Insatisfeitas com custo e risco da usina, negociam benefícios para compensar baixo preço da tarifa-teto sugerida pelo governo
Planalto vê "choradeira" e diz que é possível erguer usina com R$ 16 bi; para empresas, o custo da obra, estrela do PAC, é de R$ 23 bi a R$ 30 bi
MARCIO AITH
AGNALDO BRITO
DA REPORTAGEM LOCAL
A poucos dias da publicação do edital para a concessão da controversa usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), o setor privado ameaça desistir do projeto se o governo não elevar a tarifa-teto de R$ 68 por megawatt/hora no leilão.
O edital deve sair logo após o Carnaval, o que elevou a temperatura nos bastidores da maior obra de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A tarifa foi proposta pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética, estatal que planeja o setor) com o objetivo de viabilizar o megaprojeto ao menor custo para o contribuinte.
Para a EPE, é possível erguer a terceira maior usina em potência instalada do mundo com R$ 16 bilhões. Para as empresas, o custo é de R$ 23 bilhões a R$ 30 bilhões, com necessidade de tarifa-teto perto de R$ 140. Assinantes Folha de São Paulo / UOL leia na íntegra na Folha de São Paulo
Nenhum comentário:
Postar um comentário