A cada carnaval há quem diga que estamos a resgatar a alegria da grande festa popular brasileira, enquanto o espetáculo vai se enriquecendo em mesmice e vulgaridade.
O tempo, como se sabe, galopa. Se valer a pena resgatar alguma coisa será para compreender onde e porque erramos, conforme o salutar exercício da experiência, estabelecida na sequência de cabeçadas.
É impossível voltar a uma noite dos tempos em que o morro carioca descia para o asfalto metido em roupas setecentescas, cortadas e costuradas por um ano a fio, e o povo vivia três dias de deslumbrada folia em bailes e corsos.
Havia uma compostura e uma coerência hoje inatingíveis. Prevalece agora a grana ilegal dos bicheiros e de outras contravenções para alimentar a repetição paulificante e embrutecedora dos desfiles, a escalada de grosseria, um debate aviltante em torno da nudez, e um fenômeno assombroso de preguiça coletiva que toma conta de uma nação em peso, sempre pronta a encontrar pretextos para deixar de trabalhar por dez dias redon-dos.
Difícil está ficando resgatar – e aí sim, valeria a pena – os ritmos negros que fazem notável toda a músi-ca de um povo aparentado com a África, a música nas-cida da desgraça de um transplante forçado como a flor rara de um espinheiro. LEIA NA ÍNTEGRA no Blog do FÁBIO CAMPANA
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ola eu gostaria de espresar minha opiniao se for pra votar em jose serra sera a mesma coisa que votar em fernado herique por tabela e estariam com saudades do fmi para ir buscar dinheiro todo o ano meu deus o povo é sabio é so comparar os 8 anos do fhc e do presidente lula que vc ja ve obrigado.
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