terça-feira, 15 de novembro de 2011

Consumidor já deve sentir efeitos de medidas do BC neste Natal


no UOL

O consumidor já deve sentir os efeitos das medidas anunciadas pelo Banco Central neste Natal, segundo prevê o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel Ribeiro de Oliveira.
De acordo com ele, como a economia está crescendo em patamar inferior ao verificado no ano passado, o governo precisou alterar os planos, mudando algumas regras adotadas para restringir o crédito e evitar a alta da inflação, o que deve fazer com que as condições de concessão de crédito melhorem, havendo diminuição na taxa de juros.
“Já eram medidas esperadas para restringir o crédito e evitar a alta da inflação. Contudo, desde 2010, a economia mundial mudou, fazendo com que o BC tivesse que tomar novas medidas”, diz.
Mudanças
Segundo nota publicada na última sexta-feira (11) pelo BC, a entidade, entre outras coisas, alterou o fator de ponderação de risco a empréstimos que, primeiramente, havia sido modificado em dezembro de 2010.
Assim, conforme o novo texto, para as operações de crédito consignado com prazo até 60 meses, a ponderação de risco será de 75% ou 100%. Já as com prazos superiores a 60 meses receberão fator de ponderação de 300%.
As operações de financiamento de veículos garantidas por alienação fiduciária ou arrendamento, com prazo de 60 meses, receberão fator de ponderação de 75% ou 100%. As operações com prazo superior a 60 meses receberão fator de ponderação de risco de 150%.
Cartão de crédito
Ainda de acordo com as medidas adotadas pelo Banco Central, a diretoria colegiada da instituição desistiu de aumentar para 20% o pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito, o que estava previsto para dezembro, e decidiu manter o atual limite mínimo de 15% do saldo devedor, estabelecido pela circular 3.512 de 25 de novembro de 2010. Segundo a diretoria, a porcentagem tem se mostrado suficiente para o controle dos valores em exposição.
Sobre o assunto, o vice-presidente da Anefac acredita que, no curto prazo, não deve haver mudanças no que diz respeito à inadimplência do consumidor. Entretanto, alerta, “quando a economia voltar ao normal, provavelmente, o governo deverá rever a questão”.

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