quinta-feira, 2 de junho de 2011

Agricultura pede à Rússia relatório sobre inspeções





Agencia Estado
BRASÍLIA - O Ministério da Agricultura afirmou, em nota distribuída no final da tarde, ter recebido "com estranheza" a notificação russa sobre a suspensão temporária da importação de carnes de estabelecimentos produtores localizados no Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. "Pela segunda vez, a notificação chega sem nem mesmo ter sido enviado ao governo brasileiro o relatório técnico das inspeções russas feitas no Brasil", diz na nota o secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim. De acordo com o secretário, a SDA enviou nesta quinta-feira correspondência às autoridades russas reiterando o pedido de envio do relatório técnico.
Jardim anunciou ainda que o Ministério da Agricultura promoverá, na próxima segunda-feira (dia 6), reunião com os presidentes de todas as empresas exportadoras de carne do Brasil e respectivas associações (Abiec - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Ubabef - União Brasileira de Avicultura e Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos, Abrafrigo - Associação Brasileira de Frigoríficos e Abipecs - Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína) com a participação de representantes do ministério das Relações Exteriores, para avaliar o impacto da medida. "Causa estranheza o fato de as medidas terem sido anunciadas sem consistência técnica, repetindo argumentos anteriormente já esclarecidos", diz o secretário. Isso reforça, diz ele, a sensação de que existem outras motivações para a decisão russa, além das questões técnicas alegadas.
O secretário diz ainda na nota que, durante reunião em Moscou entre a SDA e o Rosselkhoznadzor, em maio, foram apresentadas ao governo russo todas as informações técnicas solicitadas, bem como todas as providências adotadas, com a garantia de todas as correções. As mesmas informações já haviam sido fornecidas no Brasil por ocasião da reunião final da missão de inspeção feita pelos russos. Além disso, ficou acertada entre as partes nova reunião, em Moscou, para a segunda quinzena de junho, dando prosseguimento aos entendimentos.
Com referencia à declaração do porta-voz do serviço de Inspeção Sanitária Agrícola da Rússia (Isar), Alexéi Alexéyenko, sobre a suposta presença de bactérias e parasitas na carne brasileira, o secretário considera a afirmação "completamente destituída de fundamentos científicos". "São alegações jamais apresentadas oficialmente ao governo brasileiro pelas autoridades russas e sem nenhum relatório de análise nesse sentido", destacou na nota. 

Maria Christina de Andrade Vieira


na Gazeta do Povo

A ex-presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) Maria Christina de Andrade Vieira morreu, aos 60 anos, nesta quinta-feira (2). Ela havia pedido afastamento da entidade na última segunda-feira (30) para realizar um tratamento de saúde. Maria Christina lutava contra um câncer.
Seu corpo será velado a partir das 23 horas na Capela Vaticano, em frente ao cemitério municipal. Uma cerimônia de despedida será realizada às 11 horas de sexta-feira (3), no mesmo local. A cremação, que será restrita a familiares, vai ocorrer em Campina Grande do Sul.
Maria Christina era filha de Avelino Vieira, fundador do Banco Bamerindus, e irmã de José Eduardo de Andrade Vieira, que foi senador pelo Paraná e ministro da Indústria, Comércio e Turismo e da Agricultura. Ela também era tia de Fernanda Richa, mulher do governador Beto Richa.
Segundo o filho de Maria Christina, Antônio Carlos de O. Dias Filho, o desejo da mãe era de que amigos e parentes que não comprassem flores para seu funeral, mas que fizessem doações em seu nome para o Hospital Erasto Gaertner, especializado no tratamento de câncer e onde recebeu atendimento para a doença. "A coisa que mais a deixaria feliz nesse momento seria essa doação. O câncer é o conteúdo do último livro que ela escreveu e não foi publicado. Agora vamos tentar viabilizar a publicação deste livro que está pronto", conta.
Profissionalmente, Maria Chris­­tina atuava como palestrante, coach e consultora em comunicação e marketing. Ela era uma ativista cultural bastante premiada na área. Entre os inúmeros projetos que conduziu, um dos que obtiveram maior destaque foi o Natal do Palácio Avenida, realizado há 20 anos no mês de dezembro no Palácio Avenida, em Curitiba.
O prefeito Luciano Ducci (PSB) enalteceu a dedicação de Maria Christina que, mesmo enfrentando problemas de saúde, permaneceu firme na direção da Fundação Cultural. O prefeito decretou luto oficial de três dias no município.

Editoriais = Folha de S.Paulo - Desaceleração à frente


A divulgação dos dados de crédito para abril confirma que as medidas restritivas adotadas pelo Banco Central estão fazendo efeito e reduzindo os riscos de aquecimento excessivo da economia.
O objetivo do governo é conter o crédito ao consumo e limitar novos empréstimos dos bancos públicos, sobretudo do BNDES. Em paralelo, pretende manter o crescimento do crédito imobiliário.
Os novos empréstimos às pessoas físicas, excluindo o chamado crédito rotativo, apresentaram estabilidade no mês e permanecem 8% abaixo do patamar do último trimestre de 2010.
Ao mesmo tempo, nota-se uma sensível piora nas condições para a concessão de crédito pessoal como um todo. As taxas de juros têm subido (de 39% ao ano no fim de 2010 para 46,8% ao ano em abril), e a inadimplência dá sinais preocupantes. Provavelmente, isso levará a uma desaceleração no consumo em pouco tempo.
Merece destaque a perda de vigor no crédito dos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, principalmente), cujo estoque cresce a taxas mais baixas que no ano passado. Depois de passar de 34% para 42% do crédito total entre 2008 e 2010, o crédito público permanece estável desde então. O BNDES, em particular, tem mantido a carteira de crédito em torno de R$ 180 bilhões desde o fim de 2010.
A maior fonte atual de crescimento do crédito são as empresas. Elas permanecem tomadoras, em razão da maior necessidade de investimento e capital de giro, o que não é má notícia.
Por fim, o crédito imobiliário tem crescido a taxas próximas a 50% ao ano. Não é um crescimento preocupante, ainda, na medida em que essa modalidade representa apenas 4% do PIB. Trata-se de uma fração pequena do padrão internacional, superior a 20% do PIB em vários países em desenvolvimento e a 50% no mundo desenvolvido. Nesse setor, as carências do Brasil são evidentes.
Em resumo, o comportamento observado dá mostras de que pode ser atingida a meta de aumento do crédito entre 10% e 15% no ano fixada pelo Banco Central.
Além do que ocorre com o crédito, há os sinais incipientes de perda de vigor nos rendimentos do trabalho e a fraqueza da produção industrial, que teve queda imprevista de 2,1% de março para abril.
Diante disso, parece razoável prever uma significativa moderação no ritmo de crescimento da economia nos próximos meses.

Editoriais = Folha de S.Paulo - O segredo de Palocci


Ao protelar explicações críveis sobre seu patrimônio, ministro enfraquece governo Dilma e o deixa vulnerável às chantagens da base aliada

Não se pode mais solicitar, sem ironia, que Antonio Palocci seja célere e convincente nos esclarecimentos sobre a sua variação patrimonial. O chefe da Casa Civil não tem sido célere nem, muito menos, convincente. Ao contrário.
Seu silêncio é diretamente proporcional ao ruído que se avoluma à sua volta. Agora, corre o risco de ter de explicar-se na Comissão de Agricultura da Câmara, quando e se for desfeito o tumulto que sua convocação desatou.
Aguarda-se -talvez para hoje- um parecer da Procuradoria-Geral da República a respeito das explicações prestadas por Palocci. É possível que Roberto Gurgel veja razões para aprofundar as investigações, mas essa é uma hipótese com a qual o Planalto não conta.
O procurador-geral não formulou, ao que se sabe, perguntas específicas. Solicitou apenas que Palocci comentasse os indícios publicados na imprensa e reunidos pela oposição. Há uma possibilidade, portanto, de que a movimentação da empresa de Palocci seja considerada lícita mesmo sem esclarecimento sobre a origem dos R$ 20 milhões que recebeu só em 2010, metade após a eleição de Dilma Rousseff.
Amplia-se na opinião pública a sensação de que, se Palocci prefere o silêncio diante de tanta pressão, de fato tenha algo a esconder. Só ele pode desfazer a impressão que se alastra.
Os efeitos do enfraquecimento do ministro sobre o Planalto se acumulam. O governo tornou-se ainda mais refém de chantagens, agora explícitas, da base de apoio.
"Temos uma pedra preciosa, um diamante que custa R$ 20 milhões, que se chama Antonio Palocci", disse o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), determinado a conseguir um aumento de salário para policiais militares.
Dê-se o devido desconto ao personagem. Ainda assim, a vulgaridade da sua frase traduz uma nova configuração política.
Desde o início do governo, Dilma buscava manter sob algum controle o apetite dos aliados por cargos no segundo escalão. A ampla base de apoio lhe permitiu negociar de forma mais dura do que todos esperavam. Sua atitude, embora louvável, não resistiu à primeira crise, como se estivesse apoiada sobre um fundo falso.
O PMDB aproveita o silêncio de Palocci para mercadejar demandas e ocupar espaços que lhe foram negados por Dilma. O rearranjo da correlação das forças governistas não enseja otimismo.
A primeira tarefa política da presidente da República é se livrar da espada de Dâmocles que pesa sobre a cabeça do governo. Se o ministro tiver condições de permanecer no cargo de cara limpa, tanto melhor. Se não, deve ir.

The New York Times será comandado por uma mulher pela primeira vez


na Época

Jill Abramson será a primeira mulher a comandar o jornal The New York Times em 160 anos do veículo. A partir de 6 de setembro, a jornalista assume como editora-executiva da publicação (no Brasil geralmente essa função é a diretoria de redação) substituindo Bill Keller, que se tornará articulista.
Nova-iorquina, Jill está no jornal desde 1997, quando deixou o The Wall Street Journal. Em 1999, tornou-se editora e, de 2000 a 2003, chefiou a sucursal de Washington. Em seguida, voltou a Nova York para compor a equipe de editores subordinada a Keller.
Jill tem 57 anos, é casada e mãe de dois filhos. Ao comentar a promoção, lembrou como o jornal sempre esteve presente em sua vida:
“Na casa em que cresci, o ‘Times’ substituía a religão. Se o ‘Times’ havia dito algo, esse algo era uma verdade absoluta”
Outra mudança será na secretaria de redação (managing editor for news), que será ocupada por Dean Baquet, atualmente chefe da sucursal de Washington.

Liuca Yonaha

Índios yanomami sequestram monomotor no Amazonas



Liège Albuquerque, especial para O Estado de S. Paulo
Um avião monomotor alugado para serviços da Secretaria Especial Indígena (Sesai) está retido desde a segunda-feira em uma aldeia yanomami, próximo ao município de Barcelos, a 396 quilômetros de Manaus.
Os indígenas reivindicam, com o sequestro do avião, a permanência de Joana Claudete na coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena de Roraima (Dsei). "Já enviamos até uma carta à presidente Dilma, mas só com esse tipo de protesto somos percebidos, e há lideranças pensando até em queimar o avião no fim de semana", afirmou o diretor da Hutukara Associação Yanomami, Dário Vitório Kopenawa.
A reportagem procurou a Sesai, em Brasília, e a assessoria respondeu que "o secretário especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, está em contato (por telefone) com as lideranças indígenas para verificar os pontos de reivindicação".
Os yanomami são cerca de 19 mil indígenas, divididos em aldeias na divisa do Amazonas com Roraima. A assessoria da Sesai, informou, ainda, que a aldeia onde está o avião tem cerca de 200 yanomami sendo atendidos pela equipe de oito funcionários da Sesai.
De acordo com Kopenawa, os indígenas vão reter o avião até que a Sesai volte atrás na indicação de Andréia Maia Oliveira para o Dsei. "A indicação dessa senhora envolvida em corrupção é do chefe da Funasa em Roraima e do senador Romero Jucá e não aceitamos indicação de cima para baixo", disse.
Segundo ele, há o piloto, quatro agentes de saúde indígena,três técnicos de enfermagem e um enfermeiro da Sesai trabalhando na aldeia, que vieram no avião. "Eles não estão seqüestrados, estão trabalhando e é a primeira ação de saúde este ano na aldeia. Os agentes (da Sesai) não têm culpa das decisões de Brasília e são bem-vindos", afirmou.
Para Kopenawa, "só mudaram o nome de Funasa para Sesai, mas o descaso continua igual". A gestão da saúde indígena, em tese, foi transferida da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para a Sesai desde outubro do ano passado. "Essa transição não aconteceu até hoje, nada mudou e enquanto isso estão parados os trabalhos de campo desde o início do ano: esse avião foi a primeira ação de saúde nesse ano chegando na aldeia", frisou.

Os equívocos da Magda


no Fábio Campana

O governador Beto Richa ainda ri dos equívocos da mestre de cerimônias que o recebeu no SESC da esquina, hoje, para o lançamento do programa SENAC na Copa.
A brava senhora de nome Magda (não é piada pronta) tropeçou em vários nomes, a começa pelo nome do próprio governador. Chamou-o de Roberto Beto Richa. Ora, Roberto é o prenome do desafeto e antecessor Roberto Requião. Depois, trocou as letras do senhor Ozeil Ferreira. Chamou-o de Oziel. Por aí foi.

Luciano Ducci decreta luto oficial pela morte de Maria Christina de Andrade Vieira

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O prefeito Luciano Ducci lamentou a morte de Maria Christina de Andrade Vieira, ex-presidente da Fundação Cultural de Curitiba, nesta quinta-feira (2). "O Paraná perde uma pessoa admirável. Maria Christina tinha um perfil realizador e era uma entusiasta das causas paranaenses, principalmente na área de cultura e de incentivo ao desenvolvimento intelectual", disse Luciano Ducci, que decretou luto oficial no Município por três dias.
O corpo de Maria Christina será velado a partir das 21 horas de hoje, na Capela Vaticano, rua Desembargador Hugo Simas, 26, esquina com Albino Silva (atrás do Cemitério Municipal). Às 11 horas desta sexta-feira (3), haverá uma cerimônia de despedida para familiares e amigos. O corpo será cremado. 
Havia poucos dias, Maria Christina tinha pedido afastamento da Fundação Cultural para tratamento de saúde. "Só temos a enaltecer a dedicação que Maria Christina mostrou na presidência da Fundação Cultural, mesmo já enfrentando problemas de saúde. Até onde conseguiu, Maria Christina foi uma trabalhadora incansável pelo bem de nossa cidade."
Maria Christina havia pedido a amigos e parentes que não comprassem flores para seu funeral. Em vez disso, Maria Christina disse que preferia que fossem feitas doações em seu nome para o Hospital Erasto Gaertner, especializado no tratamento de câncer.
Maria Christina lutava contra a doença e sempre destacou o excelente atendimento que recebeu no Erasto Gaertner, por isso pediu apoio ao hospital em vez de flores.
Para mais informações sobre doação ao Erasto Gaertner, ligue para 0800-643-4888.
Nascida em Curitiba, Maria Christina de Andrade Vieira era formada em Filosofia, com licenciatura em Psicologia, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Ela era especialista em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná; em Marketing pela PUC-PR e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP).
Maria Christina foi professora de Filosofia da PUC-PR e, em 1987, ingressou no antigo Banco Bamerindus, na área de Promoções e Eventos. No Bamerindus, foi diretora executiva da Associação Cultural Avelino Vieira, por ela criada, diretora de Infraestrutura e membro da holding do banco, além de idealizadora do Natal no Palácio Avenida, que completou 20 anos em 2010 e é um dos principais espetáculos natalinos do Brasil.
Como presidente da Associação Comercial do Paraná, foi a primeira mulher a presidir uma associação comercial no Brasil.
Maria Christina recebeu 63 prêmios na área de Marketing Cultural, entre eles o Diploma de Grão Mestre da Ordem Rio Branco, concedido pela Presidência da República. Era integrante dos conselhos da Federação das Indústrias do Estado Paraná e da Associação Comercial do Paraná.
A convite de Luciano Ducci, Maria Christina havia assumido a presidência da Fundação Cultural de Curitiba em dezembro último.
Gestão inovadora
Maria Christina deixou uma importante lista de realizações na FCC. "A descentralização das ações culturais, a criação do projeto Curitiba(nós) e o empenho para a reabertura da Pedreira Paulo Leminski foram destaques da sua gestão", disse Roberta Storelli, que na última quarta-feira (1) assumiu a presidência da Fundação Cultural em substituição a Maria Christina, que havia pedido afastamento para tratamento de saúde.
Para o assessor de Maria Christina e agora novo superintendente da Fundação Cultural de Curitiba, Beto Lanza, suas características pessoais e profissionais imprimiram um modelo novo de gestão na área da cultura. “Destaco o entusiasmo e o aspecto inovador do seu trabalho, somado à abertura que deu para a cidade repensar a sua identidade cultural por meio do projeto Curitiba(nós)”, afirmou.
Lançado em março para celebrar o aniversário de 318 anos da cidade, o Curitiba(nós) foi um dos novos projetos implementados por Maria Christina. Uma exposição interativa na Casa Romário Martins foi o ponto de partida para a reflexão sobre o que é ser curitibano. Diversas ações foram feitas para motivar a discussão e trazer à luz diferentes visões e abordagens sobre a cidade e seus habitantes, permitindo uma melhor compreensão sobre a multiplicidade da Curitiba contemporânea.
Além da exposição, que já reuniu um público de mais de 75 mil pessoas, principalmente estudantes, o projeto teve como um dos pontos altos a mesa-redonda “Quantas Curitibas... A Cidade em Diálogo”, que reuniu grande público no Memorial de Curitiba para ouvir as impressões e trocar ideias com Cristóvão Tezza, José Carlos Fernandes e Antonia Schwinden sobre Curitiba e o jeito de ser dos curitibanos.
Outra novidade foi o blog do projeto www.curitiba-nos.blogspot.com, permanentemente atualizado com notícias, vídeos e entrevistas com artistas, produtores, personagens e personalidades que vivenciam a vida cultural curitibana.
Maria Christina empenhou-se na luta pela reabertura da Pedreira Paulo Leminski, junto a comunidade e personalidades do meio cultural, para devolver à cidade esse espaço que considerava fundamental para reinserir Curitiba no circuito dos grandes shows e espetáculos.
Também deixou sua contribuição na 29ª Oficina de Música de Curitiba, no Carnaval de Curitiba e nos diversos eventos comemorativos do aniversário da cidade, sempre consolidando a política de descentralização das ações culturais, levando de forma ampla e democrática, à maior parte da população, os benefícios do contato com a arte e a cultura.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Senado aprova a MP 'Frankenstein'



ROSA COSTA - Agência Estado
Sob protestos da oposição, o Senado aprovou na noite de hoje, por 43 votos a 17 e 3 abstenções, o projeto de conversão à medida provisória 517 - apelidada de MP "Frankenstein" - que concede, entre outros, incentivos fiscais a vários setores. Editada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia de seu governo, a MP - segundo o líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), incorporou mais 30 artigos na Câmara aos 20 iniciais do texto. Sua validade terminava nesta quarta-feira. E se não fosse o apoio de senadores da base governista, suas inúmeras propostas caducariam, obrigando o Congresso a editar decreto legislativo para disciplinar as relações jurídicas delas decorrentes.
O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), disse que a MP saiu do Planalto com oito temas e saiu da Câmara com mais de 30, envolvendo os mais variados assuntos: incentivos para usinas nucleares, medidas tributárias para o Plano Nacional de Banda Larga, prorrogação de fretes da Marinha Mercante, financiamento para o ensino superior, benefícios fiscais para vários setores, além de vários outros. "Estamos sendo um poder subalterno ao governo e o que se viu foi o ''bovinamente'' caminhar para a aprovação dessa MP", previu. O líder disse que a oposição vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo providências contra as seguidas votações de MPs, sem que o Senado disponha de tempo para analisar o texto.
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) protestou contra o "minúsculo" parecer do relator Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo ele, não se tratava de um parecer, "mas de um telegrama, um Twitter com menos de 140 caracteres". Os senadores da oposição também protestaram pelo item da medida provisória que prorroga até 2035 a vigência da Reserva Global de Reversão (RGR), um fundo criado em 1957 e extinto no dia 31 de dezembro do ano passado. Os recursos eram destinados à expansão e melhoria dos serviços de energia elétrica são cobrados na conta de luz dos brasileiros. É essa cobrança embutida na conta de luz, segundo o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que faz da energia elétrica do País uma das mais caras do mundo. "A MP é um monstro gerado pela burocracia do Executivo e alimentada pela passividade das duas Casas do Congresso, sobretudo do Senado", criticou.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) reiterou o apoio de seus colegas ao editorial do jornal "O Estado de S. Paulo" que comparou a MP 517 a um ornitorrinco, formado por partes variadas de outros animais, sendo um "mamífero ovíparo, com focinho parecido com bico de pato, rabo de castor, patas com membranas e garras e esporões nos tornozelos". "Entre tantas as medidas escabrosas que passam por aqui, nenhuma retrata de forma tão clara a falta de limite do governo", criticou Aécio.

Curitiba é exemplo no uso sustentável de iluminação

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Entre as ações apresentadas na cúpula internacional de prefeitos, Curitiba ganhou destaque também por ser a primeira cidade que vai concluir um plano diretor de iluminação pública, o que representará uma economia de energia e uma melhor iluminação nas ruas, proporcionando mais segurança aos moradores da capital do Paraná. 
“O plano está em fase final de elaboração, vai definir que tipo de equipamento deve ser usado em cada rua da cidade, buscando maior eficiência e economia”, disse o prefeito Luciano Ducci. A cúpula, em São Paulo, reúne projetos e práticas sustentáveis que contribuem na redução da emissão de poluentes e do consumo de energia no planeta.
Economia - O sistema curitibano vai abranger mais de 150 mil pontos de luzes da cidade e envolve sistemas de georefenciamento e geomonitoramento. Após a implantação, a economia vai girar em torno de 25% dos R$ 15 milhões pagos anualmente com contas de luz de Curitiba.
Uma das medidas, já em andamento, é troca de luminárias e uso de novas tecnologias, como lâmpadas LEDs. Desde que iniciou a troca de luminárias, a Prefeitura de Curitiba tem uma economia mensal de R$ 150 mil.
As luminárias antigas tinham 35% de rendimento luminotécnico – de toda a energia produzida, apenas 35% era revertido em luz, efetivamente. As novas luminárias têm rendimento de 85% a 90%, com estrutura de alumínio polido e capa de policarbonato que protege a lâmpada, resistindo até à tiros de revólver de calibre 22.
Semáforos - A Prefeitura de Curitiba também vai economizar R$ 3,5 milhões ao ano da sua conta de energia elétrica com a troca de 30 mil semáforos da cidade. Os novos equipamentos, que usam lâmpadas LED, ao invés de incandescentes, consomem menos energia elétrica, além de ter melhor visibilidade.
“A Prefeitura está adotando novas tecnologias na área de sinalização e de iluminação pública, para deixar o sistema mais eficiente, reduzindo a conta de luz do município”, resume Ducci.
A troca de equipamentos, em andamento, representa uma economia mensal de 85% do consumo de energia elétrica. Atualmente, a Prefeitura consumia mensalmente 794 mil kW/h. Com a troca de todos os equipamentos, o consumo será de 119 kw/h Isto representará uma economia de R$ 289 mil ao mês, com queda da conta de luz de R$ 340 mil para R$ 51 mil.
Os antigos semáforos, que usam lâmpadas incandescentes de 100 watts, estão sendo trocados por sinais, com lâmpadas LED de 10 watts.
Iluminação cênica - As lâmpadas LED estão sendo usadas nas iluminações cênicas de praças e parques da cidade, além de monumentos históricos. As luminárias LED estão sendo testadas em algumas avenidas de Curitiba.
O uso de lâmpadas LED integra as ações do plano diretor que prevê um sistema de iluminação ecologicamente correto, mais eficiente, com maior luminosidade e menor consumo, promovendo a sustentabilidade.
 
Limpeza – O que chamou atenção da cúpula de prefeitos é a rapidez na limpeza dos espaços públicos utilizados nos eventos em Curitiba. Antes, durante e depois do evento, equipes do Serviço de Limpeza Urbana trabalham na coleta de lixo, varrição e outros serviços de limpeza. Em duas horas pós eventos, os locais estão limpos.
Em muitos casos, a prefeitura dispõe banheiros químicos, postos de saúde (ambulância do Samu/Siate), equipes de saúde (médicos, enfermeiros e atendentes), de bombeiros, Guarda Municipal, Polícia Militar, e de orientadores de trânsito próximos aos eventos.
Nos eventos, a prefeitura dispõe ainda cestos de lixo, fixos e removíveis, equipes de agentes ambientais (catadores com jalecos) para coleta de lixo reciclável (lata, plástico, papel), pulseiras de identificação para crianças e sacolas recicláveis para a própria pessoa recolher o seu lixo.
 Na imagem, iluminação na Av. Manoel Ribas.
Foto:Cesar Brustolin/SMCS - ARQUIVO

Curitiba = 4 de junho - Serviços e recreação para pessoas com deficiência


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A Prefeitura de Curitiba e o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência irão promover no dia 4 de junho o 3º Dia da Cidadania Especial, no Parque Barigui, das 9h às 17h. No local, serão oferecidos diversos serviços municipais e estaduais, atividades recreativas para toda a família.
A meta é atender 3 mil pessoas com deficiência. Contando familiares e amigos, a expectativa é que 5 mil pessoas participem das atividades do Dia da Cidadania Especial. O prefeito Luciano Ducci participará da abertura da programação, às 9h.
Entre os serviços estão orientação para emissão de carteira de trabalho, oficinas socioeducativas da Fundação de Ação Social (FAS), informações sobre prevenção ao uso de drogas, exames de glicemia e diabetes, orientações sobre tributos municipais e cadastramento nos Armazéns da Família, entre outros.
Para diversão, haverá jogos gigantes, dança adaptada, apresentação de bandas musicais, circuito de ciclismo, camarim de pintura, teatro de fantoches da Guarda Municipal e desfile de moda especial.
Serviço:
Dia da Cidadania Especial
Data: 
4 de junho de 2011
Horário: das 9h às 17h
Local: Parque Barigui
Informações:
Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência - (41) 3262-5504 ou sedpcd@pmc.pr.gov.br
 

Ducci destaca criação de fundo de US$ 50 bilhões para cidades


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Prefeito Luciano Ducci, participa da 4ª edição do evento C40 - Large Cities Climate Leadership Group. São Paulo, 01/06/2011 Foto: Maurilio Cheli/SMCS


O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, comemorou a proposta do Bird (Banco Mundial) em ampliar de US$ 6,4 bilhões para US$ 50 bilhões os investimentos destinados a projetos ambientais de cidades integrantes da Rede C40.
 
"Espero que haja realmente investimentos do Banco Mundial nas cidades que tenham cuidado com a preservação ambiental", disse Ducci em relação ao anúncio do presidente do Bird, Robert Zoellick.
Emissão - O acordo entre o Bird e a Rede C40 de Grandes Cidades foi feito nesta quarta-feira, 1º de junho, em São Paulo, sede da 4ª edição da cúpula que reúne prefeitos de mais de 40 cidades do mundo para discutir projetos ambientais.
Zoellick disse que a prioridade será para projetos nas áreas de infraestrutura, transportes e saúde. O banco dará apoio à capacitação técnica de cidades que planejam medir a quantidade e a origem das emissões de gases causadores do efeito estufa, o que é fundamental para a definição das metas de cortes da emissão de poluentes.
Parque linear - Ducci lembrou que Curitiba está construindo um dos dez maiores parques linear do mundo, com 45 quilômetros de extensão ao longo das margens do rio Barigui – um dos projetos destacados pela cúpula internacional de prefeitos que poderá receber recursos do banco.
O novo parque, que cruzará 25 bairros, vai transformar antigas áreas de invasão em áreas de preservação, protegendo as margens de toda a bacia do rio. Os investimentos iniciais, com recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento, são de 32 milhões de euros.
“Este novo parque linear, que está sendo criado pelo programa Viva Barigui, vai recuperar um dos rios, cuja bacia ocupa um terço do território de Curitiba, e com certeza vai contribuir na recuperação e no equilíbrio do meio ambiente. É um projeto que se encaixa na proposta do Bird”, disse Ducci.
O novo parque linear de Curitiba vai interligar parques existentes, bosques e recuperar áreas degradadas por ocupações irregulares e favelas, criando um cinturão verde de biodiversidade.
Parques - Três licitações, que somam R$ 28,2 milhões, estão em andamento para a construção de dois novos parques e para obras de reassentamento de 179 famílias e reurbanização da Vila Jardim Acrópole, que fica às margens do Barigui. Outras áreas deverão ser licitadas para receber novos parques.
Os dois novos parques vão ter 210 mil metros quadrados de área em dois trechos, proporcionando a recuperação e preservação de aproximadamente 2.526 quilômetros de margens do rio, numa faixa que varia de 20 a 50 metros.
Ao longo do parque, serão aproveitados trechos do sistema viário existente e criadas novas ligações, inclusive com pistas de caminhadas e ciclovias, formando a Via Parque, uma avenida com paisagismo e arborização, dotada também de sinalização e iluminação exclusivas, que delimitará as áreas de preservação, evitando ocupações irregulares ao longo das margens
Despoluição – Além da criação do parque linear, está em andamento um trabalho de despoluição do Barigui dos afluentes do rio. O trabalho começou pelos rios Uvu e no Belém, onde estão programadas as ações de fiscalização e de educação ambiental.
Nas duas bacias, Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) vai ampliar a rede de coleta de esgotos e manutenção da existente. O investimento será de R$ 11,4 milhões.
O rio Uvu nasce no bairro São Braz, e percorre um trecho de aproximadamente 5 quilômetros até desaguar no rio Barigui, dentro do parque. No Belém, a primeira etapa de obras será no trecho norte, que vai da nascente do rio, no bairro Cachoeira, até a Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico.
Educação ambiental - Atualmente, no trecho norte, a bacia do Belém conta com 91% de rede de coleta de esgoto, contemplando 17.792 imóveis. O problema é que nem todos os imóveis estão ligados à rede, por isso a Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba e a Sanepar intensificarão as ações de fiscalização para também aumentar o índice de ligação à rede disponível.
A educação ambiental, responsável pela mobilização das comunidades do entorno das duas bacias hídricas, é um dos principais componentes do projeto. Outra ação da Prefeitura será o desassoreamento do lago do parque São Lourenço, por onde passa o rio Belém. As obras começam ainda este ano.
Viva Barigui - O parque linear interligará parques, bosques e áreas de lazer já existentes com novas unidades de conservação que serão instaladas, formando um corredor de biodiversidade e de infra-estrutura às margens do rio Barigui.
O Viva Barigui, lançado em 2007, tem por objetivo reverter situações de degradação da bacia, adotando medidas de preservação de nascentes, conservação de ambientes naturais ainda existentes na região. Vai ainda ordenar as áreas de ocupação irregular às margens do rio, em ações acompanhadas da recomposição da vegetação nativa e, conseqüentemente, melhoria da qualidade hídrica da bacia.
Dados - O rio Barigui tem 60 quilômetros de extensão. Nasce em Almirante Tamandaré, a 15 quilômetros de Curitiba, e atravessa a capital do Paraná até desaguar no rio Iguaçu, na divisa com Araucária. Percorre 45 quilômetros em Curitiba.
Em Curitiba, a bacia do Barigui banha 144 quilômetros quadrados do território em 25 dos 75 bairros do município. Ao longo da bacia do Barigui vivem 30% da população de Curitiba (457.571 habitantes).
Os principais afluentes da bacia do Barigui são: rios Uvu, Ribeirão dos Miller, Campo Comprido, Vila Formosa, Cascatinha, Ribeirão do França, Campo de Santana, o córrego Vista Alegre e os arroios do Pulador e do Andrade.

Ibama libera dragagem de aprofundamento de Paranaguá e Antonina


no Fábio Campana
O Ibama liberou hoje a execução da dragagem de aprofundamento do Canal da Galheta e da Bacia de Evolução dos portos de Paranaguá e Antonina. O órgão avalizou toda a documentação do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para obras nos dois terminais.

Editorial = O Estado de S.Paulo - O jogo do PMDB



Com o enfraquecimento do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, em consequência da revelação de que, no ofício de consultor, depois que deixou a Fazenda e assumiu o mandato de deputado federal, ele multiplicou exponencialmente o seu patrimônio em apenas 4 anos, o PMDB está se articulando para rever com o governo do qual é o principal aliado a coordenação política com a sua base parlamentar, para preservar a administração Dilma Rousseff do contágio da crise instaurada.
É nisso que a caciquia peemedebista quer que a opinião pública acredite. Trata-se de um engodo. A origem das tensões entre o Planalto e a legenda do vice-presidente Michel Temer não está no enfraquecimento de Palocci. O enfraquecimento do ministro-chefe da Casa Civil é apenas uma oportunidade com a qual os seus maiorais não contavam para transformar frustrações acumuladas nestes cinco meses de novo governo em pontiagudos instrumentos de pressão sobre a presidente. Simples assim.
O partido e o governo até que se esforçaram para jogar areia nos olhos do público. Foi um fiasco. Desde logo, a ideia já ofendia a inteligência alheia. Consistia em fazer de uma trivialidade na rotina oficial um espetáculo de congraçamento. Na Base Aérea de Brasília, antes de embarcar para um bate e volta a Montevidéu, na manhã de segunda-feira, Dilma Rousseff posaria para uma photo op - como dizem os americanos para designar a encenação conveniente aos fotografados - com o vice que assumiria a interinidade por poucas horas. Faltou combinar com o temperamento da dupla.
Em lugar do registro de um caloroso abraço, que é o que aconteceria fossem os atores, digamos, o exuberante ex-presidente Lula e o afável senador Aécio Neves, o que o aparato de comunicação do Palácio acabou oferecendo foi a imagem patética de duas figuras constrangidas que mal se tocavam, sem um vestígio de sorriso, numa expressão corporal perfeitamente adequada, afinal, à verdade que desejavam escamotear. Nesse embate ninguém decerto é inocente.
Mas é fato que motivo para amargura quem tem é o PMDB, tratado a pão, água e desdém pelo governo do qual o partido se considera condômino e não visitante eventual. Começou com a montagem da equipe. Dilma subtraiu da sigla pastas importantes, como a da Saúde, dando-lhe de troco a raquítica Secretaria de Assuntos Estratégicos. Seguiu-se a gafe inaugural da exclusão de Temer da primeira reunião do conselho político do governo com a presidente. Ele teve de passar pelo constrangimento de fazer chegar ao Planalto o seu amuo.
A louvável decisão de Dilma de segurar verbas e cargos ficou azedada pela miopia política que a impedia de enxergar a obrigação de dialogar com o PMDB, por ter o partido uma bancada na Câmara incomumente coesa, como se veria na votação do salário mínimo, quando fechou com o governo, e na do Código Florestal, quando fechou contra.
E neste segundo episódio, combinando impertinência com incompetência, Dilma mandou, e Palocci topou, ameaçar o vice, pelo telefone, com a demissão dos 5 ministros da legenda. Justo pelo telefone, que o ministro se recusava a atender quando do outro lado da linha estavam políticos da base.
Ainda assim, os líderes peemedebistas no Congresso, que bloquearam as tentativas da oposição de convocá-lo a se explicar, prometem continuar a poupá-lo, pelo menos enquanto esperam o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se manifestar sobre as explicações do ministro a respeito de sua rendosa incursão pela esfera privada. O PMDB, por saber que ele não é uma unanimidade no PT, ainda mais agora que pode ser criticado como um grão-burguês, não quer lançá-lo aos lobos. Mas quer que ajoelhe no milho, para aprender bons modos.
Com Palocci - ou, principalmente, sem, na hipótese de sobrevir o pior -, Dilma terá, por sua vez, de trocar sua louvável ojeriza pelos picaretas da política pelo abominável cinismo com que seu criador, Lula da Silva, se cercou deles para garantir-se no poder.
Sob pena de ter de institucionalizar a tutela do ex-presidente.

Justiça nega pedido de bloqueio de bens de Itamar



MARCELO PORTELA - Agência Estado
A Justiça mineira negou pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para bloqueio de bens do senador Itamar Franco (PPS-MG) e de outros seis acusados de irregularidades em contrato entre o governo do Estado e a empresa Gtech Brasil Ltda. O juiz Sérgio Henrique Cordeiro Caldas Fernandes, substituto na 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias de Belo Horizonte, acatou a ação proposta pelo MPE, mas entendeu que não há motivo para bloquear os bens nem quebrar o sigilo bancário dos réus.
O Ministério Público quer que o grupo seja obrigado a devolver R$ 414 milhões aos cofres estaduais. Segundo a ação, a GTech venceu uma licitação realizada em 1994 pelo governo do Estado, por meio da Loteria Mineira, para implantação de um sistema de captação de apostas e gestão de jogos online da autarquia, no valor estimado de R$ 40 milhões. O MPE ressalta que a empresa descumpriu várias cláusulas do edital e teria causado prejuízo de R$ 286,2 milhões à loteria somente com o atraso nos cronogramas, além de outros problemas.
A GTech é a mesma empresa acusada de uma série de irregularidades em contratos com a Caixa Econômica Federal (CEF) durante as gestões dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Bingos instalada no Senado em 2005. A assessoria de Itamar disse que o senador não vai comentar o caso. A GTech não funciona mais no endereço que consta na ação. 


Artigo no ‘Financial Times’ vê bolha em formação no Brasil



Sílvio Guedes Crespo no Estadão
Um artigo publicado no “Financial Times” avalia que a economia brasileira caminha rumo a uma bolha, caso o País não faça reformas  estruturais nem tome medidas para frear o consumo.
“Inevitavelmente, essa combinação de moeda forte, euforia dos investidores estrangeiros, aumento do consumo e gargalos que sufocam a capacidade de responder à crescente demanda torna tudo mais caro. Enquanto o Brasil permanece uma nação muito pobre, é atualmente uma das mais caras do mundo”, afirma o autor, Moisés Naim, ex-editor-chefe da revista “Foreign Policy” e hoje é associado da Carnegie Endowment for International Peace.
Ele dá alguns exemplos:
. Alugar um escritório no Rio de Janeiro está ficando mais caro do que em Nova York;
. Os preços de moradias no Rio e em São Paulo quase dobraram desde 2008;
. Os salários dos executivos em São Paulo são mais altos do que em Londres.
Para o autor, “a decrépita infraestrutura faz com que o crescimento chinês de 10% seja inatingível” para o Brasil. “Por enquanto, a prioridade deve ser simplesmente estabilizar a economia antes que a bolha se expanda”.
Naim acredita que a presidente Dilma Rousseff devesse “tomar medidas hoje para desaquecer a economia, mesmo que isso envolva decisões impopulares”. Caso ela não aja agora, diz o autor, “os mercados financeiros irão, no momento apropriado, impor as correções necessárias de um modo mais brutal”.
O artigo é intitulado “Termine-se a festa antes que a bolha do Brasil estoure” e encerra-se com a frase: “Exuberância e complacência são os dois inimigos ameaçando o atual sucesso do Brasil”.

Concurso de Arte Contemporânea do Itamaraty divulga nomes


no Fábio Campana

Foram divulgados, hoje (1) os nomes dos artistas escolhidos pela Comissão de Seleção do I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea.
O Concurso foi promovido com o objetivo de escolher artistas para renovação do acervo.
Para ver a lista dos artistas escolhidos, clique aqui.

Prefeito sanciona lei das campanhas educativas


no Fabio Campana

Foi sancionada pelo prefeito Luciano Ducci a lei que destina 20% da verba de publicidade da Prefeitura de Curitiba para campanhas educativas, uma proposição do vereador Caíque Ferrante.
Com isso, os recursos destinados para atos, programas, obras e serviços, terão, no mínimo, 20% de seu valor aplicado em campanhas educativas que promovam e estimulem a mudança de comportamento em relação à cidadania, meio-ambiente e bem-estar público.
Caíque Ferrante (PRP), o vereador responsável pela proposição, destacou a importância da assinatura da Lei, uma vez que “Há muito tempo as campanhas educativas não fazem parte das ações e propostas oficiais, como foram a Família Folhas, o Zé-Gotinha, Os bichos no Trânsito e tantas outras. Agora poderemos estimular a divulgação das questões de trânsito, de meio-ambiente, de turismo, enfim, mostrar o porque do curitibano sempre se orgulhar da sua cidade”.