Deputado rebate acusação de que CPI não fará investigação isenta
Josie Jeronimo, do R7 em Brasília
O líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, Batista das Cooperativas (PRP), disse nesta quinta-feira (14) que a lista de parlamentares supostamente envolvidos no esquema de corrupção do GDF (Governo do Distrito Federal) pode ser maior. O aliado do governador José Roberto Arruda (sem partido) rebateu discurso de José Antônio Reguffe (PDT), deputado da oposição. O pedetista duvidou da possibilidade de a comissão conduzir investigação isenta e foi interpelado por Batista das Cooperativas.
- Vossa excelência não é o paladino da honestidade. Essa casa teve 16 parlamentares que não foram, apenas, mencionados. Nenhum parlamentar deve se considerar paladino, herói da honestidade.
Reguffe rebateu a insinuação do líder do governo.
- A única coisa que eu tenho para responder para Vossa Excelência é que eu sou uma pessoa honesta. Eu posso falar por mim. Eu sou uma pessoa honesta.
O clima quente da reunião da comissão foi interrompido por requerimento de ordem exigindo que os parlamentares se limitassem a discutir assuntos das investigações. Apesar dos protestos da oposição, o nome formal da CPI registrado na resolução foi "CPI da Codeplan".
O deputado Geraldo Naves (DEM) argumentou que o nome não ofendia os servidores da Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal), porque foi grafado "em caixa alta".
- Todas investigações são oriundas das salas da Codeplan. Os servidores da Petrobras não são melhores nem piores que os da Codeplan, nem os dos Correios. Os vídeos foram gravados ali, tudo foi feito ali.
A oposição reclama que está sendo esmagada por um "rolo compressor", mas continua com a estratégia de encaminhar requerimentos para evitar manobra de parlamentares citados na investigação. A deputada Erika Kokay (PT) informou nesta quinta-feira (14) que a bancada do PT protocou ontem requerimento pedindo que os nove parlamentares envolvidos no escândalo não participem de discussão nas comissões que investigam as irregularidades.
O deputado Paulo Tadeu (PT) encaminhou requerimento pedindo informações de gastos do governo com empresas de informática e a prestação de contas que a Secretaria de Fazenda teve que entregar ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
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