quarta-feira, 6 de agosto de 2014

No Dia Nacional da Saúde, Aécio Neves se reúne com classe médica e defende revolução na saúde pública brasileira



O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, reuniu-se nesta terça-feira (05/08), em Brasília, com representantes de associações e entidades médicas de todo o país. Aécio anunciou que pretende fazer uma “verdadeira revolução” no atendimento público de saúde ao criar novas 500 unidades regionais em todo país.
“Nosso programa vai propor a criação de 500 grandes unidades regionais, em um país de cerca de 5,5 mil municípios, onde o cidadão chegue e seja atendido por um médico especializado, encaminhado a partir do diagnóstico feito para um exame e já saia dali com os remédios”, ressaltou Aécio Neves.
Em seguida, o candidato afirmou: “Vamos fazer uma verdadeira revolução no atendimento da saúde pública no Brasil. Dinheiro existe, o que falta é qualificação na aplicação desse dinheiro, e metas claras”.
Durante o encontro, Aécio ressaltou que no seu governo haverá um canal de comunicação com os profissionais do setor. “Vamos construir uma política de saúde pública no Brasil, em interlocução com os vários setores representativos da área. Hoje é um dia importante, em que poderia ser comemorado o Dia da Saúde. Mas, infelizmente, para muitos brasileiros é o Dia da Falta de Saúde. Falta diálogo”, afirmou.
O candidato lembrou uma revolução no atendimento de saúde pública no país inclui a alocação responsável de recursos, a definição de prioridades, a qualificação de profissionais e a realização de atendimentos especializados.
Parceria
Para o presidente da Associação Médica do Brasil (AMB), Florentino Cardoso, o caminho para a “construção de uma saúde pública digna” no Brasil passa pela implantação de uma parceria necessária entre os profissionais do setor e o governo federal.
“Precisamos mudar os cenários do nosso país, que não aguenta mais 12 anos de retrocesso, de um governo que leva o país a um lugar não adequado, a uma situação constrangedora na saúde, na educação e na segurança”, afirmou Cardoso.
O presidente da ABM acrescentou: “Aécio tem se mostrado confiante, trabalhador, dedicado, conhecedor das causas desse país. Quer construir um Brasil com alianças, ouvindo pessoas que entendem e vivem os diferentes setores desse Brasil”.
*Fonte: Rede45

terça-feira, 5 de agosto de 2014

“É inaceitável se o Congresso participou de uma farsa”, diz FHC




O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta terça-feira em São Paulo que “inaceitável” a possível participação do Congresso Nacional em “uma farsa” ao comentar o repasse de perguntas a executivos da Petrobras que depuseram na CPI que investiga a compra da Refinaria Pasadena.
"Se isso for assim o Congresso participou de uma farsa, o que é inaceitável", disse. "Não é o governo. É a Petrobras quem tem de dar explicações. E o Congresso. Realmente o Congresso tem de se explicar", disse, depois de dar palestra em seminário internacional sobre construção sustentável realizado em São Paulo. continue lendo em:
http://www.valor.com.br/politica/3640482/e-inaceitavel-se-o-congresso-participou-de-uma-farsa-diz-fhc#ixzz39XUTzUqZ

Gaza: Israel anuncia retirada total de tropas


Da Agência Lusa
O Exército israelense anunciou hoje (5) ter retirado todas as tropas da Faixa de Gaza. "Todas as nossas forças saíram de Gaza", disse o general Moti Almoz à Rádio Militar, depois de ter entrado em vigor, no início da manhã, um novo cessar-fogo de 72 horas, acertado nessa segunda-feira.
No dia 8 de julho, Israel deu início à operação militar Margem Protetora, com ataques aéreos para responder ao disparo de foguetes palestinos, a partir da Faixa de Gaza, contra o seu território.
Em 17 de julho, o Exército israelense começou manobras terrestres para destruir a rede de túneis construída pelo movimento radical palestino Hamas, que controla a região desde 2006 e é usada para ataques em zonas fronteiriças.

Mais de 1.850 palestinos morreram em 28 dias de ofensiva. Do lado israelense, morreram cerca de 60 pessoas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Por que São Paulo pode decidir as eleições - Brasil - Notícia - VEJA.com

Por que São Paulo pode decidir as eleições - Brasil - Notícia - VEJA.com

Aécio Neves defende resgate do etanol em congresso do Agronegócio



O candidato à Presidência da República da Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou, nesta segunda-feira (4/08), que irá resgatar o programa de produção do etanol e anunciou que a agenda de seu governo para o agronegócio é a da “competitividade, do aumento da produtividade e do avanço em busca de novos mercados mundo afora”. Para ele, é necessário que haja “um choque de infraestrutura”.
Após participar da abertura do 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo, Aécio Neves defendeu previsibilidade no mercado de etanol.
“O etanol sofre uma concorrência desleal da própria Petrobras. Previsibilidade é a regra número um do nosso governo. Vamos garantir isso no nosso governo e vamos discutir políticas de preços mínimos para que o etanol possa resgatar sua capacidade também competitiva”, disse.
O presidenciável lembrou que mais de 40 usinas de produção de álcool foram fechadas nos últimos anos e acrescentou: “Cerca de 20 estão hoje em processo de liquidação judicial e nós já perdemos centenas de milhares de empregos no campo”.
De acordo com Aécio Neves, “resgatar o etanol é um ato de responsabilidade não só econômica, mas ambiental”. Para ele, o Brasil está “na contramão do mundo”, ao subsidiar combustíveis fósseis, o que não ocorre em nenhum outro país.
Choque de infraestruturaAécio Neves defendeu a simplificação do sistema tributário e um “choque na infraestrutura no Brasil”, por meio da conclusão de obras inacabadas e até mesmo abandonadas.
“Eu tenho dito que, da porteira para dentro, o agronegócio brasileiro é o mais produtivo do mundo. O problema começa da porteira para fora porque faltam rodovias, ferrovias, hidrovias e portos competitivos”.
Para o candidato, é preciso combater o Custo Brasil, com medidas como “a simplificação do nosso sistema tributário, com regras absolutamente claras que permitam o retorno dos investimentos para fazermos um grande mutirão de infraestrutura, que obviamente impactará na competitividade do agronegócio brasileiro”.
Aécio Neves destacou ainda a necessidade de segurança jurídica, hoje inexistente. “Queremos criar um ambiente seguro para a produção, obviamente compatibilizando com a questão ambiental e os direitos indígenas. Não podemos aceitar mais essa ideia anacrônica e atrasada de que a produção é a inimiga da preservação ambiental.”
O candidato citou o aumento da produção do agronegócio brasileiro como exemplo de que é possível conciliar a eficiência com a responsabilidade socioambiental.
“O Brasil, desde a década de 1990, teve aumentada sua área plantada alguma coisa em torno de 40% e a sua produção cresceu 220%. Essa é uma demonstração clara de que o agronegócio brasileiro é produtivo e tem também responsabilidade”, afirmou Aécio Neves.

Oposição reúne-se em Brasília para pedir punição de responsáveis pela farsa da CPI da Petrobras



O líder do PSDB no Senado e candidato a vice-presidente na Coligação Muda Brasil, Aloysio Nunes Ferreira (SP), reúne-se nesta segunda-feira (04/8) com lideranças políticas de oposição para defender ampla investigação da farsa montada na CPI da Petrobras.
“Vamos pedir providências já. O caso tem que ser investigado, e os responsáveis punidos”, disse o líder, que marcou conversas também com o coordenador jurídico da Coligação Muda Brasil, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), e o coordenador-geral da campanha, o senador José Agripino Maia (DEM-RN).
Em seguida, Aloysio acrescentou: “O Senado foi ultrajado por essa farsa. Imagina se isso acontecesse no Congresso dos Estados Unidos. Você acha que ficaria impune?”.
Na edição desta semana, a Revista Veja traz reportagem informando que teve acesso a um vídeo que revela a existência de uma farsa na CPI. Segundo a denúncia, a comissão foi criada com o objetivo de não punir os responsáveis.
Para isso os governistas e petistas, de acordo com a revista, coordenaram um esquema para que os investigados recebessem as perguntas que teriam de responder para os parlamentares. O vídeo tem 20 minutos.
PossibilidadesO líder afirmou que estuda a possibilidade de encaminhar representações contra os envolvidos tanto ao Ministério Público como ao Senado, já que funcionários da Casa participaram do que ele julga ser uma “armação”. Aloysio também quer saber se a presidente Dilma Rousseff (PT) tinha conhecimento do esquema.
Na reunião desta segunda-feira, Aloysio quer também que estejam presentes integrantes da assessoria jurídica do PSDB. “Vamos discutir quais são as medidas legais que podem ser tomadas diante desse escândalo, mas acho que algumas providências o próprio Renan [Calheiros, presidente do Senado] pode e deve tomar”, afirmou.
O líder disse que o PSDB e aliados querem a apuração sobre a participação da presidente Dilma no episódio. “A presidente [Dilma Rousseff] tem pelo menos responsabilidade moral neste caso. É impossível que ela não soubesse de nada”, afirmou.
De acordo com a reportagem da Veja, a farsa teve a participações de funcionários ligados à Secretaria de Relações Institucionais, comandada pelo ministro Ricardo Berzoini. Aloysio lembrou que Berzoini esteve envolvido no caso do chamado “dossiê dos aloprados” na eleição presidencial de 2006. Naquela ocasião, petistas foram flagrados com um dossiê com acusações falsas contra integrantes do PSDB.
*Fonte: Rede45

“Jogo combinado”, análise do ITV



Enquanto esteve na oposição, o PT transformou comissões parlamentares de inquérito numa potente arma de luta política. Mesmo com excessos, o partido integrou importantes investigações, como a que levou ao impeachment de Fernando Collor. No poder, a especialidade dos petistas tornou-se outra: desmoralizar este valioso instrumento da democracia e de fiscalização de atos do Executivo.
É o que se vê novamente agora na CPI da Petrobras em funcionamento no Senado. Em sua edição desta semana, a revista Veja revela que os depoimentos mais importantes, de ex e dos atuais principais executivos da empresa foram tudo jogo combinado. Perguntas e respostas foram previamente ensaiadas.
O petismo moveu gente graduada da Petrobras e do próprio governo para montar a farsa: dois funcionários da estatal, assessores da liderança do governo no Senado, da liderança do PT no Senado e da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (neste caso, nada muito surpreendente, em se tratando de pasta comandada por gente de notórias ligações alopradas…).
A artimanha é mais uma demonstração de que o governo petista tem muito a temer em relação à elucidação de descalabros envolvendo a Petrobras, em especial durante o período em que Dilma Rousseff presidiu seu conselho de administração. Foi a época em que pulularam as mais tenebrosas transações enredando a estatal.
A lista de negócios ruinosos é extensa. Nela, destacam-se a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e a construção de refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Uma, a preços muito acima do que valia; outra, a um custo que já se multiplicou por nove e sabe-se lá aonde vai parar. Há outros descalabros de menor monta, como em Okinawa, no Japão, e na Repar, no Paraná, mas igualmente deficitários.
Pelos prejuízos em Pasadena, 11 diretores da Petrobras foram condenados há duas semanas pelo TCU a devolver US$ 792 milhões aos cofres públicos. Assim como na ação forjada na CPI, soube-se que Lula e o ministro da Justiça moveram-se para atenuar as conclusões do tribunal e livrar Dilma da mesma punição imposta aos executivos da estatal à época em que ela comandava o conselho administrativo. Falsear é o modus operandi do PT.
O episódio envolvendo a manipulação de sessões da CPI da Petrobras demonstra, mais uma vez, o desapreço dos petistas por instituições caras à nossa democracia. É o vale-tudo desabrido para que o projeto de poder ainda em marcha se prolongue por mais quatro anos. Sem gabarito, esta gente não tem competência para nada. Sem ter como colar, não vão passar na prova das urnas em outubro. Têm ficha corrida suficiente para tomar bomba.

Aécio Neves diz que denúncia de farsa na CPI da Petrobras é “extremamente grave”



O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, classificou a denúncia de farsa na CPI da Petrobras relatada pela revista Veja como “extremamente grave” em razão de envolver senadores e servidores do Congresso Nacional e funcionários do Palácio do Planalto. Aécio defendeu investigação “a fundo” e antecipou que o PSDB anunciará, na tarde desta segunda-feira (4), que medidas judiciais irá tomar.
“Nós queremos saber até onde isso foi. A indicação na matéria, que precisa ser comprovada, obviamente, é a participação não apenas de senadores, não apenas de funcionários do Congresso, o que é extremamente grave, mas funcionários da Presidência da República. Nós temos que investigar isso a fundo.”
A afirmação foi feita em São Paulo, nesta manhã, após participar da abertura do 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio. O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira, que é vice em sua chapa e estava presente no mesmo evento, coordenará as discussões com líderes de outros partidos e advogados do PSDB para anunciar as providências a serem tomadas.
De acordo com reportagem da revista Veja, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli e o ex-diretor da área internacional da empresa Nestor Cerveró tiveram acesso prévio a perguntas que seriam feitas em sessão da CPI da Petrobras, em maio último. Conforme a revista, a farsa teve a participação de servidores ligados à Secretaria de Relações Institucionais, da Presidência da República. “O senador Aloysio está indo agora para Brasília para nos representar nas discussões, inclusive com os advogados do partido”, afirmou Aécio Neves.
Neste domingo (3), Aloysio Nunes Ferreira antecipou que está em estudo o encaminhamento de representações ao Ministério Público e ao próprio Senado solicitando a apuração dos fatos, uma vez que funcionários da Casa participaram da fraude. O PSDB também quer saber se a presidente Dilma Rousseff (PT) tinha conhecimento do esquema.

Aécio: “O Paraná é o estado mais prejudicado pelo governo federal”



Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, publicada nesta segunda-feira (4), o candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, diz que o Paraná é prejudicado pela União e defende uma revisão do pacto federativo. Leia um trecho da entrevista:
A manchete da Gazeta do Povo deste domingo mostra que, entre as 27 unidades federativas, o Paraná foi 24.º colocado na relação dos tributos federais arrecadados e investimentos da União entre 2002 e o ano passado. Desde o último ano de governo FHC e 2013 não houve grande mudança dessa situação. Qual sua avaliação desse cenário?
O que vem acontecendo com o Paraná nos últimos anos é inaceitável. O Paraná é um estado que arrecada muito e um dos últimos no retorno desses tributos. Eu não quero comparar governos, mas, uma explicação tem de ser dada. O governo Fernando Henrique Cardoso foi um período de baixo investimento em todo Brasil porque havia uma prioridade em detrimento de todas as outras, que era enfrentar a inflação. Ela foi vencida com o Plano Real. Era uma etapa necessária para que o Brasil voltasse a crescer. Eram outras circunstâncias macroeconômicas. Hoje, o que nós estamos assistindo são dificuldades sucessivas colocadas sobre o Paraná. O governo federal ofereceu a alguns estados um financiamento. Ofereceu em larga escala, mas, no caso do Paraná, houve a necessidade de o estado recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Eu tenho dito que a base do nosso projeto é a refundação da federação do Brasil. Nós precisamos que os estados e municípios readquiram condições mínimas para enfrentarem suas demandas. Existe uma agenda federativa no Congresso. O mais relevante desses temas é a renegociação da dívida dos estados, o que possibilitaria um espaço para que as unidades federativas pudessem transformar essa diferença em investimento. Eu próprio tenho um projeto que impede que o governo federal faça desonerações sobre parcelas de tributos dos estados e municípios. A União pode continuar fazendo isenção do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), mas na parcela dela. Não é lógico buscar uma solução para crises setoriais comprometendo orçamento de estados e municípios. Essa é uma proposta que o PT não permitiu que fosse votada. A tributação entre entes federativos, o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), por exemplo. Hoje paga município, estado e União. Não tem sentido isso. Existe uma agenda da federação paralisada e obstruída pelo Congresso Nacional pela ação da maioria governista, levando o Brasil a se transformar num estado federativo de ente único. Eu quero resgatar a parceria com os estados e com o Paraná, em especial, porque vem sendo o mais prejudicado. Quero resgatar a federação.

domingo, 3 de agosto de 2014

Presidente de CPI da Petrobras promete apurar denúncia sobre depoimentos | Congresso em Foco

Presidente de CPI da Petrobras promete apurar denúncia sobre depoimentos | Congresso em Foco

Pesquisa aponta que Aécio vence Dilma no segundo turno no berço do PT



O candidato da Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, vence a petista Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial na região do Grande ABC, berço político do PT. No primeiro turno, Aécio e Dilma estão tecnicamente empatados. Os dados são do DGABC Pesquisas e foram publicados pelo Diário do Grande ABC na edição deste domingo (3/8).
No primeiro turno das eleições, Aécio empata com a atual presidente em seis das sete cidades, inclusive nos municípios governados pelo PT. As intenções de voto em Aécio chegam a 24,2% contra 26,3,3% de Dilma. No segundo turno, porém, Aécio vence Dilma com uma margem larga de votos em todo o Grande ABC. Aécio é citado por 38,9% dos entrevistados, e Dilma, por 31,3% deles.
Pela pesquisa, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, vence no primeiro turno na região pesquisada.
Os dados mostram que ele tem 40,6% das intenções de votos. O governo Alckmin conta ainda com o apoio de 62,9% dos entrevistados.
O ABC é um tradicional reduto do PT. A região é sustentada economicamente pelas indústrias de grande porte, e os sindicatos têm presença expressiva.
Entrevistados
As entrevistas foram realizadas com 2.800 pessoas, de 28 a 31 em todo o Grande ABC, ouvindo 400 pessoas em cada uma das cidades pesquisadas: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Diadema e Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
A margem de erro é de 1,9 ponto percentual. A pesquisa está registrada sob o protocolo SP-00012/2014 no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).
Aceitação
Levantamento anterior feito pelo mesmo instituto de pesquisas, há oito meses, mostrava que o avanço das intenções de voto para Aécio era latente. Na ocasião, 18,8% dos entrevistados citavam espontaneamente o nome do candidato da Coligação Muda Brasil.

Falta sentimento democrático por Fernando Henrique Cardoso



Ainda é cedo, mas há fortes indícios de que o PT perderá as próximas eleições. Em que estado com muitos eleitores seus candidatos a governador se mostram competitivos? Talvez em um. No total os petistas aparecem bem situados apenas em quatro estados, se tanto, três deles com não muitos eleitores. Quanto aos aliados, especialmente o principal, o PMDB, parece que andam em franca debandada em vários estados. Também, pudera, como pedir fidelidade no apoio à reeleição quando, além do pouco embalo da chapa presidencial, os candidatos da oposição e do próprio PMDB aos governos estaduais aparecem bem à frente dos candidatos do PT?
As taxas de rejeição da presidenta estão nas nuvens, não só em São Paulo, onde nem o céu é o limite. Também crescem nos pequenos municípios do Norte e do Nordeste para onde, nas asas das Bolsas Família, migraram os apoios do partido que nasceu com os trabalhadores urbanos. As raízes deste quadro se abeberam em vários mananciais: o das dificuldades econômicas, da tragédia das políticas energéticas (vale prêmio Nobel derrubar ao mesmo tempo o valor de bolsa da Petrobras e as chances do etanol e ainda encalacrar as empresas de energia elétrica), da confusão administrativa, do pântano das corrupções e assim por diante. Culpa da presidenta? Não necessariamente.
Há tempo, escrevi um artigo nesta coluna com o título de “Herança Maldita”. Fazia ironia, obviamente, com o estigma que petistas ilustres quiserem impingir a meu governo. No artigo indicava que a origem das dificuldades não estava no atual governo, vinha de seu predecessor. A cada oportunidade que tenho procuro separar a figura da presidenta, seu comportamento passado e atual, digno de consideração, dos erros que, eventualmente atribuo ora a ela, ora ao estilo petista de governar.
Mas, francamente, é demais não reconhecer que há motivos reais, objetivos, para o mal-estar que envolve a atual política brasileira sob hegemonia petista. Abro ao acaso os jornais desta semana: os europeus advertem que a produtividade do país está estagnada; o humor do varejo em São Paulo é o pior em três anos; a produção industrial e a confiança dos industriais não param de cair; o FMI publica documento oficial assinalando que nossa economia é das mais vulneráveis a uma mudança no cenário internacional e ajusta mais uma vez para baixo a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2014, para 1,3% (seriam otimistas?); o boletim Focus, do BC, prevê um crescimento ainda menor, de 0,9% (seriam os pessimistas?); o juro para a pessoa física atinge seu maior patamar em três anos; a geração de empregos é a menor para o mês de junho em 16 anos; para não falar na decisão do TCU de bloquear os bens dos dirigentes da Petrobras ao responsabilizá-los por prejuízos causados aos cofres públicos na compra da refinaria de Pasadena.
Espanta, portanto, que a remessa de análise conjuntural feita por analistas de um banco a seus clientes haja provocado reações tão inusitadas. O mercado não deve se intrometer na política, protestaram governo e petistas. Talvez. Mas se intromete rotineiramente e quando o vento está a favor os governos se deixam embalar por seu sopro. Então, por que agora e por que de forma tão desproporcional ao fato, presidenta?
Não creio que seja por desconhecimento da situação nem muito menos por ingenuidade. Trata-se de estratégia: o ataque é a melhor defesa. E nisso Lula é mestre. Lá vêm aí de novo com as “zelites” (da qual faz parte) contra o povo pobre. Até aí, táticas eleitorais. Mas me preocupa a insistência em tapar o sol com a peneira. Talvez queiram esconder o acúmulo de dificuldades que estão se avolumando para o próximo mandato: inflação subindo, com tarifas públicas e preço da gasolina represados; contas públicas que nem malabarismos fiscais conseguem ajustar; o BNDES com um duto ligado ao Tesouro, numa espécie de orçamento paralelo, como no passado remoto; as tarifas elétricas rebaixadas fora de hora e agora o Tesouro bancando os custos da manobra populista, e assim por diante. Em algum momento o próximo governo, mesmo se for o do PT, terá de pôr cobro a tanto desatino. Mas, creem os governistas, enquanto der, vamos empurrando com a barriga.
Que fez o governo do PSDB quando as pesquisas eleitorais de 2002 apontavam possível vitória do PT da época? Elevou os juros, antes mesmo das eleições, reduzindo as próprias chances eleitorais. Sustentou mundo afora, antes e depois das eleições, que não haveria perigo de irresponsabilidades, pois as leis e a cultura do país haviam mudado. Pediu um empréstimo ao FMI, com a prévia anuência pública de todos os candidatos a presidente, inclusive e especificamente do candidato do PT. O dinheiro seria desembolsado e utilizado pelo governo a ser eleito para acalmar os mercados, que temiam um descontrole cambial e inflacionário e mesmo uma moratória com a vitória de Lula. Aprovamos ainda uma lei para dar tempo e condições ao novo governo de se inteirar da situação e se organizar antes mesmo de tomar posse.
Agora, na eventualidade de vitória oposicionista (e, repito, é cedo para assegurá-la) que fazem os detentores do poder? Previnem-se ameaçando: faremos o controle social da mídia; criaremos um governo paralelo, com comissões populares sob a batuta da Casa Civil que dará os rumos à sociedade; amedrontam bancos que apenas dizem o que todos sabem etc. Sei que são mais palavras equívocas do que realidades impositivas. Mas denotam um estado de espírito. Em lugar de se prepararem para “aceitar o outro”, como em qualquer transição democrática decente, estigmatizam os adversários e ameaçam com um futuro do qual os outros estarão excluídos.
Vejo fantasmas? Pode ser, mas é melhor cuidar do que não lhes dar atenção. A democracia entre nós, já disseram melhor outros personagens, é como uma planta tenra que tem que ser cuidada e regada com exemplos, pensamentos, palavras e ações todos os dias. Cuidemos dela, pois.

Fiat dá adeus à Itália enquanto a fusão com Chrysler marca o fim de uma era - InfoMoney



- InfoMoney 
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/bloomberg/carros/noticia/3493344/fiat-adeus-italia-enquanto-fusao-com-chrysler-marca-fim-uma




"Substituíram a ditadura militar pela ditadura midiática”, diz Kucinsky na Flip


Agência Brasil

"Substituíram a ditadura militar pela ditadura midiática, a dominação pelo consenso", disse hoje o jornalista e escritor Bernardo Kucinski, sob aplausos da plateia que participou da segunda mesa da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) neste sábado (2).
A irmã e o cunhado de Kucinski foram presos e mortos pela ditadura e seus corpos continuam desaparecidos. Segundo ele, a Comissão Nacional da Verdade não terá resultados concretos, pois os poderosos que apoiaram o golpe de 64 continuam no poder.
"E as Forças Armadas não se reciclaram, não condenaram as atrocidades cometidas no passado. A tentativa de desinformar e a guerra psicológica continua em alguns setores militares, continua, ainda que diminuto," declarou.
Filho de Rubens Paiva, que foi preso, torturado e morto pelos militares em 1971, o escritor Marcelo Rubens Paiva chorou ao ler um texto sobre o sofrimento da mãe e da família pela incerteza do paradeiro do deputado, cujo corpo continua desaparecido. O pai morreu na noite em que a esposa foi presa. Apenas em 1996, foi feito o registro de óbito de Ruben Paiva.
Marcelo foi aplaudido de pé ao lembrar da coragem e determinação da mãe, Eunice Paiva, na luta contra a ditadura. "Mamãe era uma dondoca. De repente, foi presa e saiu de lá muito magra e sozinha. E então começou a peitar a ditadura", disse. "Passou a fazer parte de vários movimentos, a ser uma voz quase solitária contra a ditadura". Posteriormente, Eunice estudou direito e passou a se dedicar às causas indígenas.
A mediadora da mesa e historiadora Lilia M. Schwarcz argumentou que os relatos dos participantes falavam de uma memória de um tempo que não passou e de uma história que ainda incomoda os brasileiros.
Revisitar os fatos e desnudar as verdades são fundamentais nos dias de hoje para os debatedores.  "A história é complexa e por isso mesmo requer reflexão, uma boa pesquisa, leitura", disse o economista Pérsio Arida, preso e torturado quando tinha 18 anos. "Se até pessoas que participaram do período têm essa confusão, imagina os garotos que moram na periferia de grandes cidades, que não têm acesso a essa história nas escolas", disse Paiva.
"As novas gerações têm muitos poucos  pontos de contato com as outras gerações, não tem continuidade. Para eles a ditadura é uma capítulo remoto da história do Brasil. O nível de desconhecimento é impressionante", disse Kucinski.

Em Curitiba, Aécio Neves diz que irá avançar nas políticas sociais



da Agência Brasil
Em compromisso de campanha, hoje (2), em Curitiba (PR), o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse que um dos carros-chefes de seu programa de governo é o projeto Família Brasileira. Segundo Aécio, o projeto significará um avanço para as políticas sociais e não irá tratar a questão da pobreza apenas no aspecto da falta de renda.

“Nós vamos classificar a precariedade e as demandas das famílias que estão hoje no cadastro único em cinco níveis, porque, na nossa visão, a pobreza não pode ser analisada e cuidada apenas na vertente da privação da renda. Temos que falar da privação de serviços de qualidade e da privação de oportunidades também”, disse o candidato.

Ele informou que o Família Brasileira será detalhado ao longo da campanha e é inspirado em uma ação do governo do Paraná, o Família Paranaense.
Aécio Neves também fez críticas à política econômica atual, ao dizer que o Brasil é o país que menos cresce em toda a região sul-americana e que a inflação volta a ameaçar as famílias. O candidato disse que a indústria nacional vive um momento de caos. “O clima de pessimismo ronda todos os setores da economia e também da sociedade brasileira”, avaliou.
Ao ser questionado se a divulgação de informações de que durante seu mandato como governador de Minas Gerais um aeroporto teria sido construído em uma propriedade de seu tio-avô, trazendo benefícios a ele, o candidato respondeu que as obras foram feitas com transparência. “Essas obras do aeroporto se inserem no conjunto de milhares de obras que foram feitas em Minas Gerais, com absoluta transparência, buscando fazer com que o estado se desenvolvesse”. E completou: “Estamos em um momento eleitoral, as acusações vêm e vêm sobretudo daqueles que veem a perspectiva de derrota cada vez mais próxima”.
Após participar de uma caminhada pelas ruas de Curitiba, Aécio Neves seguiu para Porto Alegre , onde irá participar de comício.
O candidato Pastor Everaldo (PSC) teve atos de campanha no estado do Rio de Janeiro. Ele reuniu-se com lideranças do partido em Campos e em Macaé. Na noite de hoje, participa da abertura de uma exposição cristã em Cabo Frio.  Já Rui Costa Pimenta, candidato a presidente pelo PCO, participou de plenária com filiados e militantes na capital paulista. O candidato Eduardo Campos (PSB) teve encontro com prefeitos de instâncias turísticas em Brotas, no interior paulista. Levy Fidelix, candidato pelo PRTB, fez carreata na região do ABCD paulista. 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

MP pede bloqueio de convênios da prefeitura com sem-teto - Brasil - Notícia - VEJA.com

MP pede bloqueio de convênios da prefeitura com sem-teto - Brasil - Notícia - VEJA.com

Justiça isenta empresas de cumprir regras da Anatel em favor de consumidores


da Agência Brasil
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu liminar desobrigando um grupo de empresas de telecomunicações de cumprir algumas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que beneficiam os consumidores. As empresas não terão, por exemplo, que retornar imediatamente as ligações feitas aos call centers, que tenham sofrido interrupção, nem estender para os clientes antigos os mesmos benefícios das ofertas praticadas para captar novos clientes.
A medida liminar favorece as empresas inscritas na Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), que inclui operadoras como Claro, Embratel, GVT, Net, Nextel, Sky, TIM Celular, Oi Móvel, Vivo e Algar Telecom. Outros itens que as empresas não terão que cumprir são os que determinam que a prestadora deve fornecer informações sobre o plano de serviço no ato da contratação e o que veda a cobrança pelo restabelecimento da prestação do serviço.

O Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), queentrou em vigor no dia 8 de julho, trouxe novas regras a serem seguidas pelas empresas de telefonia, internet e TV por assinatura.
No pedido feito ao TRF, a Telcomp argumenta que o prazo para o atendimento das obrigações, de 120 dias, foi irrisório, e nesse período as exigências contidas no regulamento ainda não eram totalmente claras para as prestadoras do setor, redundando em diversas reuniões entre as empresas do setor e a Anatel, o que tornou mais exíguo o tempo destinado para a implementação das mudanças.
Em nota, a Anatel informou que vai defender em juízo, por meio da Advocacia-Geral da União, a legalidade dos artigos do regulamento. Segundo a agência, todas as empresas de telecomunicações tiveram 120 dias para se adaptar às novas regras, e participaram ativamente do grupo de implantação do regulamento. “A Anatel considera que as regras criadas pelo RGC representam um avanço nos direitos do consumidor de telecomunicações”, disse a agência.
O  juiz da 21ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal Victor Cretella disse que é preciso ouvir a Anatel para a formação da decisão final, mas suspendeu a eficácia de algumas obrigações até que cheguem mais elementos para exame da matéria. A Telcomp ainda não se posicionou sobre a decisão.
Em nota, a Telcomp diz que a decisão de recorrer à Justiça, para discutir o regulamento, foi tomada em assembleia geral pela maioria das empresas associadas. Segundo a entidade, alguns artigos do RGC não estão de acordo com a legislação vigente, violam direitos ou não atendem interesses dos consumidores, criam ônus desproporcionais aos possíveis benefícios e estipulam prazos de implantação que não podem ser cumpridos, e acrescenta: “As prestadoras de serviços são as maiores interessadas em atender bem aos seus consumidores, com serviços inovadores, melhores preços e sempre maiores comodidades, em um ambiente de intensa competição”.
Alterada às 20h11 para acréscimo de informação.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

“Os fundos ‘abutres’, a Dilma e o Santander”, por Alberto Goldman



Em 2008, alguns fundos de investimentos compraram títulos da moratória argentina de 2001 por um valor nominal de US$ 428 milhões, mas na realidade pagaram por esses papéis muito menos do que isso, cerca de US$ 0,30 ou 0,40 para cada US$ 1 nominal do título, segundo o governo argentino.
Esses papéis foram adquiridos de investidores que se recusaram a aceitar a proposta de 2005 de reestruturação da dívida, quando os títulos da dívida pública, que perderam o seu valor na moratória argentina no final de 2001, foram renegociados.
Naquela troca, a Argentina conseguiu uma remissão da dívida de 65% sobre o capital original e uma adesão de 75% do total dos credores. Ela foi reaberta em 2010, operação que atingiu 92,5% de adesão dos credores à renegociação.
Os que rejeitaram esses refinanciamentos são tecnicamente denominados “holdouts”, com uma dívida a seu favor, entre capital e juros, avaliada em US$ 15 bilhões, segundo dados do governo argentino.
São credores individuais e institucionais de Alemanha, Japão, Estados Unidos, Itália – neste caso milhares de aposentados – e também da Argentina.
Desse grupo, os fundos de investimento especulativos representam apenas 1%, mas são os mais beligerantes, com poder de fogo suficiente para contratar poderosos escritórios de advogados.
Esses todos são os que Cristina Kirchner e o governo argentino chamam de “abutres”. São acusados de extorsão. Esses “fundos abutres” ganharam da Argentina um milionário litígio na Justiça americana para receber integralmente o valor da dívida. Cristina está com bronca deles pois a Argentina não tem como pagar. E ela é, agora, respaldada por Dilma Rousseff e seus associados do Mercosul.
Vale dizer, colocar no mercado títulos dos governos para captar dinheiro de quem quer que seja, sem distinção de qualquer tipo – com encargos determinados e prazos definidos – isto é, se endividar o país para usar o dinheiro para o bem ou para o mal, como lhes aprouver, é moralmente válido, é parte do sistema capitalista que nos governa. Porém, cumprir os compromissos assumidos é outra conversa. Se o governo devedor passa a ter dificuldades, faz-se a moratória e o credor que se dane. E se não aceitar os termos da moratória, e buscar os seus direitos na Justiça, o investidor passa a ser chamado de “abutre”, “ave de rapina”, seja ele um nababo ou uma velhinha pensionista.
Pois esse também é o conceito de responsabilidade governamental que tem a Dilma Rousseff, nossa presidente.
Fico eu aqui com os meus botões pensando nas economias que tenho – eu e mais milhões de brasileiros – aplicadas em fundos de investimento gerenciados pelo Banco do Brasil e por muitas instituições financeiras. Grande parte dos recursos dos fundos é constituída por títulos do governo brasileiro, e é através dessa operações que o governo levanta dinheiro para financiar empresas, realizar a copa do mundo de futebol, construir estadas, pagar o funcionalismo, as suas dívidas, etc. Que segurança tenho de que algum dia o nosso governo não resolva, como fez o da Argentina, promover uma moratória e, se eu não aceitar a sua proposta de negociação, e demandar na Justiça, passe a me chamar também de…”abutre”?
Depois disso a Dilma ainda reclama quando um analista do Banco Santander opina para os seus clientes que se a Dilma ganhar a economia brasileira vai piorar. Vale dizer, se piorar o meu dinheirinho tem o risco de virar pó. E se eu me revoltar, vou ser chamado de “abutre”.
Que diferença faz a atitude de Cristina, respaldada por Dilma, daquela feita pelo Collor quando congelou nosso dinheiro? Nenhuma.
Não, isso não vai acontecer. Nem a Dilma vai ganhar, nem “o nosso” vai virar pó.

A Verdade sobre o Aeroporto



A Verdade sobre o Aeroporto

31 de julho de 2014 às 09:21
Aécio Neves - Folha de S. Paulo, 31 de julho de 2014

Nasci no ambiente da política e vivi nele toda a minha vida. Sei que todo homem público tem uma obrigação e um direito: a obrigação de responder a todo e qualquer questionamento, especialmente os que partem da imprensa. E o direito de se esforçar para que seus esclarecimentos possam ser conhecidos.

Nos últimos dias, fui questionado sobre a construção de um aeroporto na cidade de Cláudio, em Minas Gerais. Como o Ministério Público Estadual atestou e a Folha registrou em editorial, não há qualquer irregularidade na obra. Mas surgiram questionamentos éticos, uma vez que minha família tem fazenda na cidade. Quero responder a essas questões.

A pista de pouso em Cláudio existe há 30 anos e vem sendo usada por moradores e empresários da região. Com as obras, o governo de Minas Gerais transformou uma pista precária em um aeródromo público. Para uso de todos.

As acusações de benefício à minha família foram esclarecidas uma a uma. Primeiro, se disse que o aeroporto teria sido construído na fazenda de um tio-avô meu. A área foi desapropriada antes da licitação das obras, como manda a lei. O governo federal reconheceu isso, ao transferir a jurisdição do aeroporto ao governo de Minas Gerais, o que só é possível quando a posse da terra é comprovada.
Depois, levantaram-se dúvidas sobre o valor da indenização proposta pelo Estado. O governo ofereceu R$ 1 milhão. O antigo proprietário queria R$ 9 milhões e briga até hoje na Justiça contra o governo de Minas.

Finalmente, se disse que a desapropriação poderia ser um bom negócio para o antigo proprietário, porque lhe permitiria usar o dinheiro da indenização para arcar com os custos de uma ação civil pública a que responde. Não é verdade. O dinheiro da indenização está bloqueado pela Justiça e serve como garantia ao Estado de pagamento da dívida, caso o antigo proprietário seja condenado. Se não houvesse a desapropriação, a área iria a leilão. Se fosse um bom negócio para ele, não estaria lutando na Justiça contra o Estado.

Sempre tomei cuidado em não misturar assuntos de governo e questões pessoais. Durante meu governo, asfaltamos 5.000 quilômetros de estradas, ligando mais de 200 cidades. Apesar desse esforço, deixei sem asfalto uma estrada, no município de Montezuma, que liga a cidade ao Estado da Bahia e passa em frente à fazenda que meu pai possuía, há décadas, na região. Avaliei que isso poderia ser explorado. Foi a decisão correta. De fato, na semana passada, fui acusado de construir um aeroporto em Montezuma. A pista, municipal, existe desde a década de 1980 e recebeu em nosso governo obras de melhoria de R$ 300 mil, inseridas em um contexto de ações para a região. Pelo que me lembro, pousei lá uma vez.

No caso de Cláudio, cometi o erro de ver a obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância.

Tenho sido perguntado se usei o aeroporto de Cláudio, como se essa fosse a questão central. Priorizei até aqui os esclarecimentos sobre o que me parecia fundamental: a acusação de ter cometido uma ilegalidade à frente do governo de Minas. Hoje, me parece que isso está esclarecido. Não tenho nada a esconder. Usei essa pista algumas vezes ao longo dos últimos 30 anos, especialmente na minha juventude, quando ela ainda era de terra.

Depois de concluída essa obra, demandada pela comunidade empresarial local, pousei lá umas poucas vezes, quando já não era mais governador do Estado. Viajei em aeronaves de familiares, no caso a da família do empresário Gilberto Faria, com quem minha mãe foi casada por 25 anos.

Refletindo sobre acertos e erros, reconheço que não ter buscado a informação sobre o estágio do processo de homologação do aeródromo foi um equívoco. Mas reitero que a obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região.

Leia também aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/178405-a-verdade-sobre-o-aeroporto.shtml

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