terça-feira, 25 de março de 2014

Leia a íntegra da carta encaminhada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, à revista Época


Carta do ministro-presidente à revista Época
Leia a íntegra da carta encaminhada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, à revista Época.
Carta à revista Época
Sr. Diretor de Redação,
A matéria “Não serei candidato a presidente” divulgada na edição nº 823 dessa revista traz em si um grave desvio da ética jornalística. Refiro-me a artifícios e subterfúgios utilizados pelo repórter, que solicitou à Secretaria  de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal para ser recebido por mim apenas para cumprimentos e apresentação. Recebi-o por pouco mais de dez minutos e com ele nao conversei nada além de trivialidades, já que o objetivo estabelecido, de comum acordo, não era a concessão de uma entrevista. Era uma visita de cunho institucional do Diretor da Sucursal de Brasília da Revista Época. Fora o condenável método de abordagem, o texto  é repleto de erros factuais, construções imaginárias e preconceituosas, além de  sérias acusações contra a minha pessoa.
A matéria é quase toda construída em torno de um crasso erro factual. O texto afirma que conheci o ministro  Celso de Mello na década de 90, e que este último teria escrito o prefácio do meu livro "Ação Afirmativa e princípio Constitucional da Igualdade". Conheci o ministro Celso de Mello em 2003, ano em que ingressei no STF. Não é dele o prefácio da obra que publiquei em 2001, mas sim do já falecido professor de direito internacional Celso Duvivier de Albuquerque Melo, que de fato conheci nos anos 90 e foi meu colega no Departamento de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Mais grave, porém, é a acusação de que teria manipulado uma votação, impedindo deliberadamente que um ministro do STF se manifestasse. O objetivo seria submeter o ministro a pressões da "mídia" e de "populares". Isso não é verdade. Ofensiva para qualquer cidadão, a afirmação ganha contornos ainda mais graves quando associada ao Chefe do Poder Judiciário. Portanto, antes de publicar informação dessa natureza, o repórter tinha a obrigação de tentar ouvir-me sobre o assunto, o que pouparia a revista de publicar informação incorreta sobre minha atuação à frente da Corte. 
No campo pessoal, as inverdades narradas na matéria são ainda mais ofensivas e revelam total desconhecimento sobre a minha biografia. Minha mãe nunca foi faxineira. Ela sempre trabalhou no lar, tendo se dedicado especialmente ao cuidado e à educação dos filhos. O texto, que me classifica como taciturno, áspero, grosseiro, não apresenta fundamentos para essas afirmações que, além de  deselegantes, refletem apenas a visão distorcida e preconceituosa do repórter. O autor da matéria  não apresenta elementos que sustentem os adjetivos gratuitos que utiliza.
Também desrespeitosa é a menção aos meus problemas de saúde. Ao afirmar que a dor causou “angústia e raiva”, o jornalista traçou um perfil psicológico sem apresentar os elementos que lhe permitiram avaliar o impacto de um problema de saúde em uma pessoa com a qual ele nunca havia sequer conversado.
Outra falha do texto é a referência à teoria do "domínio do fato". Em nenhum momento a teoria foi evocada por mim para justificar a condenação dos réus no julgamento da Ação Penal 470. Basta uma rápida leitura do meu voto para verificar esse fato.
Finalmente, não tenho definição com relação ao momento de minha saída do Supremo e de minha aposentadoria. Muito menos está definido o que farei depois dessa data, embora a matéria tenha afirmado – sem  que o jornalista tenha sequer tentado entrevistar-me sobre o tema – que irei dedicar-me ao combate ao racismo.
Triste exemplo de jornalismo especulativo e de má-fé.
Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal

segunda-feira, 24 de março de 2014

O Paraná é a unidade da federação com menos autorizações do governo federal para realizar empréstimos ao longo da gestão Dilma Rousseff.


O Paraná é a unidade da federação com menos autorizações do governo federal para realizar empréstimos ao longo da gestão Dilma Rousseff. Desde 2011, o estado recebeu aval definitivo da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para apenas duas negociações, que somam R$ 953,5 milhões. Outras cinco, que chegam a R$ 2,445 bilhões, ainda estão sendo avaliadas.

Vale ainda, lembrar que o Paraná ainda espera pelo cumprimento da determinação do STF que ordena liberação de mais de R$ 800 milhões do Pro Investe, que o Governo Federal simplesmente fingiu que não é com ele.

Nenhum partido pode estar acima das leis, da Justiça, do interesse dos paranaenses. Que país é esse?


matéria completa :
http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?id=1456496&tit=PR-e-o-estado-com-menos-liberacoes-de-emprestimos-pelo-governo-federal

Paraná lança ação educativa sobre a água para a rede de ensino


As secretarias estaduais do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, da Educação e da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior lançaram nesta segunda-feira (24), durante a reunião do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, o "Ano pedagógico da água", ação educativa para debater o tema água nas escolas da rede pública de ensino. 

A medida faz parte da implementação da Lei 17.505/2013, inédita no Paraná, que institui a Política de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental nas escolas da rede pública e particular de ensino. 

O secretário do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, o vice-governador e secretário de Educação, Flávio Arns, e o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, assinaram o ato de instalação e que regulamenta o órgão gestor da política de educação ambiental do Paraná. 

O órgão gestor é composto pelos titulares, além das pastas já mencionadas, das secretarias da Saúde, Agricultura e Abastecimento. O órgão gestor terá 15 dias para elaborar o regimento interno e para início do cumprimento de suas atribuições. 

"O ano pedagógico da água é apresentado juntamente com o livro ‘O Paraná e suas Águas’, que será distribuído para toda a rede pública estadual de ensino", declarou Flávio Arns. Segundo ele, em 2014, quase três milhões de alunos trabalharão a educação ambiental em suas atividades diárias, tendo como tema norteador a água. 

"A qualidade da água, a importância das nascentes, aquíferos e rios serão abordados pelos professores com os alunos, a partir de um cronograma e com metas a serem cumpridas. Juntos, faremos com que a educação ambiental seja um tema transformador no Paraná e no Brasil", completou Arns. 

A educação ambiental no ensino formal fará parte dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, da educação básica, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, incluindo a educação superior, educação especial, educação profissional, a educação de jovens e adultos e a educação de comunidades tradicionais. 

O diferencial da Lei do Paraná está em uma deliberação aprovada pelo Conselho Estadual de Educação que determina a implantação da educação ambiental no espaço físico da escola, em seu projeto político e pedagógico e na organização curricular. 

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, disse que o compromisso com a sustentabilidade tem sido prioridade também nas universidades. "É uma ação conjunta do Governo do Paraná para que a proteção do meio ambiente seja abordada de forma transversal", explicou. 

O secretário do Meio Ambiente e presidente do Conselho de Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, falou sobre as conquistas obtidas em 2013 na área ambiental e, especialmente, na política de recursos hídricos. 

"É uma gestão solidária, construída por várias mãos e que coloca o Paraná em uma posição de vanguarda no país". Como exemplos, ele citou a ampliação da participação social no processo de gestão dos recursos hídricos, com a instalação de onze comitês de bacias hidrográficas, o que inclui a participação de 365 representantes da sociedade civil, dos usuários de recursos hídricos e governo, o equadramento das águas da bacia hidrográfica do Alto Iguaçu, a implementação da cobrança pelo uso da água e o fato do Paraná ter passado a compor o Conselho Mundial da Água e a Rede Latino-americana de Organismos de Bacias Hidrográficas.

PUBLICAÇÃO - A publicação "Paraná e suas Águas" foi apresentada, pela primeira vez, pela Secretaria do Meio Ambiente. O material didático foi elaborado por técnicos das secretarias da Educação e do Meio Ambiente e traz informações inéditas sobre as 16 bacias hidrográficas do Paraná, suas águas subterrâneas e superficiais. O livro 

também será disponibilizado em uma versão online e publicado em abril pela Copel. 

AVANÇOS - Na 23ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Recursos Hídricos foi divulgado o balanço do cumprimento das metas da gestão de águas no Paraná, em 2013. A avaliação faz parte do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), convênio firmado entre o Governo do Estado e a Agência Nacional de Águas e que prevê o repasse de cerca de R$ 4 milhões ao Paraná. 

"Todas as metas foram alcançadas nos quesitos organização do sistema de gestão, instalação dos comitês de bacias, agências de águas, balanço hídrico, capacitação, elaboração de planos de bacias, cadastro de usuários, monitoramento da qualidade da água e monitoramento hidrometeorológico, entre outros, explicou a secretária executiva do Conselho de Recursos Hídricos, Mariana Sophie Roorda. 

O Conselho Estadual de Recursos Hidricos é um órgão colegiado deliberativo - formado por representantes do governo, sociedade civil, universidades e iniciativa privada - que tem competência para deliberar e opinar sobre a legislação e a política de recursos hídricos do Paraná. 

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"O negócio de Pasadena é injustificável: a Petrobras teve um prejuízo de US$ 1 bilhão", critica Imbassahy


Clique na foto para ouvir a entrevista  deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) 


Nova UTI neonatal melhora atendimento no Norte Pioneiro



A nova Unidade de Terapia Intensiva neonatal do Hospital Regional do Norte Pioneiro, em Santo Antônio da Platina, mudou a realidade no tratamento de crianças prematuras na região. Com oito leitos, a ala foi construída pela Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com o Consórcio Intermunicipal do Norte Pioneiro (Cisnorpi). 

O Hospital Regional do Norte Pioneiro é referência em atendimento para 22 municípios da 19ª regional da saúde, que tem cerca de 300 mil habitantes. Os equipamentos da UTI - incubadoras, monitores, oxímetros de pulso, cadeiras de acompanhante, cardioversor - estavam em outro hospital da região, que deixou de oferecer o serviço por falta de profissionais, e foram transferidos para Santo Antônio da Platina. 

Para o médico responsável pela UTI, Doutor Wesley do Moraes Pereira Junior, a nova ala é de fundamental para região. “Assim que o paciente nasce, tem de imediato o seu problema resolvido e não é necessário fazer encaminhamento para outros hospitais”, disse. 

Segundo a enfermeira Diulli Hanny Sabião, que trabalha há oito anos no hospital e agora ajuda a cuidar da UTI, o espaço melhorou em mais de 90% o atendimento às crianças nascidas na região. 

“Geralmente as crianças eram encaminhadas para Londrina e os recém-nascidos demoravam algum tempo para serem transferidos”, conta Diulli. “Para uma criança que não está bem, algumas horas de transporte é muito tempo. Agora melhoramos em mais de 90% o atendimento às gestantes de auto risco e seus filhos, resultando na queda da taxa de óbitos”, completou. 

Além de ter que esperar pelo transporte, muitas famílias não tinham condições financeiras de acompanhar seus filhos até outras cidades. A mãe Eliana Santana, que tem o filho há quase um mês e meio na UTI, conta que seria difícil se tivesse que seguir para outra região. “É muito importante podermos cuidar dos nossos filhos aqui perto. Seria mais um problema termos que sair daqui para outra cidade”, afirmou. 

Para a mãe Adriana de Fátima Balestra, com a UTI, a criança sente que esta em casa. “As enfermeiras cuidam do meu filho como se fosse filho delas”, conta. “Se meu filho tivesse em outra cidade, seria complicado porque eu não teria condições de ficar no hospital. Aqui eles deixam a gente ficar no quarto o tempo todo, além do carinho e da boa alimentação”. 

O Estado repassa R$ 255 mil por mês para o custeio do hospital por meio de convênio com o Consórcio Intermunicipal do Norte Pioneiro. O hospital integra a Rede Mãe Paranaense para atendimento de gestantes de risco da região. A unidade tem 77 leitos clínicos e cirúrgicos e atende as especialidades de obstetrícia e ortopedia. 

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Governador lança cartão que melhora serviços prestados aos servidores



O governador Beto Richa lançou nesta segunda-feira (24/03) o Cartão Vida Paraná, que serve de identificação dos servidores públicos e irá agilizar os serviços do Sistema de Assistência à Saúde (SAS), do funcionalismo. Além disso, poderá ser utilizado em estabelecimentos comerciais credenciados. 

“Me sinto realizado por conseguir dar uma resolução prática e que demonstra respeito e consideração pelo funcionalismo do Paraná”, afirmou Richa na solenidade, junto com a secretária estadual da de Administração e Previdência, Dinorah Nogara. “Vale lembrar também que as medidas adotadas, bem como este novo cartão, são resultado do diálogo com os servidores”, ressaltou o governador. 

O serviço não tem custos para o Estado e nem para os usuários. O cartão começa a ser distribuído em abril e para os serviços do SAS já poderá ser utilizado a partir do recebimento. O cartão dará mais agilidade ao atendimento dos beneficiários do SAS, pois possui chip que cria um canal de comunicação entre governo, hospitais e usuários, armazenando um fluxo de informações de uso. As questões clínicas e de tratamento de saúde são sigilosas e de uso restrito. 

Segundo a secretária da Administração, o serviço possibilitará uma gestão mais eficaz do SAS, com controle junto aos hospitais credenciados e usuários. Será possível consultar o histórico clínico dos pacientes a partir de uma base de dados. Além disso, produzirá indicadores para tomadas de decisões relacionadas ao SAS e fornecerá informações para o desenvolvimento de um programa estadual de saúde ocupacional. 

MAIS VANTAGENS – Além da saúde, o cartão pode ser utilizado em estabelecimentos comerciais. “O servidor pode usá-lo em farmácias e supermercados, por exemplo”, disse Dinorah Nogara. “Outro benefício é que não é necessário ter conta em banco e não são cobrados juros”, explicou ela. 

O Cartão Vida Paraná oferece ao titular promoções e benefícios em estabelecimentos comerciais credenciados, com desconto em folha de pagamento, em parcela única, de acordo com a margem consignável. Isso significa aumento no poder aquisitivo do servidor. 

Para o presidente da Associação dos Servidores Públicos do Paraná, Álvaro Rychuv, a implantação desta modalidade de atendimento é uma grande realização em prol do funcionário público. “Hoje o Governo do Estado mostra que está preocupado com o servidor”, afirmou ele. Para o servidor aposentado Floriano Bordignon, que foi professor na rede estadual por 43 anos, o cartão traz muito benefícios. “Eu achei ótimo, porque o cartão tem mais utilidades além da saúde”, disse ele. 

Agilidade – Em 2013, o SAS realizou cerca de 700 mil consultas e 1,5 milhão de procedimentos clínicos. Agora, esses dados poderão ser armazenados e passarão por um controle de qualidade. Com o cartão, quando houver algum tipo de problema no atendimento direto ao usuário, o governo poderá identificar, fazer correções e auditorias do sistema de maneira mais ágil. 

“Teremos acumulados o fluxo de maus atendimentos, por exemplo, e poderemos controlar a qualidade de hospitais privados credenciados que recebem dinheiro do governo do estado para prestar atendimento à população”, disse o diretor de Assistência à Saúde, Eduardo Mischiatti. “Teremos indicadores para tomar as decisões do SAS”. 

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quinta-feira, 20 de março de 2014

Ibope mostra estabilidade e Dilma mantém expectativa de vitória no 1º turno


do Radar Politico no Estadão
Na primeira pesquisa feita pelo instituto em 2014, presidente obtém até 43% das intenções de voto; Aécio e Campos registram 15% e 7%
Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo

A primeira pesquisa Ibope deste ano revela um quadro de estabilidade: Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, tem 43% das intenções de voto, o mesmo índice que foi registrado em novembro de 2013, data do levantamento anterior. O tucano Aécio Neves oscilou um ponto porcentual para cima, de 14% para 15%, e Eduardo Campos (PSB) se manteve com 7%.
Em outro cenário analisado pelo Ibope, em que os nomes de cinco “nanicos” são incluídos na lista apresentada aos entrevistados, Dilma, Aécio e Campos aparecem, respectivamente, com 40%, 13% e 6%. Somados, os demais candidatos ficam com 4%. Ou seja, mesmo assim, a representante do PT tem mais eleitores que a soma dos adversários (40% a 23%) – condição necessária para vencer no primeiro turno.
Em um eventual segundo turno, Dilma também seria vitoriosa. Contra Aécio, sua vantagem seria de 27 pontos porcentuais (47% a 20%). Em uma disputa direta com Campos, a distância chegaria a 31 pontos (47% a 16%).
Apesar do favoritismo da candidata do governo, a maioria (64%) do eleitorado afirma esperar que o próximo presidente “mude totalmente” ou “muita coisa” na próxima gestão.
Apenas 32% esperam continuidade “total” ou de “muita coisa”.
O Ibope perguntou somente aos entrevistados que desejam mudanças se estas devem ser promovidas com Dilma ou com outra pessoa na Presidência. Nesse caso, a presidente tem apoio de apenas 27%. Outros 63% afirmam que querem mudar o País com outro governante.
Quando todo o universo de entrevistados é consultado, o resultado é diferente. Diante da pergunta “quem tem mais condições de promover as mudanças de que o País ainda necessita?”, Dilma aparece com 41%, com larga vantagem sobre Aécio (14%) e Campos (6%).
O Ibope também testou cenários em que Marina Silva é listada como candidata, no lugar de Eduardo Campos – apesar da possibilidade remota de que a chapa do PSB seja alterada até a eleição. Em uma eventual disputa entre Dilma, Aécio e Marina, as intenções de voto são de 41%, 14% e 12%, respectivamente. Marina vem perdendo terreno nas simulações desde outubro, época em que era a preferida de 21% do eleitorado.
Em um eventual segundo turno entre a atual presidente e a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata a presidente pelo PV, Dilma venceria por 45% a 21%.
O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 17 de março. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 31/2014.
O nível de confiança utilizado para calcular o tamanho da amostra e a margem de erro é de 95%. A pesquisa foi feita por iniciativa do próprio Ibope – o instituto aparece como contratante na documentação entregue à Justiça Eleitoral.

DER estuda construção de viaduto para recuperar a Estrada da Graciosa







Obras - Chuvas - Recuperação - 18/03/2014 - Funcionarios do Departamento de Estradas de Rodagem, DER, trabalham na retirada de entulhos que bloquearam a Estrada da Graciosa durante as chuvas do ultimo dia 13 de março. Foto Jorge Woll - SEIL/DER.
Foto: JorgeWoll.

O Governo do Paraná estuda construir um viaduto na Estrada da Graciosa, para recuperar a rodovia PR 410, que foi destruída por causa das fortes chuvas da última quinta-feira (13). Técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), geólogos da Mineropar e representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) se reuniram nesta terça-feira (18) para definir o cronograma de obras e também os custos necessários para a recuperação da rodovia. 

A estimativa do DER-PR é investir R$ 5 milhões entre obras e projeto na implantação do viaduto, na altura do quilômetro 10, onde houve o desmoronamento. A previsão é ter o projeto no prazo máximo de um mês e fazer a obra em até quatro meses. 

“Os estudos preliminares indicam que a construção do viaduto é a alternativa mais viável. No entanto, somente após a contratação do projeto executivo será possível estabelecer se não há outra opção que seja mais barata e também mais rápida para executar a reconstrução da estrada”, disse o superintendente regional do DER-PR, Sérgio Moreira Gomes. 

Entre as dificuldades encontradas pelos técnicos do DER-PR estão a topografia e também a limitação de tráfego de veículos pesados na Estrada da Graciosa. O peso excessivo poderia provocar outros afundamentos ao longo da rodovia, obrigando uso de maquinário de menor porte, o que poderia alterar o cronograma da obra e também a execução dos trabalhos. 

No trecho onde ocorreu o desabamento da barreira, na altura do quilômetro 12, as equipes do DER-PR terminaram nesta terça-feira (18) a retirada do material. Nesta quarta-feira (19), será feito um estudo mais aprofundamento deste local, para verificar se não há pontos com trincas ou rachaduras que possam ainda comprometer a rodovia. Caso não haja nenhum risco, a proposta do DER-PR é fazer um muro, que vai permitir segurar as pedras do morro e evitar outros desabamentos. 

O DER-PR vai aguardar, nos próximos dias, a elaboração do decreto de emergência pela prefeitura de Morretes, que será encaminhado ao Governo do Paraná para homologação. Somente após o reconhecimento deste decreto pela União, o DER-PR poderá executar a contratação de projeto e também das obras em regime emergencial. Com este decreto, o prazo limite para a conclusão da obra e projeto é de 180 dias, a contar do dia 13 de março. 


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Deputado propõe descriminalização do uso e produção da maconha


da Agência Brasil


O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) protocolou hoje (19) na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados projeto que prevê a descriminalização do consumo, produção e comércio da maconha. O parlamentar decidiu apresentar a proposta após o Uruguai ter regulamentado.  De acordo com o projeto, o plantio, o cultivo e a colheita da planta para o consumo pessoal serão liberados no país, desde que restrito a "até seis plantas de cannabis maduras e seis plantas decannabis imaturas, por indivíduo". O texto estabelece ainda a "obrigatoriedade do registro, da padronização, da classificação, da inspeção e da fiscalização de tais atividades".
A proposta prevê a regulamentação do plantio, cultivo e da colheita para uso medicinal. O texto proíbe processos de manipulação para aumentar ou produzir artificialmente a maconha e estabelece que a colheita que não exceder 480 gramas ficará isenta de registro, da inspeção e fiscalização. O projeto proíbe propaganda e a venda a menores de 18 anos e a venda e uso perto de escolas durante o horário escolar ou em estabelecimentos educacionais e sanitários.
"Nas ruas, não vai se poder fumar, sobretudo próximo às escolas. O projeto estabelece que, nos lugares de venda, a exposição do produto tem que estar regulamentada e o consumidor tem que estar a par dos danos que ocorrem com o consumo", ponderou o deputado. "Além disso, estabelece que o Poder Executivo deverá delimitar zonas de cultivo e levar em consideração critérios de preservação ambiental e limites máximos para a extensão de terras destinadas ao plantio e fabricação de produtos derivados da maconha", disse.
Conforme o texto, 50% da arrecadação com tributos decorrentes das atividades serão destinados ao financiamento de políticas públicas para tratamento de dependentes químicos. Outro ponto do projeto prevê anistia para as pessoas processadas por tráfico, desde que as prisões não sejam decorrentes de crimes com violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo ou tráfico internacional de drogas .
Para o deputado, é preciso que a sociedade encare o debate do ponto de vista da segurança e da possibilidade de geração de emprego e renda. "O projeto prevê que essas pessoas presas por pequenas quantidades possam entram na venda legal, desde que registradas", disse. "A gente precisa enfrentar essa questão e dar uma segunda chance para essas pessoas que entram no tráfico pela pobreza".

No Senado, também tramita um projeto de lei de iniciativa popular que trata da legalização do plantio doméstico de maconha e do comércio em locais licenciados. O projeto de lei, relatado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), foi proposto por meio do portal e-cidadania do Senado, onde qualquer pessoa pode fazer proposições legislativas, e recebeu mais de 20 mil assinaturas eletrônicas de apoio.

INSS antecipa benefícios para moradores de Porto Velho


da Agência Brasil

A Previdência Social vai antecipar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a moradores de Porto Velho, em Rondônia, que tem sofrido prejuízos com a cheia histórica do Rio Madeira. Esta semana, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Porto Velho.

Segundo portaria publicada hoje (20) no Diário Oficial da União, os benefícios de prestação continuada previdenciária e assistencial dos moradores do município passarão a ser pagos no primeiro dia útil do cronograma, a partir de abril e enquanto perdurar a situação.

A portaria da Previdência autoriza ainda o adiantamento de valor correspondente a uma renda mensal do benefício previdenciário ou assistencial ao qual a pessoa tem direito, mediante ressarcimento posterior.

No caso do adiantamento, o valor de um mês do benefício tem de ser solicitado pelo segurado em rede bancária ou agência de correspondentes bancários. O ressarcimento deverá ser feito em até 36 parcelas fixas, por meio de desconto da renda do próprio benefício, sem qualquer incidência de juros. Caso haja previsão do fim do benefício antes desses 36 meses, o adiantamento tem de ser quitado antes.

Para se beneficiar dessas medidas, o segurado tem de comprovar residência em Porto Velho na data de decretação do estado de calamidade pública. A enchente desabrigou 870 famílias e desalojou 1.744 na capital de Rondônia.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Senadores voltam a defender mudanças na maioridade penal


O recente assassinato de uma adolescente de 14 anos em Brasília pelo namorado, prestes a completar 18 anos, levou senadores a voltar a defender em Plenário mudanças na maioridade penal. Mais cedo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, havia recebido a visita de Joselito Dias e Rosemari Dias, pais da jovem morta, Yorraly Ferreira Dias. O assassino filmou o crime e divulgou o vídeo entre amigos por meio de um aplicativo de troca de mensagens.
A principal proposta de mudança na maioridade é a PEC 33/2012, do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que abre a possibilidade de a Justiça aplicar a adolescentes de 16 a 18 anos envolvidos em crimes como homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro e estupro. A PEC foi rejeitada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), mas vai a votação em Plenário, depois de apresentação de recurso.
Ao pedir a aprovação da PEC 33, Aloysio Nunes explicou que a proposta mantém a regra da maioridade aos 18 anos, mas abre uma exceção que contempla os casos de crimes hediondos. Ele disse que, pelo texto, o promotor que atua na Vara da Criança e do Adolescente perante a qual esteja sendo apurado ato infracional pode pedir a exceção para que o menor de 16 a 18 anos seja julgado como adulto.
- Assim, o juiz, depois de uma apuração criteriosa, poderá chegar à conclusão de que aquele adolescente que cometeu crime hediondo poderá ser submetido à lei penal, e não ao ECA - argumentou o senador.
Para o senador Magno Malta (PR-ES), a proposta de Aloysio é um gesto positivo, pois é a uma resposta a uma sociedade que sofre, que se angustia e que “agoniza de dor e de lágrimas”. Ele criticou o governo, que teria “mandado derrubar” a PEC, e lamentou o crime que tirou a vida de Yorraly.
- O Senado não pode se acovardar, não pode se apequenar, não pode, enfim, deixar de enfrentar esta questão que angustia a família brasileira - declarou Malta.
O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que relatou sete projetos relativos à maioridade penal na CCJ, apontou um diferencial no texto de Aloysio Nunes. Para ele, o projeto foi o único a propor uma “uma saída razoável e equilibrada” para uma questão em que as opiniões tendem a se radicalizar.
Para Ferraço, o Senado não pode ter medo de enfrentar temas polêmicos. O senador alertou para o risco de que, na falta de uma decisão no Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha de se pronunciar.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que está refletindo a respeito de uma possível modificação no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo Suplicy, há um diálogo importante, construtivo e respeitoso em torno da proposta de Aloysio.
O presidente Renan Calheiros afirmou que vai conversar com os líderes partidários para definir um momento adequado para a apreciação do requerimento para votar a matéria. Ele reconheceu que o assunto “é complexo”, mas disse acreditar que até abril a PEC seja apreciada no Plenário.
- Será a oportunidade para que cada um vote da maneira que entender como deve votar. Democracia é isso - disse.
Agência Senado

Aprovada na CAS equiparação da jornada dos dentistas à dos médicos na administração federal


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (19) projeto que assegura aos cirurgiões dentistas vinculados à administração pública federal a mesma jornada de trabalho cumprida pelos médicos, de 4 horas diárias e 20 horas semanais. Com uma emenda sugerida pelo relator, senador Paulo Davim (PV-RN), os dentistas poderão optar por jornada de oitos horas diárias, nesse caso recebendo salário dobrado.
Para o autor, senador Gim (PTB-DF), hoje existe uma quebra de isonomia entre profissionais da área de saúde que detêm o mesmo grau de conhecimento e especialização. Os dentistas estão submetidos a jornada de 30 horas semanais de trabalho, enquanto os médicos se sujeitam a 20 horas.
A proposta (PLS 184/2013) beneficia cirurgiões dentistas da administração direta, autarquias e fundações. Na avaliação do relator, de fato não se justifica a diferença nas jornadas, já que se trata de profissionais com formação e responsabilidades semelhantes.
Davim observou que o relator que o antecedeu concluiu pela inconstitucionalidade da proposta. No entanto, salientou que o lugar adequado para discussão da constitucionalidade é a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para onde a matéria seguirá agora para receber decisão terminativa. Se aprovada, a proposta será enviada à Câmara dos Deputados.
Agência Senado

Municípios ficam sem dinheiro para saneamento por falta de documento


da Agência Brasil

Setenta por cento dos 5.570 municípios brasileiros não têm acesso a recursos federais para saneamento por falta do Plano Municipal de Saneamento Básico, que é obrigatório pela Lei 11.445/2007. O diretor de Articulação Institucional da Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, Ernani Ciríaco de Miranda, disse hoje (19) que apenas 30% dos municípios concluíram os planos até dezembro de 2013.

O Decreto 7.217/2010 determinou que, a partir de janeiro de 2014, o acesso a verbas da União ou a financiamentos de instituições financeiras da administração pública federal destinados ao saneamento está condicionado à existência do plano. As prefeituras dizem que as maiores dificuldades são a falta de dinheiro e de mão de obra capacitada para fazer o plano de saneamento.

“Enquanto o município não tiver plano, não poderá acessar os recursos para saneamento, a não ser que o prazo do decreto seja prorrogado. Isso está sendo analisado pelos ministérios que têm relação com o tema e que assinaram o decreto original e, em última instância, vai para a Presidência [da República] tomar a decisão”, disse Miranda, que participou do Encontro Nacional de Municípios, promovido pela Associação Brasileira de Municípios.
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento, Silvio Marques, a 5ª Conferência Nacional das Cidades, em novembro de 2013, aprovou a prorrogação do prazo para dezembro de 2015. “A prorrogação não está definida porque tem que ser sancionada pela presidenta [Dilma Rousseff]”, disse.
O ministério fornece apoio técnico e financeiro a 115 municípios com mais de 50 mil habitantes e regiões metropolitanas para a produção dos planos com R$ 96 milhões. O saneamento dos mais de 4.900 municípios com menos de 50 mil habitantes é de responsabilidade da Fundação Nacional de Saúde, que apoia 635 cidades com R$ 131,6 milhões.
O plano de saneamento contempla o planejamento de longo prazo para investimentos em obras de abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 82% da população brasileira recebem água por meio de rede de abastecimento. Considerando apenas a população urbana, o índice sobe para 93%. O atendimento com rede coletora de esgoto chega a 48% da população e apenas 38% do esgoto são tratados.

Compra de refinaria no Texas foi baseada em parecer técnico falho, diz governo


da Agência Brasil

O governo reconheceu hoje (19), por meio de nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006,  foi embasada em um parecer técnico “falho”.
Em reportagem publicada hoje, o jornal O Estado de S. Paulo informa que a compra da refinaria teve o aval da presidenta Dilma Rousseff, que na época era ministra-chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras.
“A aquisição pela Petrobras de 50% das ações da Refinaria de Pasadena foi autorizada pelo Conselho de Administração, em 3 de fevereiro de 2006, com base em Resumo Executivo elaborado pelo diretor da Área Internacional. Posteriormente, soube-se que tal resumo era técnica e juridicamente falho, pois omitia qualquer referência às cláusulas Marlim e de Put Optionque integravam o contrato e que, se conhecidas, seguramente não seriam aprovadas pelo Conselho”, diz a nota divulgada pelo Palácio do Planalto na manhã de hoje.
A compra da refinaria está sendo investigada pela Polícia Federal, pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público e Congresso Nacional por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas.
De acordo com a justificativa do governo, o Conselho de Administração da estatal só tomou conhecimento da existência das cláusulas Marlim e de Put Option em março de 2008, quando foi consultado sobre a compra da outra metade das ações da refinaria, prevista no contrato.
A cláusula Put Option obriga uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desacordo entre os sócios. Após desentendimentos sobre investimentos com a belga Astra Oil, sócia no negócio, a estatal brasileira teve que ficar com toda a refinaria. Já a cláusula Marlim preve a garantia à sócia da Petrobras de um lucro de 6,9% ao ano, mesmo que as condições de mercado sejam adversas.
“Nessa oportunidade, o conselho tomou conhecimento da existência das referidas cláusulas e, portanto, que a autorização para a compra dos primeiros 50% havia sido feita com base em informações incompletas”, diz o texto.

Em seguida, de acordo com a nota da Secom, o conselho da estatal decidiu não comprar as ações e abrir processo arbitral contra o grupo belga Astra Oil. Em 2012, a Petrobras teve que concluir a compra, após decisão da Câmara Internacional de Arbitragem de Nova York, confirmada pelas cortes superiores do Texas.

Justiça absolve coronel da PM acusado de comandar esquema de corrupção.


da Agência Brasil


A Justiça do Rio absolveu o coronel da Polícia Militar (PM) Djalma José Beltrami, acusado de comandar um esquema de corrupção em 2011, quando estava à frente do 7º BPM, em São Gonçalo, região metropolitana da capital. O oficial foi preso em dezembro daquele ano, juntamente com mais 12 PMs.

Ele foi indiciado pelo delegado Alan Luxardo, titular da Divisão de Homicídios de Niterói, sob a acusação de receber propina de bandidos do Morro da Coruja, em São Gonçalo. Em troca, os PMs deveriam fazer vista grossa para o tráfico de drogas na região.

Nas provas apresentadas pela Polícia Civil estavam escutas telefônicas de conversas entre PMs e traficantes que fariam referências a Beltrami. Mas, em nenhum dos diálogos, o oficial foi flagrado falando ao telefone com pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Morro da Coruja ou com qualquer outra pessoa, que fizesse menção a pagamento de propina.

O Ministério Público ofereceu denúncia e o coronel Beltrami foi a julgamento. Na semana passada, no entanto, quase três anos depois de ser indiciado, Beltrami foi absolvido na Justiça. Para o juiz do caso, não foram colhidas provas suficientes para condenar o coronel.

Na decisão, o juiz Márcio da Costa Dantas, titular da 2ª Vara de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos,  disse que o depoimento do coronel Erir Ribeiro, ex-comandante geral da PM, sobre Beltrami foi fundamental para a absolvição do oficial. Erir destacou que "os órgãos de inteligência nunca captaram qualquer notícia de envolvimento de Beltrami com a criminalidade".
 

O caso sobre o esquema de corrupção no 7º Batalhão da PM foi desmembrado em três processos e corre em segredo de Justiça. De acordo com o Tribunal de Justiça, do total de 40 acusados, 28 foram condenados, três absolvidos, entre eles o coronel Djalma Beltrami, três morreram ao longo do processo e seis estão foragidos.

Avião que desapareceu durante voo no Pará levava equipe do Ministério da Saúde


da Agência Brasil


Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) retomaram na manhã de hoje (19) as buscas pelo bimotor modelo Beechcraft BE 58 Baron, que despareceu ontem (18), por volta das 12h30, com cinco pessoas a bordo, cerca de uma hora depois de decolar do Aeroporto de Itaituba com destino à cidade de Jacareacanga, no sudoeste do Pará. Dois aviões da empresa de táxi-aéreo proprietária da aeronave auxiliam os trabalhos.
A aeronave de prefixo PR-LMN, pertencente à empresa Jotan Taxi Aéreo, prestava serviço à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde. De acordo com ministério, estavam a bordo as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima e o piloto Luiz Feltrin. Eles substituiriam as equipes que já prestavam atendimento às aldeias da etnia Munduruku, na região de Jacareacanga.
O Ministério da Saúde informou ainda, por meio de nota, que a coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena Rio Tapajós acionou as equipes de buscas ontem, quando foram iniciadas as operações aéreas e por terra.
Segundo informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico (Cenipa), Um helicóptero H-60 Black Hawk e um Amazonas, especializado em missões de busca e salvamento, deslocado de Campo Grande (MS), fazem as buscas com apoio de 20 militares da FAB.

As buscas, no entanto, estão sendo prejudicadas devido às condições meteorológicas “desfavoráveis” em Jacareacanga, que dificultam o uso do aeroporto local. De acordo com o Cenipa, a aeronave desapareceu a, aproximadamente, 29 quilômetros a nordeste do seu destino.

STJ lança amanhã campanha para incentivar participação feminina na política


da Agência Brasil


Emissoras de rádio e televisão de todo o país começam a veicular amanhã (20) uma campanha para  conscientizar a população sobre a importância da participação da mulher na política. Com oslogan “Faça parte da política” e a hashtag #vempraurna, est será a primeira campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com tal objetivo.

Em sessão solene do Congresso Nacional nesta quarta-feira (19) , o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, lembrou que a ação foi motivada pela minirreforma eleitoral aprovada pelo Legislativo no ano passado. A Lei 12.891/2013 estabelece que, em anos eleitorais, de março a junho, o TSE “poderá promover propaganda institucional, em rádio e televisão, destinada a incentivar a igualdade de gênero e a participação feminina na política”.
De acordo com a legislação eleitora,l os partidos devem preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. A lei também prevê o repasse de pelo menos 5% dos recursos do fundo partidário para criação de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres. A lei determina ainda que mulheres ocupem pelo menos 10% do tempo de propaganda partidária gratuita.
Apesar das exigências da lei, movimentos feministas e defensores de uma maior participação feminina na política, reclamam que a norma ainda não é efetivamente cumprida, já que não há nenhum tipo de sanção para os partidos que descumprirem a exigência das cotas.
O presidente do TSE reconheceu que a falta de sanção é uma falha e disse que, geralmente, só quando há punição, uma norma se torna eficaz. “Nós não podemos ficar na ótica de que temos um Brasil do faz de conta. O Brasil é republicano e, a partir do momento em que os partidos políticos não observam o que previsto na legislação, cabe ao Ministério Público interferir e representar contra o partido político”, ressaltou Marco Aurélio. Segundo ele, na prática, para cumprir a exigência da lei, muitas legendas apenas inscrevem mulheres-laranja nas chapas e não investem de fato nas campanhas delas.
 Marco Aurélio Mello destacou que, o Brasil está entre os países com menor índice de participação feminina no Legislativo e no Executivo, ocupando a 156ª posição em um ranking de 188 nações sobre igualdade na presença de homens e mulheres no Parlamento. De cada dez eleitos, nove, em média, são homens.
No Congresso, as representantes do sexo feminino são apenas 9 dos 81 senadores e 45 dos 513 deputados. A desigualdade também se repete nas assembleias legislativos e câmaras de vereadores. "Desde a conquista do direito ao voto pelas mulheres, a evolução de nossa presença no Parlamento é pequena. As mulheres são 52% do eleitorado, mas menos de 10% nos parlamentos. Falta estabelecer políticas que permitam essa participação, faltam campanhas permanentes que esclareçam a sociedade", disse a senadora  Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
“É importante que essa eleição [de outubro deste ano] seja diferente em relação à questão de gênero. Mudar a prática, a atitude  dos partidos políticos. Não basta indicar mulheres candidatas. É fundamental indicar mulheres, mas garantir condições para que elas possam mesmo disputar o espaço na representação política. Isso precisa acontecer numa velocidade maior”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), admitindo que o Congresso deve pensar em meios que punam os partidos que desrespeitarem a norma.

Beto Richa, governador do Paraná, concede entrevista ao Jornal da Record News



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sábado, 25 de janeiro de 2014

Nota de esclarecimento de José Richa sobre as Inverdades Absurdas PUBLICADAS PELA REVISTA " ISTO É "



Nota de esclarecimento sobre as Inverdades Absurdas 
PUBLICADAS PELA REVISTA " ISTO É "

Primeiramente quero agradecer em nome de toda minha família as milhares de manifestações solidárias que venho recebendo de todos vocês, meus verdadeiros amigos !!!

1 - Todas as alusões ao meu nome na matéria da revista Isto É não têm fundamento. São inverdades absurdas.
2 - A própria ideia de que eu poderia ter ingerência nos negócios da Renault é de uma impropriedade que expõe ao ridículo quem a formula.
3 - Ingresso com processos judiciais contra quem apresentou a denúncia e contra quem a publica.
4 - Peço investigação policial para apurar as responsabilidades sobre a denúncia e sobre os interesses que possam orientá-la. Também sobre a possibilidade de uso indevido de meu nome em negociações excusas. Temo que interesses políticos eleitoreiros estejam envolvidos.
5 - A partir deste momento, a questão está com a polícia e com a Justiça.

Curitiba, 25 de janeiro de 2014

A guerra suja começou



Fábio Campana
Pode-se dizer que hoje, 25 de janeiro, começou a guerra pelo poder no Paraná neste ano eleitoral. Beto Richa, favorito absoluto à reeleição, sofreu ataque através de matéria publicada em revista conhecida pelos serviços que presta em esquemas de contra-propaganda. A Isto É divulgou um suposto esquema de corrupção urdido para que a empresária Ana Cristina Aquino (foto) viesse abrir filial de sua empresa no Paraná. Ela fala em pagamento de propina para obter vantagens junto à montadora Renault e procura atingir Pepe Richa, irmão do governador do Estado.
A notícia se desmoraliza por suas próprias contradições. A empresária Ana Cristina Aquino não tem credibilidade. Tem três CPFs e fatura onde pode e com quem pode. Da maneira que pode. Ela fala em favores do governo para que a Renault a tomasse como fornecedora. O governo não tem ingerência na Renault. Diz que a intermediação desse esquema foi feita pelo advogado João Graça. Ora, João Graça é homem do PDT, da mais absoluta confiança de Osmar Dias, o adversário de Beto Richa na última eleição. Ela diz que deu propina, depois se desdiz ao afirmar que nunca entregou nenhuma propina pessoalmente, isso teria sido feito por terceira pessoa chamada Susana Leite.
Para finalizar, admite que o benefício que teria comprado com propina jamais se realizou.
Sobram perguntas à respeito da matéria da IstoÉ com a empresária Ana Cristina Aquino. Primeiro, não há nada de novo em relação ao que já foi publicado em outubro passado pela revista. O foco da investigação é a denúncia de que a empresária faz parte de esquema de desvio de R$ 500 milhões do Ministério do Trabalho – dinheirama usada para interesses de integrantes do governo federal. Já as ligações de Ana são mais fortes com o PDT e com o PT do Paraná e se dão através do advogado João Graça.
O advogado, sócio de empresa da Ana em Curitiba, é homem de confiança do ex-senador Osmar Dias (PDT), atual vice-presidente do Banco do Brasil, e disputou pelo PDT a indicação de suplente na chapa de Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado. Graça, que já foi delegado do Ministério do Trabalho no Paraná, sempre foi o financeiro das campanhas de Osmar, inclusive da última em 2010, a qual teve Gleisi como companheira de chapa.
Com três CPFs, Ana Aquino fatura R$ 102 mi em um ano
A empresária Ana Cristina Aquino, que tenta envolver autoridades paranaenses em suposto pagamento de propina, é muito conhecida em Betim (MG) por ser uma nova rica chegada a extravagâncias. Ana Aquino tem três CPF e sua pequena empresa, a AG Log Transporte, fundada há três anos, faturou R$ 102 milhões em um ano, quando o normal para a empresa do porte seria R$ 500 mil. Ana Aquino é investigada pela Polícia Federal e já foi objeto de matéria na IstoÉ, de outubro passado, apontada como peça chave em esquema de lavagem de dinheiro para servidores do Ministério do Trabalho (MT). As relações de Ana com Paraná foram através de representantes do MT e de políticos ligados ao PDT no Estado.