja acordado entre as instituições envolvidas. Ele ressaltou que um referencial inicial para prazos mais longos desta forma de negociação de títulos públicos entre entes privados pode ser as operações compromissadas ofertadas pelo BC que tem prazo de seis meses. Ele fez os comentários após participar do 4º Seminário Anbima de Renda Fixa e Derivativos de Balcão. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados fiscalizou obras do DNIT no Paraná


comissao



No último dia 29, o deputado federal Fernando Francischini – acompanhado de membros da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara, do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) – realizou visita técnica de fiscalização das obras da Estrada Boiadeira (BR-487) e do Contorno Norte de Maringá (BR-376).
Denúncias recentes de corrupção e desvio de verbas em obras no estado do Paraná, envolvendo o Ministério dos Transportes, motivaram o deputado paranaense a aprovar o requerimento de fiscalização. Além disso, relatório do TCU apontou, em junho deste ano, indícios de irregularidades e questionou a prática de sobrepreço de mais de 10 milhões na segunda etapa das obras do Contorno Norte de Maringá, uma das obras públicas mais caras do estado.Também as melhorias na BR-487 apresentam irregularidades graves, segundo o TCU.
A rodovia, chamada de Estrada Boiadeira por causa da grande concentração pecuária no Noroeste do Paraná e no Sul de Mato Grosso do Sul, é esperada há décadas e deve beneficiar diretamente os municípios de Icaraíma, Maria Helena, Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Tuneiras do Oeste, Cianorte e Campo Mourão.
De frente com diretores do DNIT e do TCU, o deputado cobrou prazo para a retomada das obras na BR-487. “A população não aguenta mais inaugurações fantasmas e promessas políticas. A Estrada Boiadeira tem que ser terminada rapidamente”, enfatizou Francischini. Quanto às obras do Contorno Norte de Maringá, Fernando Francischini ressaltou que a população espera a conclusão mais rápida e o melhor emprego do dinheiro público, sem sobrepreços ou superfaturamentos.
O próximo passo será a reunião com a direção-geral do DNIT e com o TCU, a ser marcada pela CFFC da Câmara, com o objetivo de encontrar soluções para os problemas que atrasam o andamento das obras.
Fonte: Samara Borges / François René

Presidente mundial da Renault oficializa investimentos em São José dos Pinhais


na Gazeta do Povo CRISTINA RIOS E FERNANDA LEITÓLES, COM EFE


Previsão da Renault é de que 2 mil empregos serão gerados

O presidente mundial da RenaultCarlos Ghosn, veio a São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, nesta quarta-feira (5), para oficializar o investimento de R$ 1,5 bilhão que será feito na fábrica no Paraná. O investimento será feito até 2016. O governador Beto Richa e Ghosn assinaram um protocolo de intenções.
Segundo Ghosn, ao montante de R$ 1 bilhão inicialmente previsto para a planta no período 2010-2016 se somarão mais R$ 500 milhões para complementar o projeto.
Novos modelos de veículos serão lançados e haverá aumento na produção. A previsão da Renault é de que 2 mil empregos serão gerados. O presidente mundial da Renault fará um discurso, às 14 horas, dirigido aos funcionários da montadora.
Ghosn confirmou também que um centro de distribuição de peças será construído em Piraquara, também na RMC.
Após o evento na RMC, o presidente mundial da Renault seguirá para o estado Rio de Janeiro. Ghosn anunciará na quinta-feira (6) a construção de uma fábrica da Nissan em Resende (RJ). A Renault não apresentou detalhes da nova planta da Nissan no evento em São José dos Pinhais.
"Brasil está entre as prioridades em nossa estratégia de crescimento mundial e pode se transformar no segundo maior mercado para Renault no mundo até 2013 (depois da França)", afirmou Ghosn.
A meta do grupo é ampliar a participação da Renault no mercado brasileiro dos atuais 5,5% para 8% em 2016 e a de Nissan de 1% para 5%.
Segundo Ghosn, o Brasil é o quarto maior mercado de automóveis do mundo, apenas superado pelos Estados Unidos, China e Japão, mas seu mercado tem mais potencialidade devido a que a taxa de veículos por mil habitantes no país é muito inferior à americana ou a dos países europeus.
Tributos
A Renault terá direito à prorrogação do prazo de recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A vantagem vai valer para os novos modelos produzidos. A empresa também terá incentivo de ICMS na importação.
Em troca, a montadora vai antecipar o pagamento do ICMS que foi prorrogado desde que anunciou sua instalação no Paraná, pelo antigo programa Bom Emprego, e se compromete a exportar e importar cerca de 90% dos seus veículos pelo Porto de Paranaguá – no ano passado, a Renault transferiu parte das importações de veículos para o porto de Vitória (ES).

No Paraná, presidente da Renault faz críticas a Requião


ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA
VENCESLAU BORLINA FILHO
ENVIADO ESPECIAL A CURITIBA na Folha.com


O presidente mundial da Renault, Carlos Ghosn, criticou o senador e ex-governador do Paraná Roberto Requião (PMDB) durante a cerimônia para anúncio dos investimentos de R$ 500 milhões na ampliação da fábrica em São José dos Pinhais (PR).
Segundo o executivo, durante os oito anos do governo do peemedebista, ele nunca foi recebido para uma reunião ou encontro com objetivo de discutir investimentos da empresa no Estado.
"Não fomos bem tratados [pelo governo do Paraná] nos últimos oito anos. Nesse período, visitei a fábrica todos os anos e nunca encontrei o [ex] governador. Agora, vamos ficar queridos no Paraná", disse.
De acordo com Ghosn, os "maus-tratos" foram frequentes e chegaram a gerar dúvidas sobre o investimento ser ou não feito no Estado. "Outros quatro Estados [Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e São Paulo] disputavam a fábrica da Renault, mas depois decidimos ficar aqui", disse.
O governador Beto Richa (PSDB) também afirmou que a empresa foi mal tratada nos últimos oito anos no Estado. "Quero fazer aqui um gesto de desagravo pelos maus-tratos que a Renault sofreu e resgatar a confiança da empresa no governo paranaense", disse.
O governo do Paraná concedeu incentivos fiscais para a ampliação da fábrica em São José dos Pinhais. Os valores e o prazo não foram informados pelo governador. Em contrapartida aos benefícios, a empresa se comprometeu a usar o porto de Paranaguá para até 90% das exportações e importações.

EBX, de Eike, cria empresa para desenvolvimento de tecnologia


DO VALOR

O Grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta quarta-feira a criação da SIX Soluções Inteligentes, que iniciou suas atividades pela área de automação industrial, com a aquisição do controle da AC Engenharia.
Paralelamente, irá buscar as sinergias existentes com as outras companhias do Grupo EBX nos setores de infraestrutura e recursos naturais.
"A SIX vai desenvolver tecnologia no estado da arte para o mercado. Arbitramos ineficiências e esse novo investimento eliminará gargalos nesse setor", disse, em nota, Eike Batista, presidente do Grupo EBX.
Com 17 anos de experiência no mercado nacional e internacional de óleo e gás, a AC Engenharia tem sede no Rio de Janeiro e conta atualmente com cerca de 130 colaboradores. Esse total deverá mais que quadruplicar até 2015, segundo as previsões da EBX, chegando a 600 pessoas, "por conta do plano de investimentos agressivo da SIX".
Entre 2011 e 2019, está previsto um desembolso de R$ 100 milhões, destinados à pesquisa e desenvolvimento de inovações. Parte desses investimentos será direcionada para a montagem de centros de desenvolvimentos no Rio e em Macaé, no norte fluminense.
O Grupo EBX adquiriu uma participação de 70% no capital da AC Engenharia. Os 30% restantes permanecem com o fundador da empresa, Alexandre Caldas, que continuará no cargo de presidente.
"Com a entrada do grupo no negócio, a companhia fica mais robusta financeiramente, podendo participar de projetos maiores, inclusive por meio de parcerias com gigantes do setor de infraestrutura industrial", diz a nota divulgada pela EBX.

Acordo para votar MPs e desobstruir pauta está praticamente fechado, diz Sarney


Da Agência Brasil
Está praticamente acertada entre as lideranças partidárias no Senado a votação das três medidas provisórias (MPs) que obstruem a pauta da Casa. Com isso, já estará em análise o projeto de lei que trata da redistribuição dos royalties de petróleo, que tramita em regime de urgência. A informação foi passada pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) em reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que acompanhou o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Adão Villaverde, na audiência.

Sarney disse que, ao mesmo tempo, há o compromisso de Marco Maia de não enviar qualquer medida provisória à apreciação dos senadores para que a pauta não seja novamente obstruída. O presidente do Senado defendeu, na ocasião, que com o subsolo, “sendo da União”, todos os estados têm o direito de partilhar dos recursos dos royalties.

Na reunião, o peemedebista disse ainda que não havia como deixar de adiar a votação do veto do ex-presidente Luiz Inácio da Silva à chamada Emenda Ibsen Pinheiro – que determina a distribuição igualitária dos royalties entre estados produtores e não produtores – uma vez que a presidenta Dilma Rousseff está no exterior. José Sarney reconheceu que o projeto “alternativo” do senador Wellington Dias (PT-PI) balizará as negociações em andamento.

Sarney reconheceu que “nunca haverá 100%” de acordo sobre a matéria. Mesmo assim, disse que colocará a matéria em votação, pois, até o momento, só dois estados são contrários ao projeto: Rio de Janeiro e Espírito Santo. Caso não se chegue a um consenso até o dia 26 de outubro, o presidente do Senado voltou a dizer que convocará a sessão do Congresso Nacional para analisar o veto.

O líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), disse que o partido já liberou os senadores Cyro Miranda (GO) e Lúcia Vânia (GO) para que apresentem ainda hoje os pareceres de duas medidas provisórias de são relatores para viabilizar a votação das medidas provisórias. Ele acrescentou que recebeu, pela manhã, telefonema do líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), que lhe perguntou se haveria algum problema de colocar ainda hoje as três MPs em votação.

Aberta visitação de jato Citation que irá a leilão em outubro


O avião Cessna C 500 Citation I da frota do Governo do Paraná será leiloado no dia 25 de outubro e está exposto para visitação no hangar do Estado no Aeroporto Bacacheri, em Curitiba. Foto: Chuniti Kawamura/AENotícias
O avião Cessna C 500 Citation I da frota do Governo do Paraná será leiloado no dia 25 de outubro e está exposto para visitação no hangar do Estado no Aeroporto Bacacheri, em Curitiba. Foto: Chuniti Kawamura/AENotícias
O avião Cessna C 500 Citation I da frota do Governo do Paraná será leiloado no dia 25 de outubro e está exposto para visitação no hangar do Estado no Aeroporto Bacacheri, em Curitiba. O critério adotado para a venda será o de maior lance, e o valor mínimo para arremate é de R$ 1.322.515,00.

Fabricado em 1984, o jato tem capacidade para transportar cinco passageiros e autonomia de vôo de quatro horas. Os interessados em comprar a aeronave podem fazer visitas até o dia 24 de outubro, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. O hangar do governo fica na Rua Cícero Jaime Bley s/nº - Hangar 24.

O leilão será realizado às 14 horas no auditório do Palácio das Araucárias, na Rua Jacy Loureiro de Campos, s/nº, Centro Cívico. Mais informações podem ser obtidas no site www.pr.gov.br/deto ou diretamente com o leiloeiro oficial pelo emailcolombo@colomboleiloes.com.br.

Governo do Paraná inaugura cinco novas bibliotecas cidadãs nesta semana


A Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) entrega nesta semana novas Bibliotecas Cidadãs para os municípios de Ivaiporã, Jardim Alegre, Nossa Senhora das Graças, Rolândia e Planalto. Os moradores dessas regiões passam a contar com um acervo literário atualizado, que contribui para a formação cultural, a expansão do conhecimento e a ampliação dos hábitos de leitura dos habitantes.

No final de setembro foram inauguradas unidades nas cidades de Itaguajé, Colorado, Porecatu, Pinhalão, Piên e Siqueira Campos. Com isso, o Paraná totaliza 244 Bibliotecas Cidadãs, com um acervo de quase meio milhão de livros. Até 2012 serão 303 cidades contempladas com o projeto.

A prefeitura de cada cidade é responsável por fornecer o terreno e os funcionários da biblioteca. O Governo do Estado realiza a construção do espaço e adquire os móveis, os equipamentos e o acervo literário. O custo aproximado de cada Biblioteca Cidadã é de R$ 326 mil.

CADASTRO - A Fundação Biblioteca Nacional lançou na última sexta-feira o edital que convoca bibliotecas a se inscreverem no novo Cadastro Nacional de Bibliotecas do Brasil, com o objetivo de mapear todas as bibliotecas existentes no país.

Serviço: Inaugurações de Bibliotecas Cidadãs nesta semana

Ivaiporã

Biblioteca Cidadã Neuza Rocha Martins

Dia 06 de outubro (quinta-feira), às 08h30.

Praça dos Três Poderes, 500.

Jardim Alegre

Biblioteca Cidadã Professora Marlene de Souza Castilho

Dia 06 de outubro (quinta-feira), às 11 horas.

Avenida Tancredo Neves, 1204.

Nossa Senhora das Graças

Biblioteca Cidadã Maria Schiapati Rigieri

Dia 07 de outubro (sexta-feira), às 10 horas.

Rua Arthur Bernardes, 166.

Rolândia

Biblioteca Cidadã Michael Traumann

Dia 07 de outubro (sexta-feira), às 16h30.

Rua Antonio Campanner, s/nº - Domingos Neves.

Planalto

Biblioteca Cidadã Professor Seno Hister

Dia 08 de outubro (sábado), às 16 horas.

Praça Francisco de Assis, 1583.

Coligações serão proibidas em eleições proporcionais



Agência Estado
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) confirmou hoje - por 14 votos a 3 - a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que proíbe as coligações nas eleições proporcionais. Relatado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o texto já tinha sido examinado pela CCJ, mas teve de ser revisto porque recebeu emendas no plenário. Pela proposta, as coligações serão permitidas unicamente na eleição de presidente da República, senadores, governadores e prefeitos.
Tidas como uma aberração pela maior parte dos parlamentares, são as coligações proporcionais que permitem que um deputado bem votado "puxe" para a Câmara candidatos sem representatividade, sem chance de se eleger com os próprios votos. Os dois exemplos mais notórios são os do ex-deputado Enéas Carneiro (PR-SP) e o atual deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), eleitos com mais de um milhão de votos, que favoreceram candidatos coligados inexpressivos, sem eleitorado suficiente para ocupar um mandato parlamentar.
Preocupado com o futuro de seu partido, o líder do PCdoB, senador Inácio Arruda (CE), apresentou voto separado tentando derrubar a proibição. Se a decisão for aprovada nas duas Casas e virar lei, o PCdoB ficará impedido de se coligar com o PT ou outros partidos maiores para eleger deputados e vereadores. Arruda chamou o fim das coligações proporcionais de "coisa estranha", que no seu entender dificultará o processo político democrático. "Isso é reacionário, não ajuda o País", alegou.

CGU abre sindicância para apurar nova denúncia envolvendo Dnit


Camila Campanerut
Do UOL Notícias 


A CGU (Controladoria-Geral da União) anunciou nesta quarta-feira (5) que instaurou uma sindicância para investigar as últimas denúncias envolvendo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), vinculado ao Ministério dos Transportes e a organização não-governamental Instituto Nacional de Desenvolvimento Ambiental (Inda).
Reportagem da revista “Veja” de 5 de outubro mostrou que o atual diretor geral do Dnit, Jorge Ernesto Pinto Fraxe, seria dono da ONG Inda (Instituto Nacional de Desenvolvimento Ambiental) –envolvida em denúncia de pagamento de propina de R$ 300 mil para o fechamento de um contrato com o Dnit.
Segundo a CGU, a apuração ocorrerá no âmbito da Corregedoria-Geral da União e, caso se confirme a prática de ilegalidade no convênio por parte de servidores, o núcleo irá propor a abertura de um processo administrativo disciplinar ou ainda outro procedimento punitivo.
A comissão terá 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para concluir o trabalho. Ela foi constituída a partir do pedido do próprio ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (PR).