segunda-feira, 24 de maio de 2010

África tem que acordar e dar menos atenção a organismos internacionais, defende especialista

Eduardo Castro
Correspondente da EBC para a África

Maputo (Moçambique) - É hora de a África acordar e deixar de ouvir com tanta atenção as receitas dos organismos econômicos internacionais. A opinião é de Tomaz Salomão, secretário executivo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, sigla em inglês para Southern Africa Development Coordination Conference), que engloba a África do Sul, Angola, Botsuana, a República Democrática do Congo, o Lesoto, Madagascar, o Malawi, Maurício, Moçambique, a Namíbia, Suazilândia, a Tanzânia, Zâmbia e o Zimbábue.

Para Salomão, a África não deve sujeitar-se a modelos criados por intelectuais que “não sabem que a África é um continente com mais de 50 países com realidades socioculturais diversas”. Para ele a crise internacional surgida nos Estados Unidos em 2008 ajudou a provar que o formato de ajustamento estrutural imposto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e por outros organismos não responde aos desafios dos países em desenvolvimento. Para ele, as política adotadas pela China, Índia e pelo Brasil servem de exemplo na atual crise.

Moçambicano, Salomão foi ministro das Finanças, Transportes e Comunicações de seu país. É doutor em economia pela Universidade John Hopkins, de Maryland, nos Estados Unidos. Leia a seguir os principais trechos da entrevista exclusiva à Agência Brasil.
Leia a Entrevista aqui

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