terça-feira, 11 de maio de 2010

Senado dos Estados Unidos aprova emenda que dá mais transparência para empréstimos do Fed

Até 1º de dezembro, o banco deve informar o nome de todas as empresas e bancos centrais que receberam ajuda

Álvaro Campos, da Agência Estado


WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira uma emenda ao projeto de lei de reforma do sistema financeiro que aumentará a transparência dos empréstimos de emergência concedidos pelo Federal Reserve durante a crise financeira.

Os legisladores aprovaram, com 96 votos a favor e nenhum contra, a realização de uma única auditoria do governo sobre todos os programas de empréstimos emergenciais realizados pelo banco central norte-americano desde dezembro de 2007 - incluindo as linhas utilizadas para ajudar a lidar com o colapso do Bear Stearns & Co. e o programa para estabilizar os mercados de títulos atrelados a ativos.

A emenda prevê também que o Escritório de Responsabilidade do Governo (GAO, em inglês) reveja a governança corporativa do Fed e avalie se existem conflitos de interesse inerentes ao modelo utilizado atualmente pelo banco central.

Além disso, o Fed teria de tornar público até o dia 1º de dezembro o nome de todas as empresas e dos bancos centrais estrangeiros que receberam ajuda por meio dos programas de emergência nos últimos três anos, além dos termos e do montante dos auxílios oferecidos.

A emenda aprovada no Senado foi apresentada pela senador independente Bernie Sanders. A linguagem do texto, no entanto, foi abrandada em relação a da proposta original para não esbarrar em objeções da Casa Branca e também para angariar os 60 votos necessários para avançar com a provisão.

Logo após a aprovação da emenda de Sanders, o Senado rejeitou, com 62 votos contra e 37 a favor, uma emenda mais rígida sugerida pelo senador republicano David Vitter, que apresentava a linguagem da proposta original de Sanders e ainda concedia ao governo federal mais poderes de supervisão sobre o Fed, permitindo, por exemplo, que o GAO fiscalizasse as decisões de política monetária do banco central. As informações são da Dow Jones.

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