DENISE CHRISPIM MARIN - Agencia Estado
BRASÍLIA - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, blefou quando ordenou o início do enriquecimento de urânio a 20% em seu país, na avaliação do Itamaraty. Especialistas brasileiros que acompanham o tema acreditam que essa jogada demonstra ousadia em assumir alto risco. O Irã não tem capacidade de enriquecer nesse nível em curto prazo e, com a declaração de Ahmadinejad, pode provocar mudança de posição da China, o único membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas que se mostrava disposto a vetar novas sanções ao país.
A nova iniciativa do Irã deverá redobrar os esforços do governo brasileiro para não fechar os canais de diálogo entre o governo iraniano e as potências do P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) em favor de um "fato novo" para solucionar esse conflito. Na visão do chanceler Celso Amorim, o "fato novo" seria o acordo de troca de urânio iraniano enriquecido a 3,5% por combustível nuclear da França.
Na semana passada, quando já se prenunciava outra vez a relutância do governo do Irã em aceitar o acordo, Amorim conversou com o chanceler daquele país, Manuchehr Mottaki. Um dia antes, em um seminário sobre desarmamento nuclear, em Paris, Amorim declarou que ambos os lados não deveriam "deixar que essa oportunidade (o acordo) seja esquecida". Leia na ÍNTEGRA no estadão.com.br
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