sábado, 4 de junho de 2011

Editorial Econômico = O Estado de S.Paulo - No PIB o consumo familiar baixou; o do governo, não



As Contas Nacionais, que mostram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), apresentam uma dificuldade de leitura, porque dependem da base de comparação. Assim, verifica-se que em relação ao trimestre anterior o PIB cresceu 1,3%, enquanto em relação ao mesmo trimestre de 2010 o crescimento foi de 4,2%. O máximo que se pode concluir é que a economia brasileira continua próspera e dinâmica.
Parece-nos mais interessante assinalar alguns pontos significativos da nossa economia, pois o que está na base do seu crescimento é, de um lado, a demanda (das famílias e do governo) e, de outro, os investimentos e a poupança. No 1.º trimestre deste ano, o consumo das famílias, que responde por 63,4% do PIB, acusou um crescimento de 0,6%, ante 2,3% no trimestre anterior, com ajuste sazonal, o que marca um recuo que podemos considerar salutar. Em compensação, o consumo da administração pública (19% do PIB) cresceu 0,8%, enquanto no trimestre anterior havia acusado redução de 0,3%. Isso nos leva a pensar que a melhoria das contas fiscais tem sua origem mais no aumento das receitas do que na contenção dos gastos.
Cabe à indústria de transformação acompanhar o crescimento das despesas de consumo: verificamos que, enquanto o valor adicionado da indústria ficou, no trimestre, em 3,5%, o do consumo das famílias cresceu 5,9%. Isso nos permite pensar que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) não foi suficiente. Representou 18,4% do PIB, abaixo do resultado do 1.º trimestre de 2010 (19%).
O fato positivo é que a poupança, com 15,8% do PIB, está crescendo nos últimos anos, embora esteja abaixo do 1.º trimestre de 2008, quando atingiu 17,8%. É isso que nos obriga a recorrer à ajuda externa para financiar nossos investimentos. É preciso lembrar que esses investimentos estão muito concentrados no setor do petróleo e na mineração, mas são insuficientes em numerosos setores da economia e, em particular, na infraestrutura.
Em valor corrente, o PIB do 1.º trimestre é 12,5% superior ao do 1.º trimestre de 2010, mas temos de levar em conta que a inflação neste período (medida pelo IPCA) ficou em 6,30%. A questão é saber se nos próximos trimestres vamos manter o ritmo - considerado excessivo - de crescimento da economia. A ameaça se relaciona com os gastos do governo, aumentados no 1.º trimestre graças a um crescimento superior das receitas: os impostos sobre produtos no 1.º trimestre, em valor corrente, são 17% superiores aos do 1.º trimestre do ano passado, um crescimento muito superior ao da inflação. 


Dilma ouvirá Lula antes de decidir futuro de Palocci, diz jornal



no Terra

Antes de decidir se mantém Antonio Palocci na chefia da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff vai consultar a opinião de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e de outros aliados. Segundo informações da Folha de S. Paulo que chega às bancas neste domingo, avalia-se no Palácio do Planalto que as entrevistas de Palocci à mídia vieram tarde demais, e não seriam suficientes para debelar a crise política que se formou nas últimas três semanas.
Segundo o jornal, Palocci conversou brevemente na noite de sexta-feira com a presidente sobre o conteúdo das entrevistas dadas no mesmo dia ao Jornal Nacional, da Rede Globo, e à Folha de S. Paulo. Dilma teria ficado satisfeita com o fato de Palocci ter deixado claro na entrevista ao jornal que ela não foi informada sobre suas atividades como consultor de empresas. Lula chegou ao Brasil na sexta-feira, após uma viagem a Cuba e à Venezuela. Segundo a Folha, ele e Dilma, tinham combinado de conversar no fim de semana sobre a situação.
Entenda o caso
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada no dia 15 de maio informou que Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio em um período de quatro anos. Na Câmara, o PSDB levantou suspeitas sobre a liberação rápida da restituição do Imposto de Renda para uma empresa que teria, em contrapartida, financiado a campanha da presidente Dilma Rousseff. O ministro Palocci teria prestado consultoria para a empresa.
Na noite de sexta-feira, em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, Palocci afirmou que sua empresa de consultoria, a Projeto, não atuou com contratos públicos. O ministro disse que trabalhou em fusão de empresas, mas que nunca atuou junto ao Banco Central, ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ou ao Ministério da Fazenda, para resolver problemas das empresas.

Imobiliária nega ter indicado imóvel em nome de laranja a Palocci


Do UOL Notícias 

A imobiliária Plazza Brasil Imóveis negou neste sábado (4) ter indicado ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, o imóvel em que o petista morou com a família em São Paulo. Segundo reportagem publicada hoje pela revista “Veja”, o ministro alugou um apartamento de 640 metros quadrados, cujo dono é uma “empresa de fachada que está em nome de um laranja de 23 anos".
Ainda de acordo com a revista, o laranja “mora em um casebre de fundos na periferia de Mauá, no ABC Paulista e ganha R$ 700 por mês e teve o celular bloqueado por falta de pagamento”. Em resposta à reportagem, a Casa Civil afirmou, por meio de nota oficial, que o apartamento onde o ministro morava foi indicado pela imobiliária Plazza Brasil.
Também em nota, a imobiliária disse que não tem qualquer envolvimento com o contrato de locação de Palocci. A empresa alega que está sob nova direção desde novembro de 2008, depois da data em que o ministro alugou o apartamento, e que desconhece a existência de contratos com Palocci na administração anterior.
“Seria possível haver algum contrato firmado antes da nossa aquisição e que foi ocultado pelos antigos proprietários. De qualquer forma, estamos sendo citados de forma aleatória em um caso de repercussão nacional sem a chance de esclarecer os fatos. O que fere a integridade da marca Plazza Brasil”, afirma a diretora Valéria Corrêa. A imobiliária, sediada no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, disse ainda que não trabalha com locação de imóveis desde novembro de 2008.
Na nota enviada hoje, a Casa Civil afirmou que o contrato de locação do ministro foi firmado em “bases regulares de mercado” entre o Palocci e a administradoraMorumbi Administradora de Imóveis, e os pagamentos dos aluguéis pelo ministro eram feitos “regularmente através de depósitos bancários”, os quais o próprio Palocci teria como comprovar mediante apresentação de comprovantes.
O ministério alega ainda que “não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador”.

Donos de imóvel alugado por Palocci negam laranjas no negócio


FLÁVIO FERREIRA na Folha.com

Os proprietários do apartamento que o ministro Antonio Palocci aluga em São Paulo disseram à Folha que a empresa em nome da qual o imóvel foi registrado não é administrada por laranjas.
A revista "Veja", em sua edição desta semana, apontou que um dos sócios da empresa vive na periferia de Mauá (SP) e teria admitido ser laranja da companhia.
O comerciante Gesmo Siqueira dos Santos, um dos donos do apartamento, disse que a empresa foi transferida para seu filho e um sobrinho, que foi o entrevistado pela "Veja", para evitar que seus problemas financeiros contaminassem seus negócios.
Segundo Santos, o imóvel foi adquirido com recursos de vários parentes. Ele afirmou que a administração e a renda do aluguel do apartamento são compartilhados entre os familiares.
Santos disse ainda que não conhece Palocci pessoalmente e a negociação da locação foi feita por uma imobiliária.
Em nota divulgada ontem, a Casa Civil informou que Palocci tratou do aluguel do apartamento com imobiliárias e nunca teve contato com os donos do imóvel. O apartamento, localizado numa área nobre de São Paulo, é avaliado em R$ 4 milhões por corretores.

Israelenses protestam em solidariedade a palestinos


no Terra

Milhares de israelenses se manifestaram neste sábado em Tel Aviv contra a ocupação dos territórios palestinos, 44 anos depois da conquista por Israel.
Os manifestantes - em sua maioria judeus, mas também árabes - marcharam pelo centro de Tel Aviv em solidariedade aos palestinos e pediram a criação de um "Estado palestino pelo bem de Israel", que respeite as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Días, em 1967.
Na Cisjordânia, cristãos organizaram uma cerimônia religiosa em uma reserva militar israelense próxima de Belém, para deixar clara sua oposição à ocupação e pedir "paz e justiça".
O Exército israelense se encontra em estado de alerta ante as manifestações previstas neste domingo pelo 44º aniversário da "Naksa", a derrota das forças árabes por Israel durante a Guerra dos Seis Días.

Mulheres negras reivindicam de igualdade na Colômbia



no Terra
Mulheres da raça negra latino-americanas, caribenhas e africanas reivindicaram neste sábado "compromisso político" para alcançar a desejada igualdade social e acabar com a discriminação, no encerramento do 2º Encontro Internacional de Mulheres Afrodescendentes em Cali, na Colômbia.
Dirigentes e convidados especiais debateram durante quatro dias a respeito do tema, sob a premissa de que as afrodescendentes americanas são duplamente discriminadas, por gênero e raça.
A denúncia partiu da presidente do comitê organizador, Consuelo Cruz, quem em declarações manifestou que se apresenta "uma discriminação como mulheres e outra como negras".
Cruz, também líder da ONG Diáspora, organizadora do fórum, lembrou a "inexistência de mulheres negras em espaços de poder, públicos e privados".
"Lutamos pela visibilidade e o empoderamento, principalmente nos espaços políticos", ressaltou Cruz, ao explicar que só com políticas públicas pode conseguir.
O desafio é "reforçar o compromisso político para erradicar a discriminação, assim como a promoção e a visibilidade da realidade latino-americana, que é a diversidade como ativo social", disse à Efe o espanhol Pedro Zerolo, embaixador da boa vontade do programa Unaids para a América Latina e o Caribe.
Zerolo ressaltou que o encontro é oportuno porque 2011 foi escolhido pela ONU como Ano Internacional para Afrodescendentes. Cali é a segunda cidade latino-americana com maior número de afrodescendentes (542 mil ou 26,2% da população), só atrás de Salvador, capital do estado da Bahia.
Como porta-voz do programa Unaids, Zerolo alertou sobre o "aumento dos casos de HIV entre as mulheres afrodescendentes da América Latina", e, nesse sentido, exigiu "não baixar a guarda no uso do preservativo".
Na sua opinião, a prevenção passa por uma maior igualdade de gênero porque "a desigualdade social e jurídica impede a mulher negra de reduzir seu risco diante do HIV"; e, acrescentou que a maior educação também diminui as possibilidades de contrair a doença.
Por isso, Zerolo quer uma "educação universal e pública, uma educação sexual para reduzir a vulnerabilidade das mulheres negras". Entre os líderes presentes em Cali estão a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba e a espanhola Laura Ceara, diretora do Instituto da Mulher, ligado ao Ministério da Igualdade espanhol criado pelo Governo de José Luis Rodríguez Zapatero.

MEC abrirá investigação formal sobre material com erros



Agência Estado
O Ministério da Educação (MEC) e a Controladoria-Geral da União (CGU) vão abrir uma investigação formal para identificar os responsáveis pelo envio do material didático que ensina que dez menos sete é igual a quatro, entre outros erros, de acordo com informações da Agência Brasil. Os exemplares foram impressos e distribuídos a alunos de escolas de séries diferentes em escolas públicas da zona rural do País. Conforme a agência, a portaria será publicada na segunda-feira (6), no Diário Oficial da União.
Em comunicado oficial, o MEC reconhece que "erros de diagramação, editoração e revisão" foram constatados em fevereiro, por especialistas contratados pelo órgão. Com isso, "os professores de educação no campo foram orientados, então, a utilizar somente livros didáticos em suas aulas".
Foram gastos R$ 13,4 milhões na impressão do material didático com conteúdo errado. Os livros foram distribuídos para cerca de 40 mil classes, que atendem 1,3 milhão de alunos.
No segundo semestre do ano passado, foram encontrados erros graves em 200 mil exemplares da coleção Escola Ativa. No total, foram impressos 7 milhões de livros da coleção. A nota oficial minimiza o erro ao afirmar que "o programa Escola Ativa atinge a menos de 1% dos estudantes de escolas públicas de educação básica em todo o País".
Para analisar o material, o MEC contratou uma comissão de professores universitários que "chegaram à conclusão de que uma nova versão do material de apoio do programa Escola Ativa só poderá ser reutilizada depois de uma discussão com os coordenadores do programa, no próprio MEC". 

Casa Civil diz que Palocci desconhece dono do apartamento



Em nota, ministério informa que aluguel foi feito por meio de uma imobiliária

Luciana Marques na Veja

A Casa Civil divulgou uma nota oficial em defesa do ministro da pasta, Antonio Palocci, apósreportagem de VEJA publicada neste sábado. A revista revela que o apartamento em que o ministro mora na capital paulista - avaliado em 6 milhões de reais - pertence a uma empresa fantasma. A companhia está registrada em nome de um laranja, que recebe 700 reais por mês.
 
“O ministro e sua família nunca tiveram contato com os proprietários, tendo sempre tratado as questões relativas ao imóvel com a imobiliária responsável indicada pelos proprietários”, informa o comunicado. Segundo a Casa Civil, como qualquer outro locatário, o ministro não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador.
 
O ministério diz também que o imóvel onde a família de Palocci mora foi alugado em 1º de setembro de 2007 por indicação da imobiliária Plaza Brasil, contatada para este fim. O contrato foi renovado em 1º de fevereiro de 2010 entre o ministro e a Morumbi Administradoras de Bens. “Os aluguéis são pagos regularmente através de depósitos bancários, dos quais o ministro dispõe de todos os comprovantes."
 
Laranja - O apartamento foi repassado à companhia fantasma por Gesmo Siqueira dos Santos, que responde a 35 processos na Justiça. Dayvini Costa Nunes, sobrinho de Gesmo, admitiu ser um laranja da imobiliária. Ele vive em na periferia de Mauá, no ABC paulista, e recebe cerca de 700 reais por mês.
 
Dayvini primeiro negou ser dono do imóvel, depois voltou atrás: "Desde que você falou comigo, não consigo dormir, por causa dessas coisas que envolvem pessoas com quem não tenho como brigar, como o Palocci, entendeu? Eu não tenho como bater de frente com essas pessoas. Sou laranja", disse ele à reportagem de VEJA.
 
A Casa Civil admite ainda na nota que Gesmo é o proprietário do imóvel: "O contrato foi firmado em bases regulares de mercado entre Palocci e os proprietários Gesmo Siqueira dos Santos, sua mulher, Elisabeth Costa Garcia, e a Morumbi Administradora de Imóveis."

Laranja de Palocci fala


no Fábio Campana

Reportagem de Leonardo Coutinho naVEJA desta semana mostra que o mega-apartamento que o ministro aluga há quatro anos, em São Paulo, de 640 metros quadrados, pertence a uma empresa de fachada que está em nome de um laranja de 23 anos, que mora em um casebre de fundos na periferia de Mauá, no ABC paulista, ganha R$ 700 por mês e teve o celular bloqueado por falta de pagamento.
Não obstante, ele é “donos” de um apartamentaço com quatro suítes, três salas, duas lareiras, todo ladeado por varandas, avaliado em R$ 4 milhões. Não se aluga um igual por menos de R$ 15 mil; o condomínio chega R$ 4.600, e a parcela mensal de IPTU é de R$ 2.300.

Entrevista não livra Palocci de ir ao Congresso, diz líder do PPS



no Terra

O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno, afirmou nesta sexta-feira que a oposição não vai cair na estratégia da tropa de choque do ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, para evitar sua convocação na Câmara dos Deputados. "Ele pode e deve dar quantas entrevistas quiser, mas continua tendo a obrigação constitucional de prestar esclarecimentos oficiais ao Congresso", afirmou o deputado.
O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, afirmou nesta sexta-feira ao Jornal Nacional que sua empresa de consultoria, a Projeto, não atuou com contratos públicos. "A empresa jamais atuou junto a órgãos públicos diretamente ou representado empresas privadas junto a órgãos públicos", afirmou. Essa foi a primeira entrevista do ministro depois de mais de 15 dias de silêncio sobre a reportagem do jornal Folha de S.Paulo que afirma que o patrimônio do petista cresceu 20 vezes entre 2006 e 2010.
Rubens Bueno avaliou que dificilmente Palocci iria detalhar como multiplicou por 20 seu patrimônio em 4 anos. "Repetir o que já disse por meio de notas não adianta. Enquanto ele não revelar quem eram os clientes de sua consultoria, que tipo de serviço prestava e quanto recebeu de cada um, vai permanecer a suspeita de enriquecimento ilícito e tráfico de influência", afirma o líder do PPS.
Durante a entrevista veiculada hoje, Palocci se negou a dar os nomes de seus clientes. "Eu acho que não tenho direitos de fazer revelações de terceiros", disse ao Jornal Nacional.
Rubens garantiu que a oposição está firme em sua missão de fiscalizar os atos do Executivo, não recuará na convocação de Palocci na Câmara, e nem aceitará desculpas como as usadas no mensalão. "Como principal ministro de Dilma, Palocci tem o dever de prestar contas à nação e ao Legislativo, especialmente em se tratando de uma denúncia de extrema gravidade como essa. Não vamos aceitar desculpas como a de recursos não contabilizados que foi usada no mensalão. Palocci precisa explicar sua receita bastarda", disse o líder do PPS, lembrando que se o presidente na Câmara, Marco Maia (PT-RS), anular a convocação de Palocci, o partido vai ingressar com um mandado de segurança no supremo Tribunal Federal (STF).

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Luciano Ducci anuncia secretário de Assuntos Metropolitanos

principal



O prefeito Luciano Ducci anunciou nesta sexta-feira (3) que o advogado Horácio Monteschio será o novo secretário municipal para Assuntos Metropolitanos. Ele substituirá a José Roberto Borghetti, que pediu para deixar o cargo.
Horácio Monteschio nasceu em Maringá. Formou-se em Direito pela Universidade do Oeste Paulista. É mestrando em Desenvolvimento de Tecnologia, com linha de pesquisa em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Tem cursos de pós-graduação em Direito Tributário; em Direito Público; em Direito Processual Civil; e em Direito Administrativo.
Ele já trabalhou na Prefeitura Municipal de Paiçandu e no Banco do Brasil. Foi chefe do grupo de Recursos Humanos da Secretaria Estadual de Esporte e Turismo; chefe da Assessoria Jurídica da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, no Estado do Paraná; delegado substituto da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, no Estado do Paraná; secretário parlamentar na Câmara dos Deputados (Brasília); e diretor administrativo-financeiro da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer da Prefeitura de Curitiba.
Horácio Monteschio foi professor do Centro Tecnológico OPET, na cadeira de Direito do Consumidor e Direito Empresarial; e de Direito Constitucional e Tributário das Faculdades de Direito OPET.

Secretaria Antidrogas de Curitiba é modelo para outras cidades



Cornélio Procópio e Mandirituba devem ser as próximas cidades do Paraná a implantarem secretarias municipais antidrogas, com o apoio da estrutura que já funciona em Curitiba desde 2008.
Nesta semana, representantes dos municípios do interior visitaram a Secretaria Antidrogas de Curitiba e encaminharam propostas de cooperação técnica.
Na terça-feira (31), o secretário Hamilton Klein recebeu a visita do prefeito em exercício de Cornélio Procópio, João Carlos C. Lima. No dia seguinte, foi a vez do presidente da Câmara de Mandirituba, José Luiz de Oliveira, conhecer a estrutura da Antidrogas.
Desde 2008, a secretaria de Curitiba já ajudou na instalação de centros de prevenção ao uso de drogas em nove municípios – Fazenda Rio Grande, Colombo, Agudos do Sul, Campo Magro, Pontal do Paraná, Paranaguá, Araucária, Castro e Matinhos.
Através do programa “Exportando Ideias”, a Antidrogas de Curitiba faz o treinamento de agentes das outras cidades, fornece material didático e ajuda na montagem da infraestrutura.
“O que normalmente acontece nos municípios é a falta de uma política pública definida para tratar da prevenção, associada com a falta de mão de obra especializada. Os hospitais tampouco têm estrutura”, comenta Hamilton Klein.
Klein falou ainda dos bons resultados dos programas de Curitiba. “Houve aumento de 25% no número de participantes do Programa Bola Cheia no primeiro quadrimestre de 2011. Além disso, o número de ocorrências atendidas pela Guarda Municipal caiu 28,6%, de 2009 para 2010, nas áreas de atuação do mesmo programa. Foram consideradas as ocorrências registradas no raio de um quilômetro das escolas onde o programa acontece”, completou.

Curitiba terá R$ 9,7 milhões para obras contra enchentes

principal


O prefeito Luciano Ducci assinará nesta terça-feira (7), às 15h, em Brasília, convênio com o Ministério da Integração Nacional para execução de obras de drenagem em Curitiba. Serão repassados R$ 9,7 milhões para obras contra enchentes nas bacias dos rios Belém e Barigui e de contenção no Parque Tingui.

“Em março, conversei com o ministro Fernando Bezerra, que atendeu prontamente o pedido da Prefeitura de Curitiba. Estas obras serão importantes para evitar o período de cheias, especialmente no verão”, disse Luciano Ducci.
No Parque Barigui, será feito o desassoreamento do lago, o prolongamento do canal existente e a implantação de comportas mecânicas para o controle do volume d’água. As comportas vão impedir novo assoreamento e facilitar a limpeza do fundo do lago. Também faz parte do projeto implantação de caixas de retenção de material sólido no canal de entrada do rio no parque.
Na lagoa do Parque Tingui, será feita a recuperação das margens de forma a conter a variação do nível de água e evitar transbordamentos. Para o Parque São Lourenço, que integra a bacia do rio Belém, estão previstos desassoreamento do lago e recuperação das margens, melhorando a capacidade de contenção das chuvas.

Palocci pede "boa fé" das pessoas


O Globo - Valor Online


SÃO PAULO - O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, disse que é preciso haver "boa fé nas pessoas". A expressão surgiu quando questionado, em entrevista ao Jornal Nacional, se tem como provar que não misturou interesses públicos e privados quando prestou consultoria a empresas.
"Não fiz tráfico de influência, não fiz atuação junto a empresas públicas representando empresas privadas. Aí, como eu te provo isso?", indagou
o ministro. E ele mesmo respondeu: "Tem que existir boa fé nas pessoas. Por isso que a lei diz que quando uma acusação é feita, ela deve vir acompanhada de provas ou, no mínimo, de indícios. Por isso que nós precisamos acreditar na boa fé das pessoas."
Palocci disse que não há problema em toda essa discussão sobre suas atividades e insistiu no ponto da boa fé. "Mas eu quero que as pessoas tenham boa fé, que escutem as explicações, que vejam as documentações enviadas aos orgãos públicos e que eu seja avaliado com justiça. Os meus direitos e os meus deveres."
Antes disso, Palocci já tinha dito que não estava acima da lei e voltou a afirmar que tomou todas as providências no setindo de ter uma empresa legalizada. "Tudo está literalmente registrado e adequado", disse.
Essa foi a primeira entrevista do ministro desde que foi relevado um aumento de patrimônio de 20 vezes em quatro anos.
(Eduardo Campos | Valor 

MEC gasta R$ 14 milhões para imprimir 7 milhões de livros e 'ensinar' que 10 menos 7 são 4



1,3 milhão de alunos receberam materiais com erros; ministro da Educação pediu abertura de sindicância para apurar quem são responsáveis pela falha

Marta Salomon e Denise Madueño
BRASÍLIA - O Ministério da Educação pagou R$ 13,6 milhões para ensinar que dez menos sete é igual a quatro a alunos de escolas públicas da zona rural do país. No segundo semestre de 2010, foram distribuídas com erros graves 200 mil exemplares do Escola Ativa, material destinado às classes que reúnem alunos de várias séries diferentes.
Foram impressos ao todo 7 milhões de livros – cada coleção do Escola Ativa contém 35 volumes. Os erros foram detectados no início do ano, e um grupo de especialistas contratados pelo ministério julgou que eles eram tão graves, tão grosseiros e tão numerosos que não bastava divulgar uma “errata” à coleção.
Os livros com erros foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios e todos os Estados do país. Segundo publicação do MEC, essas classes atendem 1,3 milhão de alunos.
Provocado pelo Estado, o ministro da Educação, Fernando Haddad pediu à Controladoria-Geral da República (CGU) a abertura de sindicância para apurar o tamanho do prejuízo e os responsáveis por ele. Ao mesmo tempo, mandou uma carta aos coordenadores de escolas da zona rural recomendando que os livros do Escola Ativa não sejam usados em sala de aula. A coleção foi retirada do ar também na internet.
“O número de erros é razoável, isso não se resolve com errata”, disse Haddad ao estado, na tarde desta sexta-feira. A reportagem busca informações do MEC sobre o destino da coleção Escola Ativa desde segunda-feira. “Houve uma falha de revisão, essa revisão foi muito malfeita”, admitiu o ministro, insistindo que se trata de um material de apoio às classes multisseriadas no campo. “A interrupção do uso não vai comprometer o ensino, porque esse é um material de uso opcional”, completou.
A última versão da coleção do Escola Ativa teve a impressão encomendada à gráfica e editora Posigraf, de Curitiba. Segundo registro no Portal da Transparência, site mantido pela Controladoria-Geral da União, o trabalho custou aos cofres públicos exatos R$ 13.608.033,33.
O dinheiro seria suficiente para a construção de 36 escolas de educação infantil, segundo cálculo usado recentemente pelo próprio ministério. As 200 mil coleções foram impressas e distribuídas no segundo semestre do ano, sem que percebessem as falhas na edição.
Erros primários. O MEC informou não ter toda a coleção disponível para a consulta em Brasília. Mas, entre os exemplos que condenaram a edição, os erros de matemática são os mais notáveis. Na página 29 do Guia 4 de Matemática, o Escola Ativa convida os alunos a fazer descobertas com números, na companhia dos personagens Joana e Pedro. A página apresenta uma tabela na qual, na qual 10-7=4.
A página 138 do Guia 3, também de Matemática, apresenta tabelas de adição e subtração, para que os alunos confiram os resultados de operações com números entre 9 e 18. Nas tabelas, o Escola Ativa, o aluno da zona rural aprende que 16-8=6 e 16-7=5.
A pedido do MEC, a Controladoria-Geral da República deve abrir sindicância nesta segunda-feira para investigar o caso. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC à época da contratação era André Lázaro, atual secretário executivo da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Na última segunda-feira ele disse que a coleção ficara indisponível “para pequenas correções”. Na sexta, não respondeu à reportagem.

FHC discute política para drogas com Ban Ki-Moon



LUCIANA ANTONELLO XAVIER - Agência Estado
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) participou hoje de uma reunião com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-Moon para discutir o relatório da Comissão Global de Políticas sobre Drogas que é liderada por ele. "Ele é muito aberto. Pudemos explicar a ele nossa posição, que não é de legalizar. É o contrário: é dizer que as drogas fazem mal, mas tem que ter um tratamento de saúde. Não adianta só ter violência, é uma guerra mais inteligente", disse.
Segundo ele, a comissão deve se reunir na África Ocidental em breve, mas não especificou nem país nem data. De acordo com o ex-presidente, um dos objetivos da comissão é estabelecer um enfoque mais regional, criando subcomissões em continentes, como Ásia e África. FHC embarca amanhã de volta ao Brasil. O ex-presidente é uma das estrelas do documentário "Quebrando Tabu", que chega hoje às telas. Além de Fernando Henrique, participa do documentário o médico Drauzio Varella. 

A íntegra da entrevista de Palocci ao JN


Palocci fala ao Jornal Nacional sobre sua fortuna - 03/06/2011 (1ª parte)


Segunda parte

Ducci participa da Cúpula Mundial sobre o Clima




O prefeito Luciano Ducci participou da primeira reunião plenária do C40, Cúpula Mundial Sobre o Clima, em São Paulo. No encontro, a presença dos prefeitos de São Paulo, Gilberto Kassab, e de Nova York, Michael Bloomberg, e do ex-presidente dos EUA, Bill Clinton.

Luciano Ducci entrega a 70ª obra de saúde nesta sexta


principal
 Foto: Maurilio Cheli/SMCS

Dia: sexta-feira, 3 de junho 
Horário: 10h30
Local: Rua Durval Leopoldo Landal, 129, CIC, próximo ao Parque dos Tropeiros

O prefeito Luciano Ducci e a secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas, inauguram nesta sexta-feira (3) o Espaço Saúde Cândido Portinari, na CIC, que funcionará ao lado da unidade de saúde de mesmo nome. É 70º equipamento de saúde entregue desde 2005.
No Espaço Saúde acontecerão as atividades de promoção em saúde e encontros comunitários de interesse dos cerca de 8 mil moradores da área. O espaço tem 60 metros quadrados, cozinha equipada com móveis e utensílios, banheiro e colchonetes.
Com o novo espaço, os frequentadores dos programas e atividades oferecidas pela Unidade de Saúde Cândido Portinari não precisarão mais ir até a Associação de Moradores do Conjunto Diadema, onde provisoriamente participavam de aulas de ginástica, lian gong, escola de postura e encontros dos grupos de saúde mental e hipertensos, entre outros.
A fisioterapeuta Fernanda Margareth Rodrigues da Silva, que faz parte do Núcleo de Apoio em Atenção Primária à Saúde (Naaps) da área, está comemorando a ampliação da área útil da unidade. “Aqui é uma região que tem recebido muitos moradores novos e, com eles, vem a expectativa sobre o que o serviço de saúde oferece. Estamos achando ótimo”, conta.
Nos últimos 12 meses o local ganhou sete novos condomínios com 532 apartamentos entregues pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). É desses condomínios que vem parte das cerca de mil pessoas que, a cada mês, participam das atividades coletivas que acontecerão no Espaço Saúde a partir de agora.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tiririca dá R$ 75 de gorjeta no cabeleireiro


Fábio Góis no Congresso em Foco


Em outras épocas, R$ 75 poderiam mudar (para melhor) o dia do deputado Tiririca (PR-SP). Hoje (quinta, 2), foi essa a quantia que o parlamentar de primeira viagem deixou só de gorjeta para um cabeleireiro e um engraxate do Senado. Como uma quinta-feira por volta das 19h não costuma significar trabalho para deputados e, diante do tempo vago na agenda, Tiririca resolveu “dar um tapa” no visual. Em seguida, uma lustrada nos sapatos de couro.

O corte de cabelo no Senado custa R$ 20. Para deixar o par de sapatos brilhando, apenas R$ 5. Depois de aparar a cabeleira (“Aparar as pontinhas”, como definiu uma manicure ouvida pela reportagem), Tiririca deu uma nota de R$ 100 e pegou de volta R$ 40 – ou seja, R$ 60 ficaram com o especialista em cortes, conhecido como Omar “Gaúcho”, que embolsou R$ 40, descontado o preço do serviço. O troco de R$ 40 foi integralmente para o engraxate Procide – como mostrou o Congresso em Foco em 2009, há longas décadas a serviço dos senadores, servidores, profissionais de imprensa e visitantes zelosos com seus sapatos.

Procide, que encerrou o expediente logo após a visita de Tiririca, saiu feliz da vida com seus R$ 35 de ganho extra. Omar, ainda mais bem “remunerado”, também já havia deixado o local quando a reportagem compareceu ao local para entrevistá-lo.

Quem presenciou a cena disse que foi tudo muito rápido – Tiririca não passou mais de 20 minutos no local, que fica no andar inferior ao Salão Azul, próximo ao Plenário do Senado. Para variar, o deputado recebeu solicitações para posar para algumas fotos, deu um ou outro autógrafo e, com seu jeito humilde, manteve-se “sério” durante todo o serviço, como relatou a manicure.