quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ajuste começou com FHC - Alberto Tamer



Alberto Tamer - O Estado de S.Paulo
As tensões aumentaram no exterior nos últimos dias, com o adiamento de soluções para a crise da zona do euro. O Fundo Monetário Internacional (FMI), realista, lançou alerta para a desaceleração em espiral, espera o pior se nada for feito agora.
A presidente Dilma Rousseff reconhece que a situação se agrava, mas o Brasil está "plenamente preparado para enfrentar mais esse desafio". Ela afirma a intensificação do ajuste fiscal como peça básica de defesa contra o novo repique da inflação e cita novamente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para quem "este País tem um rumo", lembrando que ele fez muito para que se chegasse à situação de resistência atual.
Estamos, não, estávamos. É este o ponto que a coluna quer destacar. O Brasil está preparado porque se preparou bem antes do início da crise de 2008. Tudo começou no governo de Fernando Henrique. Lula e Dilma tiveram, sim, o mérito de seguir o que ele fez e fortalecer o mercado interno, mas pouco poderiam ter feito se não houvessem recebido as finanças públicas em ordem. Foi um trabalho pioneiro e bem-sucedido que FHC iniciou em 1993 e 1994 como ministro da Fazenda, e entre 1995 e 2002, como presidente. Pôs ordem no caos dos governos de Sarney, com a moratória, e Collor, com seu plano maluco.
Brasil na moratória. A coluna conversou longamente com o ex-presidente. Como era quando, em 1993, assumiu o Ministério da Fazenda e como ficou quando deixou a presidência em 2002. "De fato, o trabalho de saneamento das contas públicas se iniciou antes, em 1993, quando eu era ministro da Fazenda e Pedro Malan dirigia o Banco Central. Foi bem difícil terminar a negociação das dívidas externas e suspender a moratória decretada no governo Sarney. Em outubro de 1993, fomos ao Canadá para assinar os novos contratos de dívida, que implicavam cerca de 700 bancos. O montante global renegociado era o maior até então em casos semelhantes, cerca de US$ 35 bilhões. E fizemos isso sem o aval do FMI porque, no início, aquela instituição não acreditava que o Plano Real - em elaboração e ainda com o nome de Plano FHC - pudesse dar certo, tal a fragilidade política do governo Itamar e tais os erros da gestão financeira do passado não tão remoto", lembra FHC. Era o caos financeiro total deixado por Collor e por Zélia Cardoso, que conheci em Londres.
Estados também. Mas não era dívida externa. Era a dos Estados, lembra Fernando Henrique à coluna. "Eram os Estados, cerca de cem municípios quando eu ainda era ministro da Fazenda. Graças ao trabalho de Clovis Carvalho, secretário-geral do ministério e muitos outros, refizemos penosamente os contratos de dívidas dos Estados; conseguimos que cada assembleia estadual aprovasse uma lei pela qual o que escrevemos na legislação federal e nos novos contratos seria aceito por eles. Não cumprir implicaria na retenção pela União das transferências constitucionais dos Fundos de participação do IR e IPI."
Fim do dinheiro a roldo. Para o ex-presidente, é justo lembrar que no governo Sarney houve um ponto final na malfadada conta-movimento, "um cheque sem limites que o Banco Central dava com recursos do sistema financeiro ao Banco do Brasil para os governos gastarem". Começou a se desfazer também a confusão entre os títulos públicos emitidos pelo Tesouro e pelo BC com o relatório preparado por Edmar Bacha, quando eu ainda era ministro da Fazenda.
Desse enorme esforço de saneamento resultou a consolidação da Dívida Pública. O que antes aparecia como dívida de Estados, municípios e União, bem como de instituições financeiras, passou a ser gerido pelo Tesouro, que absorveu as dívidas para colocar um ponto final na ciranda de sua expansão descontrolada. Dilma tem razão ao fazer justiça ao trabalho de Fernando Henrique e afirmar que o País deve muito a ele.
Privatizações. Fernando Henrique ressalta também as grandes privatizações de seu governo como em telecomunicação, que vive um clima de além do caos (a coluna voltará a tratar disso) e as siderúrgicas. 

A Suíça vai à guerra - Celso Ming



Celso Ming - O Estado de S.Paulo
O Banco Nacional da Suíça (banco central) vai agora enfrentar o poderio de fogo de um mercado global de moeda que movimenta, por dia, nada menos que US$ 4 trilhões.
As autoridades suíças não mostram complexo de inferioridade. Avisaram que estão em condições de comprar volumes ilimitados de moeda estrangeira que se meta a testar sua disposição de manter uma situação inegavelmente artificial.
Antes de continuar, vamos aos fatos. A pequenina Suíça vinha sendo uma das maiores vítimas daquilo que, em setembro do ano passado, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, denunciara como guerra cambial. Os bancos centrais das duas maiores moedas do mundo, o dólar e o euro, estão empenhados em derrubar o valor de suas moedas para garantir mais exportações e aumento do emprego. Além de manter os juros a níveis próximos de zero por cento - os mais baixos da história -, vêm emitindo moeda com objetivo de recomprar títulos emitidos pelos tesouros nacionais. A sobra enorme de recursos vai sendo empurrada para cima de três economias: Japão, Suíça e Brasil, seguindo motivações distintas. O iene japonês e o franco suíço estão sendo procurados como porto seguro (reserva de valor), na condição de defesa contra a desvalorização das outras moedas fortes. O real do Brasil está sendo procurado como fonte de renda, na medida em que os juros por aqui seguem entre os mais altos do mundo.
Somente neste ano, o franco suíço se valorizou 17% diante do euro. A principal consequência foi o encarecimento (nas outras moedas) de todo produto ou serviço produzido na Suíça. Com isso, a indústria, a rede de hotelaria e os bancos vinham sangrando nos seus resultados.
A decisão tomada terça-feira foi colocar o piso de 1,20 franco suíço por euro na troca de moedas no seu câmbio. O novo compromisso prático do banco central suíço é comprar toda a moeda estrangeira cuja oferta no câmbio suíço provoque cotação mais baixa do que essa aí, de 1,20 franco por euro.
Na prática, o Banco Nacional da Suíça estará emitindo francos para enfrentar a farta entrada de capitais em seu mercado de câmbio. As compras de moeda estrangeira implicam crescimento das reservas que hoje são de US$ 151,2 bilhões.
Em situações normais, a defesa de um câmbio fixo por um banco central é quase sempre batalha perdida a longo prazo. Em 1992, por exemplo, um único grande especulador global, o húngaro George Soros, investiu US$ 10 bilhões na desvalorização da libra esterlina e levou o Banco da Inglaterra (banco central) à capitulação.
Aparentemente, as autoridades monetárias da Suíça estão levando em conta que os francos suíços comprados pelo resto do mundo não ficarão circulando no mercado, mas permanecerão entesourados, na medida em que são procurados como reserva de valor. Por isso, apostam em que não produzirão inflação.
Duas consequências imediatas parecem inevitáveis: (1) se a operação suíça for bem-sucedida, é provável que o Japão e os países nórdicos também tentem fixar o valor de suas moedas; e (2) se Suíça, Japão e outros países forem bem-sucedidos nesse regime de câmbio fixo, mais moeda estrangeira tomará o rumo do Brasil.
CONFIRA
A Suíça tem apenas 4% da população brasileira, 25% do PIB e exporta também menos que o Brasil. Mas tem uma moeda forte: o franco.
Vai explicar?
Sai hoje a Ata do Copom. Do Banco Central se espera, agora, que explique a nova estocada da inflação e os novos movimentos de sua política. A dúvida é se a atual direção dá valor ao gerenciamento das expectativas. O caráter surpreendente das últimas decisões pode estar dizendo o contrário.
Está tudo lá
Em todo o caso, ontem, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, avisou que "está tudo na Ata". 

Erundina vê ''jogo'' com Comissão da Verdade



Para deputada, pressa do Planalto em aprovar projeto de criação não é sincera, mas uma manobra para dar satisfação rápida à pressão de corte da OEA

Roldão Arruda - O Estado de S.Paulo
A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) desconfia da pressa do governo para aprovar o projeto de lei que cria a Comissão Nacional da Verdade. Em sua avaliação, a correria não se deve a uma preocupação sincera com o esclarecimento de violações de direitos humanos ocorridas na ditadura militar. O objetivo verdadeiro seria dar uma satisfação rápida à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e evitar constrangimentos internacionais ao Brasil.
No ano passado, em resposta a ação movida por familiares de desaparecidos na guerrilha do Araguaia, aquela corte determinou ao País que investigue e puna os responsáveis por crimes contra a humanidade cometidos na ditadura. O prazo para que o governo comece a atender à ordem com ações acaba em dezembro.
"É possível que, em dezembro, quando a corte cobrar o Brasil, o governo responda que criou a Comissão da Verdade, tentando evitar um vexame político internacional", diz a deputada e ex-prefeita de São Paulo. "Mas é pouco provável que a comissão tenha condições de atender ao que está sendo exigido."
A desconfiança de Erundina é baseada em três pontos. A primeira é que a comissão não terá autonomia orçamentária: ficará dependente de verbas da Casa Civil da Presidência. Em segundo lugar, disporá de prazo de apenas dois anos para concluir seu trabalho. A terceira e última questão é que contará com poucos integrantes - serão sete - para uma missão muito ampla.
"Em países da América Latina que realizaram investigações semelhantes, as comissões chegaram a ter 200 integrantes", diz a deputada. "Aqui serão sete, sem orçamento próprio e com pouco prazo. Tudo leva a crer que não acrescentarão nada àquilo que os que os familiares já sabem sobre os crimes."
Nos seus comentários sobre a movimentação do governo para aprovar o projeto de lei em regime de urgência urgentíssima, sem debates, ela recorda a forma como nasceu: "O presidente Lula enviou o projeto para o Congresso em maio do ano passado, no momento em que a Corte da OEA começava a deliberar sobre o Araguaia. O governo temia a repercussão no exterior".
A ex-prefeita é uma voz isolada nesse debate - mas das mais autorizadas. Ao assumir a Prefeitura, em 1989, ela criou uma comissão especial para investigar as denúncias de que opositores políticos do regime haviam sido enterrados sem identificação numa vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, região de Perus.
Integrada por representantes do poder público e dos familiares, a comissão foi auxiliada no trabalho de identificação das ossadas pelo Departamento de Medicina Legal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para isso, Erundina assinou um convênio especial com a escola.
O esforço deu resultado: foram identificados dois desaparecidos - os primeiros de uma lista que chega a 159. Em seguida, os trabalhos se estenderam para outras valas de Perus e outros cemitérios, mais uma vez com resultados positivos: mais sete desaparecidos acabaram identificados.
Membros da comissão ainda integraram expedição à região da guerrilha do Araguaia, no Pará. Voltaram após identificação dos restos mortais de mais três desaparecidos. Foram os últimos.
Desde que Erundina deixou a Prefeitura, em janeiro de 1993, não ocorreu mais nenhuma identificação. Para ela, isso se deve à falta de vontade política: "Os resultados que tivemos há 20 anos estiveram ligados sobretudo à determinação política de ir atrás e esclarecer os fatos. Eu era apenas prefeita, num período de liberdade democrática menor do que a de hoje". 

Ato contra corrupção ofusca a estreia de Dilma no desfile da Independência



Após a demissão de ministros sob suspeita de irregularidades e da ''absolvição'' da deputada Jaqueline Roriz pela Câmara na semana passada, milhares vão às ruas na capital da República em protesto organizado com o auxílio das redes sociais da internet

Leandro Colon e Rafael Moraes Moura /BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
A Marcha Contra a Corrupção, convocada pelas redes sociais na internet, ofuscou o desfile comemorativo do 7 de Setembro, em Brasília, historicamente marcante por causa da participação do presidente da República e das Forças Armadas.
Cerca de 25 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, caminharam ontem por uma via da Esplanada dos Ministérios para protestar contra a série de escândalos que marcam a política contemporânea brasileira. No mesmo momento, a presidente Dilma Rousseff estreava, do outro lado da rua, no papel de primeira mulher presidente a comandar a cerimônia nacional do Dia da Pátria.
A forte segurança do 7 de Setembro impediu o contato de integrantes da marcha com participantes do desfile oficial. O sucesso do protesto ocorreu uma semana após congresso do PT demonstrar que não apoia nenhum tipo de "faxina" anticorrupção no governo e de considerar que esses movimentos eram parte de uma "conspiração midiática" e uma forma de promover a "criminalização generalizada" da base aliada ao Planalto.
Sem partidos. A marcha evitou as referências partidárias. Membros do PSOL tentaram levar bandeiras do partido, mas foram impedidos de seguir adiante com os adereços. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ensaiou entrar na marcha, mas, advertido, preferiu apenas acompanhá-la discretamente.
Vestidos de preto, com narizes de palhaço, faixas e cartazes, os manifestantes criticaram a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), na semana passada, o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo e a manutenção do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no comando do Legislativo. Pediram até a destituição de Ricardo Teixeira da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Exigiram, ainda, a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa - que depende de julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma faixa vinculava o nome do ditador líbio Muamar Kadafi à política brasileira, lembrando que qualquer um pode se candidatar, independentemente da ficha criminal. "Kadafi, não importa o seu passado, no Brasil você pode ser deputado."
Em oito meses de gestão, Dilma foi obrigada a trocar Antonio Palocci, Alfredo Nascimento e Wagner Rossi por conta do envolvimento deles em suspeitas de corrupção na Esplanada.
Faixas. O protesto começou tímido no Museu Nacional de Brasília, por volta de 9h, com 2 mil pessoas, mas foi engrossando com a adesão de quem foi ao desfile oficial. No fim, ao meio-dia, na Praça dos Três Poderes, a marcha chegou a 25 mil pessoas, segundo balanço da PM. A rede social Facebook foi a principal ferramenta de convocação, observou Luciana Kalil, 30, uma das organizadoras do protesto.
As faixas levadas à manifestação tinham frases fortes e bem- humoradas. Havia dizeres como: "País rico é país sem corrupção" (referência ao slogan do governo federal; "País rico é país sem pobreza"); "Fim do voto secreto"; "Corrupto safado, pede para sair" (referência bem-humorada ao filme Tropa de Elite); "Contra Sarney e sua gangue"; "Menos ratos e mais ratoeiras"; "Deus, salve o Brasil"; "Não precisa de CPMF, basta não roubar", e "Jack horroriza" (alusão à deputada Jaqueline Roriz, flagrada em vídeo recebendo maços de dinheiro do esquema de corrupção no Distrito Federal).
"A absolvição de Jaqueline foi o estopim para essa marcha", disse o estudante Marcos Maia, de 18 anos. Um manifestante estampava a mensagem: "Quer ficar rico? Pergunte-me como". E trazia nos ombros reprodução do rosto do ex-ministro José Dirceu, réu no processo do mensalão, escândalo da gestão Lula.
Conhecida por aparecer vestida de diabo após a absolvição de Jaqueline Roriz, Leiliane Rebouças, de 36 anos, ressurgiu com o mesmo figurino, mas carregando uma nova mensagem: "Infernize a vida de um corrupto. Constranja-o em público". Vestida de preto, a aposentada Alzerina Salles Pereira, 66, celebrou a marcha. "Aqui no Brasil o dinheiro sobra para poucos, enquanto muitos passam fome."
Um grupo de estudantes se destacou no meio da multidão com baldes e vassouras para completar a "faxina" anticorrupção do governo Dilma. Os jovens foram "limpar" o Ministério da Agricultura, pasta envolvida no escândalo de corrupção nos últimos meses que culminou na queda do ministro Wagner Rossi. "Vamos tentar ir além, já que parece que ela (Dilma) não está muito a fim de continuar com o serviço", disse o estudante Arthur Alves, de 20 anos.
A estrela do PT teria ficado de fora do protesto não fosse o boné de militante da estudante de psicologia Ana Márcia, 53 anos. "Com o PT é que as coisas estão saindo do tapete", afirmou. Questionada sobre a lógica do discurso - já que muitos dos envolvidos em escândalos são petistas -, ela admitiu: "Infelizmente, o PT fez muitas concessões". 

Marta Porto, ex-secretária do MinC, faz críticas à atual gestão



Em texto no Facebook, ela diz que seus projetos não eram considerados prioritários

Roberta Pennafort, de O Estado de São Paulo
RIO - Fora do Ministério da Cultura há uma semana, quando pediu demissão, por divergências com a ministra Ana de Hollanda, a ex-secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Marta Porto, postou no Facebook um longo texto em que critica a atual gestão, intitulado "Um projeto de cultura para o país". "Só tem sentido estar à frente de um cargo público se há espaço e confiança para desenvolvermos um projeto de verdade, com as redes da cultura, mas também dos direitos humanos, da infância, da juventude, daquelas que ampliam nosso processo democrático", diz, logo no início, respondendo a mensagens de solidariedade recebidas na rede social. "Mas um projeto desses precisa de liderança, de priorização. Não pode ser interditado, mal compreendido. Temos compromisso e história e se podemos avançar, vamos felizes; se não, não há cargo que nos mantenha no lugar."
Ela conta no texto que sua equipe vinha trabalhando "14, 15 horas por dia nesses últimos meses" para elaborar seus projetos, nos quais "o acesso à cultura, as trocas culturais, a conquista das causas que marcam o nosso tempo, como meio ambiente e direitos humanos" seriam uma marca, e procurariam atender "ao chamado da Presidenta Dilma, de 'contribuir para a alma da democracia brasileira'." Marta continua dizendo que a secretaria "fez pouco", mas ressalva que se preparava para divulgar suas propostas, que previam parcerias com os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Agrário, com a Fundação Palmares e a Secretaria Nacional de Juventude. Marta, que tocava o Cultura Viva e os Pontos de Cultura, projetos importantes do MinC que vêm com dificuldades orçamentárias, não deu entrevista depois que deixou o cargo.
Outro problema enfrentado pelo MinC é a greve dos servidores federais, que fechou 14 museus do Rio. Eles pararam há 17 dias e vêm negociando com o Ministério do Planejamento a possibilidade de reajuste salarial de 78% e da regulamentação das gratificações de titulação. A categoria define os rumos da greve numa assembleia marcada para sexta-feira. O MinC programou para o dia 19 o início da 5ª edição da Primavera dos Museus, evento durante o qual são promovidos atividades culturais e debates sobre temas da atualidade, e precisa dos museus abertos para tal.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Presidenta Dilma Rousseff - pronunciamento 7 de Setembro


Tecpar faz parceria com a maior certificadora de orgânicos do mundo


A unidade de certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar Cert) firmou um acordo de cooperação com a Control Union , empresa de origem holandesa que é considerada a maior certificadora de produtos orgânicos do mundo. A parceria permitirá que a Control Union use a marca Tecpar Cert em países nos quais o instituto não atua e vice-versa, abrindo novos mercados para a certificadora paranaense.

O primeiro passo do acordo é a qualificação de auditores das duas empresas. O engenheiro agrônomo Javier Moreano Quintanilla, auditor da Control Union, passou duas semanas em Curitiba para receber treinamento nas normas brasileiras de certificação de sistemas orgânicos de produção e processamento e também treinar auditores locais nas normas européias e americanas. Segundo ele, esta é a primeira parceria do gênero firmada pela Control Union.

“Acreditamos que em breve a parceria entre as duas certificadoras vai gerar negócios”, afirmou diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, destacando a importância do aprendizado e da cooperação que deve trazer novos mercados para o Tecpar e para a Control Union.

“Com a parceria estaremos presentes em outros países, principalmente da América Latina”, afirma a gerente da unidade de certificação do Tecpar, Tânia Maria Mello de Carvalho. Segundo ela, o instituto foi procurado por três grupos de produtores peruanos de orgânicos interessados em exportar para o Brasil.

Hoje, no Brasil a certificação de produtos orgânicos é compulsória. “Não é mais um diferencial, é um requisito legal para o mercado”, afirma Tânia.

Governo libera recursos para hospitais de Maringá -


O secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou nesta segunda-feira (5), em Maringá, mais recursos do Estado para os hospitais da região. “O governador Beto Richa já viabilizou R$ 240 milhões a mais para a saúde no orçamento de 2012, o primeiro de sua gestão, o que permitirá a construção de mais cinco salas cirúrgicas para o Hospital Universitário (HU) de Maringá”.

Caputo Neto destacou que, neste ano, a Secretaria da Saúde está liberando R$ 2,3 milhões para a finalização de obras do hospital, o que vai garantir mais 30 leitos SUS ao final da reforma. Em reunião com o prefeito Sílvio Barros, o secretário municipal da Saúde, Antonio Carlos Figueiredo Nardi, e diretores do hospital, foi decidida a compra imediata, pelo município, de uma nova mesa cirúrgica para o HU.

Também participaram do encontro os diretores dos hospitais Santa Casa e Santa Rita de Maringá e do hospital Metropolitano de Sarandi. Também ficou definida a aquisição, pela Secretaria da Saúde, do equipamento Arco em C, necessário para a realização de cirurgias ortopédicas, uma das principais demandas da região.

Caputo Neto ressaltou que o HU, a Santa Casa e o Metropolitano já fazem parte da primeira fase do HOSPSUS, programa de apoio e qualificação de hospitais públicos e filantrópicos do SUS no Paraná. Os três hospitais juntos recebem mensalmente R$ 390 mil. Segundo o secretário, o Hospital Santa Rita será incluído na segunda fase do programa, no ano que vem.

Veterinários e zootecnistas terão cadastro único no Paraná


A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e o Conselho Regional de Medicina Veterinária no Paraná (CRMV-PR) vão trocar informações sobre os profissionais médicos veterinários e zootecnistas e as empresas que processam produtos de origem animal em atuação no Paraná. Para isso foi firmado um convênio que cria o Cadastro Estadual Único Agropecuário (CEUA) dos profissionais vinculados ao Conselho.

O convênio foi formalizado nesta terça-feira (06) pelo secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, e pelo presidente do CRMV-PR, Masaru Sugai. A formação de um cadastro e a troca de informações vão fortalecer o trabalho de fiscalização já realizado pelo Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis), que passará a contar com uma base atualizada de dados sobre os profissionais que estão atuando no Estado, disse Ortigara.

A proposta é cruzar as informações sobre profissionais e empresas e formar uma base cadastral única para facilitar o trabalho de fiscalização. De acordo com Sugai, o objetivo desse convênio é garantir à sociedade acesso a produtos de origem animal de qualidade. “Vamos otimizar os recursos humanos, materiais e financeiros para atender à demanda da sociedade por produtos de qualidade”, disse.

O Defis já fiscaliza a sanidade e a qualidade dos produtos paranaenses. E o CRMV-PR é a autarquia federal que fiscaliza o exercício profissional dos médicos veterinários e zootecnistas e também a garantia da presença de um profissional (médico veterinário ou zootecnista) com responsabilidade técnica em empresas e indústrias que processam produtos de origem animal, conforme determina a lei.

O diretor do Defis, Marco Antonio Teixeira Pinto, disse que o cadastro vai incluir todos os profissionais técnicos que atuam em empresas de produtos de origem animal, medicamentos, animais vivos e produtos industrializados, como carnes, leite, mel, pescados – informações fundamentais para o trabalho de fiscalização.

Editorial = O Estado de S. Paulo - Controle, não: ''democratização''



- O Estado de S.Paulo
O 4.º Congresso do PT acabou cedendo à firmeza com que a presidente Dilma Rousseff, contrariando seu antecessor, tem repudiado a ideia de "controle social" da mídia, e rebaixou de "diretriz" partidária para mera "moção" convocatória o texto que agora é a posição oficial do partido a respeito do assunto. Ficou então combinado que não se fala mais em "controle social" da mídia, expressão politicamente inconveniente porque indissociável da ideia de censura, e os petistas passam a lutar pela "democratização" da imprensa.
A nova palavra de ordem não quer dizer absolutamente nada - e até por isso é tão perigosa para a liberdade de imprensa quanto a anterior -, mas satisfaz as duas tendências que, dentro do PT, não se conformam com a liberdade que os veículos de comunicação têm para denunciar as bandalheiras da companheirada no governo. São elas a ala minoritária, ideológica, de esquerda radical e totalitária, e por isso contrária por definição à liberdade de imprensa; e a ala majoritária, populista, pragmática, que sob o comando de Lula manda de fato no partido e está exclusivamente preocupada em se perpetuar no poder, e por isso tem horror a ver suas lambanças estampadas na mídia.
O PT já não é mais o mesmo desde 2002, quando foi editada a Carta aos brasileiros, que pavimentou o caminho de Lula em direção ao Palácio do Planalto. Desde então, passou a dar por não dito tudo o que afirmara antes e colocou seu destino nas mãos habilidosas do grande manipulador das massas. Eleitoralmente deu certo. Mas é conveniente salvar as aparências. Assim, o lulopetismo aliou-se às principais lideranças políticas, financeiras, industriais, comerciais, da alta sociedade, etc., mas continua atacando as elites. Meteu a mão na massa para garantir a "governabilidade", mas sustenta que o governo Lula se notabilizou pelo "combate implacável" à corrupção. Está fazendo o que pode, e bem, nas áreas econômica e social - se não forem levadas em conta as graves deficiências na educação e na saúde -, mas escancara a incompetência da máquina governamental partidariamente loteada para gerenciar projetos de infraestrutura.
É a divulgação pela mídia dessas ambiguidades e contradições, e das muitas pilhagens do dinheiro público que não param de vir à luz, que incomoda terrivelmente os petistas, fisiológicos ou ideológicos. Daí a obsessão com o controle social - perdão, com a "democratização" dos meios de comunicação.
O PT promove deliberada confusão entre os conceitos de marco regulatório e controle social das comunicações. O marco regulatório é um conjunto de disposições legais que disciplinam as atividades em áreas que dependem de concessão estatal, como a radiodifusão e a telecomunicação. O "controle social" é conceito em que está implícita não apenas a regulação da propriedade e do funcionamento, digamos, técnico, dos instrumentos de comunicação, mas sobretudo dos conteúdos veiculados. É pacífica a necessidade da modernização do marco regulatório das comunicações no País, defasado em relação aos avanços tecnológicos das últimas décadas. Mas a questão dos conteúdos diz respeito à liberdade de expressão e ao direito à informação, fundamentos de uma sociedade democrática e, nessa medida, intocáveis. Mas é claro, e fica mais uma vez evidenciado pelas conclusões de seu 4.º Congresso, que não é assim que pensa o PT.
Uma ideia mais clara da maneira peculiar como os petistas entendem o que seja liberdade de imprensa está explicitada nas declarações do presidente do partido, o ex-jornalista Ruy Falcão, em entrevista concedida durante o congresso. Visivelmente irritado com a insistência das perguntas sobre o assunto, Falcão foi particularmente infeliz: "Estou dizendo quinhentas vezes: não vamos controlar conteúdo, somos contra censura, contra versão única de fatos. E defendemos a livre expressão de pensamento, inclusive para que vocês possam claramente fazer as suas matérias sem qualquer tipo de injunção empresarial". Para Falcão, portanto, os jornalistas, principalmente quando estão fazendo denúncias ou expondo fatos que não interessam ao governo, estão a serviço de interesses vis. Felizmente, o exercício do bom jornalismo não depende das garantias dadas pelo líder petista. 

Editorial = O Estado de S.Paulo - Aposentadorias atrasadas



- O Estado de S.Paulo
Num regime democrático, órgãos públicos tratam com respeito e consideração os cidadãos, que, afinal, pagam impostos para sustentar a estrutura dos Três Poderes da República. No Brasil, contudo, os contribuintes, principalmente quando se trata de recebimento de indenizações por desapropriações ou por infração a direitos adquiridos, se deparam com obstáculos burocráticos que exigem intermináveis demandas judiciais para reconhecimento do que lhes é devido.
Em setembro do ano passado, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu como legítimos os direitos de revisão dos valores mensais pagos a 124 mil aposentados e pensionistas prejudicados pelas emendas 20/1998 e 41/2003, que alteraram o teto de aposentadoria, sem levar em conta os direitos daqueles que contribuíram com a cota máxima anteriormente estabelecida e que prevalecia entre abril de 2008 e dezembro de 2003. Eles também deveriam ser reembolsados pelos atrasados, segundo o STF. Só que, para obter essa reparação, cada aposentado ou pensionista deveria entrar com ação na Justiça, apesar de o processo julgado pelo STF ser considerado de "repercussão geral".
Na época, o governo prometeu fazer espontaneamente o reajuste para todos os prejudicados e pagar os valores em atraso. Como 2010 foi um ano eleitoral, esperava-se que isso acontecesse logo, mas tudo ficou na promessa. Somente agora o Ministério da Previdência Social tomou medidas para reparar as perdas dos aposentados.
O INSS já está enviando cartas àqueles aposentados e pensionistas, avisando que, a partir de setembro, receberão seus proventos reajustados. Quanto aos atrasados, foram fixadas quatro datas para pagamento, entre outubro deste ano (para quem tem R$ 6 mil a receber) até janeiro de 2013 (para ressarcimento de quantias acima de R$ 19 mil).
A Previdência fez a coisa certa. Milhares de ações perderão sentido, contribuindo para desafogar a Justiça. É evidente que aqueles aposentados que não concordarem em receber os atrasados em prazos relativamente dilatados poderão recorrer à Justiça e, eventualmente, receber o que lhes é devido antes das datas fixadas. Contudo, como sempre cabe recurso - e o INSS não deve descartar essa possibilidade - dificilmente os autores das ações receberão antes do prazo, dada a lentidão da Justiça brasileira. Acresce que, como as ações devem ser ajuizadas até cinco anos depois da decisão do STF, muitos desistirão de reivindicar seus direitos na Justiça, para não falar daqueles que nem mesmo estão informados sobre essa possibilidade.
O espaçamento dos prazos pela Previdência Social para acertar as contas dos atrasados é justificável, uma vez que o valor de um desembolso único seria muito elevado. Embora o déficit da Previdência venha sendo reduzido, em razão do aumento do volume de contribuições de novos trabalhadores registrados em carteira, ele ainda é muito elevado, tendo alcançado R$ 21,86 bilhões de janeiro a julho deste ano. Além disso, como o pagamento extra mensal junto com o atrasado beneficia uma parcela considerável de aposentados, o dinheiro tenderia a ir para o consumo, ainda muito aquecido.
Há quem diga que o governo, com a recente medida do INSS, quis dar uma "compensação" aos inativos depois do veto da presidente Dilma Rousseff ao dispositivo na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) que previa aumento real em 2012 para os aposentados que percebem mais de um salário mínimo por mês.
Pode ser, mas o mais importante a ressaltar nesse caso é a força do exemplo. Há várias outras questões relativas a aposentadorias em exame pelo STF, como a questão das reaposentadorias, etc. O que se espera é que o governo considere como jurisprudência consolidada qualquer decisão que seja tomada por aquela Corte, aceitando e implementando imediatamente o que lhe couber, evitando assim que milhares de ações individuais sejam impetradas na Justiça Federal. 

Brasil doa feijão para a Somália, onde 750 mil podem morrer de fome até o fim do ano



Agência Brasil
Brasília - O governo do Brasil vai doar 4,5 mil toneladas de alimentos para a Somália, onde cerca de 750 mil pessoas podem morrer de fome até o final deste ano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Os alimentos devem deixar ainda hoje (6) o Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, rumo à África, viagem que deve demorar um mês. As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Inicialmente será doado feijão, oriundo do estoque do governo. Mas já está definido que, em uma segunda etapa, serão remetidas à Somália sacas de milho. O feijão será transportado em 204 contêineres até a Somália. A organização para o envio da doação é da Superintendência Regional da Conab.
Para a ONU, o controle da situação da Somália e de outros países da região denominada Chifre da África, que incluem o Quênia e Etiópia, depende da comunidade internacional. O objetivo é reunir aproximadamente US$ 2,4 milhões na tentativa de conter a crise alimentar na área.
A Somália é o país mais afetado pela fome e pela seca na região. De acordo com especialistas, a crise atinge cerca de 13 milhões de somalis. As principais vítimas são crianças com menos de 5 anos.
Mas a crise na Somália foi causada, segundo especialistas, por uma combinação de fatores: o longo período de seca, afetando a produção agrícola – principalmente milho e sorgo – , os conflitos armados internos e a redução de salários.

CNI é contrária à criação de tributo para financiar a saúde



Agência Brasil
Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é contrária à criação de um tributo para financiar a saúde. O gerente executivo de Unidade de Política Econômica da Confederação, Flávio Castelo Branco, lembra que há crescimento da arrecadação de impostos e contribuições federais e, por isso, é possível buscar outras alternativas na gestão dos recursos da União.
“É preciso elencar prioridades e olhar dentro do Orçamento da União o que é prioridade e deixar [de lado] a saída fácil de criação de um tributo que vai acabar onerando a competitividade dos produtos”, destacou. Para ele, um novo tributo irá onerar também as famílias, porque irá refletir nos preços dos produtos nacionais e dificultará o crescimento da economia brasileira.
Está em discussão no Congresso a regulamentação da Emenda 29, que prevê percentuais mínimos de aplicação de recursos na saúde para União, estados e municípios. A proposta é do ano 2000. Ela obrigou a União a investir em saúde 5% a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor fosse corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Os estados foram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos em saúde e os municípios 15%. A regra era transitória e deveria ter existido até 2004, mas continua em vigor por falta de uma lei complementar que a regulamente.
Até dezembro de 2007, a saúde era financiada também por recursos arrecadados com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ontem (5), o governado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, defendeu a extinta CPMF. Ele anunciou que vai se juntar a outros governadores e assinar nota de apoio à criação de uma fonte de recursos para a saúde. A nota já teria adesão de mais de dez governadores.

Famílias mantêm otimismo com economia brasileira, mostra Ipea



 Agência Brasil
São Paulo - A população brasileira continua otimista com o comportamento socieconômico brasileiro, de acordo com o Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado mensalmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em agosto, o índice ficou em 65,2 pontos, 1,7 ponto superior ao registrado em julho (63,5 pontos). Como o valor está entre 60 e 80 pontos, é considerado um indicador de otimismo, abaixo da classificação de grande otimismo (que varia entre 80 e 100 pontos), mas acima do item de moderação (que varia entre 40 e 60 pontos).
Segundo o Ipea, a Região Centro-Oeste é a que apresentou maior otimismo das famílias em agosto (73 pontos), seguida pelo Nordeste (67,1 pontos), Sudeste (64,2 pontos) e Norte (61,2 pontos). A Região Sul foi a única que apresentou queda no índice, atingindo otimismo moderado, ao passar de 62,6 pontos em julho para 59,6 pontos em agosto.
O IEF é uma pesquisa mensal, feita em 3.810 domicílios, em 214 municípios de todos os estados brasileiros, que considera cinco dimensões: a situação econômica nacional, a situação financeira, as decisões de consumo, o endividamento e o mercado de trabalho.
No que se refere à expectativa das famílias sobre a situação econômica brasileira, em agosto 56,8% disseram acreditar que o Brasil vai passar por melhores momentos nos próximos 12 meses, superior ao índice do mês anterior (53,2%). Em uma perspectiva de médio prazo, o percentual de famílias que acreditam que a situação econômica brasileira vai piorar nos próximos cinco anos caiu de 25% em julho para 23,5% em agosto.
Sobre a situação financeira, 73,8% dos entrevistados indicaram estar em melhores condições hoje do que há um ano. Quando perguntadas sobre o consumo de bens duráveis, 56,8% das famílias disseram que o momento atual é propício, contra 38,3% que avaliaram que a situação não é a ideal para adquirir bens.
Já os resultados referentes à percepção sobre o endividamento mostraram que 9,7% dos entrevistados disseram estar muito endividados e 52,2% disseram não ter dívidas. O valor médio das contas das famílias que se declararam endividadas em agosto somava R$ 4.189,68, inferior ao registrado em julho, R$ 4.433,65. Um indicador preocupante, segundo o Ipea, é que 38% das pessoas que têm contas atrasadas disseram que não conseguirão saldar seus compromissos.
Quanto ao mercado de trabalho, 80% dos entrevistados declararam se sentir seguros em sua ocupação atual, o que demonstra otimismo. A expectativa de obter melhora profissional cresceu de 38% em julho para 42% em agosto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Gastronomia solidária em 18 restaurantes da cidade




A Revista Topview reuniu 18 dos melhores restaurantes de Curitiba para integrar, a partir deste mês, o “Circuito Gastronômico Solidário” de auxílio às pessoas mais necessitadas da cidade. Pela promoção, cada um dos restaurantes participantes oferece um prato especial, no cardápio das terças-feiras, que terá a renda revertida aos projetos sociais mantidos pelo Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC). O circuito segue até o fim de novembro.
“Esta é mais uma parceria para o benefício daqueles que participam dos programas sociais ofertados pelo município e também pelo nosso Instituto”, afirma a presidente do IPCC, Helena Pereira Oliveira. “Nossa especialidade é ajudar a quem mais precisa e, para isso, contamos com a confiança da população e dos parceiros sempre solidários às causas que defendemos”, acrescenta.
Fazem parte do Circuito Gastronômico Solidário os restaurantes Arragui Bistrô; Bar do Victor; Batel Grill; Bistrô do Victor; C La Vie; Devons; Famiglia Fadanelli; Forneria Copacabana; La Pasta Gialla; Mabu Capivari Eco & Resort; Mabu Parque Resort; Mabu Royal & Premium; Madero; Petiscaria do Vitor; Restaurante Manu; Trattoria Porta Romana; Velho Oriente Kebaberia e Vin Bistrô (ver relação de endereços abaixo).
 
Serviço:
 
> Arragui Bistrô
Endereço: Rua Visconde do Rio Branco, 870 – Mercês
Telefone (41) 3068-6422
> Bar do Victor
Endereço: Rua Lívio Moreira, 284 – São Lourenço
Telefone (41) 3353-1929
> Batel Grill
Endereço: Av. NS Aparecida, 84 - Batel
Telefone (41) 3342-8101
> Bistrô do Victor
Espaço Gourmet do Parkshopping Barigui
Telefone (41) 3317-6920
> C La Vie
Endereço: R. Comendador Araújo, 970 - Batel 
Telefone (41) 30299988
> Churrascaria Devons
Endereço: Rua Lysimaco Ferreira Costa, 436 – Centro Cívico
Telefone (41) 3254-7073
> Famiglia Fadanelli
Endereço: Av. Manoel Ribas, 5667 – Santa Felicidade 
Telefone (41) 3372-1616
> Forneria Copacabana
Endereço: Rua Itupava 1.155 – Alto da Rua XV
Telefone (41) 3363-5565
> La Pasta Gialla
Endereço: Rua Fernando Simas, 47 – Batel
Telefone (41) 3019-5010
> Mabu Capivari Eco & Resort
Endereço: Estrada Municipal Antônio Kovalski, s/n – Campina Grande do Sul
Telefone (41) 3685 8300
> Mabu Parque Resort
Endereço: Rua Manoel Valdomiro de Macedo, 2609
Telefone (41) 3341-1400
> Mabu Royal & Premium
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 830 - Centro
Telefone (41) 3219-6000
> Madero
Endereço: Av. Munhoz da Rocha, 580 – Cabral
Telefone (41) 3069-1808
::: Shopping Palladium
::: Shopping Estação
::: Shopping São José dos Pinhais
> Petiscaria do Vitor
Endereço: Av. Manoel Ribas, 6.995 – Santa Felicidade
Telefone (41) 3273-4444
> Restaurante Manu
Endereço: Alameda Dom Pedro II, 317 – Batel
Telefone (41) 3044-4395
> Trattoria Porta Romana
Endereço: Av. Manoel Ribas 4.330 – Santa Felicidade
Telefone (41) 3335-4344
> Velho Oriente Kebaberia
Endereço: Rua Itupava, 1377, Alto da XV
Telefone (41) 3262-2007
> Vin Bistrô
Endereço: Rua Fernando Simas, 260 – Mercês
Telefone (41) 3225-3444
 
::: Mais informações no site www.ipcc.org.br ou pelo telefone (41) 3250-7982 :::

Luciano Ducci entrega praça e anuncia mais asfalto no Tatuquara


principal

Moradores do Tatuquara e skatistas acompanharam neste sábado (3) o prefeito Luciano Ducci na entrega da Praça Soldado Wagner Alves Sampaio, totalmente revitalizada. O prefeito assistiu ainda ao campeonato de skate na nova pista da praça e anunciou mais obras de pavimentação nas ruas do bairro.
"O Tatuquara é o bairro que mais tenho visitado e onde a Prefeitura tem feito mais investimentos", disse o prefeito. "Além de entregar essa praça totalmente revitalizada, iremos pavimentar a continuação das ruas ao lado dela". Serão 1.500 metros de asfalto nas ruas João Eneas Ramos de Sá, Milton Derviche e Eva Stanistawa Radota.
O prefeito destacou outras mudanças que a Prefeitura promoverá no Tatuquara. O bairro receberá a décima administração regional da Prefeitura e terá Rua da Cidadania, terminal de ônibus e Clube da Gente.
"Esta será uma grande região da cidade e terá mudanças significativas nos próximos anos", disse Ducci. O Tatuquara, na área de abrangência da Regional Pinheirinho, tem 52.780 habitantes, segundo o Censo de 2010.
Compromisso - A entrega da Praça Soldado Wagner Alves Sampaio marca o cumprimento de um compromisso assumido pelo prefeito em audiência pública com a população do bairro. “É assim que trabalhamos por Curitiba, ouvindo a população, assumindo as responsabilidades e cumprindo os compromissos”, afirmou Luciano Ducci.
A praça fica na esquina das ruas Carlos Rua Carlos Munhoz da Rocha com Enette Dubard. O investimento da Prefeitura na obra foi de R$ 97 mil.
A pista de skate é o coração da praça.  Os mais de 500 skatistas que moram na região poderão usar o local para praticar o esporte e promover campeonatos. "Já tínhamos uma pista aqui, mas agora ela dobrou de tamanho, o piso mudou e muitas outras melhorias foram feitas, foi um 'giro' de 360 graus", disse o presidente da Associação dos Skatistas da Zona Sul de Curitiba, Cristiano Vidal Araújo.
O estudante Paulo Távora, de 15 anos, testou a pista com suas manobras. "Ficou 99% melhor do que era, só quero que esse espaço cresça ainda mais para abrigar mais gente e que o skate vire o esporte mais importante de Curitiba", disse Paulo, que cumprimentou o prefeito pela obra.
Além da pista de skate, a praça ganhou cancha de footsack - mistura de futevôlei e tênis praticada com uma bolinha de crochê -, melhorias no paisagismo, recuperação na quadra de vôlei, mais iluminação e pavimentação nas laterais, com ciclovia. 
O processo de revitalização do local foi acompanhado pelos presidentes da União das Associações e Entidades Comunitárias do Tatuquara, Antonio Aparecido Damazio, e da Associação Comercial e Industrial do bairro, Email Freitas Machado. "Ganhamos uma cancha ótima, à altura dos nossos jovens e nossas crianças, que poderão se envolver cada vez mais com atividades esportivas", disse Damazio.
Curitiba tem 1013 praças, jardinetes e eixos de animação e um total de 23 milhões de metros quadrados de áreas verdes mantidos pela Prefeitura.
A entrega da obra teve apresentação de grupos de capoeira, das ações culturais e esportivas do Jovem Curitibano, da Prefeitura, e de outros projetos desenvolvidos por secretarias municipais.
Participaram os secretários municipais de Esporte, Lazer e Juventude, Marcello Richa, de Relações com a Comunidade, Fernando Guedes, de Habitação, Osmar Bertoldi, o administrador da Regional Pinheirinho, Fernando Janz, e os vereadores Tico Kuzma, Juliano Borghetti e Roberto Hinça.
Depois da entrega da praça, o prefeito se encontrou com moradores do Tatuquara e de outros bairros que disputavam um torneio de malha.

Superguindaste vai colocar passarela na Linha Verde Sul


principal

Um superguindaste será usado na próxima semana para instalar a nova passarela sob a Linha Verde, no bairro Pinheirinho. Por causa da obra, haverá o bloqueio total das pistas centrais da avenida e o trânsito será desviado para as marginais durante o feriado da Independência (7) e da padroeira de Curitiba Nossa Senhora da Luz (8).
“Esta passarela atende um pedido da comunidade e trará mais segurança aos pedestres da região, evitando atropelamentos e facilitando a mobilidade das pessoas com deficiência, idosos e crianças”, diz o prefeito Luciano Ducci.
Haverá bloqueio nos dois sentidos da avenida. No sentido Pinheirinho/Atuba, a interdição será na altura da rua Mario Gomes Cezar. No sentido contrário, a 50 metros da rua Irene Dutka. A passarela será erguida na altura da Irene Dutka, perto da Churrascaria Gaúcha.
A interdição será necessária para que o superguindaste possa fazer manobras no meio da avenida. O equipamento vai erguer diversas estruturas metálicas, que pesam juntas 45 toneladas e formarão um vão de 41,5 metros sobre a avenida.
Depois de instalada, começa o serviço de solda e de construção do piso antiderrapante com pista táctil. Esta etapa deverá durar 15 dias e exigirá a colocação de pilares provisórios na avenida, para que se possa ajustar as peças. Com os pilares, haverá bloqueio parcial nas pistas centrais nos dois sentidos da avenida.
A nova passarela será metálica com piso em concreto antiderrapante e piso táctil. Será montada uma cobertura, feita com placas metálicas, para proteger os pedestres nos dias de chuva. Para acessar a passarela, serão construídos lances de rampas, com áreas de acessibilidade para pessoas com deficiência.
Passarela Linha Verde
Comprimento
 – 41,5 metros
Altura - 7,2 metros 
Largura - 2,9 metros
Rampas de acesso e pista táctil

Derosso é afastado por 3 votos a 2


no Fábio Campana

Conselho de Ética aprova perda temporária do mandato de Derosso por até 90 dias. Os outros dois votos foram pela perda de mandato.
Pres Conselho de Etica vota c/ vereadora Noemia pela cassação do mandato de Derosso, mas Zezinho do Sabara já tinha optado pelo afastamento.
Resultado investigação Conselho Etica CMC: 3 votos pela perda temporária de mandato por 90 dias contra 2 votos pela perda definitiva.

Prefeito Luciano Ducci entrega 216 apartamentos no Cachoeira



O prefeito Luciano Ducci entrega nesta terça-feira (6), às 10 horas, 216 apartamentos para famílias com renda entre três e seis salários mínimos, inscritas no cadastro da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab).
As unidades de um ou dois quartos fazem parte do Residencial Ilha dos Pinheiros, localizado no bairro Cachoeira. O empreendimento conta com área de estacionamento e de recreação, salão de festas e churrasqueira. Na vizinhança, há equipamentos como escolas, unidades de saúde e creche.
Foram investidos na obra R$ 11,56 milhões, com recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O programa está sendo implantado em Curitiba por meio de parceria entre a Prefeitura, Cohab e Caixa Econômica.
A Caixa libera os recursos e administra a obra; a Prefeitura concede incentivos fiscais e construtivos para as empresas que atuam na faixa de interesse social, atendendo famílias com renda de até 6 salários; a Cohab identifica a demanda e faz a comercialização das unidades.
Serviço:
Entrega de 216 apartamentos do Residencial Ilha dos Pinheiros
Data:
 06.09.2011 (terça-feira)
Horário: 10 horas
Endereço: Rua David Bodziak, 200, bairro Cachoeira