
Representante de Agência Nuclear iraniana afirmou que país entregará nesta segunda-feira carta com detalhes do acordo.
Uma autoridade do governo do Irã afirmou que o acordo aprovado pelo país com a mediação do Brasil e da Turquia será entregue na sede da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira.
Em uma entrevista, o assistente do diretor da Agência Nuclear Iraniana, Bahzad Soltani, afirmou que o país vai entregar na segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena, na Áustria, uma carta que descreve os detalhes do acordo fechado na semana passada em Teerã.
Na segunda-feira, os três países anunciaram uma proposta de acordo que prevê o envio de 1.200 quilos de urânio iraniano enriquecido a 3,5% à Turquia. Em troca, o Irã receberia o urânio já enriquecido a 20%, para fins medicinais.
Soltani afirmou que a entrega será feita pela manhã pela "primeira ou segunda autoridade na delegação iraniana, junto com as delegações do Brasil e da Turquia", diretamente para o diretor da AIEA.
Soltani afirmou ainda que os países ocidentais precisam aceitar o acordo fechado em Teerã e "aproveitar a oportunidade". Aceitar o acordo, segundo Soltani, iria abrir a porta para o uso pacífico da energia nuclear por todos.
Na terça-feira, um dia após o anúncio do acordo, os EUA circularam um esboço de resolução entre os países do Conselho de Segurança da ONU, pedindo uma quarta rodada de sanções econômicas e diplomáticas devido ao programa nuclear do Irã.
Analistas acreditam que, dos 15 países integrantes do órgão da ONU, apenas três, Brasil, Turquia e Líbano, todos com assentos temporários, não aprovariam a resolução com as sanções.
Ameaça
O Irã ameaçou rever seus laços com a AIEA se o Conselho de Segurança aprovar as novas sanções contra o país.
O presidente da Assembleia Consultiva Islâmica, Ali Larijani, acusou os Estados Unidos de ignorar o acordo fechado em Teerã, com a mediação do Brasil e da Turquia.
Em um discurso transmitido pela televisão estatal iraniana, Larijani afirmou que as ações americanas poderão fazer com que o Irã abandone o acordo.
"Isto iria estragar todos os esforços feitos pela Turquia e pelo Brasil e isto (o acordo) poderia ser deixado de lado, completamente."
"E, nestas circunstâncias, o Parlamento iraniano vai tomar outras medidas no sentido do nível de cooperação entre o Irã e a AIEA", acrescentou.
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