Já são mais de 200 mortes no Estado, sendo a maioria em Niterói. Também morreram pessoas na capital, em São Gonçalo, Petrópolis, Nilópolis, Paracambi e Magé. As buscas continuam no morro do Bumba, em Niterói, onde um deslizamento de grandes proporções aconteceu na noite da última quarta-feira. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), visitou na tarde de hoje o local e disse que as estimativas apontam que ainda existem de 100 e 150 corpos soterrados ali. "A situação é estarrecedora", afirmou.
A medida do governo federal prevê a criação do “Pró-moradia Emergencial”, uma linha de financiamento para a construção de casas próprias, com prazo de pagamento de 30 anos e juros de 3% ao ano. As linhas de crédito oferecidas atualmente pela Caixa Econômica Federal operam com prazo de 20 anos e juros de 6% ao ano.
A outra medida prevê a liberação, por parte do Ministério do Trabalho, de até R$ 4.600 do valor do FGTS do trabalhador que habite áreas dos municípios fluminenses, onde tenha sido decretado estado de emergência ou calamidade pública. De acordo com o ministro Carlos Lupi, o dinheiro já poderá ser sacado na próxima semana em agências da Caixa.
Outra prioridade da Caixa, segundo o superintendente nacional Elício Lima, é a de oferecer assistência técnica aos municípios mais carentes na elaboração de projetos para o programa Minha Casa, Minha Vida, por meio do qual o governo federal financia moradias populares às famílias com renda até dez salários mínimos.
No Rio de Janeiro, 14.822 mil unidades já estão em fase ou em vias de construção e cerca de 16 mil ainda podem ser financiadas pelo programa. Os números não incluem as 4.080 unidades que faziam parte do programa PAR e serão em breve inseridos no Minha Casa Minha Vida.
Niterói já tem 2.000 casas contratadas e ainda pode contratar, por meio do programa do governo federal, 1.625 unidades habitacionais. São Gonçalo tem 4.200 unidades previstas no projeto e 3.534 de contrato.
* Com informações da Agência Brasil
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