quarta-feira, 30 de junho de 2010

PSDB cede e confirma deputado do DEM como vice


Sérgio Guerra disse que Índio da Costa é um parlamentar jovem e circula bem na militância jovem do Democratas


CAROL PIRES - Agência Estado

O presidente Nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, confirmou nesta tarde à Agência Estado, que o candidato a vice presidente na chapa de José Serra à Presidência da República será o deputado federal Índio da Costa.

Guerra disse que deputado foi escolhido porque é um parlamentar jovem, circula bem na militância jovem do Democratas e é do Rio de Janeiro, região onde o PSDB não vai bem nas pesquisas de intenção de voto.

Aécio participou de reunião entre Serra e DEM para definir vice

MARCELA ROCHA
Direto de Brasília no Terra

Na madrugada desta quarta-feira (30), as cúpulas do DEM e do PSDB se reuniram novamente em São Paulo para negociar o nome do vice do candidato José Serra (PSDB) na corrida ao Palácio do Planalto. Numa reunião que se estendeu até às 6h, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), discutiram o assunto com Serra e o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, convidado a participar do encontro.

O mineiro era o favorito do DEM para assumir a vaga de vice de Serra. No entanto, Aécio enterrou essa possibilidade ao definir sua candidatura ao Senado por Minas. Fontes que confirmam a presença de Aécio na reunião fazem questão de ressalvar que não existe possibilidade de se voltar a discutir o nome do ex-governador mineiro para a vaga de vice. Ele foi chamado, afirmam, na condição de líder tucano importante e respeitado pelo DEM.

Os representantes do DEM deixaram uma reunião em Brasília e seguiram para São Paulo no início da madrugada. Na capital federal, líderes da legenda já davam como certo o afastamento de Alvaro da vice-presidência, tendo em vista que a candidatura de seu irmão, o também senador Osmar Dias (PDT), foi confirmada por ele próprio através de uma ligação.

O DEM voltou a defender o nome da ex-vice-governadora do Pará Valéria Pires para ocupar o posto. Entre os tucanos, fala-se novamente na senadora Marisa Serrano e no deputado Gustavo Fruet.

Com Alvaro Dias como vice, o PSDB alcançaria seu objetivo de formar uma chapa puro-sangue. Segundo tucanos, a tendência do DEM era de aceitar o nome de Alvaro Dias. No entanto, desistiram após a ligação de Osmar, explicando que o presidente de sua sigla e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o convenceu a disputar o palácio paranaense.

As agremiações passaram dois dias consecutivos fazendo longas reuniões, que contaram, inclusive, com a presença de Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os partidos retomaram o diálogo e, segundo o senador Agripino Maia, voltaram à estaca zero.

A crise entre DEM e PSDB foi desencadeada pelo anúncio de que Alvaro Dias era o nome indicado pela cúpula tucana para ser vice de Serra. O DEM se sentia no direito de ficar com a vaga e não gostou de ter recebido a notícia pelo Twitter de Roberto Jefferson, presidente do PTB, que, na última sexta-feira (25), fez uma série de ofensas ao ex-PFL na sua página do microblog, depois de iniciada a reação dos democratas.

Segundo afirmou o deputado ACM Neto(DEM-BA), na manhã desta quarta, Serra, Kassab e Maia devem se reunir novamente para acertar os últimos detalhes, antes de chegar à Brasília para homologar o vice na convenção do DEM, que acaba de ser suspensa, à espera das lideranças.

Alvaro Dias diz que não ficarão mágoas, se não for candidato

MARCELA ROCHA
Direto de Brasília no Terra

O senador Alvaro Dias disse ter sabido pela imprensa que seu nome não seria mais olevado pela coligação DEM-PSDB para ser vice do candidato José Serra. Após reunião com o presidente de sua legenda, senador Sérgio Guerra (PE), o parlamentar paranaense afirmou que não restarão ressentimentos se ele não for mais o candidato a vice. "Agora, tenho que evitar desgastes a candidatura Serra", acrescentou.

"Não podemos sustentar por muito tempo um confronto que desgaste a candidatura de Serra", pontuou Alvaro Dias, que ainda não assume o toque de recolher dado ao seu nome. Dias foi orientado por sua direção para negar que tenha sido avisado do rearranjo dos planos de seu partido. Em entrevistas, o recuo tucano é apenas insinuado. "Não posso criticar a condução desse processo", ponderou Alvaro Dias. Ele acrescenta ainda que está tranquilo em relação às decisões. "Sendo, ou não sendo vice, estou feliz... se já era a candidatura, sou ainda mais do meu partido".

Na madrugada desta quarta-feira (30), tucanos e democratas foram avisados por telefone pelo senador Osmar Dias (PDT) de que ele concorreria ao governo do Paraná, o quê, segundo uma liderança peessedebista, inviabilizou a defesa do nome de Alvaro para ocupar o posto.

O presidente do DEM, o deputado Rodrigo Maia, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foram de Brasília a São Paulo para definir com Serra quem será o vice. O encontro contou com a presença do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves. A solução deve ser apresentada até esta quarta (30), data da convenção do DEM, que será estendida até que encontrem uma solução consensual entre os aliados.

PMDB afasta presidente do diretório de SC por coligação com DEM

Presidente do PMDB-SC contrariou decisão da executiva do partido. Ele responderá a processo na Comissão de Ética e pode ser expulso.


Em reunião nesta quarta-feira (30), a executiva do PMDB decidiu pelo afastamento cautelar de Eduardo Pinho Moreira. Presidente do PMDB em Santa Catarina, ele foi indicado na convenção estadual do partido para ser vice de Raimundo Colombo (DEM) na disputa pelo governo do estado, descumprindo decisão da executiva nacional do partido.

O apoio de Eduardo Pinho ao DEM contrariou a cúpula nacional do PMDB, que oficializou uma aliança com o PT em torno da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.

Com a suspensão cautelar da filiação partidária, Eduardo Pinho não pode representar o partido. Consequentemente, não pode ser candidato a vice na chapa do DEM. O caso foi encaminhado para o Conselho de Ética, que tem 60 dias para tomar uma decisão. O processo pode resultar na expulsão do Eduardo Pinho do partido. Segundo a assessoria do PMDB, o processo de intervenção em Santa Catarina ainda não foi descartado pelo partido e continua em avaliação.

Para o Senado, foi mantida a aprovação da candidatura de Luiz Henrique da Silveira, ex-governador do Estado. Em Santa Catarina, o PMDB mantém uma coligação de oito anos seguidos com o DEM e o PSDB. A tríplice aliança foi responsável pelas duas eleições seguidas de Luiz Henrique da Silveira ao governo do Estado. Luiz Henrique se afastou do cargo em abril, para concorrer ao Senado, deixando o governo para Leonel Pavan (PSDB). Com a manutençao do acordo entre as três legendas, Eduardo Pinho foi indicado como vice ao lado de Colombo

no G1.

Governo italiano apela contra proibição de crucifixos em escolas - Extra Online

Link ==>> Governo italiano apela contra proibição de crucifixos em escolas - Extra Online

Ministro do TSE suspende decisão que tornou Garotinho inelegível

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marcelo Ribeiro, concedeu liminar na terça-feira (29/6) para suspender a decisão do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) que condenou Anthony Garotinho por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação e o considerou inelegível por três anos.

A decisão atende ao pedido de Garotinho que recorreu ao TSE para garantir seu registro como candidato ao governo do Rio de Janeiro. Seu partido, o PR, pretende anunciar o candidato na quinta-feira (1/7), em convenções partidárias.

Ao recorrer ao TSE, Garotinho sustentou que o suposto abuso do poder econômico e o uso indevido dos meios de comunicação, que levaram o TRE a decretar a inelegibilidade, foram por conta da entrevista que ele, como radialista, fez com sua esposa Rosinha Garotinho quando ela anunciou sua intenção de disputar as eleições para a prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ).

Ele sustenta que a entrevista ocorreu antes do período eleitoral, no dia 14 de junho de 2008, e não teve gravidade ou potencialidade para desequilibrar as eleições de 2008 nem justificar a gravíssima sanção aplicada pelo TRE-RJ.

Decisão

Em sua decisão, o ministro Marcelo Ribeiro afirmou que no caso de a ação ser ajuizada contra vários investigados, além dos candidatos beneficiados, não se pode, para a imposição da pena de inelegibilidade àqueles que praticaram somente uma conduta, analisar a potencialidade lesiva levando em conta os atos praticadas pelos demais.

Isso porque, de acordo com o ministro, o que foi atribuído “específica e claramente” a Garotinho foi a realização de uma entrevista em que se teria feito propaganda indevida da então candidata Rosinha Garotinho.

No entendimento do ministro, “para a imposição da gravíssima sanção de inelegibilidade, deve-se analisar a potencialidade em relação a cada ato praticado por aqueles que contribuíram para o ilícito”. Ou seja, para a apuração da potencialidade em relação ao beneficiário, deve-se considerar tudo o que foi praticado em seu favor, pelos diversos contribuintes do eventual ilícito eleitoral.

“Quando se trata de apenar aquele que, não sendo candidato, praticou o ato que contribuiu para o abuso, apenas os atos efetivamente por ele levados a efeito poderão ser considerados”, destacou o relator ao afirmar que “não pode o terceiro ser responsabilizado por atos que não praticou”.

Assim, o ministro concedeu a liminar em razão de que a Lei Complementar 35/2010, recém editada, só foi publicada após o julgamento do TRE-RJ. Marcelo Ribeiro entende que não se pode aplicar a lei em questão a julgamentos ocorridos antes de sua vigência.

Havendo, no seu entender, “controvérsia jurídica” quanto ao ponto, que foi recentemente examinado em consulta ao TSE, deveria ser concedida a liminar, dada a plausibilidade jurídica do recurso de Garotinho e o perigo da demora quanto a um pronunciamento judicial, uma vez que quinta-feira é o último dia para a realização das convenções. A liminar concedida pelo ministro vale até o julgamento final do recurso de Garotinho.

no Última Instância

Lula estabelece regras para transição após eleição

ROSANA DE CASSIA - Agência Estado

Faltando três meses para as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto disciplinando a atuação dos órgãos e entidades federais durante a transição governamental.

A Casa Civil da Presidência é quem vai coordenar os trabalhos relacionados ao processo de transição, que começará com o anúncio do resultado do pleito de outubro e terminará com a posse do novo presidente eleito.

A colaboração entre o governo atual e o eleito, a transparência da gestão pública, o planejamento da ação governamental e a continuidade dos serviços prestados à sociedade são alguns dos princípios da transição. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, com data de ontem.

Alvaro Dias: 'Não fui comunicado sobre novo cenário'

CAROL PIRES E MARCELO DE MORAES - Agência Estado

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) ainda não foi comunicado se continua ou não como indicado do partido para ser candidato a vice-presidente na chapa puro-sangue com José Serra. Nos bastidores, porém, lideranças do DEM confirmam que o entendimento entre as duas legendas é a de que não cabe mais a indicação do senador paranaense para o cargo, uma vez que o irmão dele, senador Osmar Dias (PDT-PR), já anunciou que está ao lado dos petistas na eleição.

"Ainda não fui comunicado sobre um novo cenário. E quem pode me comunicar algo sobre isto está aqui ao meu lado", disse Alvaro Dias à Agência Estado, referindo-se ao presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), com quem esteve reunido na manhã de hoje em Brasília.

Segundo Dias, o presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, telefonou por volta do meio-dia para Guerra, mas teria dito que também não tem novidades sobre as negociações em torno da vaga de vice na chapa encabeçada por Serra. "Seja qual for a decisão do partido, será a minha. Sem ressentimentos", completou Dias. "Estou muito tranquilo. Se não for indicado a vice não sobrará nenhum resquício de problema em relação a mim. Minha preocupação é ajudar na campanha para eleger José Serra. Nosso adversário é o governo, eu não sou problema", acrescentou.

A indicação de Alvaro Dias passou a ser aventada dentro do PSDB como uma possível solução para o impasse eleitoral no Paraná. Osmar Dias negociava, até recentemente, se seria candidato ao governo do Estado na chapa PT-PMDB-PDT ou se seria candidato ao Senado na chapa do PSDB. Diziam os tucanos que Alvaro Dias se fortaleceria se conseguisse trazer o irmão para o lado tucano. Com a decisão contrária de Osmar, Alvaro perdeu força.

"Acho que a candidatura do Osmar Dias mudou muito o rumo das coisas. Isso é inegável. Agora, qual o produto das conversas, nós temos que esperar", afirmou o vice-presidente do DEM, ACM Neto (BA). "Não foi batido o martelo de que Alvaro Dias não é mais o indicado, mas este já é o entendimento de todos", completa outro membro da cúpula do DEM. O líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN), afirma que o acordo ainda está sendo construído.

O único consenso, até o momento, segundo Agripino, é de que o DEM participará ativamente da escolha do vice para reverter o mal-estar causado pela indicação de Alvaro Dias, anunciada pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, pelo Twitter, sem conhecimento prévio da cúpula do Democratas. Não significa, porém, que o escolhido tenha que ser obrigatoriamente do DEM. "O importante é que o DEM voltou a ser protagonista na escolha", resumiu Agripino.



PSDB APÓIA CPI CONTRA CID GOMES NO CEARÁ

no Bahia Notícias

Durante a atual gestão do Governo do Ceará, comandada por Cid Gomes (PSB), o PSDB, do senador Tasso Jereissati, sempre esteve ao lado da bancada da situação na Assembléia Legislativa. No início do mês, as relações do irmão de Ciro Gomes com o tucano azedaram, e o PSDB cearense converteu-se em oposição ferrenha. Aderiu à proposta de abertura de uma CPI para investigar a gestão de Cid. Curiosamente, a proposta de investigação partiu do deputado estadual Heitor Férrer, cujo partido, o PDT, acaba de aderir à campanha reeleitoral de Cid. O alvo da Comissão são as suspeitas que rondam a licitação para a obra de reforma do Castelão, um estádio de futebol que receberá jogos da Copa de 2014. Informações de Josias de Souza.

Ao lado de líderes tucanos, Álvaro Dias aguarda decisão sobre chapa de Serra

Senador paranaense está na casa do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, em Brasília


Carol Pires / BRASÍLIA - estadão.com.br

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ainda não foi comunicado se continua ou não como indicado do partido para ser candidato a vice-presidente na chapa puro-sangue com José Serra. Nos bastidores, porém, lideranças do DEM confirmam que o entendimento entre as duas legendas é a de que não cabe mais a indicação do senador paranaense para o cargo, uma vez que o irmão dele, Osmar Dias (PDT), já anunciou que está ao lado dos petistas na eleição.

"Ainda não fui comunicado sobre um novo cenário. E quem pode me comunicar algo sobre isto está aqui ao meu lado", disse ao Estado o senador Álvaro Dias, que está, neste momento, na casa do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), em Brasília. Segundo Dias, o presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, telefonou há pouco para Sérgio Guerra, mas teria dito que também não tem novidades sobre as negociações em torno do vice. "Seja qual for a decisão do partido, será a minha. Sem ressentimentos", completa Dias.

A indicação de Álvaro Dias passou a ser aventado dentro do PSDB como uma possível solução para o impasse eleitoral no Paraná. Lá, Osmar Dias negociava, até recentemente, se seria candidato ao governo do Estado na chapa PT-PMDB-PDT ou se seria candidato ao Senado na chapa do PSDB. Diziam os tucanos que Álvaro Dias se fortaleceria se conseguisse trazer o irmão para o lado tucano. Com a confirmação contrária, Álvaro Dias perdeu força.

"Acho que a candidatura do Osmar Dias mudou muito o rumo das coisas. Isso é inegável. Agora, qual o produto das conversas, nós temos que esperar", afirma o vice-presidente do DEM, ACM Neto (BA). "Não foi batido o martelo de que Álvaro Dias não é mais o indicado, mas este já é o entendimento de todos", completa outro membro da cúpula do DEM.

O líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN), afirma que o acordo ainda está sendo construído. O candidato tucano, José Serra, esta em São Paulo negociando a indicação com o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM).

O único consenso, até o momento, segundo Agripino, é de que o DEM participará ativamente da escolha do vice para reverter o mal estar causado pela indicação de Álvaro Dias que foi anunciada pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, pelo Twitter, sem conhecimento prévio da cúpula do DEM. "O importante é que o DEM voltou a ser protagonista na escolha", resume Agripino.

A Convenção Nacional do DEM, marcada para confirmar o apoio à candidatura de José Serra, estava marcada para às 8h de hoje, mas, diante do impasse, foi adiada para 13h30.


Comando do PSDB aguarda comunicado de Serra

Na RPC

O comando do PSDB está reunido no fim desta manhã na casa do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), em Brasília, para discutir a aliança com o DEM e aiminente retirada da candidatura do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) à vaga de vice na chapa encabeçada por José Serra (PSDB) à Presidência da República. A cúpula do partido espera um comunicado de Serra, que está em São Paulo reunido com o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), para saber como deve proceder.

A manutenção de Alvaro Dias na chapa de Serra ficou inviável depois da decisão do irmão dele,senador Osmar Dias (PDT-PR), de se lançar candidato ao governo do Paraná, numa aliança formada por PMDB e PDT, desfazendo o acordo político que garantia o espaço de Alvaro na chapa de Serra. Isso porque, o PSDB pretendia que a indicação de Alvaro Dias à vaga de vice impedisse Osmar de concorrer ao governo do Paraná e, dessa forma tirasse o palanque no Estado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Na conversa com dirigentes tucanos, Alvaro Dias informou que Osmar não havia lhe comunicado da decisão de se lançar candidato ao governo do Paraná.

Valdir Rossoni diz que candidatura de Osmar não surpreendeu tucanos

No Blog do Fábio Campana

O presidente do PSDB, Valdir Rossoni, afirmou há pouco que a candidatura de Osmar Dias ao governo não o surpreendeu nem aos tucanos de alto coturno. “Havia uma previsão de que Osmar, embora tivesse empenhado sua palavra diversas vezes a José Serra, dificilmente poderia cumpri-la, pois é suscetível a pressões políticas e domésticas”, disse Rossoni.

Ele lembrou as três oportunidades em que Osmar firmou pactos de aliança com Serra. Lembrou também os apêlos de Osmar para que o PSDB paranaense apoiasse a candidatura de seu irmão, Alvaro Dias, a vice de Serra. O PSDB nativo, diz Rossoni, fez isso mas com o firme propósito de valorizar politicamente o Paraná. “Osmar Dias talvez não tenha suportado a valorização de seu irmão Alvaro, daí sua posição quase suícida do ponto de vista eleitoral de sair a governador.

Valdir Rossoni deverá fazer um pronunciamento na Assembléia, na segunda feira, para historiar os bastidores de Osmar Dias em suas tratativas com o PSDB, incluidas as aleivosias contra Requião e Gleisi Hoffmann, agora seus aliados.

O golpe do governo na agricultura do Paraná

No Blog do Fábio Campana

No mesmo dia em que Osmar Dias se lançou candidato a governador em aliança com o PT, o governo federal aplicou um dos mais duros golpes que a agricultura do Paraná já sofreu: o preço mínimo do trigo, que já está plantado, foi reduzido de R$ 31,80 a saca para R$ 28,70 a saca.

É a primeira vez na história que o governo toma uma medida dessas, reduzindo em 10% o preço de garantia aos produtores. O Paraná é o maior produtor brasileiro de trigo.

Osmar Dias deve oficializar hoje sua candidatura ao governo do PR

Com decisão, o irmão do senador, Álvaro Dias, não deve ser confirmado como vice de Serra


Carol Pires - estadão.com.br

O senador Osmar Dias (PDT) deve oficializar nesta quarta-feira, 30, à tarde, em Curitiba, a candidatura dele ao governo do Estado, na aliança PT-PMDB.

Segundo parlamentares, Dias já vinha amadurecendo essa decisão há uma semana, mas adiou o anúncio quando o nome do irmão dele, Álvaro Dias, foi confirmado pelo PSDB para a chapa de José Serra à Presidência da República.

Na terça-feira à noite, no entanto, Osmar Dias ligou para o governador do Paraná, Orlando Pessuti, para comunicar a sua decisão. Disse que havia refletido ao longo do dia e estava disposto a "ser o candidato da grande aliança".

O presidente do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, viajou a Curitiba para tratar da aliança política. Tudo indica que o PMDB indicará o vice de Osmar Dias, enquanto Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffman (PT) serão candidatos ao Senado.

Com a decisão de Osmar Dias, a indicação de Alvaro Dias para vice na chapa de José Serra fica comprometida. A indicação de Álvaro foi negociada com Osmar que, em troca, havia concordado com a retirada de sua candidatura ao governo do Paraná. A ideia era que Osmar disputasse a reeleição para o Senado. Há pouco, Álvaro Dias informou à Agência Estado, por telefone, que estava indo se encontrar com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, para discutir o seu destino político.

Cúpula do DEM adia convenção para o início desta tarde

CAROL PIRES - Agência Estado

A cúpula do DEM decidiu adiar a Convenção Nacional do Partido, em Brasília, para as 13h30 desta tarde. O encontro estava marcado para começar às 8 horas. O presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), ainda está em São Paulo negociando a indicação do candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra à Presidência da República.

Por telefone, Maia orientou o deputado ACM Neto (BA), um dos vice-presidentes da legenda, a abrir a reunião da Executiva e, no mesmo instante, suspendê-la. Segundo ACM Neto, até o meio-dia Maia deve ter conseguido embarcar a caminho de Brasília com uma definição a ser anunciada. O presidente do DEM estava, por volta das 10h30, com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), e com o presidenciável José Serra. A informação é do senador ACM Neto.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que, a esta altura, as negociações estão avançadas, e PSDB e DEM já discutem um nome para ser indicado à vaga de vice na chapa encabeçada por Serra. "É alguém combinado entre os dois partidos", limitou-se a dizer Agripino.

DEM e PSDB entraram em conflito depois de o senador tucano Alvaro Dias (PSDB-PR) ter sido anunciado como escolhido para compor uma chapa puro-sangue com Serra. O DEM reclamou ter sido alijado das negociações e cobrou indicar um vice da legenda.

No fim do dia de ontem, Agripino já falava em "zerar o jogo" para haver acordo, o que significaria recomeçar as negociações em torno da vaga do vice e indicar outro nome. Mesmo que o novo escolhido seja do PSDB, o importante é que o nome seja escolhido com apoio dos dois partidos aliados.



terça-feira, 29 de junho de 2010

Veja a íntegra da sabatina com José Serra

Presidente da Síria discutirá com Lula papel do Brasil no Oriente Médio


Desmond Boylan/Reuters

Al Assad faz seu primeiro giro pela América Latina


Em visita a Brasília nesta quarta, presidente sírio também firmará acordos de cooperação


Efe

BRASÍLIA- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá nesta quarta-feira, 30, o seu colega sírio, Bashar al Assad, com quem discutirá, entre outros assuntos, o conflito no Oriente Médio, no qual o Brasil tenta exercer papel mediador.

Al Assad chegará a Brasília vindo de Cuba, segunda escala de seu primeiro giro pela América Latina, que também incluiu uma visita a Venezuela e será concluído na sexta na Argentina.

Segundo o próprio líder sírio adiantou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, um dos assuntos centrais da reunião que terá amanhã com Lula será o conflito no Oriente Médio e o papel que o Brasil pode exercer como "negociador ativo" do processo de paz.

"Vemos o Brasil com uma potência emergente no cenário internacional", disse al Assad, que disse acreditar que o governo Lula pode ajudar a "estabilizar" o Oriente Médio e colaborar para a abertura de novos espaços de diálogos com Israel.

Segundo o presidente sírio, o Brasil é um país com "credibilidade" e "pode ajudar" a propiciar um amplo diálogo no Oriente Médio, mas apontou que a "grande distância geográfica" que o separa da zona de conflito pode ser "um obstáculo".

Lula se empenhou pessoalmente para que o Brasil participe ativamente no processo de pacificação do Oriente Médio e se ofereceu como "mediador confiável" aos governos de Israel e Irã, assim como à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Em março, o presidente fez um giro pelo Oriente Médio, que incluiu visitas a Israel, o território palestino da Cisjordânia e onde insistiu que para avançar no caminho da paz é necessário que haja "novos atores com novas ideias".

À margem do conflito no Oriente Médio, fontes oficiais brasileiras disseram que Lula e al Assad abordarão diversos assuntos de relação bilateral, com ênfase no intercâmbio comercial, que no ano passado alcançou a soma de US$ 307 milhões, com a balança quase completamente inclinada a favor do Brasil. Também serão firmados acordos de cooperação nas áreas jurídica, de educação e de saúde.

Durante sua estada em Brasília, o presidente sírio também se reunirá com autoridades da Câmara dos Deputados e do Senado. Ao concluir suas atividades na capital, al Assad irá para São Paulo, onde se encontrará com membros da comunidade síria na quinta. Neste mesmo dia, partirá para Buenos Aires, onde será recebido na sexta pela presidente argentina, Cristina Kirchner.


Berlusconi causa saia justa ao afirmar que Lula volta a governar em 2015

GIULIANA VALLONE
DE SÃO PAULO na Folha.com

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, causou uma saia justa nesta terça-feira, em visita ao Brasil, ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá voltar a governar o país em 2015.

"O presidente Lula tem 62 anos. Agora, ele vai descansar quatro anos, obrigatoriamente. Dali a quatro anos, vai poder trabalhar por mais oito anos pelo bem do Brasil. E chegar à idade de 74 anos jovem, cheio de energia, como eu", disse ele durante discurso em evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Em seguida, no entanto, durante uma coletiva, Lula descartou a possibilidade. Ele afirmou não ter conversado com Berlusconi sobre o assunto e reiterou que todo presidente eleito merece uma chance de reeleição.

"Quando você tem um político mau-caráter, ele elege ou uma pessoa muito fraca ou prefere que a oposição ganhe para que ele volte dali a quatro anos. Eu estou elegendo uma pessoa [Dilma Rousseff] que eu considero o que eu tenho de melhor. E portanto ela tem direito de pleitear o segundo mandato, como prevê a Constituição brasileira. E eu me contentarei em ser cabo eleitoral pela segunda vez", afirmou.

ONU

O petista também negou a intenção de assumir um cargo na ONU (Organizações das Nações Unidas) após deixar a Presidência.

Segundo ele, essa interpretação é um equivoco muito grande do diário britânico "The Times". "É importante que vocês tenham claro que na minha cabeça um cargo como a ONU não pode ser exercido por um político que tenha tanta importância frente aos outros políticos", disse, citando que o secretário-geral do órgão é subordinado aos países que o compõem.

Em março, o diário informou que Lula estaria considerando a possibilidade de suceder Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral da ONU.

"Imagine se amanhã um presidente americano vira secretário-geral da ONU? Não é possível. É por isso que eu defendo que nesses casos tenha um bom burocrata no cargo", disse.

Lula e Berlusconi se reuniram durante o seminário "Brasil-Itália: Novas Parcerias Estratégicas", em São Paulo.

Lula diz que caso Battisti não vai arranhar relação com Itália

REUTERS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil há três anos e que a Itália quer extraditar, não vai prejudicar a relação entre os dois países.

"A relação com a Itália é tão forte que qualquer que seja a decisão não trará nenhum arranhão na relação Itália-Brasil", afirmou Lula, que se reuniu com o primeiro-ministro Silvio Berlusconi em São Paulo.

Condenado à revelia na Itália por quarto homicídios cometidos na década de 1970 quando integrava a organização PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), Battisti cumpre prisão preventiva no Brasil desde 2007.

Em janeiro do ano passado, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu o status de refugiado político a Battisti. A decisão foi condenada por autoridades italianas, incluindo Berlusconi.

Em novembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou sua extradição, mas determinou que a palavra final cabe ao presidente Lula, que não quis declarar sua decisão.

"Só me pronunciarei sobre o caso (Battisti) quando os autos estiverem na minha mesa com parecer da AGU (Advocacia Geral da União) que está estudando a decisão da suprema corte... independentemente do processo eleitoral", afirmou.

Lula e Berlusconi mantiveram uma reunião bilateral, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), e também encontraram-se com empresários que buscam parcerias entre os dois países.

O caso de Battisti não foi tratado durante o diálogo, segundo uma fonte, mas incluiu as negociações entre o Mercosul e a União Europeia, que se desenvolvem há uma década. Também conversaram sobre as enchentes no Nordeste brasileiro.

Lula diz que vai esperar parecer da AGU para decidir sobre caso Battisti

GIULIANA VALLONE
na Folha.com

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que só tomará uma decisão sobre a extradição do italiano Cesare Battisti com orientação da AGU (Advocacia-Geral da União). Lula se encontrou hoje com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.

"Eu só me pronunciarei sobre o caso quando os altos do processo estiverem no meu gabinete, com o parecer da Advocacia-Geral da União, que é quem vai me orientar", disse, ressaltando que o órgão tem "o tempo que for necessário para dar um parecer adequado".

Lula afirmou que a decisão sobre Battisti é jurídica, e não depende do processo eleitoral no país. "Eu conheço gente contra e a favor no Brasil e na Itália, mas eu não tenho que me preocupar com isso. A decisão brasileira será soberana e com base nos altos do processo e na orientação da Advocacia-Geral da União."

O presidente afirmou ainda que sua decisão não vai causar "nem um arranhão" à relação entre Brasil e Itália, que, segundo ele, é muito forte.

O terrorista italiano teve a extradição determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no fim do ano passado, por 5 votos a 4. A palavra final, porém, é do presidente Lula.

Em 2007, o governo da Itália pediu ao Brasil a extradição de Battisti para que ele cumprisse pena de prisão perpétua por participação em quatro crimes cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo). Battisti está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.