FÁBIO AMATO
DE BRASÍLIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que não foi ao Irã na semana passada para discutir um acordo nuclear com o país. De acordo com Lula, a reunião, que também contou com a presença do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, foi para convencer o Irã a sentar e negociar com a ONU (Organização das Nações Unidas).
"Nós não fomos lá [ao Irã] para negociar acordo nuclear. Nós não temos procuração para isso. Nós fomos lá foi para tentar convencer o Irã a aceitar uma proposta feita pela Turquia e pelo Brasil, de sentar à mesa de negociações, e isso nós conseguimos", disse Lula durante o programa de rádio Café com o presidente.
"A ONU queria fazer sanções exatamente porque o Irã não queria sentar para negociar. Então, o Irã vai sentar para negociar", completou o presidente.
O Irã entregou hoje à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), em Viena, umdocumento em que se compromete a entregar à Turquia parte de seu estoque de urânio pouco enriquecido, que seria trocado depois pelo material enriquecido no nível adequado para aplicação na área de medicina.
Na quinta-feira passada (20), em discurso para uma plateia de prefeitos em Brasília, Lula atacou os EUA por se oporem ao acordo assinado por Brasil, Turquia e Irã ao dizer que "tem gente que não sabe fazer política se não tiver inimigo."
O país persa se compromete no documento a seguir todas as exigências feitas anteriormente pelos EUA, mas isso não foi suficiente para frear a disposição dos norte-americanos de pressionar para que a ONU aplique sanções econômicas aos iranianos.
Imagem do Brasil
Para Matias Spektor, coordenador do Centro de Estudos sobre Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), o acordo firmado entre os três países teve uma reação negativa imediata em Washington, porque foi visto como algo que não resolve o problema principal, e ainda atrasa a votação de novas sanções da ONU.
O efeito colateral "não esperado e não intencionado" do acordo foi uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU na terça-feira (18) e uma nova proposta de sanções ao Irã, alcançada após meses de negociação entre os cinco membros permanentes do CS --Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido-- mais a Alemanha.
No entanto, Spektor diz não acreditar que o imbróglio diplomático piore a imagem do Brasil, que já é visto pelos EUA como "um negociador duro" que não se alinha facilmente, como foi visto nas negociações da Alca [Área de Livre Comércio das Américas, defendida pelos EUA] e da Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio).
ESSE DEMAGOGO NÃO ENGANA A + NINGUÉM COM SEU BLÁ, BLÁ,BLÁ
ResponderExcluirComo sempre, um contraditório e mentiroso que não engana a + ninguém.
Uma coisa é certa, se o acordo tivesse tido êxito, hoje esse demagogo (Lula) estaria se gloriando por ter negociado um grande acordo.
Observem que no dia do acordo e um dia após o acordo, ele falou na mídia que tinha feito um acordo para entrar na história.
Mas como esse acordo foi uma furada e gol contra, ele quer agora se sair bem de mancinho dizendo que não foi lá para fazer acordo. Embora antes de ir sempre falava em conseguir um grande acordo
Esse Lula é uma piada !!!!!
Fui............
Nikacio lemos
23 anos universitário